Jornal GGN – Desde 2018, nas profundezas da internet, navegantes adeptos de discursos de extrema-direita têm conversado sobre um plano de ataque à deputada federal Talíria Petrone. Amiga de Marielle Franco, igualmente filiada do PSOL e militante de causas ligadas aos direitos humanos, Talíria recebe ameaças já com o conhecimento da Polícia Federal.
A Polícia Legislativa a acompanha quando está em Brasília, desde abril, quando PF identificou as mensagens de ameaça. Para reforçar o entorno da parlamentar em suas passagens pelo Rio de Janeiro, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, já enviou comunicados sobre a gravidade da situação a Wilson Witzel. Mas o governador de linha autoritária tem ignorado todos os apelos de proteção e escolta 24 horas.
Nesta quinta (27), a assessoria de Talíria informou que o primeiro ofício de Maia foi enviado em 23 de abril. “Diante do silêncio do governador, o presidente da Câmara Federal enviou novo ofício, reiterando a solicitação, no dia 10 de maio. A bancada do PSOl também enviou ofício ao governador pedindo para tratar do assunto. Mas, até o momento, não há qualquer resposta sobre a solicitação.”
O caso deveria, inclusive, estar sendo tratado com sigilo, mas “devido ao total descompromisso do governo com a segurança de uma parlamentar federal, resolvemos trazer a público para buscar uma solução pública.”
Talíria sofre ameaças de morte desde que era vereadora em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Principalmente após a morte de Marielle Franco.
peregrino
27 de junho de 2019 4:11 pmNão dar a devida proteção é o mesmo que sugerir pode matar à vontade
Fabio de Oliveira Ribeiro
27 de junho de 2019 6:05 pmSe essa moça for assassinada pode ter certeza de que Wilson Witzel será o mandante ou o facilitador. Em qualquer dos casos ele deverá responder pelo crime.
Fernando Gomes
27 de junho de 2019 6:20 pmGoverno negligente com a segurança alheia, por questões ideológicas.
Irresponsável!
+almeida
27 de junho de 2019 11:22 pmE é exatamente por conta desse comportamento totalitarista que ele faz par a Bolsonaro e despenca em sua popularidade. Falta pouco para se tornar um potencial candidato a receber o prêmio do impeachment.