4 de junho de 2026

Salvem o Chefe!

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Almir Forte

 

Os últimos acontecimentos políticos no Brasil têm demonstrado que a história dos brasileiros não caminha em direção ao futuro como na maioria dos povos do mundo. Uma parte significante de nossa sociedade não concorda com o que consideramos democracia, liberdade, independência e futuro.

Assistimos o magnífico, belo e perfeito espetáculo de abertura dos jogos olímpicos realizados no Rio de Janeiro, onde devido a situação política de insegurança institucional e a figura de um usurpador no lugar da Presidente, fez com que a presença de importantes Chefes de Estado fosse mínima, a menor de todas as olimpíadas do mundo moderno.

O silencio do grande espetáculo somente foi quebrado pela estrondosa vaia ao presidente interino Michel Temer, como um pedido de socorro ao mundo democrático para que ajude a restaurar a democracia em nosso país, que mantenha as conquistas sociais, políticas e econômicas até o momento conquistadas e sobre forte ameaça.

E no mundo real, o afastamento da presidente eleita por mais de 54 milhões de votos, cujo único crime foi aceitar esse interino como vice-presidente em sua chapa, segue a velocidade da luz, iniciou na mesa da Câmara, passou por uma comissão, foi aprovado, encaminhado ao plenário da Câmara e aprovado em tempo recorde.

Em seguida foi encaminhado ao senado, analisado por uma comissão especial e aprovado, seguiu para o plenário e também foi aprovado. Agora, a presidente virou ré e deverá ser julgada pelos senadores até o final de agosto.

Enquanto isso, o presidente interino Temer e sua base aliada formada pelo PMDB, PSDB, DEM, PSC e outros nanicos do chamado Centrão, sob o comando do deputado Rodrigo Maia (DEM), organizam uma forma de salvar o mandato de seu chefe, Eduardo Cunha, acusado de corrupção ativa e passiva, evasão de divisas, dono de contas ocultas no exterior e que ameaça delatar metade do Congresso.

Por esse motivo o processo de cassação de Cunha – que começou antes do pedido de impeachment de Dilma – somente agora foi lido no plenário, mas, ao que tudo indica, não deverá ser votado neste ano, ficando para a próxima legislatura, ou talvez, o próximo século.

E assim, enquanto tramam o afastamento de Dilma, manobram em plena luz do dia por uma maneira de salvar o chefe de Temer e sua quadrilha. Acreditam, que se Cunha for caçado antes do afastamento definitivo da Presidente denunciará mais de duzentos deputados, centenas de senadores e o interino Michel Temer.

E dessa forma, o golpe disfarçado de impeachment não será aprovado.

Portanto, salvem o Chefe.

 

 

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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