O general Gonçalves Dias, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, deve receber uma intimação da Polícia Federal ainda esta semana, para depor a respeito da conduta adotada durante o ato terrorista promovido por bolsonaristas em Brasília, no dia 8 de janeiro.
Nesta quarta-feira (19), a CNN divulgou imagens do sistema de segurança. A princípio, o ministro caminha sozinho no terceiro andar do palácio, na antessala da presidência. Minutos depois, invasores aparecem no local e as imagens sugerem que o ministro indica a saída de emergência para os golpistas.
A mesma postura é repetida por outros funcionários do GSI. No entanto, a presença da equipe não evitou a destruição de câmeras de segurança, mesas de vidro e o o relógio Balthazar Martinot.
Negligência?
As imagens do circuito interno mostram ainda um capitão do Exército, também integrante do GSI e responsável pela segurança do Palácio do Planalto, supostamente fornencendo água aos terroristas.
O capitão também aparece nas imagens conversando e apertando as mãos dos criminosos, além de não repreender um invasor que pegou um extintor de incêndio.
Outro militar fardado foi flagrado entregando água aos invasores. De acordo com a GSI, o capitão do Exército não integra mais a pasta.
Ausência
Após as denúncias virem à tona, Gonçalves Dias decidiu se ausentar da sessão na Câmara dos Deputados desta quarta-feira. A participação do ministro, cancelada pela assessoria de imprensa, já estava marcada e ele falaria sobre os atos terroristas que atingiram as sedes dos Três Poderes.
Gonçalves também prestaria esclarecimentos sobre as alegações de que o governo federal recebeu alertas sobre o risco de invasão e depredação dos prédios públicos, mas cancelou a participação “por motivos de saúde”.
Investigação
“O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República esclarece que as imagens mostram a atuação dos agentes de segurança que foi, em um primeiro momento, no sentido de evacuar os quarto e terceiro pisos do Palácio do Planalto, concentrando os manifestantes no segundo andar, onde, após aguardar o reforço do pelotão de choque da PM/DF, foi possível realizar a prisão dos mesmos”, informa o GSI em nota.
A pasta também informou que a conduta dos agentes envolvidos está sendo apurada internamente e que, se comprovadas irregularidades, os autores serão responsabilizados.
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