Trump usou poder militar para pressionar Ucrânia, diz Bolton

Livro de ex-assessor de Segurança Nacional dos EUA indica que presidente condicionou liberação de verba a investigação contra democratas – um dos elementos-chave do processo de impeachment

Jornal GGN – Em agosto de 2019, Donald Trump disse ao seu então assessor de Segurança Nacional, John Bolton, que gostaria de manter congelados US$ 391 milhões destinados a ajuda militar para a Ucrânia até que as autoridades do país ajudassem a investigar os democratas, incluindo o ex-vice-presidente Joe Biden e seu filho Hunter. O relato foi feito pelo próprio Bolton, em um livro ainda inédito cujos trechos foram divulgados pelo jornal The New York Times.

A documentação é bombástica, pois é uma admissão por um alto funcionário diretamente envolvido no tema, do elemento central do processo de impeachment de Trump: que o presidente dos Estados Unidos coagiu um país para investigar seus rivais políticos.

Segundo informações do The New York Times, o relato de Bolton foi incluído nos rascunhos de um manuscrito que circulou nas últimas semanas, e que também foi encaminhado à Casa Branca para revisão de alguns funcionários e antigos.

Ele apresenta um esboço do que o ex-assessor pode testemunhar caso seja chamado como testemunha no julgamento de impeachment no Senado – e por isso, a Casa Branca poderia usar o processo de revisão pré-publicação, que não possui prazo definido, para omitir passagens importantes ou mesmo matar a publicação do livro.

Logo após a publicação da notícia no jornal norte-americano, líderes democratas insistiram na necessidade do depoimento de Bolton no Senado, algo a que os republicanos se opuseram até o momento para proteger Trump. E os republicanos seguiram em silêncio mesmo após a divulgação dos manuscritos.

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O atual mandatário norte-americano é o terceiro da história do país a passar pelo processo de impeachment. Trump é acusado de abuso de poder, por pressionar o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a investigar os democratas na Ucrânia, usando as ajudas militares já aprovadas pelo Congresso como moeda de troca, além de um convite para visitar a Casa Branca.

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