O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado que o espaço aéreo “sobre e ao redor da Venezuela deve ser considerado totalmente fechado”.
A ordem atinge companhias aéreas, pilotos e, segundo ele, “traficantes de drogas e de pessoas”. A declaração, publicada na rede Truth Social, ocorre em meio a uma escalada de tensão com Nicolás Maduro, depois que Trump prometeu iniciar operações “por terra” contra grupos de tráfico venezuelanos.
Na prática, a medida coincide com o fortalecimento da presença militar americana no Caribe. Tropas venezuelanas foram colocadas em “alerta máximo” após a chegada do maior porta-aviões do mundo à região, enquanto interferências eletromagnéticas sobre o espaço aéreo venezuelano forçaram companhias a cancelar ou desviar voos comerciais, numa manobra que Maduro classificou como “terrorismo de Estado”.
O contexto dessa escalada inclui uma estratégia de pressão que mistura ameaças e negociações. Trump chegou a conversar com Maduro na semana passada em uma ligação que contou com o secretário de Estado Marco Rubio, levantando especulações sobre um possível encontro entre os dois.
Pouco depois, o Departamento de Estado norte-americano designou Maduro como líder do suposto Cartel de los Soles, classificado como organização terrorista estrangeira.
Desde setembro, operações militares americanas no Caribe destruíram embarcações suspeitas de transportar drogas, resultando na morte de pelo menos 83 pessoas. Até o momento, o governo dos EUA não apresentou evidências concretas do envolvimento dessas embarcações em tráfico de drogas.
A ofensiva também é acompanhada de vigilância tecnológica, com instalação de radares em países vizinhos para monitorar movimentos sobre o território venezuelano. Analistas alertam que altos níveis de interferência de GPS costumam ocorrer em zonas de conflito militar, sugerindo risco crescente para a aviação civil e infraestrutura crítica na região.
O tema foi discutido recentemente no programa TVGGN 20 Horas pelo cientista político Para Pedro Costa Júnior. Para o analista, a atuação americana se assemelha a campanhas anteriores dos EUA, como a “guerra ao terror” e a “guerra contra as drogas”.
Costa Jr. apontou três possíveis cenários para essa escalada de tensão por Trump: operação localizada para derrubar Maduro, ataques a pontos estratégicos de petróleo ou uma invasão total da Venezuela.
Rui Ribeiro
29 de novembro de 2025 1:55 pmO espaço aéreo dos Estados Unidos também está fechado.
Vamos lá.
Carlos
30 de novembro de 2025 4:19 amAmericanos como fomentadores do armamento indiscriminado, que alimenta o tráfico e o terrorismo, e grande, senão o maior, consumidor de drogas do mundo alem de grande fabricante das sintéticas, se acha no direito de isolar países apenas para derrubar governos avessos a entregar suas riquezas para empresas americanas, como fazem os submissos enclaves chamados guianas (merdinhas ora alçadas a paraisos).
Encurralando a América do Sul enquanto abriga os inimigos da democracia, como os marginais brasileiros ora ali homiziados, desvia a atenção do mundo para a merda que Trump vem jogando o país deles.
Mas gostaria de ver se eles têm c***hão para atacar um navio ou avião, russo ou chinês, que aporte ou pouse na Venezuela.