4 de junho de 2026

Túnel de animais extintos é descoberto em Rondônia

 
 
A primeira toca de preguiças gigantes da região amazônica, extintas há milhares de anos na América do Sul, foi descoberta no último mês por pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil. A caverna já era conhecida por moradores da região de Ponta do Abunã, em Rondônia, mas não havia sido classificada de paleotoca, ou seja, cavada por animais extintos.
 
De acordo com o geólogo Amilcar Adamy, responsável pela descoberta, a paleotoca existe há pelo menos 10 mil anos e tem no mínimo 100 metros de extensão. A toca tem marcas de garra que indicam que foi escavada por espécies de grande porte. “Não temos na fauna atual da região nenhum animal capaz desse tipo de escavação”, explica.

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A primeira visita dos geólogos ao local foi em 2010. Segundo Adamy, desde o primeiro momento a estrutura da toca despertou o interesse dos pesquisadores pelo formato circular e semicircular de grandes dimensões, pelos numerosos túneis interligados e por conter uma extensão indefinida, mas faltavam informações para classificar a caverna. “É possível ficar em pé lá dentro e circular livremente, somente em algumas partes é preciso se abaixar para passar”, destaca.
 
Após contato com pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade Estadual Paulista, responsáveis pelas descobertas de dezenas de paleotocas nas regiões Sul e Sudeste, a equipe técnica do Serviço Geológico voltou a campo em meados de julho para analisar o local. “Com esse subsídio, pudemos fazer a constatação de que a caverna não era resultante de processos naturais ou da ação do homem”, disse Adamy.
 
Serão feitos estudos complementares na região para buscar novas tocas, além de detalhar a paleotoca descoberta e determinar sua extensão total. Também serão feitas escavações de pequeno porte em busca de evidencias fósseis dos antigos moradores do local.
 
A pesquisa na região faz parte do Projeto Geodiversidade de Rondônia, que busca identificar sítios geoturísticos que podem contribuir com o desenvolvimento econômico do estado ao favorecer o turismo em bases sustentáveis. Segundo Adamy, ainda não há previsão de data para a abertura da caverna à visitação.

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6 Comentários
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  1. Ivan de Union

    4 de agosto de 2015 7:30 pm

    Elas podiam ate ser gigantes

    Elas podiam ate ser gigantes mesmo, mas esse tunel da foto NAO eh trabalho de individuais.  Eh trabalho coletivo.  Infelizmente vamos ter que esperar analises dessas marcas de “garras” pois nem fotos eles se deram ao trabalho de divulgar -uma divulgacao meio porca, francamente:  o “extintas a milhares” de anos tambem soa extremamente nao-cientifico.

    (Fantastica descoberta, nao me entendam mal.)

    1. Marcos Castro

      5 de agosto de 2015 7:10 pm

      Calmalá! Acabaram de

      Calmalá! Acabaram de descobrir. Agora é que vem os estudos detalhados. 

  2. Jonathan A. Weber

    4 de agosto de 2015 7:31 pm

    Tatu e não preguiça

    Esta matéria, também veiculada na FSP, parece conter um erro primário. Para cavar uma toca o animal precisa das patas trazeiras para empurrar a terra retirada pelas patas dianteiras, o que é impossível para uma preguiça gigante. Além disso, são conhecidas várias outras paleotocas, acertadamente atribuídas a gliptodontes (os tatus quaternários) como é o caso desta.

    1. Ivan de Union

      4 de agosto de 2015 8:58 pm

      Acho que “preguica” a esse

      Acho que “preguica” a esse ponto eh so nome experimental, mas realmente eh so outra coisa no item que nao faria sentido se fosse “conclusao” cientifica.  Nao, nao existiu tatu desse tamanho tampouco.  Ou pelo menos nao existiu ate eu ver o fossil.

      (Repetindo:  eu quero ver multiplas imagens dessas “garras”.  Sem elas o item nao se sustenta em varios pontos, e eu estou apostando que as garras tem multiplas impressoes garrais.)

    2. Cafezá

      4 de agosto de 2015 9:39 pm

      Penso que a paleococa pode

      Penso que a paleococa pode ter sido escavada por um Pterodáctilo, o dinossauro voador muito parecido com um helicóptero. Segundo estudos, essa espécie escavava paleococa para guardar coca  -cola. O Pterodáctilo, segundo os mesmos estudos, vivia, e ainda vive escondido, em algumas regiões do Brasil.

  3. Ze Guimarães

    4 de agosto de 2015 11:37 pm

    Megafauna

    Todos os continentes tiveram megafauna, e todas estas faunas foram extintas assim que o ser humano chegava nos continentes. No Brasil tinhamos tigres dentes de sabre – 400 kg, mastodontes ( uma espécie de elefante) preguiças gigantes de 4 toneladas, gliptodontes ( um tatu do tamnaho de um fusca.) E muito mais. Há onze mil anos os seres humanos chegaram aqui e se banquetearam com esta rica fonte de caça.

    Na Europa, Ásia e américa do Norte, também tinham megafaunas. Sem esquecer que estes continentes eram cobertos de densas florestas. Europa e Ásia tinham mamutes ( elefante gigante peludo) Rinocerontes lanudos, alces de 3 metros de altura. Ursos gigantes, com cinco metros de altura, leões, tigres dentes de sabre ( 400 kg)

    Na américa do norte haviam castores do tamanho de um urso.

    Na austrália haviam cangurus gigantes, lagartos de 7 metros, (carnívoros), leões marsupiais, tigres marsupiais.

    Na Nova Zelândia haviam as moas, uma espécie de ave com cinco metros de altura. Aguiás gigantes,

    Na África, além dos tigres dentes de sabre, houve um passaro “elefante”, com meia tonelada.

    A maioria extintos pelas mãos dos seres humanos, depois que estes aprenderam a fazer armas de caça, arcos, flechas e lanças. .

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