Para continuarem relevantes, num mundo que as torna cada vez mais dispnsáveis….
http://www1.folha.uol.com.br/tec/2014/02/1416932-teles-querem-controlar-identidade-digital.shtml
Teles querem controlar identidade digital
As operadoras de telefonia lançaram hoje (24) uma nova estratégia: centralizar o controle de identificação digital de quem usa a internet.
Apesar de não ter havido menção explícita à agência americana NSA, o plano é colocado em marcha após o escândalo de espionagem que brotou no vácuo da falta de regulação sobre os dados de usuários.
A ideia é padronizar uma tecnologia que identifique cada usuário a partir do chip de seu celular, cada vez mais o meio dominante de acesso à internet. Essa identidade daria acesso a serviços na internet (como bancos e aplicativos de música) e comandaria também outros aparelhos, mesmo que não conectados diretamente à internet.
“A autenticação é o pesadelo dos usuários”, afirmou Stéphane Richard, presidente da operadora francesa Orange. “A transmissão dos dados é feita sem encriptação, o que a torna fácil de interceptar, e muitas vezes o controle usado é o próprio email.”
Na proposta apresentada hoje, o controle passa a ser feito a partir de dois dados: o cartão telefônico de cada aparelho (SIM card) e uma senha –o acesso via desktop não foi contemplado, ao menos no plano mostrado durante o Mobile World Congress, em Barcelona.
Para as teles, é uma tentativa de manter relevância no xadrez digital. Sua força original de receita, a transmissão de voz, declina rapidamente. Deve deixar de ser a fonte predominante em todo o planeta nos prõximos anos, e em muitos lugares já ficou para trás. Por exemplo: uma das maiores operadoras da América Latina, a mexicana América Móvil, controladora da Claro no Brasil, viu sua fatia de receita com voz passar de 80% para 39% desde o ano 2000.
O cenário para as teles tampouco é róseo na transmissão de dados. O mercado foi largamente tomado pelos chamados OTT, jargão que o setor utiliza para descrever gente bem conhecida dos usuários, como Skype e WhatsApp. São empresas que utilizam a rede de dados das operadoras para criar seus próprios serviços e receitas (daí o nome “over the top”, que dá origem à sigla).
No mais básico dos serviços digitais, a troca de mensagens, as operadoras já comem poeira.
No ano passado foram trocadas mais mensagens por aplicativos do que pelo tradicional SMS, segundo a consultoria Mason.
Daí a necessidade de marcar novos territórios para fazer frente ao crescente investimento que precisam fazer nas redes de transmissão –a estimativa mundial do setor para o restante da década é de US$ 1,7 trilhão, o equivalente a três quartos do PIB brasileiro no ano passado.
Para isso, tentam aproveitam o momento de discussão sobre segurança e privacidade na rede.
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