O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu ontem a quebra de sigilo fiscal decretada pela CPI do INSS contra Roberta Luchsinger, apontada como “amiga” do empresário Lulinha, filho do presidente Lula, que está na mira das investigações por suspeita de ser sócio do “careca do INSS”. Na decisão, Dino afirmou não ser correto permitir risco de “dano ao direito à intimidade” e que o Senado não pode, sem fundamentação, impor uma “devassa indiscriminada à vida privada dos cidadãos”. A decisão de Dino não se estende a Lulinha. O resultado: ele está sofrendo uma devassa.
Nesta quinta (5), o site Metrópoles divulgou em primeira mão uma série de reportagens que são fruto direto do vazamento do sigilo fiscal de Lulinha. O portal, aliás, vem intensificando a cobertura contra Lulinha desde o final de fevereiro. A maioria dos textos agora saem na coluna da jornalista Andreza Matais, que publica bastidores políticos.
Abaixo, um resumo da “onda de notícias”:
25 de fevereiro de 2026
- Delação no caso do INSS
Reportagem diz que ex-dirigentes do INSS negociando delação teriam citado Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, em investigações sobre fraude em aposentadorias. A defesa afirmou que ele não conhece os delatores e nega participação no esquema. - Defesa pede acesso à investigação
Advogados de Lulinha solicitaram ao STF acesso aos autos para saber se ele é alvo formal da investigação sobre desvios no INSS.
27 de fevereiro de 2026
- Quebra de sigilo na CPMI
A CPMI que investiga fraudes no INSS aprovou quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha após relatos de testemunhas que mencionaram pagamentos relacionados ao esquema.
3 de março de 2026
- Lobista teria usado nome de Lulinha
Reportagem diz que a estratégia da defesa é afirmar que uma lobista teria usado o nome dele em negociações ligadas ao caso do INSS sem autorização.
4 de março de 2026
- Movimentação de R$ 19 milhões
O site divulgou que uma conta de Lulinha teria movimentado R$ 19,3 milhões entre 2022 e 2025, segundo dados de quebra de sigilo analisados por investigadores. Em nenhum momento o Metrópoles informa se a movimentação fiscal foi considerada suspeita por algum motivo. Manda a boa etiqueta, no jornalismo, que essa ressalva seja feita mesmo quando há grandes volumes de recursos em questão. Mais do que isso: não destacou nenhuma movimentação envolvendo o “careca do INSS”. - Origem do dinheiro
Outra matéria relata que aliados dizem que parte do valor seria herança da ex-primeira-dama Marisa Letícia e rendimentos de empresas dele. Mais uma vez, a mera exposição da vida privada sem qualquer conexão clara com eventuais ilícitos.
5 de março de 2026
- Pagamentos a empresário ligado ao sítio de Atibaia
Reportagem mais recente afirma que Lulinha teria transferido cerca de R$ 700 mil ao empresário Jonas Suassuna, ex-sócio ligado ao caso do sítio de Atibaia. - Pagamentos a lobista investigado
Outra notícia aponta transferências de cerca de R$ 750 mil a Kalil Bittar, alvo de investigação da PF por lobby no MEC. Mais uma vez, não houve apuração sobre o motivo dos pagamentos por parte de Lulinha, para justificar o interesse público.
O volume concentrado de reportagens em poucos dias cria uma cobertura intensiva no Metrópoles que não deixa de ser notável. Em vez de uma única reportagem longa sobre a quebra de sigilo fiscal, o conteúdo foi dividido estrategicamente em vários textos menores. Esse formato mantém o nome de Lulinha constantemente no noticiário, junto com fotos de Lula e a ressureição de casos já explorados na Lava Jato: o sítio de Atibaia, por exemplo. Cria-se uma atmosfera que, assim como ocorreu na Lava Jato, aniquila a presunção de inocência de quem ocupa as manchetes.
Apesar de o direito à privacidade de Lulinha ser desrespeitado e servir de munição para a oposição ao governo, o deputado federal Paulo Pimento (PT) avaliou que os vazamentos tiveram um lado positivo, pois mostraram que não há conexão entre Lulinha e o esquema do INSS. “As informações de sigilo não chegam a durar 12 horas na CPI sem serem vazadas. E o que esse vazamento mostrou? Exatamente o que sempre dissemos: não existe nenhuma relação entre o filho do Presidente Lula e o esquema do INSS“, afirmou, segundo a assessoria do PT na Câmara.
A defesa de Lulinha buscará, no STF, estender ao seu cliente a decisão de Dino que beneficiou Roberta com a suspensão da quebra de sigilo.
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Rui Ribeiro
6 de março de 2026 1:18 pmUm assessor braço direito do Nikolalau tinha contato com o Vorcaro. Após jogarem luz sobre esse fato, o Nikolas disse que perguntou ao seu braço direito se ele tem algum envolvimento, tendo o assessor dito que não. Nikolas diz que o assessor tem 100% sua confiança. Se tem 100% a confiança do Nikolas é honesto. Não anda de carona no avião de ninguém.
Ele acha que o assessor ia confessar? Ora, se o próprio Nikolas só reconheceu as caronas no jatinho do Vorcaro após o vazamento traiçoeiro, ele acha que o seu assessor ia confessar?
Assume, que o filho é teu, Rato
Rui Ribeiro
7 de março de 2026 10:51 amTendo em vista que o Nikolas afirmou que fazer turismo em jatinho de empresário bandido é atestado de honestidade, queria que o Vorcaro enviasse o jatnho dele pra eu ter meu atestado se honestidade voando sob suas asas.
Rui Ribeiro
7 de março de 2026 3:34 pmO Nikolas tem o rabo na mão do Vorcaro. E suplica a ele que delate, a fim de ser premiado com a impunidade ou com uma pena reduzida. Será o fim da Ingreja Ladroinha.
Voar no jatinho do Vorcaro é atestado de honestidade. O Vorcaro expediu algum atestado de honestidade pra ti, Ulianov? Mas deve ter expedido um atestado de honestidade pro Uchoa.
Pimentas igrejas, grandes negócos.
Rui Ribeiro
7 de março de 2026 3:59 pm“Esquerda associa Nikolas a Vorcaro para tentar desgastar a influência política do deputado”
O que, Pig? Ora, foi o próprio Nikolau que se associou ao Vorcaro, ao voar no seu jatinho pra cima e pra baixo. E quem vazou esse segredo foi a própria extrema direita.
+almeida
7 de março de 2026 5:47 pmEu avalio que o gestor do saco de poder e terrivelmente cumpridor da ordem para sua distribuição, se propôs investir-se de podres poderes injustos, por contradizer a justiça, e perigosos, por colocar flagrantemente em risco a integridade física, moral e pessoal da vítima.
Passou vexame, pois a sua decisão foi reprovada e suspensa publicamente, por um de seus pares. Quem deve não teme, diz o ditado popular, por essa razão fica sem entendimento o fato de uma parte sofrer uma devassa indiscriminada em sua vida pública e privada, sem que se tenha nenhuma certeza da veracidade da tresloucada dedução que lhe foi imputada, enquanto gravíssimos e terríveis indícios e provas não mereceram do gestor do poder, a atenção e as providências que cabem diante de provas e fortes indícios, que mostra claramente a periculosidade do grupo identificado, e que até pode se definir como quadrilha.
Porém, por falta de cuidado ou de competência ou não sei o que mais, o dano foi causado e o lado beneficiado pelo gestor (intencionalmente, ou não) fez a festa e o estrago na honra, na reputação e na integridade moral, que poderá causar sérios riscos a vítima.