Hoje os telejornais deram uma atenção exagerada à médica cubana que abandonou o Mais Médicos acusando o Brasil de submete-la a trabalho escravo. Ela foi entrevistada na sede do Democratas, recebeu oferta de emprego dos inimigos do Mais Médicos e pretende processar o Brasil.
O que causa mais estranhamento nesta história é a evidente omissão. Nenhum telejornal entrevistou outros médicos estrangeiros que vieram ao Brasil para trabalhar no programa Mais Médicos. Está omissão é imperdoável, pois seria necessário criar condições para o respeitável público julgar as graves acusações feitas pela desertora cubana.
Outra coisa que causa estranhamento na história é o envolvimento político partidário da cubana. Quando os cubanos começaram a chegar ao Brasil eles foram hostilizados porque supostamente teriam ligações com o PT. Mas as evidentes ligações da cubana desertora do Mais Médicos com o Democratas não causou nem estranhamento nem reações hostis dos telejornalistas. Vem dai minha suspeita de que eles também tem suas preferências partidárias mesmo que procurem esconde-las sob uma suposta isenção.
Mais estranhamento ainda causa a falta de interesse dos telejornais em entrevistar os cidadãos que a médica desertora atendeu. Afinal, se ela está insatisfeita com o Mais Médicos é preciso saber se os pacientes estavam ou não satisfeitos com o trabalho dela.
A médica acusou o Brasil de escraviza-la, mas não quer voltar para seu país de origem. Muito pelo contrário, com apoio dos Democratas ela pretende ficar aqui e quer ser indenizada em razão do que ocorreu. Muito conveniente não?
Chego até a suspeitar da honestidade da acusação feita por esta médica cubana. Afinal, para quem supostamente foi tão maltratada pelo Brasil a cubana desertora do Mais Médicos está menos preocupada em abandonar o país infame que escraviza médicos estrangeiros do que em se locupletar as custas dos contribuintes brasileiros. Está é uma indenização que eu, que também sou contribuinte, não pagarei sorrindo.
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