Esta semana dei uma palestra no encontro da ANDIFES (Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior). No encontro, a mesma dúvida: qual o prazo de validade do modelo econômico e social que está sendo implementado com a tomada do poder pela organização criminosa liderada por Eduardo Cunha?
Ouso dizer que é curto.
Acompanhe o raciocínio.
Peça 1 – a legitimação de Collor e FHC
Fernando Collor ganhou a presidência por mérito próprio, por ter entendido, antes dos demais candidatos, os novos ventos que surgiam.
No plano interno, a enorme ojeriza à centralização brasiliense, remanescente do regime militar; e a desconfiança em relação aos quadros políticos que se apossaram do poder, no governo José Sarney.
No plano internacional, estava em pleno vapor a onda liberal inaugurada por Margareth Thatcher e Ronald Reagan.
Em todos os períodos da historia, os movimentos políticos internacionalistas sempre necessitaram do endosso das grandes ondas globais. Foi assim no fim da Monarquia até a Primeira Guerra. E no período pós ditadura, com as eras Collor e FHC.
A onda anti-centralização, anti-mordomia, anti-Brasília, junto com o discurso thatcheriano era tão forte que permitiu a Collor cometer enormes erros, desmanchar políticas públicas bem-sucedidas, montar maracutaias com a privatização, mediante o uso das moedas podres. Mas trazer ganhos na abertura da economia.
Já a legitimação de Fernando Henrique Cardoso decorreu exclusivamente do Plano Real. Qualquer crítica a política implementadas era respondida com a mesma frase padrão: você quer a volta da inflação?
Esse jogo permitiu que os erros de FHC, especialmente com o câmbio, levassem o país à bancarrota logo após as eleições de 1998. Com o apoio decisivo da mídia, saliente-se.
Assim, a legitimação durou um mandato. O segundo foi um governo fantasma.
Ou seja, duas experiências internacionalistas, uma que não durou um mandato sequer, outra que durou apenas um mandato, mesmo tendo o enorme handicap do fim da inflação.
Peça 2 – os fatores de (des)legitimação de Temer
O primeiro fator de deslegitimação é o mais óbvio: Temer é o segundo homem na hierarquia de uma organização criminosa presidida por Eduardo Cunha. Ponto. Seria o mesmo que pretender modernização com um Fulgêncio Batista na Cuba pré-Fidel, um Rafael Trujillo na República Dominicana, um Noriega, no Panamá.
Pode-se conseguir a modernização com um déspota esclarecido. Com um bandido, nunca.
A razão é simples.
· Toda organização criminosa quer roubar.
· Processos de mudança abrem enorme espaço para negócios.
· Subordinando as mudanças ao roubo, perde-se a perspectiva de qualquer projeto estruturante ou legitimador.
Portanto, cortem essa história de que a disputa é entre dois projetos de país: um suposto projeto petista e um suposto projeto liberal da Ponte para o Futuro. É entre a modernidade e o banditismo, que é inerente ao modelo de implementação das medidas previstas na tal Ponte.
Pretender mudanças no ambiente político atual significa abrir o cofre do banco e dispensar a segurança. É o que está sendo feito, aliás.
Peça 3 – os templários do liberalismo
O segundo fator é a visão extremamente tecnocrática e amadora dos templários do liberalismo.
Há uma estratégia para a guerra e outra para a vitória. A guerra permite toda sorte de radicalização do pensamento, a criação de utopias, o pretíssimo no branquíssimo, a exploração da figura do inimigo, como acontece com todos os arautos das guerrilhas ideológicas.
Já o exercício do poder exige discernimento e avaliação correta sobre os limites da realidade, conhecimento das engrenagens políticas, sociais e econômicas de um país complexo, o ritmo de implementação etc.
Por aqui, os liberais lançaram diversos esquadrões armados de slogans e, no poder, não colocaram um maestro com conhecimento da posologia, do ritmo de implementação de mudanças, dos limites, das restrições impostas pela realidade. São os slogans se tornando políticas de Estado.
Desde o Cruzado o país é vítima desses cabeções, que julgam que quanto mais radical, mais virtuosa a política. Só ganham sabedoria depois que são expulsos do poder pelos excessos cometidos.
Em toda essa balbúrdia, nenhum aceno social, nenhuma palavra em direção aos direitos de minorias, nenhuma tentativa de legitimação.
Toda a estratégia é de curtíssimo prazo, de olho exclusivo no mercado e de acordo com a visão dos GPS, 3Gs e o escambau do mercado. Consiste em adquirir um ativo, rentabilizá-lo no curto prazo e passá-lo adiante, ganhando na sua valorização imediata.
Está aí o desastre da Estácio de Sá para comprovar os efeitos do padrão GP de rentabilidade máxima.
Hoje, o ativo é o Brasil.
Peça 4 – a economia em 2018
2018 entrará com o seguinte ritmo:
1. PEC do Teto: não passará do primeiro ano
A menos que se aceite como inócuo o desmantelamento de todos os serviços públicos, a PEC do Teto é inviável. Quando as multidões, abraçadas com prefeitos e governadores, entidades sindicais, associações saírem às ruas exigindo remédios, saúde, educação, segurança, o que o Planalto irá fazer? Colocar na frente do lago o Marcos Lisboa e o Monsueto de Almeida com uma calculadora, para explicar a lógica do plano? Terá as mesmas explicações que o inacreditável Paulo Hartung no Espírito Santo.
2. Os efeitos da lei trabalhista ficarão claros
Uma legislação que precisaria, de fato, ser modernizada, é empurrada goela abaixo, sem garantia de continuidade. O efeito imediato é esse massacre, do qual o caso Estácio de Sá se tornou o exemplo maior.
3. Vôo de galinha da economia
Não adianta os comentaristas da Globo celebrarem 0,1% de crescimento como se fosse recuperação. É a mesma coisa que comemorar o fato de ter parado de cair a popularidade de Temer, quando chega próxima de zero. Trata-se apenas de um processo cíclico, que sucede às grandes quedas. A economia continuará amarrada aos enormes passivos do período de crise, a uma política fiscal e monetária pró-cíclica (isto é, que acentua o ciclo de recessão) sem nenhuma alavanca capaz de relançá-la.
4. A humilhação do país nas mãos de uma quadrilha
A cada dia que passa, mais vai caindo a ficha geral de que o país está nas mãos de uma quadrilha. E, agora, uma quadrilha avalizada pelo único candidato do continuísmo com alguma possibilidade, Geraldo Alckmin.
Peça 5 – as eleições de 2018
O golpe foi uma aliança dos seguintes setores:
PSDB-mídia + Judiciário + Ministério Público + evangélicos + quadrilha de Temer-Cunha
O amálgama que junta juízes, procuradores e deputados é o moralismo pré-histórico da ultra-direita, seu discurso contra direitos das minorias, contra o casamento homoafetivo e todos os avanços das modernas democracias.
Não é por outro motivo que, na CPI da JBS, celebrou-se o acordo dos governistas, poupando a Lava Jato das denúncias de Tacla Duran. Foi a constatação óbvia de que a Lava Jato é essencial para a manutenção do continuísmo.
A noite do terror não terá vida longa por várias razões:
A implosão do núcleo do golpe
A construção institucional de um país depende da Constituição e de de um conjunto de leis, de práticas. A institucionalidade impõe limites, não apenas legais, mas de conduta a todos os poderes.
Quando se atravessa o Rubicão, como no caso do impeachment, todo esse edifício rui. Se se pode derrubar uma presidente ao arrepio da Constituição, tudo o mais será permitido. Que o diga o excelso Ministro Luís Roberto Barroso, principal padrinho do estado de exceção e da flexibilização da Constituição.
E aí vira a suruba portuguesa, com procuradores desmoralizando Ministros do STF pelo Twitter, Ministros do STF sendo desmoralizados sem necessidade de ajuda externa, negociatas à luz do dia, na forma de venda de estatais, venda de projetos de lei, venda de proteção, Judiciário colocando adversários em cana (como no caso do ex-governador Garotinho), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) punindo juízes legalistas. E cada um tentando puxar a brasa para a sua sardinha e vivendo intensamente como se não houvesse amanhã, não houvesse feios a essa orgia de poderes individuais.
Quando o golpe é conduzido por um poder central – um ditador ou uma corporação, como foi o caso de 64 -, ele se impõe sobre a balbúrdia geral. Quando o golpe é a balbúrdia, se esgota em suas próprias contradições.
O núcleo do impeachment virou de tal modo uma casa da mãe Joana que o presidente quer continuar, o Ministro da Fazenda quer o lugar do presidente, o maior aliado, PSDB, quer lançar candidato, mas não sabe se fica ou se sai, os jornais multiplicam-se em seminários de pouca relevância e alto patrocínio de estatais e, ao mesmo tempo, fingem que criticam o governo, para não se desmoralizar de vez perante os leitores.
Esse é um quadro sintético do que está acontecendo com os vitoriosos do golpe. Completa-se o quadro com a incapacidade de gerar sequer um candidato competitivo para 2018.
A impossibilidade do Estado de Exceção
Se não podem manter o poder pelo voto, manteriam pelo estado de exceção.
No curto prazo, a Lava Jato e o TRF4 dão conta. No médio, não.
A Constituinte de 1988 mostrou o avanço das organizações civis, invisibilizados pela mídia. De repente, como que do nada, surgiram grupos organizados indígenas, negros, de camponeses, de direitos humanos, de quilombolas etc.
Hoje em dia, com o advento das redes sociais, e com o próprio desenvolvimento nacional com as grandes conferências, os grupos de interesse multiplicaram-se. Há organizações de defesa dos deficientes, da Amazônia, dos LBTGs, das mulheres, da educação, da saúde, da assistência social, da ética nas empresas. Cada estado tem seu coletivo, suas organizações próprias, sem contar o sistema tradicional dos sindicatos e associações.
Hoje em dia, mesmo em setores empoderados pela direita – como Polícia Federal e Ministérios Públicos – existem os coletivos democráticos. Mais: todos os movimentos sociais apostam na democracia, esvaziando a tese do golpe preventivo.
Esses avanços, por sua vez, desenvolveram um mercado de opinião publicada – por tal, entenda-se o público classe média midiática -, menos estridente que os MBLs da vida, mas que gradativamente vai se tomando de enjoo com o discurso da indignação vazia e com os preconceitos da ultradireita.
Como já previsto em outros artigos, cada vez mais o primeiro time da imprensa brasileira tenta vestir o figurino do conservador inglês, conservador na economia, liberal nos costumes e discreto no linguajar.
É um movimento lento, que tende inicialmente a poupar o principal aríete da ultra-direita – os abusos da PF e do MPF no padrão Lava Jato -, mas que é irreversível no sentido de combater os excessos radicais.
Tudo isso demonstra uma musculatura e uma vitalidade que torna impossível qualquer veleidade de ditadura de médio ou longo prazo.
A inviabilidade Eleitoral da Ponte
Por outro lado, a Ponte para o Futuro não resiste a um teste de urna. É inviável eleitoralmente.
Não foi o petismo que deu a vitória a Dilma Rousseff em 2014, mas divisão do país entre o anacrônico e o moderno. A cada dia que passa, mais a face do golpe se confunde com as práticas mais anacrônicas.
Ontem, foi a vez do Congresso trazer de volta os manicômios. E há razões para isso. Em outros tempos, os manicômios eram fonte de enriquecimento de diversos coronéis políticos, como o ex-deputado Inocêncio de Oliveira. Sempre foram uma fonte inesgotável para sugar recursos do INSS.
Peça 6 – o fruto da árvore proibida
Com o início da era FHC, o PSDB abriu mão definitivamente das teses modernizantes. Tornou-se um partido rancoroso, sem identificação maior com os avanços sociais e morais. E negociando cada vez mais com lobbies externos, das incursões pioneiras de Pedro Malan no Banco Mundial, e de José Serra com a Nordisk, no episódio rumoroso de licitação de insulina, quando era Ministro da Saúde aos jogos atuais com a lei do petróleo.
Com todos seus defeitos, com todos os erros cometidos, com a falta de visão de Nação, com os erros econômicos da era Dilma, com a leniência da era Lula com mercado e mídia, o PT continua sendo o desaguadouro dos movimentos modernizadores apartidários.
Se num passe da mágica, a Lava Jato, com Temer, PSDB, Gilmar, mídia e a rapa conseguissem eliminar o partido, ainda assim toda essa frente social se manteria unida em torno do partido ou candidato que exprimisse esses valores.
Tudo isso porque deixaram o país provar o fruto da árvore proibida.
Durante algum tempo, o Brasil aprendeu que é possível erradicar a pobreza com políticas bem concebidas, que a redução da pobreza aumenta o mercado interno, produzindo um circulo virtuoso. Aprendeu que é possível desenvolver uma indústria da saúde, avançar na educação, participar dos jogos diplomáticos internacionais, criar uma indústria de defesa, remontar a indústria naval.
Podem destruir enquanto tem tempo.
Mas no fundo da memória nacional já foi plantada a palavra de ordem: nós podemos!

Antonio Victor
15 de dezembro de 2017 1:35 amTomara que você tenha razão
Mas não vejo esta chama no coração de nosso povo. Vejo só um mar de rancor, de ódio plantado por uma lavagem cerebral monstruosa. Vejo uma ignorância completa sobre o que acontece no país,, excetuando o fato de termos um bandido na presidência. Não sei, repito, tomara que você tenha razão.
C.Poivre
19 de dezembro de 2017 1:54 amA. Victor, penso como vc. Não
A. Victor, penso como vc. Não vejo razões para qualquer otimismo com um povinho como o nosso, conformado, inerte, apático, desmobilizado. E pra piorar nossas lideranças(?) nacionais conseguem fazer pior com sua falta de iniciativa, de coragem, de mobilização. Não vejo esta luz no fim do túnel.
gueras
15 de dezembro de 2017 1:41 amXadrez do otimismo
Que mais uma vez ignora o tufão Bolsonaro.
Um Visitante
15 de dezembro de 2017 2:33 amBolsonaro não representa
Bolsonaro não representa nenhuma ameaça.
O que representa uma ameaça real são as forças armadas e sua preparação, com medidas concretas, de um golpe militar.
Que, creio eu, teria enormes dificuldades em se manter. Por isso mesmo poderia ser ainda mais perigoso que em 64.
O filme O Ato de Matar é muito importante para nós nesse momento: é um documentário sobre a ditadura militar instaurada na Indonésia nos anos 1960 para destronar o presidente socialista e que, com a ajuda de grupos paramilitares, exterminou dois milhões de indonésios. Até hoje esse grupo se mantém no poder, com uma democracia de fachada.
Francisco Magalhães Vieira
15 de dezembro de 2017 1:43 amO Nassif está tinindo,á luta!
!
Anarquista Lúcida
15 de dezembro de 2017 1:47 amOxalá, oxalá, oxalá…
Oxalá, oxalá, oxalá…É tudo o que se pode dizer. Tomara.
Sérgio Tadeu garcia
15 de dezembro de 2017 2:02 amMuito bom show de
Muito bom show de bola!!!
Trabalhei com Luis Nassif na TV Gazeta SP a um tempo atrás
Uma grande admiração pelo seu trabalho
Parabéns
Jorge Leite Pinto
15 de dezembro de 2017 2:18 amConfesso que estava
Confesso que estava precisando ler um texto assim, tão otimista.
Mas também confesso que, racionalmente, não vejo a menor chance deste cenário mudar a curto prazo. O imperialismo não largará esse osso tão cedo…
GG
15 de dezembro de 2017 2:26 amTo vendo agora na televisão
To vendo agora na televisão “o planeta dos macacos” igualzinho TRF4
Marcelle
15 de dezembro de 2017 2:29 amEspero que estejas correto.
Espero que estejas correto.
Luciara Faustino
15 de dezembro de 2017 2:33 amÓtima análise, só sugiro que
Ótima análise, só sugiro que tentem usar uma linguagem mais simples, que possa ser compreendida por pessoas mais simples. Ok, existe dicionário on line, certo! Mas se queres que seu artigo seja bem recebido, não pode soar esnobe! Mas amei o texto e estou torcendo para que este pesadelo não dure tanto mais, como vc disse. Um abraço.
Milton Murilo
15 de dezembro de 2017 2:44 amXadrez da grande bacanal pós-impeachment, por Luís Nassif
Nassif, do teu bom texto, mais uma vez, me fica uma dúvida.
A mudança para pior, bem pior, do PSDB teve como fato iniciante o governo FHC ou a morte de Covas ?
Teria Covas mantido, dentro das possibilidades, um partido ainda virtuoso dentro de suas concepções ?
Imagino que Covas tinha força e lucidez que faltam a FHC.
Marcelo33
15 de dezembro de 2017 4:55 pmFundamental a esquerda
Fundamental a esquerda paulista dessacralizar a figura de Covas !!! O apoio a Covas contra Malufem 94 parecia óbvio, mas foi um erro enorme a longo prazo.
Esqueçam uma suposta virtude perdida no PSDB. O partido sempre foi éo que é hoje. Só mais virulento desde a campanha de 2010, mas tão de direita quanto.
PSDB não tem nada de social-democrata além do nome. A Sacralização de Covas passa a imagem de um PSDB de centro que não existe. Cova privatizou a beça. Exerceu no governo do estado em nível estadual a mesma política de FHC em Federal.
Se Covas estivesse vivo, alguams figuras que hoje tem força no PSDB teriam menos, outros mais, mas em essência, o partido ia ser a mesma merda.
Rei
15 de dezembro de 2017 3:07 amOs indicadores sócio-econômicos são o último refúgio
Rapidamente a direita vai perceber que jamais vai conseguir superar os indicadores sócio-econômicos da era Lula… podem ter certeza que eles vão tentar avançar sobre os indicadores e criar uma narrativa para tentar “explica-los” para a população.
Talvez um “Guia Politicamente Incorreto do Governo Lula”, ou coisa do tipo… o PSDB já tentou várias vezes criar narrativas nas quais o governo Lula apenas surfou na “onda de FHC”… podem ter certeza que eles vão tentar cristalizar e oficializar esse tipo de discurso.
Esse Neo-Liberalismo “fake” brasileiro sempre será um completo FRACASSO! Se aplicassem um liberalismo real moderno ainda teriamos alguns avanços em poucas áreas, uma vez que países que não possuem tecnologia dão um tiro no pé ao adotar medidas liberais. Porém esse pseudo-liberalismo midiático e aristocrático que esses bandidos tentam aplicar no Brasil é garantia de estagnação de décadas.
O Desenvolvimentismo continua sendo a única coisa que dá resultado no país… é necessário surrar na cara da população todos os indicadores sócio-econômicos… chamando para a briga!
Sugiro a criação de postagens fazendo comparação massiva do governo FHCxLula… mostrando o fracasso completo do governo tucano e do liberalismo. É necessário também mostrar que esse pseudo-liberalismo só existe no Brasil… os USA e a Inglaterra são protecionistas em todas as áreas que não são competitivos.
Miguel F
15 de dezembro de 2017 3:46 amBufão Bolsonaro
Bufão Bolsonaro
Fábio de Oliveira Ribeiro
15 de dezembro de 2017 4:00 amTemístocles derrotou os
Temístocles derrotou os persas em Salamina e foi exilado.
Alexandre construiu um império e morreu antes de poder desfruta-lo.
Júlio César venceu a guerra civil e foi morto a facadas no Senado pouco tempo depois.
Roosevelt estabeleceu as bases para o sucesso dos EUA na segunda guerra mundial e morreu antes de colher louros da glória do seu feito.
Michel Temer destruiu o que Lula e Dilma construíram para roubar dinheiro público, mas não fará o sucessor porque aprofundou a crise econômica e terá que fugir do país para não apodrecer numa prisão.
Temístocles, Alexandre, Júlio César, Roosevelt, Lula e Dilma são estadistas que continuarão a ser estudados e lembrados por séculos. Michel Temer será tratado pelos historiadores como um ladrãozinho impopular que foi soterrado por sua desonestidade e incompetência.
Marcelo33
15 de dezembro de 2017 4:59 pmÉ um vencedor. Destruiu um
É um vencedor. Destruiu um país, vai viver dos louros da corrupção em paz nos Estados Unidos, onde jamais irá poder ser tocada.
Ele é um VENCEDOR !!! Nós somos PERDEDORES. Nosso país está MORTO. O país dele está VIVO e é maior Potência do MUNDO. Ele é RICO. Nos seremos MISERÁVEIS.
Ele nos tirou TUDO. Ficamos sem NADA. Quem é INCOMPETENTE ??? Somos nós !!! Ele é COMPETENTE.
Li de Brusque
15 de dezembro de 2017 4:47 amChamar o PT de modernizante
Chamar o PT de modernizante é surreal.
Achar que a queda de Dilma foi uma aliança do PSDB, midia, etc é ignorar os milhões de brasileiros que participaram dos protestos de 2013.
O primeiro governo de FHC vigiu sob a égide da volta da inflação esse era um temos real e diário dado ao fracasso dos planos anteriores. Foram 30 anos sob uma inflação a niveis insuportáveis. Muito natural esse medo da volta e alguns excessos cometidos.
Em 1998 o país não quebrou por causa do cambio. Aliás, o Brasil não quebrou sob FHC. A crise de 1998 não chegou nem aos pés da crise provocada pela Dilma e sua nova matriz economica provocou no Brasil.
A legislação trabalhista tinha de ser mudada. Estava insuportável aos empregadores o peso da Justiça do trabalho esmagando seus negócios.
A Universidade Estácio de Sá, é do ex-Ministro do Lula, Mafrido Mares Guia quem regularmente empresta seu jatinho para as andanças do Lula pra lá e pra cá. Muito estranho que justamente um ex-ministro e amigão do peito de Lula seja o empresário que abusou da nova lrgislação.
A PEC do teto é importante. Antes todos protestavam por aumento de verbas. Agora quero ver manifestações estudantis pedirem para transferir as verbas das vantagens e mordomias do serviço público serem redirecionadas para a educação.
Reforma previdenciária é imprescindível. Aposentadoria por tempo de contribuição somente um pequeno punhado de nações adotam. A grande maioria é por idade.
Pesquisas mostram que, mesmo com popularidade de 3%, maioria dos brasileiros querem que temer termine seu mandato.
Não se trata de moralismo, mas de Justiça, crime e pena. Pela primeira vez tivemos grandes empresários encarcerados.
Ritinha
15 de dezembro de 2017 9:12 amLi Brusque,
Opinião é
Li Brusque,
Opinião é opinião, cada uma tem a sua, como diz o dito popular, porém não dá para ter opinião baseada em mentiras, como fez ao longo do seu texto.
Ficando apenas no início do seu texto, embroa todo ele seja falho, aponto que os protestos de 2013 não eram para tirar Dilma. Aliás, se ler todos os cartazes das imagens da epoca, verá que tudo começou com os tais 0,20 centavose depois migrou contra os gastos com a Copa do Mundo e Olimpíadas. Você não encontraria nenhum cartaz contra Dilma ou o PT naqueles protestos. Os reais protestos contra o governo Dilma vieram após a sua eleição, mas em 2015, e não foram de milhões de pessoascomo escreveu. A mídia e setores empresariais fizeram questão de inflamar estes protestos e deixar invesíveis os movimentos de apoio. Só brasileiros feito você que não só cairam no conto, como até agora repetem a mentira. É por conta de pessoas que aceitaram as mentiras como verdade, que apoiam quem chocoteia, que estamos neste estado de coisas.
Favor mencionar qual foi o insituto de Pesquisa dizendo que “maioria dos brasileiros querem que temer termine seu mandato? Pois segundo o Datafolha, em junho de 2017, 65% dos brasileiros acha que o Temer deveria sair. Duvido que se fizessem uma pesquisa agora este indice mudaria.
Maria Luisa
15 de dezembro de 2017 9:48 amNa proxima, leia direito
Até os patos de verde e amarelo ja entenderam que foram usados, manipulados nesses protestos. Protestos em que Agripino Maia, Aécio Neves, Skaf e cia. também participaram contra a corrupção… do PT. E tudo muito bem subvencionado.
Jbh
15 de dezembro de 2017 11:00 amParece que a culpa continua
Parece que a culpa continua sendo da Dilma, Lula e da Ptzada ne, pois ” Pesquisas mostram que, mesmo com popularidade de 3%, maioria dos brasileiros querem que temer termine seu mandato”. Mesmo aqui ainda temos muitos zunbis…
Álvaro Noites
15 de dezembro de 2017 2:32 pmEsses adoradores de Pato
Esses adoradores de Pato Inflável …
maulftal
15 de dezembro de 2017 5:32 pmLi de bruços
e continuas de bruços.
e o aecim vai se candidatar a governador de minas. console-se
Marcelo33
15 de dezembro de 2017 5:36 pmLi de Brusque quer que o
Li de Brusque quer que o poovo todo fique de “Brusque ” tomando no cú !!!
E Ritinha, não seja ingênua. Junho de 2013 era contra Dilma SIM !!!
A esprema esquerda achando que destruindo o PT herdaria seu eleitorado junto com a direita. Alias, a aliança entre Cirandeiros e direita segue forte, com o PIÇOL apoiando a judicialização da política, achando que com eles nada jamais irá acontecer, vide Freixo barrando candidatura do Paes ao governo do RJ. Não tenho ilusões progressistas quanto a ele, mas é fato que PSOL e REDE estão sempre com a judicialização da política !!! Por eles, acabava com legislativo e executivo e seriamos governados pelo Judiciário.
André Rs t
15 de dezembro de 2017 4:58 amNassif, que tal um xsdrez da
Nassif, que tal um xsdrez da inflação ficticia para nao aumentar o salario minimo e nem reajustar a poupanca cim base na inflacao real. Quem tem dez mil reais na poupanca, nao sendo reajustada, daqui a um ano da pra comprar 10 botijoes de gas. De lambuja o povo explode de raiva de tudo o que é estatal
jose carlos lima...
15 de dezembro de 2017 5:04 amMarum, o oficce boy de Cunha,
Marum, o oficci boy de Cunha, aquele da dancinha da corrupção, exclui Moro e Janot do relatório da CPI da Delação…. alguma negociata com o Cunha direto da cadeia….o q será q rolou nesse troca troca q salvou de encrencas até a senhora Moro……é a bandidagem no poder…
emerson57
15 de dezembro de 2017 11:47 amrolou
“o q será q rolou nesse troca troca”
Essa já foi respondida na imagem que ilustra o post!
Serjão
15 de dezembro de 2017 5:12 amUma beleza. Nassif
Principalmente pela esperança e o fruto.
Tudo isso porque deixaram o país provar o fruto da árvore proibida.
Mas no fundo da memória nacional já foi plantada a palavra de ordem: nós podemos!
Achegue-se e tome assento:
Dia 24 de janeiro é dia de festa, todos estão convidados, inclusive los hermanos!
LUIZ DE MATTOS
15 de dezembro de 2017 6:43 amTURCO SE EU COMPARTILHAR
TURCO SE EU COMPARTILHAR ESSAS FOTOS O FACE BOOK ME BLOQUEIA JÁ FUI BLOQUEADO 14 VEZES EM 2 ANOS,VOU COPIAR ESSE XADREZ E COLAR NA SEARA DO PURITANISMO.
Marcos K
15 de dezembro de 2017 8:11 amDeixa fazer alguns
Deixa fazer alguns comentários:
1. Acho o artigo muito otimista por uma razão: não considera o poder hipnotizador da Globo, que transformou a grande maioria dos brasileiros em zumbis imbecilizados. A ela juntaram-se Boechats, Datenas e quejandos. Foram tais que, por exemplo, fizeram da Lava Jato uma operação sacrossanta, tão ou mais importante que o Êxodo foi para o povo hebreu;
2. Tenho minhas dúvidas se a ficha caiu mesmo para os que estão se ferrando. Acho que não. Se tivesse caído as ruas estariam pegando fogo. Também tenho minhas dúvidas se vai cair a medida que as “deformas” começarem a prejudicar camadas cada vez maiores da população;
3. Converso com muita gente da classe média (com todas as classes na verdade). Ao menos dos que conhecço não há argumento racional que os faça reverter o ódio que sentem pelo PT. Sinal de que a propaganda nazista patricada pela mídia funcionou;
4. Não acredito que quem patrocionou o golpe vá largar o osso tão cedo e com facilidade;
5. O grande problema é o “nós podemos”. Lula representa isso e deve ser destruído a qualquer custo;
6. Quando via as fotos achei que tinha errado de página. Pensei que tinha entrado num daqueles sites para maiores de 18.
Rafael
15 de dezembro de 2017 8:36 amExistem dois elementos
Existem dois elementos fundamentais para o desmantelamento da estrutura que deu suporte à queda de Dilma e eles estão muito distantes: O primeiro é a desarticulação da aliança Judiciário-Mídia-Mercado Financeiro (Judiciário = Magistratura + Ministério Público). Os três grupos estão trabalhando em conjunto para se constituir em uma espécie de Poder Moderador, acima das instâncias eleitas do Executivo e Legislativo. Isto se faz por conta do apoio mútuo e por conta da transferência de recursos maciça. Em algum momento, a conta de juros, a sustentação da mídia e o Judiciário mais caros do planeta irão exaurir recursos de tal maneira, que irão disputar entre si o butim. Neste momento, a associação irá claudicar e serão necessárias figuras referenciais nos dois outros poderes e chegamos ao segundo elemento para restaurar o bom senso: estadistas. É imprescindível que tenhamos personalidades no Executivo e Legislativo que retomem os fundamentos da democracia como o Primado do Império da Lei, o Equilíbrio entre Poderes, a Liberdade de Expressão para todos (não apenas os escolhidos pela mídia). Só tem um problema: estadistas estão em falta no momento. Enquanto não aparecerem teremos a tríade no poder. A situação que vivemos pode lembrar a desordem pós-suicídio de Vargas em 54, desordem que foi debelada pela ascensão ao poder de Juscelino. No entanto, o que faltam hoje são justamente os Juscelinos.
AF
15 de dezembro de 2017 7:47 pmQuem debelou a desordem
Quem debelou a desordem pós-suicídio de Vargas foi o mal. Teixeira Lott. Teve de põr tanque na rua, senão o golpe ia rolar solto pelas mãos dos avôs dos atuais abutres.
Sem Lott não haveria presidência JK.
Mas, concordo, talvez até haja hoje um Lott por aí (que não era nenhum gênio político), mas JK, nem sombra.
Ninguém
15 de dezembro de 2017 9:00 amFALTOU O SUJEITO OCULTO DO GOLPE NA SUA EQUAÇÃO
“O golpe foi uma aliança dos seguintes setores:
PSDB-mídia + Judiciário + Ministério Público + evangélicos + quadrilha de Temer-Cunha”
CADÊ A FEBRABAN E OS BANCOS? Ou um dos grandes acertos da Dilma I – forçar a baixa do SPREAD – não tem nenhuma relação com as sabotagens (de fora – as de dentro, só o José Eduardo Quinta-Coluna Cardozo foi responsável por uns 80%) que ela sofreu? Ou a FEBRABAN e os BANCOS, que ficam com 22% do PIB ANUAL (15% extraído diretamente da população por meio das taxas de juros nas transações bancárias + 7% extraído indiretamente da popuação por meio da SELIC), não tem dedo algum nesse golpe?
Ah, e o outro sujeito oculto? Os FORTÍSSIMOS INTERESSES ESTRANGEIROS. Também não cabem nessa equação?
emerson57
15 de dezembro de 2017 11:40 amfaltou
Penso que há uma confusão quano se fala de interesses estrangeiros em especial Norte Americanos. O interêsse é das elites economicas, daqui e de lá. O povo comum da norte américa é igual ao brasileiro, corre atrás do dinheiro do mês para pagar as contas e morre de medo de ficar doente.
Faltou um ponto de congruência dos atores do golpe: A lojinha. É de se admirar a quantidade e a baixa qualidade dos atuais empoderados que são fregueses da lojinha. Inclusive entre o alto comando das F.A. Que vai motivar os rasos a bater no seu próprio povo no caso de protestos.
Empresários, classes médias, altos funcionários, tem tudo o que mais prezam a perder com as tendências desse desgoverno. Resta saber se continuarão acreditando na globo e nas mirians da vida até o próprio velório.
Álvaro Noites
15 de dezembro de 2017 2:25 pmHá um esforço hercúleo hoje
Há um esforço hercúleo hoje para não se colocar a “lojinha” no spot.
No máximo apenas citam alguns pormenores ou algo bem vago, não a tratando com seu protagonismo nesse quadro atual.
emerson57
15 de dezembro de 2017 5:43 pmpaúra?
Será por receio de represálias?
Bruno Cabral
15 de dezembro de 2017 9:01 amWishfull thinking only
“Tudo isso demonstra uma musculatura e uma vitalidade que torna impossível qualquer veleidade de ditadura de médio ou longo prazo.”
O semipresidencialismo seria o que, meu caro?
alexis
15 de dezembro de 2017 9:24 amBom texto
Apenas alguns comentários:
O governo Collor foi interrompido pelas mesmas forças atuais, que avaliaram que se Collor continuasse por todos os seus 4 anos daria inevitavelmente Brizola (ou Lula) na próxima eleição. Ao invés de esperar os quatro anos abortaram a experiência Collor e FHC botou embaixo do braço o Plano Real, como “Ministro da Fazenda”, para colar o seu nome ao plano, e em seguida partiu para o abraço na eleição seguinte. Usaram Collor como bastão de revezamento.
Em verdade, os tucanos hoje usaram Temer com a mesma finalidade, mas, este não é um Itamar e a tal de Ponte para o Futuro não tem nenhuma coisa boa como para botar embaixo do braço e esgrimir como triunfo tucano. Os tucanos ficaram sem o bastão de revezamento e ficaram de fora da sua própria estratégia original.
Exercício do poder
É diferente em democracia plena, onde o povo é atendido e dele se é cobrado. Temer não está nem aí com o povo, aliás, ele cita como uma virtude o fato de ter baixa popularidade e assim poder aplicar a sua agenda. No Governo Temer não há nenhuma conexão com o povo, mas apenas com o dono real do poder: o poder financeiro global. É isso o que deve ficar em evidência para poder levar o povo para as ruas.
A economia em 2018
Sucesso não há nem haverá. Isso é claro. Mas, apenas o povo nas ruas poderia mudar as coisas e as consequências perversas do pacote neoliberal aplicado na marra. As mídias alternativas deverão prosseguir na sua luta por levar notícias mais corretas para o conhecimento popular e combater a lavagem cerebral do PIG
Golpe
O golpe foi planejado pelo mundo neoliberal com braço tucano aqui no Brasil, seguido de uma aliança dos seguintes setores:
PSDB-mídia + Judiciário + Ministério Público (outros grupos coxinhas e meritocráticos) + quadrilha de Temer-Cunha (“com Supremo, com tudo”).
Eu tiraria os evangélicos como aliados estratégicos do golpe, mas incluiria apenas como eleitores ingênuos que, por causa do seu conservadorismo comportamental e religioso, foram afastadas do campo popular por conta de exagerada e inoportuna ação de alguns “modernosos” que levaram o problema político para a linha abaixo da cintura. Eles chegaram à direita não por opção política, mas pelo seu afastamento da esquerda modernosa, que acabou afugentando-os.
A implosão do núcleo do golpe (argumentos corretos que transcrevo)
Se for possível derrubar uma presidente ao arrepio da Constituição, tudo o mais será permitido. Cada um tentando puxar a brasa para a sua sardinha e vivendo intensamente como se não houvesse amanhã, não houvesse feios a essa orgia de poderes individuais. Quando o golpe é a balbúrdia, se esgota em suas próprias contradições.
O núcleo do impeachment virou de tal modo uma casa da mãe Joana que o presidente quer continuar, o Ministro da Fazenda quer o lugar do presidente, o maior aliado, PSDB, quer lançar candidato, mas não sabe se fica ou se sai, os jornais multiplicam-se em seminários de pouca relevância e alto patrocínio de estatais e, ao mesmo tempo, fingem que criticam o governo, para não se desmoralizar de vez perante os leitores.
Esse é um quadro sintético do que está acontecendo com os vitoriosos do golpe. Completa-se o quadro com a incapacidade de gerar sequer um candidato competitivo para 2018.
O que ocorre hoje é o problema do “timing” do golpe, que acabou comprometendo os frutos esperados: a volta tucana em 2018. Quase nada deu certo para os golpistas e, inexoravelmente, o povo começa a se preparar para a revanche. Perdeu-se o bastão do revezamento. Em 2004 Itamar levou o bastão para o FHC. Hoje o Temer leva o bastão e os tucanos junto para o buraco. Por isso o desespero e procura de alternativas, como aconteceu no período antes do Collor, com a tentativa de lançar o Pelé, Silvio Santos ou qualquer um que pudesse vencer o “Brizula” (opção Brizola ou Lula)
Hoje perderam o revezamento, tentaram até com Huck, mas entenderam que é tarde demais. Em compensação, o espírito de Brizola volta novamente, com a candidatura Lula-Requião, a dose exata do que o país precisa: A nação do Brizola (representada pelo Requião) e a justiça social do Lula.
Emanuel Olveira
15 de dezembro de 2017 11:15 amConcordo
Isso que eu escreveria, acho que so faltou um periodo, a posse de Sarney, apos d “doenca” e morte de Tancredo, ali comecou a surgir esse BANDO, PMDB, que apos brigas pela divisao do butim se transformou em dois bandos, PMDB e PSDB, mas ambos nao se esquecem de suas origebs e sempre voltam para o colo um do outro
Luís H.
15 de dezembro de 2017 1:48 pm1994
“Em 2004 Itamar levou o bastão para o FHC.”
1994. Se alguém leu e era muito jovem ou não nascido em 1994, pode ficar confuso com as datas.
alexis
16 de dezembro de 2017 8:08 amGrato
Grato Luis
Escrevi rápido o texto e cometi esse equívoco no final. O ano do bastão de Itamar é 1994.
Aliás, como passa rápido o tempo!
Marcelo33
15 de dezembro de 2017 5:03 pmRevanche nada !!!! A
Revanche nada !!!! A Argentina está destroçada, e mesmo assim, Macriobteve uam esmagadora vitória nas Urnas !!!
Sem Lula candidato, pois será impedido ??? Pode esquecer !!! A militância do PT vota em Gleisi, Lindenbergh, Haddad, Jacques Wagner, 80% do eleitorado do Lula se dispersará e votará em alguem que convencê-los de que é menos pior… Talvez Alckmin.
Tempo de TV proporcionado por uma aliança GIGANTESCA faz milagres. Fez a periferia de SP votar no Dória achando que ele ia cuidar dos pobres !!!!
Nosso povo não se revoltará !!! Se não se revoltou até agora, por que se revoltará ???
Marcelo33
15 de dezembro de 2017 5:15 pmO país está morto. Lula não
O país está morto. Lula não poderá ser candidato. o povo ignora Petistas que não sejam Lula. Jamais votará em Gleisi, Wagner, Lindenbergh, etc…
OS votos de Lula se pulverizarão pelos outros candidatos. principalmente para Bolsonaro e Alckmin. Não se iluda. Tempo de TV e uma aliança gigantesca fazem milagres !!! A periferia de SP não votou no Dória achando que ele ia cuidar dos pobres ???
Nosso povo adora ser enganado.
E os contratos do pré-sal e da base de Alcântara. Impossível rasgar !!! Os americanos estão em guantanamo até hoje !! como iremos desalojar eles de lá.
Quanto aos evangélicos, até entendo a questão dos “Modernosos”, mas seguem uma religião trazida pos missionários americanos, tem profundas conexões com os Estados unidos e com o “Povo Escolhido”. É só entrar em algum fórum de notícias para ver como eles agem coordenados. Essencialmente, são pessoas cuja fidelidade pátria é com Israel e Estados Unidos, mas que votam para presidente do Brasil. São um Câncer que cada dia dá mais metástase no tecido social Brasileiro. São inimigos do Brasil.
País morto e enterrado.
MarFig
15 de dezembro de 2017 9:32 amAs imagens colocadas no post
As imagens colocadas no post são muito tímidas para demonstrar o surubão que virou o Brasil. Prefiro essas:
alexis
15 de dezembro de 2017 9:37 amSem exageros…
O Nassif não quis jogar tão pesado assim!
Álvaro Noites
15 de dezembro de 2017 2:13 pmVerdadeiro lixo.
Chorumes de
Verdadeiro lixo.
Chorumes de uma nação que não podem mais ser ignorados.
Fabio !
15 de dezembro de 2017 5:18 pmXVIDEOS
Que é isso rapaz ?
Tira essas imagens daí . Tem criança na sala !
mcn
15 de dezembro de 2017 6:26 pmTudo tem limite
Na seleção de imagens, Nassif foi ousado, mas vc foi PORNOGRÀFICO!
Por favor, baixaria, não!
Luis Armidoro
15 de dezembro de 2017 9:40 amPrezado Nassif e prezados
Prezado Nassif e prezados camaradas
Muito bom o xadrez, mas há um problema: concordo que o prazo de validade deste modelo (nem é um modelo de pirataria, mas um modelo de punguistas mesmo, trombadinhas de trem lotado); mas vai existir Brasil quando esse corja levar um pé na bunda?
O exército russo recuando e queimando tudo para deixar nada para os nazistas foi menos destruidor e voraz do que esses canalhas. A rapina não vai deixar nem grama
E não são apenas temer, cunha, aécio,fhc, serra (esse é um velho asqueroso) que precisam curtir uma cana: moro e seus brothers (inclusive aquele juiz xiita e fundamentalista do Rio) precisam amargar uma cana temporária de uns 15 anos
Marcelo33
15 de dezembro de 2017 5:18 pmO maior problema é esse.
O maior problema é esse. Pré-sal perdido. Militares americanos instalados !!! Vamos a guerra contra uma potêbncia nuclear para desalojá-los de Alcântara ??? Ou nossa melhor base está perdida como Guantánamo ??? OS Cubanos não conseguem nem jamais irão tirar os Americanos de lá.E a PEC do Teto que é inderrubável ???
O País está morto !!!! Não vai ter plano Marshall nem nada. Adminstraremos terra arrasada e a direita ainda vai voltar nos Braços do povo simplesmente por que a esquerda não terá como oferecer nada ao povo, já que eles terão roubado tudo.
Jorge Fernandes
15 de dezembro de 2017 6:25 pmDegolar
Degolar todos
Maria Luisa
15 de dezembro de 2017 9:50 am“Inspirado” 🙂
Inspirado quem selecionou essas imagens… Acho que a melhor ilustração para o bacanal do pos-impeachment seriam as imagens dos proprios politicos brasileiros, com o Congresso excitado mandando Dilma embora em nome do pai, do filho e do salve-se todo mundo; ministros do STF rindo à toa, de Sergio Moro e sua mulher comendo pipoca e devorando a si mesmos no reflexo da suas imagens deturpadas no cinema; dos neo-procuradores da Lava Jato e da ma e velha imprensa.
gaúcho
15 de dezembro de 2017 10:25 amDe toda a desgraça que assola
De toda a desgraça que assola o país muito bem relatada pelo Nassif temos um fato novo na história política do país: a gilmarização do judiciário brasileiro.
sergior
15 de dezembro de 2017 10:41 amSem mobilização, nada feito!
Nassif não inclui a ação dos grandes bancos (Itaú à frente) para a costura do golpe. Não inclui a ação direta do governo estadunidense através da então embaixadora e a ligação direta do golpe no brasil com os demais ocorridos em nuestra américa a partir do governo obama. Esses dois erros derrubam a tese central: o golpe tem sim um programa, um modelo de país e de estado nacional, que está sendo implementado com rara competência e com uma disciplina de ação pouco vista nestas terras. Nem mesmo o ditador castelo branco e seus asseclas roberto campos e bulhões ou mesmo médici e delfim, com orlando geisel garantindo tudo, tiveram tal liberdade de ação e tal cooredenação em seus atos. É um grupo que tem claro seus objetivos, que não discute pela mídia o que fazer, que chega com projetos já em formato final de aprovação no congresso e articulado com o stf no tocante à garantia de que não será barrado. A História desse país não registra um grupo no poder que em tão pouco tempo fez tanto. Remodelou o país, segundo seus interesses.
Para mudar o que fizeram, não basta ganhar a presidência, tem que ter os votos na câmara e no senado para refazer mudanças constitucionais; tem que ter os votos no stf para desmontar a estrutura jurídica de suporte e de garantia do golpe.
Hoje, só Lula, com tudo o que significa, pode alcançar a hegemonia política que abra a possibilidade de tentar fazer isso ou parte disso. Esse é o grande mote dos golpistas para impedir sua candidatura. E, a depender do atual estado de coisas, do grau de desmobilização que temos, eles ganharão mais essa. E, como em 64, só uma próxima geração política venha a derrubar os malfeitos de hoje.
Antônio Uchoa Neto
15 de dezembro de 2017 11:00 amNassif, e os bancos,
Nassif, e os bancos, Nassif?
Os bancos são a TFP do mundo.
Fernando Franca
15 de dezembro de 2017 11:06 amUm mal maior
Minha maior preocupação é com o fato de na tentativa de invializarem a candidatura do Lula também inviabilizem a realização de eleições em 2018 e nos joguem goela abaixo um parlamentarismo arbitrário costurado e definido por mais um golpe do parlamento. Isso seria terrível. A reboque de mais essa etapa do golpe viria uma repressão extremamente violenta da polícia e das FFAA.
arkx
15 de dezembro de 2017 11:08 amXadrez da grande bacanal pós-impeachment
não sei ao certo o motivo, mas ao ver a ilustração deste artigo não consigo parar de pensar nos bastidores da força-tarefa da Lava Jato e também no círculo íntimo do Governo Temer…
.
Walter Serralheiro.'.
15 de dezembro de 2017 11:13 amO Nassif tem razão: o Brasil tornou-se uma grande suruba.
Além de provocativo, dizendo a Verdade de forma enfática e contundente, Nassif vai mais fundo: testa a censura das redes sociais ao colocar imagens há muito publicadas, para ver até onde vão os pruridos dos medievais e retrógrados que alimentam a vigente onda fascista.
É um teste para ver o quanto dura esta publicação no facebook. Parabéns pela audaciosa proposta
(y)
Serralheiro 70
15 de dezembro de 2017 3:29 pmAgora mais para 80 que 70, de
Agora mais para 80 que 70, de pleno acordo caro colega .
Vladimir
15 de dezembro de 2017 11:21 amJá que fala-se em bacana,a
Já que fala-se em bacana,a palavra que ficou na memória nacional,principalmente dos patos vestidos de Verde e amarelo e com suas panelas a bater, é nos phodemos.
É como!.
Wilton Santos
15 de dezembro de 2017 11:24 amReza a lenda que o Requião estaria propenso a se filiar ao PT…
Reza a lenda que o Requião estaria propenso a se filiar ao PT e construir uma chapa Lula-Requião, que neutralizaria o golpe por completo. Se for confirmada a condenação do Lula pelo TRF4 e a consequente inabilitação do Lula, o Requião assumiria a cabeça de chapa. Seria o fim sumário do golpe.
Depois do Lula, o nome mais capacitado para assumir a presidência é o Requião. Sem a camisa de força da filiação do PMDB, o senador do Paraná se tornaria o candidato perfeito na impossibilidade do Lula concorrer.
Espero sinceramente que não seja boato essa história da filiação do Requião ao PT e sua candidatura como vice do Lula. Seria uma forma de acabar com essa suruba toda.
gueras
15 de dezembro de 2017 11:30 amQuem é Requião?
Seria a maior burrice do PT, quem é Requião? Requião, Haddas, Jaques Wagner todos não tem a menor chance.
Wilton Santos
15 de dezembro de 2017 11:55 amQuem era a Dilma?
Antes de o Lula assumir como presidente em 2003 a Dilma era filiada do PDT. Após ingressar no governo Lula se filiou ao PT, para mais tarde se tornar alternativa da legenda, passando por cima de lideranças históricas do PT. Inclusive a Dilma foi a escolha do Lula como substituta do todo poderoso José Dirceu.
Requião é um grande orador. Político com uma trajetória impecável, sem nenhuma mácula de corrupção. Nacionalista até a medula. Coerente e comprometido com os interesses nacionais, do setor produtivo e dos trabalhadores. Sem sombra de dúvidas o parlamentar mais combativo do Congresso Nacional.
O senador Requião só possui um defeito: ser filiado ao PMDB. Sem essa bigorna que é obrigado a carregar ele se torna a alternativa ideal ao Lula.
Mauricio Penha
15 de dezembro de 2017 1:38 pmVelho de guerra
Aqui no Paraná o Requião tem um bordão que é “o velho MDB de guerra”, ele acredita nessa sua origem e dificilmente abre mão. Portanto se ele aceitar a ser vice será como político desse bordão, qu não tem na da a ver com o PMDB dos golpistas, mas é uma nostalgia dele que se fez pouco presente nas alianças dos golpistas..
Alcídney
15 de dezembro de 2017 4:23 pmJá ouvir falar da chapa
Já ouvir falar da chapa Ciro-Requião e até da Chapa Lula-Ciro, contudo, diante da possibilidade da inelegibilidade o Lula e de nomes pouco propensos do PT, a Chapa Ciro-Requião seria uma alternativa para alavancar a disputa.
Serjão
15 de dezembro de 2017 3:17 pmTem que ser por outro partido
Nada impede que inviabilizem o PT.
gueras
15 de dezembro de 2017 11:35 amO problema é acreditar
que quem fez oq fez com o Brasil em 2016, entregaria o osso assim em 2018. Existem tantas possibilidades e em termos de estratégia, organização e frieza a direita vem dando banho na esquerda.
Em eleições limpas é praticamente impossível esse discurso reformista(neoliberalismo com novo nome) vencer. Marina e Bolsonaro vão se esconder atrás de discursos rasos, mas fariam as mesmas reformas e teriam a mesma atuação que uma continuidade do governo atual na economia…
Podem implantar um semi-presidencialismo imediato, podemos e provavelmente teremos um congresso mais a direita ainda e mais liberal.
Podem fazer um impeachment novamente para justificar o parlamentarismo.
E em último caso podem usar os cães de guarda, os militares que hoje fariam um governo extremamente neoliberal com a economia terceirizada ao mercado.
Até a população entender o mal que seriam os militares para o Brasil o país já estaria devastado.
Militares são burros binários estão até hoje combatendo o inimigo comunista.
romulus
15 de dezembro de 2017 11:36 am“Requião vice de Lula”
“Requião vice de Lula”? Para o Senador importante é reconstruir o Brasil, popular e soberano!
O Expresso da Manhã teve a honra de realizar a primeira entrevista, exclusiva, com o Senador Roberto Requião após indicações na imprensa, ontem, da existência de tratativas para que ele componha a chapa de Lula para 2018 como candidato a Vice-Presidente. Como não poderia deixar de ser, político, Requião minimizou a notícia – que, simplesmente, faz Brasília ferver no momento. Disse que são apenas “especulações”… “alheias à sua pessoa”. Notem bem: “especulações”… “alheias”, sim… Mas… às quais o Senador não disse “não”!
Rpv
15 de dezembro de 2017 11:45 amFinalmente…
“O golpe foi uma aliança dos seguintes setores:
PSDB-mídia + Judiciário + Ministério Público + evangélicos + quadrilha de Temer-Cunha”
Dez entre dez analistas e inclusive políticos, de Ciro Gomes à Dilma, dizia que uma das razões do golpe era “ESTANCAR A LAVA JATO”.
Ora, a Lava Jato (MPF, PF, Judiciário) era parte do golpe, aliás, um dos instrumentos principais. Estavam e estão todos no mesmo barco. É muita ingenuidade pensar que há uma “luta mortal” entre “políticos corruptos” e a Lava Jato. Essa operação é um instrumento de luta política, onde os “políticos corruptos” de quinta categoria ficam com as migalhas do butim e, por isso, são aceitos. Afinal, servem muito bem para duas coisas. Dar voto no Congresso e servir de boi de piranha da mídia no combate a corrupção. Assim, enquanto a turma da bufunfa assalta o futuro do país o povo fica na Globo, Veja, Folha e Estadão, torcendo pelo COMBATE A CORRUPÇÃO.
O que houve antes do golpe foi um aviso do grupo da Lava Jato para os demais, do tipo: ou vocês dão o golpe ou todos serão presos.
Logicamente, que para prender um Lula, há um preço a pagar, por exemplo, a prisão do Eduardo Cunha e até de um Odebrecht. Aliás, os dois têm consciência disso.
Alexandre Tambelli
15 de dezembro de 2017 12:53 pmExcelente Rpv.
Lembrando que o Sistema apoia e dá visibilidade aos candidatos mais corruptos, porque estes têm o passado e o presente comprometidos em sua honestidade. É fácil controlar quem não é ficha limpa.
E o Sistema os elegeu (o Legislativo que ai se encontra) num anti-petismo absurdo fabricado pela perseguição sem freios ao Lula, Dilma, PT e seus governos via mídia oligopólica em dobradinha com o Judiciário morista e, antes, via Mensalão e apoio financeiro de JBS, Odebrecht e demais financiadores de campanha.
E há uma outra técnica clássica que é abrir inquérito, deixar todos emparedados, mas não julgar, só se o político tentar mudar de lado, tentar mínima regeneração. Ele fica chantageado para sempre, tem liberdade para ficar com todas as rebarbas, enriquecer, mas, jamais para abandonar o Sistema.
Ontem, FHC deu uma prova, quando num estalo de humanidade foi falar em favor de Lula e a Globo mandou ele se retratar e dizer que Lula deve ser preso.
O Sistema deixa processos e processos e denúncias e denúncias numa gaveta, ficam lá esquecidos, os reféns do / vendidos ao Sistema acabam sem chances de uma regeneração, tentou, em 3 tempos, acabam com sua vida.
O Bolsonaro é um exemplo novo, como bem alertou o Wilson Ferreira semana passada. O caso do nepotismo dos anos 90 envolvendo sua esposa é um típico exemplo, ele foi se indispor com a Globo e tiraram da gaveta uma História de mais de 20 anos atrás e botaram nas manchetes.
E assim se caminha, nenhum político do Golpe será condenado e preso nesta organização atual, somente, no caso do Eduardo Cunha, porque precisou a Lava-Jato e seu Herói Moro de um álibi, o da imparcialidade.
É quase certo que Cunha está no bem bom e, lembremos, foi preso sem nenhum espalhafato. Sua esposa está solta e ele, certamente, em breve será solto, pós, a Lava-Jato completar o serviço contra Lula (isto, se a sociedade deixar). Ele pode ser solto com a desculpa de bom comportamento, até de ter colaborado com a Justiça delatando alguém, quem? Algum petista candidato em 2018, por exemplo.
Abraço,
Alexandre!
Juliano Santos
15 de dezembro de 2017 11:47 amEu sempre achei que o Brasil
Eu sempre achei que o Brasil precisava de um Fidel, de um Chávez. Com essa elite não tem conversa. É que nem como era jogar a Libertadores antigamente. Ganhar na bola e na porrada, só na bola não dava.
Mas eu hoje sou cinquentão, sem condições de por em prática o que eu acho. E Lula entende de povo muito mais que eu. E de futebol também entende. E o Nassif às vezes pode ser otimista demais. Mas sua ponderação é muito mais sensata do que ficar esperando um exercito bolivariano invadindo a casa dos Marinho.
Agora que dá vontade de imaginar como o Chávez enfrentaria um Moro a lhe perseguir, isso dá. Mas Lula está indo ao povo brasileiro do jeito que ele sabe e quem sou eu para dizer que está errado?
Álvaro Noites
16 de dezembro de 2017 1:55 amA diferença é que Chavez
A diferença é que Chavez possui a lealdade de grande parte das FAs local, exceto por alguns generais e outros alto oficiais coxinhas.
E sobretudo, na Venezuela ao menos os militares são nacionalistas.
Já os daqui …
Allex Allex
15 de dezembro de 2017 11:48 amAprecio sem moderação a série
Aprecio sem moderação a série de xadrez do Luis Nacif. Este xadrez especialmente está primoroso. Contudo, fico espantado e tentando entender por que não entram os três jogadores mais poderosos: 1) os Estados Unidos com sua clássica política de desestabilização de governos progressistas, atualmente fazendo o uso de lawfare, fake news, thinktanks e outros bichos; 2) as grandes corporações transnacionais, que já estão abocanhando tudo, de reservas de pré-sal a mercado de planos de saúde e, claro, 3) as forças armadas do país, que flertam abertamente com os falsos heróis da lava jato e que não dão um pio sobre o desmonte da indústria nacional e a entrega descarada das nossas riquezas naturais, a começar pelo pré-sal. Sem esses três players, o xadrez continua bonito, mas incompleto e falho.
CB
15 de dezembro de 2017 11:55 amQue algum dia este castelo de
Que algum dia este castelo de cartas (marcadas) vai desmoronar, vai mesmo. Mas eu fico me perguntando: os responsáveis por sua construção ficarão impunes? Uma nova redemocratização farsesca, como a que houve em 1985, vai se repetir, favorecendo a impunidade dos golpistas e que eles fiquem livres, leves e soltos para se reorganizarem a fima de desfechar outro golpe no futuro? Vai terminar de novo como a Revolução dos Bichos, com porcos brindando com humanos, mantendo o círculo vicioso?
Paulo F.
15 de dezembro de 2017 12:00 pmTrauma profundo
Nassif , eles não se envergonham de nada! Apenas desconversam. Sabem que foram massa de manobra , mas não estão nem ai. O ódio espuma!
Pior, o filme do PT (e de Lula, por proximidade) queimou de maneira irremediável) . Basta ver como o ódio é canalizado e exteriorizado verbalmente: apedeuta, nine, anafalbeto e por ai vai.
Também não dá para tirar do PT a parcela de culpa pelo acontecido. O solapamento consentido da figura da Dilma é exemplo acabado desta ópera bufa.
Não tenho o mesmo otimismo que voce. A parada vai ser dura e a derrota em 18 é um horizonte mais possível e provavel que o vão imaginário progressista. Quem necessita de urna quando se possui o tapetão?
Retrocemos ( e ainda estamos em processo de retrocesso) aos anos 1980. E ninguém puxa o freio de mão!
Romanelli
15 de dezembro de 2017 12:15 pmPoliana, poliana
O GOLPE foi
Poliana, poliana
O GOLPE foi dado com a concordância e consentimento das FORÇAS ARMADAS-policiais, e dos EUA/CEE que viram uma oportunidade ímpar de retomar o terreno perdido pra CHINA nos ultimos tempos (inclusive pelo banimento do FMI das nossas mesas de decisão)
Ademais, enquanto persistirem o modelo BICAMERAL desproporcional (com um senado assoprando o que eventualmente uma Camara morder)..
..e com um PODER JUDICIÁRIO de nababos, detentores de salários, benefícios, imunidade, estabilidade e vitaliciedades EXCLUSIVAS ..entenda ..qq grito de mudança será difícil ou impossível de ocorrer
com certeza não no prazo da nossa existência (nem da dos nossos filhos e netos)
Franci
15 de dezembro de 2017 12:31 pmÉ extremamente perigosa essa
É extremamente perigosa essa sensação de impunidade no país
Depois que o PSDJ – partido social democrata do judiciário passou a perseguir somente petistas, prendendo alguns do pmdb com a boca na botija, temos o pior cenário possível que é a desconfiança com relação ao poder judiciário, antigamente ninguém acreditava na justiça nesse país, tivemos grandes escândalos nas décadas de 80 e 90 e, sequer grandes operações da PF e do MPF como as que tivemos agora nos governos petistas
Foi preciso um esforço enorme pra recuperar a imagem do judiciário, reforçando a sua atuação, estruturando a PF e o MPF a fim de combater os desvios de dinheiro público na união nos estados e nos municípios, algo que só foi possível no governo Lula
Mas dai o que acontece? O MPF, a PF e o supremo pegam todo esse poder e o traveste como instrumento de perseguição política e na ânsia de acabar com o PT destrói a imagem de todos os poderes da república, eleva uma quadrilha ao poder e obriga o povo a voltar à idade das trevas
E aconteceu que ninguém mais acredita na justiça, os marginais, todos com inquéritos abertos, soltos e o PSDJ perseguindo o maior presidente que esse país já teve, apesar de seus defeitos, com provas fúteis e capengas, só pra ganharem de novo um prêmio da isto é, da veja ou da rede globo
E o perigoso é isso: não se acreditar mais na justiça, ou saber que a justiça é leniente com uns e célere com outros, aí não podemos mais acreditar nem mesmo no nosso país e podemos pedir a nossa anexação ao México
naldo
15 de dezembro de 2017 1:24 pmPois é, aquele cidadão que
Pois é, aquele cidadão que avisou a Dilma, quando tentaram dar um golpe nele sua primeira atitude foi por uns milhares de juízes na cadeia, por quê será hein???!!
Franci
15 de dezembro de 2017 8:48 pmBenzadeus Lula ganhe e dê um
Benzadeus Lula ganhe e dê um jeito nesse judiciário fazendo funcionar os seus órgãos de regulamentação e controle, porque a roubalheira é tanta nesse pais que precisamos mais do que nunca de uma polícia isenta e eficaz, não essa gestapo política que se tornou hoje
solle
15 de dezembro de 2017 12:42 pmO xadrez dos
O xadrez dos xadrezes!
Requião poderia ser o nome se Lula ficar impedido. Óbvio que teria que vir pra algum partido progressista.
GEORGE Vidipo
15 de dezembro de 2017 1:27 pmNovo tempo, novo mundo.
Primeiramente congratulações Nassif. Fiquei emocionado de ver luz, que para mim, era um tunel sem fim. Espero poder dizer como Bobbio disse na sua primeira aula após o fascismo “Continuando, a partir de onde haviamo parado”.
Nassif fez a seguinte observação “Não foi o petismo que deu a vitória a Dilma Rousseff em 2014, mas divisão do país entre o anacrônico e o moderno. A cada dia que passa, mais a face do golpe se confunde com as práticas mais anacrônicas”. Entretanto o eleitor, optou por um congresso anacrônico, e foi ele, que destruiu todo a pouca evolução que o país teve. Ainda teremos muitos anos para entender, como os empresários nacionais cairam nesse conto, de Cunha e Tmer. Eles foram o financiador de suas bancarrotas.
Entretanto, parece que a proxima eleição será a continuidade dessa mesmo divisão “anacronico e progressita” ou seja um executivo progressita e um Congresso reacionário-sfisiológico.
Infelizmente!!!
jose carlos lima...
15 de dezembro de 2017 1:37 pmOs mesmos entreguistas de sempre
Em email enviado a seu grupo de discussão, o professor Paulo Moreno, afirma que “FHC transferiu para mega-especuladores internacionais um patrimônio público de 15 trilhões de dólares em 137 estatais de energia, petróleo, telecomunicações, infra-estrutura, petroquimicas, (incluindo) a Vale do Rio Doce, maior mineradora do mundo”.
– Todas foram criminosamente doatizadas por menos de 2% do valor”,
Fr@ncisco
15 de dezembro de 2017 1:55 pmIlustração Aquém da Suruba Que Vivemos
Fecho com o texto, mas considero a ilustração aquém do que é de fato a ‘temorosa’ (é ‘o’, mesmo) jucaniana Suruba que vivemos.
Max Christian Frauendorf
15 de dezembro de 2017 2:02 pmOtimismo enxadrístico ? Não temos como dar um cheque-mate?
Uma análise muito interessante, mas bastate otimista, talvez excessivamente otimista, que deposita grande expectativa nos fatores internos;endógenos do processo golpista.
É quase como aguardar uma decantação, quase como se naturalmente as coisas voltarssem ao eixo após a grande festa do bode.
Mas eu penso que tendo cruzado o Rubicão, eles não retornarão. E a real e elevada probabilidade de um congre$$o ainda mais pérfido do que o atual ser eleito, continuará fornecendo todo o apoio necessário à continuação do golpe.
Na melhor das hipóteses, (cada vez mais improvável diante da desmobilização do campo progressista em barrar a condenação) Lula eleito, seria recebido com um parlamentarismo de araque, além do arsenal de armas já utilizadas até aqui parainviabilizar o seu governo, leia-se mídias, derrotados nas urnas, corruptos e oportunistas de todo jaez.
Infelizmente não existe o menor sinal de que as bestas irão parar. Não há pesquisa de intenção de voto suficientemente capaz de barrar a sanha golpista.
Este xadrez é uma análise que se move dentro de um quadro “legalista” e que estima ainda existirem setores não ligados ao PT ou forças progressistas, que ainda conseguirão evitar o completo desabamento do castelo da democracia quando a suruba golpista enfim se esgotar.
Eu sinceramente não consigo percebe-las de fato. No Paraguai, em Honduras, que são países economicamente muito menores, os golpistas continuam dando as cartas. Imagine-se no Brasil que é um gigante econômico…não haverá saciedade para esta turma.
A grande ausência na análise é a possibilidade de protagonismos que conduzam a uma ruptura radical contra o golpe.
Claro que a sociedade civil conheceu um avanço de organizações e experimentou da fruta proibida e agora certamente não vai aceitar regressões.
Mas o fato é que as regressões já estão acontecendo e essa tal sociedade civil organizada ainda que resistente, não ousou o menor movimento fora do quadradinho da ordem.
Talvez não tenhamos de fato a organização à altura e o esclarecimento de propósitos necessários para ousar algo além das passeatas ordeiras e pacíficas e greves pontuais. Mas não me parece possível fazer os golpistas recuarem sem alguma estratégia de desobediência civil. Seja hoje, seja quando inviabilizarem a candidatura Lula, seja quando golpearem novamente um hipotético governo Lula. Sem um momento em que digamos: chega, daqui não prosseguiremos mais na brincadeira.
AF
15 de dezembro de 2017 5:09 pmExato.É exatamente o que
Exato.
É exatamente o que penso.
E há questões outras.
Hollywood inventou (e a visão de mundo global comprou) a imagem de que em 1939 os Estados Unidos eram o contraponto libertário da pérfida e monstruosa Alemanha nazista.
Não era bem assim.
O fato é que não apenas o liberalismo (econômico, político e costumes) estava em xeque pós-1929 no mundo todo, como os EUA eram o centro da “”ciência”” eugênica mundial (a eugenia prega o melhoramento progressivo da raça pelo incentivo à reprodução dos indivíduos “superiores” e pelo impedimento da reprodução dos “inferiores”). Os eugenistas estadunidenses promoviam os maiores congressos e publicavam os livros mais respeitados (sic) sobre o tema.
Ao mesmo tempo, a maioria dos estados dos EUA praticava um racismo idêntico ao dos nazistas.
E havia um forte antissemitismo na sociedade estadunidense (assim como na Europa do leste), notadamente entre as elites wasp. Judeus eram barrados em alguns clubes, universidades etc. E ninguém achava algo escandaloso.
Às vezes a mesma Hollywood arranha essa questão (a comparação nazismo x EUA pré-guerra), como no filme ‘Race’, que conta a história do atleta Jesse Owens, aquele negro que ousou vencer os campeões alemães nas Olimpíadas de Berlin de 1936. O filme deixa claro que o embate não se tratava (como pós-1942 se quis divulgar) de uma democracia racial x um monstro racista.
Owens sofria muito preconceito racial para treinar nos EUA (no navio que levou a delegação dos EUA à Alemanha, os poucos atletas negros viajavam de 3ª classe, enquanto os brancos iam de 1ª).
Ironicamente, a primeira vez que Owen ocupou quartos não segregados em uma competição foi na Vila Olímpica nazista… (claro que pelos nazistas Owen – e qualquer outro atleta não ariano – nem entraria no país, mas eles estavam sob pressão do COI e tiveram que ceder muito, gerando a situação irônica, e surreal, na Vila Olímpica).
Voltando à questão central: a grande luta pelos Direitos Civis dos negros nos EUA nos anos 1950 e 60 foi possível, em grande parte, devido à demonização (merecida) do nazismo nos EUA a partir de 1942 e de tudo o que se relacionava a ele.
De fato, a partir de 1945 o mundo ocidental, liderado pelos EUA e tendo a Europa muitas vezes como vanguarda, se encaminhou para uma liberalização crescente de tudo. A juventude enlouquecida no rock’n’roll, a revolução sexual, naturalização do divórcio, leis racialmente igualitárias, liberdade de imprensa e expressão, arte moderna cada vez mais contestadora e incômoda etc. etc. Como auge vieram o feminismo e a contracultura hippie.
Parte dos golpistas brasileiros de 64 pretendiam barrar não só o “comunismo”, mas também a liberalização dos costumes no país, o que a censura tentou fazer por anos e anos (censura que sempre foi muito além, óbvio, do mero anticomunismo).
Nossos militares, Senhoras de Santana e afins não estavam sós nessa cruzada moral, a maioria das ditraduras anticomunistas dos anos 1960 eram também antimodernização dos costumes. Em Portugal, após décadas de pesado moralismo salazarista, as portuguesas saíam às ruas pós-25 de abril (de 1974) gritando “Liberdade Sexual!”.
O fato é que, durante essa longa fase liberal pós-1945, “conservador” tornou-se um xingamento. Não se concebia como alguém podia ser conservador. Para ser respeitável, a pessoa deveria ser moderna, progressista.
Essa postura tornou-se oficial no Brasil pós-1978 e principalmente pós-1985. A mídia brasileira foi inundada por progressistas que voltavam do exílio, trazendo um sopro de modernidade ao país. O mesmo ocorreu com a máquina do Estado, onde o PMDB, o PDT e afins assumiam o governo e integravam todos os progressistas que podiam.
Só era ‘in’ quem era progressista. Ser conservador nunca fora tão ‘out’.
Sabemos que de lá para cá isso mudou, aqui e no mundo.
No Brasil, a partir de 2013 (com pequenos sinais aparecendo em 89, com a eleição de Collor, o qual encantou muitos órfãos da ditadura). No mundo, há um pouco mais de tempo.
O Front National vem crescendo na França desde os anos 1990, a Lega Norte cresce na Itália etc. Nos EUA, Reagan marca o início do regresso conservador do país líder do progressismo, e não só quanto a direitos sociais (a primeira dama, Nancy, chefiava da Casa Branca um programa para incentivar adolescentes à abstinência sexual total até o casamento).
Ser conservador deixou de ser ‘out’. Ser conservador entrou na moda.
O fato é que desde 2013 abriram-se as porteiras do orgulho conservador no Brasil.
E isto não está sendo levado em conta.
Parte dos teoricamente prejudicados pelo neoliberalismo estão moralmente fartos da modernidade “libertina” que os confunde e incomoda, e desejam um governo forte que imponha uma agenda de violência extrema contra o crime, a repressão à homossexualidade, ao feminismo radical etc.
A manipulação do conceito (gravíssimo e seríssimo) de pedofilia, usado maquiavelicamente para demonizar o sexo na adolescência (o que nada tem de pedófilo, é uma deturpação do conceito psiquiátrico), algo que me incomoda há anos, está finalmente (e infelizmente) dando seus frutos, com a recente perseguição a mostras de arte com temática sexual.
Os neoconservadores estão organizados, há empresários no exterior e no Brasil (como na Alemanha e na Itália de 1918/1919, não por acaso os países onde o autoritarismo mais prosperou nos anos seguintes) unindo forças para financiar instituições antiprogressistas (escolas de ensino básico, fundações, faculdades etc.).
Enquanto isso as demandas progressistas se estilhaçaram por sua própria responsabilidade (uma armadilha, de fato). O Iluminismo foi posto em xeque, a igualdade é considerada injusta, temas equivocados como “privilégio” e “opressão” exigem a submissão total de quem tem renda, educação etc. às “vítimas”; feministas negras descredenciam a luta das feministas brancas; gays trans descredenciam a luta e a voz dos gays brancos e másculos; ‘minorias’ pobres descrendenciam a luta das ‘minorias’ de classe média etc.
A arte popular – sinal da vitalidade do olhar do povo sobre o mundo – nunca esteve tão vazia, tão… nula (alguém atentou para onde foi o “Brasil Potência Musical do Planeta”? foi Anita que o herdou?)
Dá mesmo para ser otimista?
Flavio Martins e Nascimento
15 de dezembro de 2017 2:08 pmGostei da radicalização
Gostei da radicalização libertária do Nassif: nem o Frota é tão explícito em imagens!
De resto, fica uma lição para o Brasil progressista: Não dá para baixar a guarda nunca mais; é guerra e agitação permanentes. Democracia na base da fricção.
rdmaestri
15 de dezembro de 2017 2:16 pmSaqueadores profissionais, mas golpistas amadores.
Saqueadores profissionais, mas golpistas amadores.
Vamos voltar um pouco na história para se entender melhor o que se passa.
1964
Guerra fria, um presidente popular nos USA que na época ainda não era considerado um alvo pelo Imperialismo baseado no sistema militar norte-americano, logo os generais e os fabricantes de armas ainda batiam continência apesar de continuarem governando e conspirando. No Brasil tínhamos a propaganda da aliança para o progresso e na Europa a CIA subornava a intelectualidade de “esquerda”. O capitalismo ia bem na figura e conseguia ainda transferir parte dos aumentos dos seus lucros para a pequena burguesia norte-americana.
Ou seja, tínhamos um cenário estável onde um presidente norte-americano podia enviar para um país com um governo eleito e legítimo uma frota de navios capitaneado por um porta-aviões (com a possibilidade de envio de um segundo) para apoiar um golpe militar. Na embaixada norte-americana tínhamos um Lincoln Gordon, um acadêmico de direita, que além de chefiar a famosa aliança para o progresso (que não tinha nenhuma restrição do ingênuo governo Jango) comandava DIRETAMENTE o golpe através de uma série de governadores direitistas no Brasil, e os traía combinando diretamente com as forças militares do país que deveriam já a priori tomar o poder dos civis traidores das instituições democráticas.
A guerra fria, com os mitos e os não mitos do ouro de Moscou como o apoio dos guerrilheiros de Sierra Maestra, faziam o frisson e o medo de amplos setores da oligarquia rural que dominava o Brasil e da pequena burguesia associada ao Estado e/ou ao grande capital (nacional ou internacional) morriam de medo da sovietizarão do país. A esquerda era ainda mais inconsistente do que nos dias atuais, tínhamos um governo central que se apoiava numa série de sindicatos chapa branca que no fim não se sabia quem mais tinha poder nestes sindicatos, se era o governo sobre os sindicatos ou os sindicatos sobre o governo, ou ainda um emaranhado não identificável a onde estava a ponta do fio do emaranhado.
A pujança do capitalismo seduzia a todos, no pseudo comando do país mais poderoso do mundo tínhamos um presidente charmoso e o soft-power norte-americano estava ainda no seu auge (a definição de soft-power ainda nem existia, só aparece em 1990 exatamente quando esta já está em declinio). No mundo desenvolvido somente dois generais, um general Francês e outro Iugoslavo, resistiam a esta onda hegemônica ocidental. Na URSS tínhamos uma gerontocracia que se mantinham como podiam, a China era algo que nem entrava no cálculo do poder mundial.
Em resumo, apesar da existência de uma teimosa URSS, o imperialismo dava as cartas para o mundo, mas sempre lutando contra forças nacionalistas provenientes dos movimentos de descolonização. A realidade internacional era outra.
O Brasil era um país agrário, mesmo se começasse a inverter a ocupação demográfica para as grandes de média cidades, a mentalidade subserviente do pequeno agricultor e do homem do campo em geral, que migrava ainda sofria a doutrinação moldada pela repressão de três séculos do escravagismo e domínio da Igreja Católica.
Os meios de comunicação eram centralizados e existia somente alguns poucos jornais que lutavam contra a corrente, os meios de comunicação de massa estavam na sua juventude, e mesmo nesta juventude já eram dominados pela velha oligarquia.
Os líderes políticos de centro esquerda eram regionais ou alguns que de uma forma pessoal tinham alguma penetração em regiões importantes, e o menu de posições políticas era extremamente limitado.
2017
A guerra fria acabou, a luta contra um fabricado inimigo do ocidente não convence praticamente ninguém fora dos países centrais, o fantasma do islamismo é tão verdadeiro como uma nota de três reais, e quem consegue combater este é exatamente os descendentes da URSS. O atual presidente norte-americano leva uma política exterior errática que não é seguida nem pelo seu próprio governo. Há uma ruptura clara entre o establishment daquele país e a política interna e externa do seu presidente. Tudo isto produto de uma perda de vigor do capitalismo internacional que não consegue mais transferir recursos para a imensa maioria da sua população. O grau de concentração da riqueza é tal que fica inviável a mesma transferência. O próprio controle das instituições de segurança norte-americanas foi totalmente perdido tanto na realidade (como já em 1964) como na aparência externa.
A capacidade do presidente norte-americano atual de lançar suas armadas para qualquer parte do mundo encontra-se limitado não só pelas potências que compartilham o Imperialismo internacional, mas por pequenos estados que os afrontam. No terceiro mundo a farsesca Aliança para o Progresso foi substituída pelo simples ou entregam tudo ou o tomamos. Nas embaixadas podemos até ter técnicos em golpes, mas a capacidade analítica dos scholars norte-americanos foi substituída por técnicos em golpes que não sabem diferenciar o que é um país como Honduras ou mesmo o Paraguai do Brasil. Não há mais no país um governo de centro esquerda para sofrer uma invasão, e com isto as opções não ficam claras pois também o inimigo não está no poder, o que impede uma ação militar.
Com o fim da guerra fria o espectro do ouro de Moscou (real ou imaginário) desapareceu por completo, os guerrilheiros da Sierra Maestra morreram de velhos e não foram substituídos por novos, logo somente alucinados e adeptos de teorias conspiratórias do “Fórum de São Paulo” ainda procuram todas as notes comunistas de baixo de suas camas. A pequena burguesia que estava motivada por outro fantasma, o combate a corrupção, vai aos poucos se dando conta que o fantasma real é outro, ninguém em sã consciência, mesmo a esquerda revolucionária não alucinada espera que surjam movimentos organizados de uma hora para outra para implantar o bolivarianismo no Brasil. A centro esquerda, que encontrava-se tão desorganizada como em 1964 está ganhando com o tempo, e com o ataque as conquistas sociais mínimas obtidas pela classe trabalhadora começa a se reagrupar em torno de um programa comum contra os desmandos das forças conservadoras do país.
A pujança do capitalismo que seduzia a todos foi substituída por uma resignação provisória a inevitabilidade da pauperização da população que foi impingida a todos. O “soft-power” desapareceu por completo dando lugar ao “hard power”, mas o surgimento de um novo ator no cenário internacional, a China, que aliada a Rússia formam um par que apresentam condições de contrariar o poder militar norte-americano. Ou seja, um gigante asiático que despertou começa em todos continentes a propor soluções as que os norte-americanos só conseguem contrapor com uma presença e um poder militar cada vez mais questionável.
Os países que lutavam contra as forças imperialistas e colonialistas, cederam aos encantos do liberalismo que no lugar de promover o crescimento das antigas colônias as levam a miséria e aos conflitos internos ou externos, mas não há nenhum grande plano a curto ou médio prazo de inverter o empobrecimento dos países periféricos.
O Brasil atual é um dos países mais urbanizados do MUNDO, a mentalidade dos pais e avós que eram dominados com princípios da Igreja Católica de autoflagelamento foi substituído ou em uma parte da população por uma teologia da prosperidade, que só pode prosperar quando há uma prosperidade real e outra parte da população encontra-se revoltada e claramente vendo na burguesia o seu inimigo real, a reação é de um proletariado sem consciência de classe, que mais pensa ir a forra do que uma luta política. Porém estas forças tem um latente “perigo” de se conscientizar do que continuar como está.
Os meios de comunicação de massa continuam centralizados e os poucos jornais que existiam estão sendo substituídos por também poucos blogs e outros meios de comunicação digital que apesar de não ter poder como os poucos jornais do passado, são difusos e diversos, ficando bem mais difícil para num golpe militar fechar (no caso seria emprisionar) estas mídias do que fechar meia dúzia de redações de jornais de centro esquerda que existiam no passado.
Quanto as lideranças de centro-esquerda há somente uma que é a maior do país e provavelmente surgirão inúmeras se a perseguição política inviabilizar esta liderança.
Análise das diferenças e os erros dos golpistas.
Como se pode ver há uma diferença substantiva entre a realidade de 1964 para 2017, e se alguém de forma anacrônica quiser copiar o passado a chance de dar errado é total.
Não há apoio consistente das forças do imperialismo, simplesmente por dois motivos, o primeiro e mais facilmente detectável, que não existem condições tão simples para uma intervenção direta através de verdadeiros analistas da situação internacional que já não existem mais. Porém o motivo mais importante é que não há o mínimo interesse de achar soluções negociadas e mais ou menos pacíficas para o confronto oligarquias locais versus povo. Isto é causado principalmente pela soberba que tem o Império de que manipulando os Facebook’s e outras redes sociais poderão manipular o que se fazia com os “scholars” do passado.
Da verdadeira Inteligência golpista do passado surgiu uma geração de analistas de sistemas informáticos que com sistemas de poucas variáveis pensam em dominar algo que é infinitas vezes maior do que isto. Podem ler as centenas ou mesmo centenas de milhares de informações que obtém nas redes, porém enquanto não identificarem cem por cento dos seus inimigos se 10% sobrarem fora da lente estes podem inverter por completo o quadro.
Esta ausência de uma inteligência articulada, gerada na cabeça de “scholars” do sistema imperialista do passado, faz com que o suporte aos golpistas nacionais seja fraco, confuso e errático. Fazendo com que golpistas que são verdadeiros saqueadores profissionais, não se convertam em golpistas profissionais.
Uma coisa é ser um golpista, outra coisa é ser um saqueador, um quer o poder e pensa na sua perpetuação e o outro quer o produto do saque mesmo que se mal feito produza uma derrocada posterior e relativamente prematura do poder.
mcn
15 de dezembro de 2017 2:59 pmExcelente análise
Excelente análise
layz
15 de dezembro de 2017 4:44 pmMensagem para a América
Brilhante, mesmo. Uma visão de águia. Os serviços de inteligência telados, de tanta tela esqueceram que a realidade é mais que um filme. Curiosamente, as forças armadas das Américas passaram as décadas do pós-guerra se unindo para separar as populações. Quando julgaram estável a dorsal armada, declararam “América Unida”! E deu tudo errado. Não conseguirão consolidar o que queriam, nem terão como evitar o que agora conseguem, um verdadeiro encontro das populações. A coisa mais inteligente que fizeram.
[video:https://youtu.be/Jd0n9Fu6P44%5D
rdmaestri
18 de dezembro de 2017 5:11 amO mito no lugar do real e a importância na queda dos impérios.
O mito no lugar do real e a importância na queda dos impérios.
Muitas pessoas procuram descobrir nas aparências do enfraquecimento do imperialismo norte-americano pelos seus sintomas econômicos e sociais, com isto procuram no efeito a causa.
Todo o império tem seu período de crescimento apogeu e decadência, e historiadores, sociólogos, economistas e dezenas de outros profissionais da ciência tentam para outros impérios que já decaíram achar causas comuns para explicar a decadência dos impérios.
Várias interpretações são dadas, como por exemplo a invasão de outros povos, as perdas de safras por mudanças climáticas, a deterioração da sociedade por motivos religiosos ou morais e daí por diante. Mas se olharmos com cuidado um império durante o período de crescimento e apogeu sofre todos estes problemas, porém estes todos são resolvidos ou por ampliação e pilhagem e/ou exploração de outros povos, que compensarão os diversos fatos adversos surgidos durante a sua história, ou seja, se a desgraça cai por algum motivo na capital do império se transfere esta desgraça para outros.
Motivos religiosos ou morais também podem ser classificados também mais um sintoma de já uma decadência da sociedade existente do que um motivo para a própria decadência. Algumas pessoas atribuem ao cristianismo a queda do Império Romano, porém antes da introdução do cristianismo várias outras religiões e deuses eram introduzidos em Roma e nem por isto o Império Romano era abalado. No Egito, por volta de 1350 a.C. Amenófis IV, introduz o monoteísmo pela adoração do deus Aton (sol) como uma divindade suprema e única, entretanto com a morte de Akhenaton (o nome que Amenófis adotou) tudo voltou ao normal e a derrocada do Império Egípcio foi ocorrer séculos depois. Pode-se concluir que os impérios em situações anteriores ao seu período de declínio e decadência tem resiliência a fortes fatores externos que não os permitem entrar em decadência.
Agora há um fator que nunca é levado em conta para a decadência dos impérios, a confiança dos seus governantes de súditos no seu próprio poder e sem a percepção que este poder já não é algo real, mas sim um verdadeiro mito do passado.
Os britânicos na segunda guerra tinham uma imensa confiança na sua invencível Marinha Real Britânica, e a fantástica armada parecia que transformava os mares em torno das ilhas britânicas como um domínio desta. Com a ação dos U-Boats alemães e com uma armada sem barcos de defesa dos comboios de suprimento se não tivesse um apoio norte-americano, que também sofreu muito no início da sua intervenção, as ilhas ficariam sem suprimentos para a sua população e indústria. Nem vou falar da “impenetrável” Linha Maginot francesa que dava garantia ao mais poderoso exército da época, que se a ideia desta linha de defesa não tivesse falhado teria dado tempo para uma mobilização geral que teria mudado o curso da guerra.
Se olharmos para os processos de decadência dos impérios o que há de comum é o mito criado nas suas entranhas dos impérios, de sua invencibilidade e/ou não vulnerabilidade contra as mais diversas causas que os derrubam. Quanto mais rápido se criam os mitos, quanto mais rápido se modifica o mundo mais rápido se verifica que o mito está encobrindo o real que levarão a derrocada do império. Note-se que em estudos posteriores se verifica que pessoas com maior capacidade de antecipação dos eventos se dão conta do mito criado e não são levados em conta pelos governantes e pelo próprio povo do país. Instituído e internalizado o mito, por maiores as evidências das fragilidades, os que as questionam são deixados de lado devido as suas inconvenientes e desagradáveis observações.
Os mitos de supremacia técnica, cultural, social e racial embalam as civilizações a milhares de anos. Além da invencível Marinha Real Britânica, a impenetrável Linha Maginot, fato mais recente pode-se ver na história antiga o mito da supremacia dos egípcios que terminou sendo vencido por um povo bem menos conhecido, os Hicsos, que dominavam técnicas de guerra que simplesmente eram ignoradas pelo poderoso império egípcio. Também é possível se falar no mito racial criado pelos nazistas que achavam os eslavos povos sem a mínima capacidade de fazer frente aos “arianos”.
O processo de construção do mito, é extremamente conveniente para as oligarquias que dominam os povos, pois construído o mito da invencibilidade, da supremacia técnica, cultural ou social, estas mesmas elites não necessitam se preocupar tanto na manutenção destas supremacias (não introduzi a racial, pois esta se desfaz ainda mais facilmente) através de investimentos e da manutenção de infraestruturas caras para mantê-las.
Passando para o grande império da atualidade, os sintomas do mito prevalecendo sobre o real estão sendo detectados por vários experts em diversas áreas, o mito de uma moeda forte e indispensável para a movimentação do mundo, o mito de um exército e uma armada sem rival que defenderá o império, o mito de um desenvolvimento tecnológico baseado em vários centros de pesquisa que através das métricas criadas por eles mesmo se colocam no topo de qualquer outra inteligência de outros países e enfim o mito que sua organização política, que acham a mais perfeita do mundo, queira ser copiada por todas as pessoas brilhantes e líderes internacionais estão cada vez mais longe da realidade e próximo ao mito.
Quem por acaso de dedica a assistir os filmes e as séries norte-americanas que basicamente mostram os grandes homens do norte ou seus descendentes do futuro baseando-se nos princípios imutáveis e perfeitos que alguma vezes no mesmo filme, por mais paradoxo que seja, foram motivo da “destruição” da velha ordem, vê claramente que quanto pior for a qualidade do enredo mais os grandes princípios são endeusados.
O mais interessante na observação de filmes de pura ficção de segunda linha, ou mesmo de não ficção de melhor enredo, sempre há uma verdadeira subestimação de toda a capacidade tecnológica real para vencer inimigos ou obstáculos que nos leva a impressão que as tribos dos países em que os USA se encontram em guerra há décadas e não conseguem vencê-las, são alienígenas ou seres supernaturais, pois com toda a fantástica parafernália criada pelo mito da supremacia tecnológica não os consegue vencê-los.
A visão mitológica norte-americana é reforçada por homens que saindo das fileiras empresariais superam desafios através de esforços, inteligência e criatividade incalculáveis. Um Steve Jobs é beatificado por uma comunidade de adoradores beirando a religiosidade fanática por ter comprado a baixo preço um sistema de interface gráfica e ter após isto lançado alguns equipamentos tipo telefone e tabletes que são melhores do que os da concorrência mais devido ao custo que tiveram para ser desenvolvido e o preço também maior causado exatamente pelo custo. Essa visão triunfante de um mudo do futuro em que a tecnologia digital resolverá tudo, mesmo que seja impossível de sobreviver comendo smartphones ou usar um tablete, como tapete mágico, para se deslocar.
O mito que foi criado pela informática e com a evolução espantosa desta nas últimas décadas sem a mínima equivalência no aumento da riqueza e no conforto dos cidadãos normais, transforma muitos em neo-ludistas, pois verificam que a tecnologia anda na maior parte do mundo no sentido inverso da felicidade dos povos. A rejeição a tecnologia informática é causada mais pelo mito da onipotência desta do que nos reais e claros benefícios que ela traz.
O mito é desmistificado a medida em que ele confronta outras forças reais que mostram as suas fragilidades, e o mais interessante que geralmente o que forma o mito não é uma ausência do fato real que o criou, mas sim a magnificação do mesmo ultrapassando em muito a sua própria capacidade.
Podemos claramente dizer que o nosso império da atualidade ainda produz, evolui e cria, porém numa velocidade muito menor do que o mito faz aparentar. Desde o homem das cavernas o mito criado pelo desenho dos animais capturados pelos caçadores aumentou o estímulo a caça e provavelmente em várias situações permitiu maiores resultados, mas os desenhos na parede não evitaram que num inverno ou verão mais frio ou mais quente os caçadores tenham morrido de fome.
Marcelo33
15 de dezembro de 2017 5:28 pmAgora é tarde demais.
Agora é tarde demais. Contratos do pré-sal assinados e americanos instalados em Alcântara. Cuba jamais conseguirá tirar os americanos de Guantánamo. Como teremos programa espacial se a nossa base com sua localização privilegiada é americana agora ??
E poucas pessoas caçam comunistas embaixo da cama ??? Mas essas poucas pessoas incluem as FA e as políciais. Ou seja, todo mundo que tem armas. O país está morto !!!!
Nossos economistas não conseguem pensar nada alem do Kataguirismo.
layz
15 de dezembro de 2017 8:21 pma quantidade assusta
Eles não precisam mais caçar comunistas e anarquistas. Com as eficientes redes de coletas de dados, sabem de cada um pouco, com biometria e tudo. Daí o problema, descobriram que é gente demais 😉
rdmaestri
18 de dezembro de 2017 2:33 amEu não ficaria assim tão assustado, explico porque.
A quantidade de dados gerados pela Internet é imensa em relação aos dados que eram coletados no passado. Se a pessoa não é um alvo por algum motivo especial, esta pessoa fica completamente fora da vista dos organismos de segurança. Eles utilizam algoritmos com palavras chave e/ou pesquisa qualificada em sites, redes sociais e e-mails que são simplesmente rompidas qualquer criptografia de nível usual.
Porém, isto tudo para o mundo inteiro geram diáriamente milhões de possíveis suspeitos, que muitas vezes são analisados por pessoal do próprio governo ou contratados (terceirizados). A análise de tudo isto é o calcanhar de aquiles do sistema, pois precisam para uma análise mais superficial dos tradutores automáticos ou nos casos identificados como mais sensíveis por pessoas que conheçam a língua.
Como dizes, eles tem todos os dados pessoais fornecidos por nós mesmo, principalmente por redes sociais. Como no Brasil ninguém é sério quando escolhe seus “amigos” nas redes sociais, isto cria um bom problema.
Agora no momento que tu viras um alvo, aí sim, a tua vida é vasculhada, porém se reparares mesmo no caso dos verdadeiros inimigos mais violentos que provocam atentados, nos dias posteriores sempre se descobre que já estavam presentes como suspeitos, porém são tanto os suspeitos e a capacidade de análise tão precária que toda esta parafernália não adianta muita coisa.
Só um detalhe, procurar utilizar apelidos na rede para não ficar detectável é uma imensa bobagem, pois isto é facilmente descoberto. Caso alguém quiser ficar incógnito, o trajeto e a dificuldade disto é tão grande que o melhor é se comunicar por carta via correio!
Álvaro Noites
15 de dezembro de 2017 2:17 pmO combate com certeza deve
O combate com certeza deve ser feito.
Mas ainda assim penso: eles vão destruir quase tudo, vão doar estatais, vão aprovar leis draconianas, podem fazer tudo nesse momento. Entretanto, mudaremos tudo depois, leis serão anuladas, reconstruíremos tudo novamente e novas estatais haverão de ser criadas.
O grande problema é: o que fazer com esses bandidos golpistas?
Anistiá-los depois da “suruba” não dá, deveriam ser punidos exemplarmente e, sobretudo, deveriam ficar pobres.
Jorge Fernandes
15 de dezembro de 2017 6:10 pmDegolar
Degolar todos
Álvaro Noites
15 de dezembro de 2017 2:37 pmOntem eu por um acaso vi o
Ontem eu por um acaso vi o jornal da Band, aquele da meia-noite, e fiquei embasbacado.
No intervalo comercial, a tal propaganda do Temer defendendo a “deforma” da Previdência.
No jornal, além da matéria falando de projeções de crescimento de PIB de 1% ainda em 2017 e 3% em 2018, aparece o Fernando Mitre defendendo as “deforma” da Previdência.
A TV aberta está surreal.
Será que alguém ainda acredita no PIG?
Marcelo33
15 de dezembro de 2017 3:14 pmO país está MORTO.
Primeiro
O país está MORTO.
Primeiro por que Lula não poderá ser candidato. O Brasileiro Tem verdadeira Ojeriza a qualquer figura do PT que não seja Lula. Gleisi, Lindenbergh, Jacques Wagner, Haddad, tudo isso não consegue mais de 10% dos votos.
Segundo, o pré-sal JAMAIS será recuperado. Quem comprou vai aceitar que o governo “Roube” de volta ??? Ninguém vai abrir mão do produto receptado. Na melhor das hipóteses, um governo corajoso vai levar bomba de tudo que é canto.
O Brasil é capaz de Unir EUA e China em guerra contra nós.
Mesmo que tudo desse certo, nossos economistas são INCAPAZES de pensar um Brasil diferente. Meu primo é professor universitário e Alunos mandam recadinhos na prova “Não existe almoço grátis”. Nossos economistas são profundamente influenciados por …. Kim Kataguiri.
Tem que começar a fazer tudo certo agora, para daqui há 60 anos, quando essa geração DE MERDA morrer, dos neoliberais de direita e cirandeiros de esquerda, para uma nova geração ver se consegue fazer o que a esquerda faz na Grécia, que é administrar terra arrasada.
jose adailton v ribeiro
15 de dezembro de 2017 3:27 pmArmagedom
“…Temer é o segundo homem na hierarquia de uma organização criminosa presidida por Eduardo Cunha.”
Os procuradores do MPF de Curitiba e Janot também proferiram declarações semelhantes . Orcrim é a senha.
LUIZ DE MATTOS
15 de dezembro de 2017 3:34 pmhttps://www.facebook.com/robe
https://www.facebook.com/robertorequiao/videos/2004374266254580/?hc_ref=ARR2RykogJgWU8_wkF00stAOUdp-0b-21Cd0608ps3brfCYLO6_ir9nigBqXXfahA6Q
Clever Mendes de Oliveira
15 de dezembro de 2017 3:47 pmBom post, mas com certas passagens que são frágeis
Luis Nassif,
Você mudou um pouco o que você diz lá no post “Xadrez do fator é a economia, estúpido!, por Luís Nassif” de quarta-feira, 30/08/2017 às 01:32, neste seu blog em relação ao que você diz aqui no item “Peça 1 – a legitimação de Collor e FHC” deste seu post “Xadrez da grande bacanal pós-impeachment, por Luís Nassif” de quinta-feira, 14/12/2017 às 22:43. No que interessa, aqui você diz:
“Fernando Collor ganhou a presidência por mérito próprio, por ter entendido, antes dos demais candidatos, os novos ventos que surgiam.
No plano interno, a enorme ojeriza à centralização brasiliense, remanescente do regime militar; e a desconfiança em relação aos quadros políticos que se apossaram do poder, no governo José Sarney.
No plano internacional, estava em pleno vapor a onda liberal inaugurada por Margareth Thatcher e Ronald Reagan.”
No post “Xadrez do fator é a economia estúpido!, por Luis Nassif”, que tem como primeiro tópico um título bem adequado, o pois denomina-se “Peça 1 – a desinformação como regra” um fator que atinge leigos e cientistas e no mundo todo, você traz observação semelhante à transcrita acima, mas a coloca no item “Peça 2 – as consequências dos desastres econômicos”. Transcrevo uma parte do que você diz lá:
“Getúlio Vargas foi eleito depois do desastre liberal do governo Dutra. Fernando Collor foi eleito depois da centralização do regime Militar. Fernando Henrique Cardoso, após o desastre liberal de Fernando Collor. Lula, após o desastre liberal de FHC. O golpe de Temer após o desastre intervencionista de Dilma.
O golpe militar de 64 se consolidou após reformas bem-sucedidas da dupla Roberto Campos-Octávio Bulhões, seguida do pragmatismo de Delfim Netto. E Lula conseguiu eleger Dilma Rousseff após as políticas anticíclicas bem-sucedidas de 2008-2010.
Tudo isso para constatar que após um grande desastre econômico, se tem uma virada de jogo.
O desastre perpetrado pelo “dream team” atual da economia é de dimensões cavalares, maiores ainda que os desastre do período Joaquim Levy-Dilma Rousseff, porque em cima de uma economia já combalida.”
Enviei quinta-feira, 07/09/2017 às 16:26, um extenso comentário para Junior 5 Estrelas (quinta-feira, 31/08/2017 às 10:29), lá no post “Xadrez do fator é a economia estúpido!, por Luis Nassif” como se pode ver na primeira página do post no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-do-fator-e-a-economia-estupido-por-luis-nassif
O meu comentário para Junior 5 Estrelas foi mais para justificar o comportamento do STF que para a maioria é entendido como medíocre. Não discordo muito desse entendimento na medida que a mediocridade é condição da humanidade. Ainda assim considero que a ação do STF precisa ser mais bem compreendida.
E para o que interessa aqui, transcrevo a parte do meu comentário em que eu insurjo contra o primeiro parágrafo da parte que transcrevi acima do post “Xadrez do fator é a economia estúpido!, por Luis Nassif”. Disse eu lá (Talvez tenha feito alguma alteração no texto para corrigir algum erro de redação ou de ortografia cometido, mas procurei indicar a correção com o sublinhamento do trecho corrigido)
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“E se eu tivesse que fazer uma análise mais ligeira deste post de Luis Nassif, a minha crítica focaria de modo mais exaustivo no seguinte parágrafo do texto de Luis Nassif:
“Getúlio Vargas foi eleito depois do desastre liberal do governo Dutra. Fernando Collor foi eleito depois da centralização do regime Militar. Fernando Henrique Cardoso, após o desastre liberal de Fernando Collor. Lula, após o desastre liberal de FHC. O golpe de Temer após o desastre intervencionista de Dilma.”
É bom que se diga que Getúlio Vargas ajudou na eleição de Dutra e foi eleito depois às custas do próprio carisma e da história. E, embora no governo Dutra a valorização cambial tenha levado o Brasil para um mau caminho, houve forte crescimento do PIB no período e não houve destruição da política social de Getúlio Vargas.
Fernando Collor de Mello foi eleito em razão do fracasso do Plano Cruzado do qual Luis Nassif foi admirador. O fracasso do Plano Cruzado foi fruto do governo de José Sarney que estava bem subjugado pelo PMDB e pelo centrão.
Além disso, a centralização da ditadura militar não foi de todo ruim para o Brasil. Houve muitos planos arrojados no período que relançaram a economia brasileira para um patamar bem mais alto. Houve a crise do período de 80 a 83, mas no final com a desvalorização de 30% em fevereiro de 1983 a economia brasileira se recuperou e já em 1984 crescia a taxa de mais de 4%.
E mesmo saltando o governo de José Sarney, Fernando Collor de Mello não pode ser visto como alguém que veio para se opor a centralização da ditadura militar. Há entrevista de Fernando Collor de Mello na Gazeta Mercantil prometendo um Estado forte.
E se não se saltar o governo de José Sarney que foi um governo solto sem muita centralização, pode-se até ver em Fernando Collor de Mello uma tentativa de se ter um governo com mais centralização. Afinal, a centralização significa governo central forte e um governo central forte requer carga tributária elevada e não se pode esquecer que a carga tributária que chegara a 22% com José Sarney, depois de ter ido a 27% no final do governo de Geisel, voltou a subir com o governo de Fernando Collor de Mello onde alcançou 25%.
Na semana passada, Antonio Delfim Netto, com o conhecimento de Estatística que ele tem, faz, nas páginas do jornal Valor Econômico, um comparativo entre a crise da economia brasileira no período de 80 a 83 e a atual de 2014 a 2017. É o que se vê no artigo “Uma boa ideia: a privatização” de terça-feira, 09/08/2017 que pode ser encontrado no seguinte endereço, embora ele só seja disponível na íntegra para cadastrados:
http://www.valor.com.br/brasil/5098372/uma-boa-ideia-privatizacao
No gráfico que ele elaborou fica visível a maior dificuldade que se tem hoje para que o país possa sair da crise. A grande diferença foi que a desvalorização na crise do início dos anos 80 ocorreu de uma vez em 15 de fevereiro de 1983, E já na crise atual houve três desvalorizações. Além disso, a desvalorização de 1983 foi mantida via câmbio arrastado pela inflação brasileira até o Plano Cruzado. Enquanto as três desvalorizações depois de 2014 vêm sendo paulatinamente reduzidas.
Apenas para rememorar a partir de 2014 nós tivemos a primeira desvalorização decorrente da primeira queda dos preços das commodities em especial do preço de petróleo no meado do segundo semestre de 2014, a segunda no meado de 2015, também em decorrência de uma segunda queda dos preços das commodities e a terceira após o primeiro aumento do juro americano em dezembro de 2015 com a promessa de quatro aumentos no ano seguinte. Então está sendo mais difícil a economia brasileira se relançar, mas não só pelas exportações como também pela substituição das importações, não se pode de antemão achar que isso não possa acontecer.
E Fernando Henrique Cardoso não veio após o desastre liberal de Fernando Collor de Mello. Ele veio após o Plano Real que ele coordenou e que foi o trunfo para uma candidatura que sozinha não iria a lugar nenhum.
E o efeito eleitoral do Plano Real foi em muito alimentado pela alta da inflação que crescera paulatinamente após o impeachment de Fenando Collor de Mello e a assunção da presidência da República por Itamar Franco.
E que se lembre que após a substituição de Zélia Cardoso por Marcílio Marques Moreira houve queda na taxa de inflação já no final do governo do governo de Fernando Collor de Mello. Não se sabe até que ponto o crescimento dos índices de inflação no governo de Itamar Franco tenha sido induzido pelo próprio governo para que o efeito do Plano Real, com o corte abrupto da inflação fosse mais contundente.
No fundo, todo o parágrafo do post de Luis Nassif, recontando a história político-econômica após a Segunda Guerra Mundial, parece que foi bolado com o intuito de apenas dar espaço para colocar a frase “O golpe de Temer após o desastre intervencionista de Dilma”.
A frase é de certa forma, de um lado, um pouco de “nihil obstat” para o golpe do presidente antes provisório agora definitivo às custas do golpe Michel Temer, e de outro, uma informação crítica ao governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff. Informação que consiste apenas de uma opinião pessoal sem preocupação em se fundamentar. Como se ataca todos ao mesmo tempo toma-se como uma informação isenta.
E a própria visão sobre a economia brasileira atual pressupõe uma análise perfunctória da nossa realidade. A realidade da economia brasileira não parece estar bem compreendida. Não só não se sabe quais as forças nos levaram até aqui como também não se sabe muito sobre o futuro. Nós dependemos muito do que vai acontecer no mundo nos próximos quatro anos. Se houver uma crise em 2018, não haverá como o Brasil não ser afetado. Se a crise for apenas em 2020, talvez nós estejamos em uma retomada que poderá nos colocar a salvo da intempérie que lá acontecer.
Essa incompreensão alcança até os que reclamam muito do teto dos gastos. De fato, há muito de senões em relação ao teto, mas, ao mesmo tempo que se tem o teto, ele está sendo acompanhado de aumento do déficit público. Ora, não é o déficit que se usa para fazer a economia se recuperar? É claro que mais bem teria sido se tivéssemos um aumento da carga tributária e ao mesmo tempo uma maior desvalorização do real. Ainda assim, ao lado do déficit público, estamos tendo saldos elevados na Balança Comercial uma das peças para relançar a economia.”
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Em meu extenso comentário para Junior 5 Estrelas, eu volto a falar sobre a economia no período do governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff, indicando uma análise de economista de esquerda que defendia a proposta da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff para o segundo governo dela.
Trata-se de referência ao post “Tática fiscalista e estratégia social-desenvolvimentista, por Fernando N. da Costa” de quarta-feira, 03/12/2014 às 16:04, aqui no blog de Luis Nassif e de autoria de Fernando Nogueira da Costa e que está disponível no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/blog/brasil-debate/tatica-fiscalista-e-estrategia-social-desenvolvimentista-por-fernando-n-da-costa
Ressalto que o meu comentário apesar de muito extenso traz vários links importantes para a compreensão da economia brasileira e ainda que toma muito tempo para a leitura vale ser analisado com mais cuidado. Transcrevo a seguir um trecho do meu comentário em que conto o esforço e tempo despendido para encontrar o post “PEC 241: gastos do governo” no blog ABACUSLIQUID.com. Disse eu lá:
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“Ia deixar esse quarto parágrafo como está. Então lembrei que em algum momento entre o final de 2016 e o início de 2017, eu vi um comentário no blog de Alexandre Schwartsman em que um comentarista fazia referência a análise que ele fizera em blog próprio sobre a execução orçamentária brasileira nos últimos anos. Comecei a pesquisar desde março de 2017. Lia em cada post cada comentário. Levei quase três horas de pesquisa.
Ao fim e ao cabo cheguei ao post “Sem-teto ou sem-argumento?” de terça-feira, 25/10/2016, no blog de Alexandre Schwartsman e de autoria dele e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://maovisivel.blogspot.com.br/2016/10/sem-teto-ou-sem-argumento.html
Utilizando-se de nome que é paródia de Warren Buffett, um comentarista que se intitulava Uorrem Bife, em comentário de 25/10/2016 às 19:23 diz o seguinte:
“Precisamos desmistificar esta questão do gasto público, é um terreno árido eu sei, mas nós brasileiros comuns, que não entendemos economia a fundo, precisamos ir ao encontro dos dados. Tenho tentado entender melhor esta questão, acompanhando blogs como este e também consultando outras fontes. Estou só no começo, mas enquanto cidadão brasileiro não me deixarei enganar. Segue uma pequena contribuição minha…
http://abacusliquid.com/pec-241-gastos/
Abraço!”
Bem, fui ao blog ABACUSLIQUID.com e ao post “PEC 241: gastos do governo” de segunda-feira, 24/10/2016. O autor se intitula Abacusliquid. O importante é o gráfico que ele apresenta em trecho com subtítulo “Déficit Primário” em que há as Contas do Governo Central, apresentando como fonte dos dados o Tesouro Nacional. Pois bem, o gráfico mostra a Receita Líquida 12 meses (em azul) e Despesa Total 12 Meses (em vinho) com a informação no eixo dos x sendo dada mensalmente.
Lembro que o link para o post no blog de Alexandre Schwartsman não permite o acesso direto como ficou na transcrição do comentário que eu reproduzi acima. O importante é que o gráfico mostra uma queda brusca da receita a partir de outubro de 2014. A situação vai deteriorando desde o início de 2014, mas há superávit ainda em outubro de 2014. Tudo isso serve para mostrar que na parte orçamentária houve um comprometimento integral do governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff em executar um orçamento de modo equilibrado. Só que com 2014 não garantindo o que parecia que ele (o ano) prometia, o governo foi perdendo o controle da situação.”
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Não vejo muitos fazendo a defesa do governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff aqui no seu blog. Para os dois governos só lembro de Diogo Costa que de certo modo cansou de fazer o contraponto a tantas declarações infelizes que se lê aqui no seu blog. Neste seu post “Xadrez da grande bacanal pós-impeachment, por Luís Nassif” de quinta-feira, 14/12/2017 às 22:41, você pareceu esquecer a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff. No entanto, lá no último item “Peça 6 – o fruto da árvore proibida” você arranjou um jeito de fazer a crítica a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff. Diz você:
“Com todos seus defeitos, com todos os erros cometidos, com a falta de visão de Nação, com os erros econômicos da era Dilma, com a leniência da era Lula com mercado e mídia, o PT continua sendo o desaguadouro dos movimentos modernizadores apartidários.”
Trata-se da frase mais tosca que se pode fazer e que é referir-se de modo genérico aos “erros econômicos da era Dilma”. Qual o governante que não comete erros econômicos? Fazer essa acusação de modo genérico é coisa que qualquer criança que sabe reproduzir o eco é capaz de realizar.
No seu post “Xadrez do fator Lula, por Luis Nassif” de segunda-feira, 11/12/2017 às 22:26, aqui no seu blog, eu aproveitei um comentário de Hydra de terça-feira, 12/12/2017 às 10:24, e que está ali nos meados da segunda página, para enumerar algumas dessas críticas genéricas e ligeiras que você insiste em fazer. O endereço do post “Xadrez do fator Lula, por Luis Nassif” na segunda página é:
https://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-do-fator-lula-por-luis-nassif?page=1
Fiquei satisfeito porque Hydra também pensa do mesmo modo. Infelizmente o contraponto ao que você diz só é feito em relação ao primeiro governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff. Em relação ao segundo governo o entendimento é o mesmo que se pode ver em qualquer análise perfunctória que se vê na internet.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 15/12/2017
Junior 5 Estrelas
18 de dezembro de 2017 1:14 pmDr.Clever,apesar da amizade
Dr.Clever,apesar da amizade de irmãos,dê uma arrumada melhor nos seus textos.Estão muitos longos.Talvez o senhor esteja jogando seu prescioso tempo fora,além de que desconhecer a turma daqui.
C. Bombardelli
15 de dezembro de 2017 4:17 pmFaltou incluir a maçonaria
Faltou incluir a maçonaria como patrocinadora do golpe entre outros
Álvaro Noites
16 de dezembro de 2017 1:46 amPois é.
Me parece que ela é
Pois é.
Me parece que ela é que é o amalgama que une os agentes do golpe.
Júnior 5 Estrelas
17 de dezembro de 2017 12:18 amNoites a Fio,voce nao
Noites a Fio,voce nao consegue pregar o olho nem a pau.Vou lhe enviar um saco de maracuja verdadeiro.Aqueles de cor verde.Sei de um lugar que tem de bater de pau.Passe seu endereco.
margot riemann
15 de dezembro de 2017 4:44 pmAcredito que a reversão do
Acredito que a reversão do quadro atual esbarra em obstáculos:
1) Temos uma exclusão histórica no país. Não se faz concentração de renda extrema como a do Brasil, sem uma engrenagem azeitada. Papel chave nessa engrenagem, a mídia. Mas colaboram também as igrejas e outras instituições. Algo com fôlego, que domina fundo os corações e as mentes das pessoas.
2) A pobreza e a concentração de renda são um fator importante de vantagem comparativa em escala mundial. Inicia no campo, com a concentração de terras e a baixa remuneração de produtos do pequeno e médio agricultor; espraia para as cidades, fornecendo mão de obra farta e barata;
3) Para a classe média, a existência da pobreza é vital, já que permite a obtenção de serviços baratos que favorecem sua ascensão social. Ao mesmo tempo, a cidadania restrita tem garantido exclusividade de acesso a bens e serviços estatais e privados (terras urbanas e rurais; serviços e empregos públicos; educação pública de qualidade, anteriormente à introdução das cotas).
5) A engrenagem da exclusão é operada na política por quadros que dominam a arte da troca de favores, da manipulação e do controle férreo sobre as diferentes esferas do Estado (executivo, legislativos, judiciário, além da mídia) no melhor estilo do velho coronelismo.
6) A globalização acentuou a concentração de renda em todo o mundo. A pobreza e a precarização de direitos passaram a ser vitais em uma situação de concorrência internacional acirrada. Reforçou-se a aliança entre grupos econômicos avançados e grupos políticos atrasados.
7) A partir da década de 2000, a concentração econômica em nível mundial entra em novo patamar. Passa a existir algo como um sistema de oligarquias em escala internacional. Grupos que manipulam os Estados nacionais para garantir o acesso a recursos naturais (sobretudo, petróleo, que já atingiu seu pico e está em contagem regressiva), mas também, o acesso aos orçamentos dos Estados cobiçados pelo capital financeiro internacional.
8) É natural que essas “oligarquias” (nome adequado, já que controlam os Estados em forma direta e explícita, sem disfarce) internacionais prefiram fazer alianças com oligarquias nacionais. Não têm apreço pela democracia, muito menos por governos desenvolvimentistas ou nacionalistas.
9) Dessa maneira passa a existir uma tríplice aliança em torno da manutenção da exclusividade de acesso ao Estado, e por tabela, da manutenção da exclusão social: grupos internacionais + classe média + oligarquias locais. Que essas oligarquias sejam corruptas, “não vem ao caso”.
10) Por que o povo não se rebela contra a tríplice aliança? Porque os governos do Partido dos Trabalhadores operaram uma inclusão social via mercado. Aqueles que melhoraram sua renda, passaram a ingressar no mágico mundo dos shopping centers e passaram a ter como referência padrões norte americanos e europeus. Presidentes como Lula e Dilma passaram a parecer “atrasados”, “caipiras”, destoantes em tudo do mundo chique dos shopping centers. Temos hoje o Brasil das cotas, da Minha Casa Minha Vida, do Luz para Todos, mas talvez mais forte que tudo isso, reverbera esse novo Brasil dos shopping centers.
11) Nassif argumenta que a pobreza e a exclusão social inviabilizam o mercado interno e todos acabam perdendo. Mas a tríplice aliança não precisa de mercado interno. Os grandes grupos econômicos exportam. E os dois outros grupos, classe média e políticos tradicionais, têm firme convicção de que navegam melhor em um país no qual a cidadania é restrita a 20% da população. Mesmo que tenham que se trancar em conomínios fechados, blindar seus carros, etc.. E têm ódio ao PT que ousou mexer nessa lógica.
12) Portanto, há muita gente poderosa de lá e de cá interessada em manter a “ponte para o futuro”. Acredito que sua implosão seja bem mais complexa e difícil do que parece.
jose antonio santos
15 de dezembro de 2017 5:51 pmde acordo.
Concordo em muitos pontos da seu post.
Essa gente, as zelites e classe média, não aprende e não perdoa.
Depois quando acontece algo como as revoluções russa, francesa, mexicana etc etc não se mostrem surpresos.
Clever Mendes de Oliveira
20 de dezembro de 2017 3:51 pmLembrando velhas questões e trazendo novas
Margot Riemann (sexta-feira, 15/12/2017 às 14:44),
Seu comentário e você me fizeram lembrar de post de Rodrigo Medeiros e que foi publicado aqui no blog de Luis Nassif com o nome “Ressaca econômica? Por Rodrigo Medeiros” de quarta-feira, 24/06/2015 às 15:53. O endereço do post “Ressaca econômica? Por Rodrigo Medeiros” é:
https://jornalggn.com.br/blog/rodrigo-medeiros/ressaca-economica-por-rodrigo-medeiros
Lá, você me enviou um comentário quinta-feira, 25/06/2015 às 20:24, junto de um comentário que eu fizera para Rodrigo Medeiros junto a um comentário dele para você, contendo de início a seguinte indagação:
“Prezado Clever, também não sou economista e tenho uma curiosidade: a queda dos investimentos em 2013 não seria apenas relativa, decorrente da comparação com o período forte em investimentos das obras da copa?”
A sua afirmação “também não sou economista” advinha do fato de em um post de professor de economia, eu, sem ser economista, metia a falar como se fosse, mas me reconhecia como um não economista. E sua pergunta tinha em foco o alerta que eu vinha fazendo há muito tempo sobre a necessidade de os economistas se debruçarem sobrem a razão da queda abrupta dos investimentos no terceiro trimestre de 2013.
Não creio que a sua alegação (a comparação de um período de forte investimento público decorrente dos investimentos para a Copa do Mundo com um período de fraco investimento) fosse a correta pois toda a queda ocorria quando se comparava um trimestre com o trimestre anterior e sobre isso eu discorri em comentário que eu lhe enviei domingo, 28/06/2015 às 03:01, junto ao seu enviado quinta-feira, 25/06/2015 às 19:24.
Agora, você, como não economista, fez mais do que quase todos os economistas que vivem criticando o governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff sem, no entanto, realizarem um só levantamento para quantificar os fatores que possam ter pesado na queda abrupta do investimento.
Ninguém sabe se o setor que apresentou queda dos investimentos foi o setor privado, ou o setor público ou o setor de economia mista. E caso tenha sido o setor privado não se sabe se foi o setor de construção civil, se o setor de máquinas pesadas, se houve queda do estoque do comércio, ou do estoque das indústrias, etc.
Meus comentários naquele post e em outros no período guardavam relação não só com a queda do investimento no terceiro trimestre de 2013, como também com a questão da confiança e expectativa e o espírito animal. O espírito animal é algo concreto pois é fruto do lucro. Se o lucro estiver aumentando, o empresário se imbui do espírito animal, e parte para o investimento.
Então o espírito animal é algo concreto. Já os conceitos de confiança e expectativa são abstratos e não há como os medir em uma economia ou a medição desses conceitos não nos fornece uma informação confiável. Não há uma expressão numérica econômica que possa utilizar esses conceitos ou seus critérios de medição. E quando se encontra algum indicador que guarda relação com algum índice de confiança e de expectativa o que realmente interessa é o indicador.
De certo modo, situação semelhante ocorre com o espírito animal. O que interessa quando se fala sobre o espírito animal é o lucro. Só que a relação entre os dois é muito forte, isto é, aumentando o lucro, o empreendedor aumenta os investimentos. E se chama esse aumento de investimentos como decorrente do espírito animal do emprendedor interessado em auferir mais lucros.
Dentro dessa discussão sobre a importância da confiança e expectativa e no período do post “Ressaca econômica? Por Rodrigo Medeiros” é que eu enviei terça-feira, 23/06/2015 às 15:14, um comentário para o Janio de Freitas no post “A desconfiança dos empresários com Levy, por Janio de Freitas” de terça-feira, 23/06/2015 às 09:13, aqui no blog de Luis Nassif e publicado por sugestão de João Paulo Caldeira que transcreveu o artigo “De volta” de Janio de Freitas publicado na Folha de S. Paulo. O post “A desconfiança dos empresários com Levy, por Janio de Freitas” pode ser visto no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/noticia/a-desconfianca-dos-empresarios-com-levy-por-janio-de-freitas
Naquela época eu não via força na desconfiança dos empresários para impedir a recuperação econômica brasileira. Recuperação que infelizmente não se deu como eu imaginava em virtude da segunda queda dos preços das commodities na virada do primeiro para o segundo semestre de 2015 e da primeira subida de juros pelo FED em dezembro de 2015 que acarretou mais uma pressão de desvalorização das moedas de periferia.
E eu pude desenvolver mais as minhas ideias contrárias ao destaque que se dá aos aspectos de confiança e de expectativa em comentários que a partir do meu comentário para Janio de Freitas eu pude trocar com Alexandre Weber – Santos –SP. E sempre que possível apontando para a singularidade dos efeitos das manifestações de junho de 2013 que podem ter tido influência na recuperação da economia brasileira.
Três outros posts de Rodrigo Medeiros que abordam essa questão da confiança e expectativa são “Complexidade econômica e desenvolvimento, por Rodrigo Medeiros” de sexta-feira, 24/07/2015 às 17:57, publicado, portanto, um mês depois do post “Ressaca econômica? Por Rodrigo Medeiros”, o post “Breve comentário sobre o caos adiante do ajuste em curso, por Rodrigo Medeiros” de terça-feira, 01/09/2015 às 20:21 e o post do fim daquele ano “O aprofundamento da crise: da recessão à depressão?, por Rodrigo Medeiros” de sexta-feira, 04/12/2015 às 10:51, todos aqui no blog de Luis Nassif.
O post “Complexidade econômica e desenvolvimento, por Rodrigo Medeiros” pode ser visto no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/blog/rodrigo-medeiros/complexidade-economica-e-desenvolvimento-por-rodrigo-medeiros
O post “Breve comentário sobre o caos adiante do ajuste em curso, por Rodrigo Medeiros” pode ser visto no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/blog/rodrigo-medeiros/breve-comentario-sobre-o-caos-adiante-do-ajuste-em-curso-por-rodrigo-medeiros
E o post “O aprofundamento da crise: da recessão à depressão?, por Rodrigo Medeiros” pode ser visto no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/blog/rodrigo-medeiros/o-aprofundamento-da-crise-da-recessao-a-depressao-por-rodrigo-medeiros
E há ainda dois posts desse período que valem ser mencionados aqui. Um é o post “Como o presidente da Mercedes errou e culpou o Brasil” de quinta-feira, 02/07/2015 às 07:00, de autoria de Luis Nassif e publicado aqui no blog dele e o outro é o post “Expectativas e retomada do crescimento, por Bráulio Borges” de quinta-feira, 30/07/2015 às 11:23, consistindo de transcrição do artigo “Expectativas e retomada do crescimento” de Bráulio Borges, publicado no Valor Econômico e oriundo de sugestão de João Paulo Caldeira.
O endereço do post “Como o presidente da Mercedes errou e culpou o Brasil” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/como-o-presidente-da-mercedes-errou-e-culpou-o-brasil
E o endereço do post “Expectativas e retomada do crescimento, por Bráulio Borges” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/expectativas-e-retomada-do-crescimento-por-braulio-borges
Menciono esses posts para mostrar que eu não levo muito em conta a questão da confiança e da expectativa, a menos que essa confiança e expectativa sejam inferidas de outros fatores mais substanciosos. Além disso, os comentários que eu enviei para quase todos esses posts que eu indiquei mostram também erros de avaliação que eu fiz ao depositar muita confiança e expectativa na recuperação da economia.
A minha confiança e expectativa era baseada no que ocorria na economia brasileira após uma desvalorização como a que se dera no final de 2014 e início de 2015. Só que eu não percebia que já ali na virada do primeiro semestre para o segundo semestre de 2015 acontecia uma nova queda do preço das commodities que afetava a economia brasileira e provocava nova desvalorização, adiando a redução dos juros e a recuperação econômica.
Esse processo de adiamento da recuperação foi ainda reforçado pelo primeiro aumento do juro americano depois de um longo período que levou a nova rodada de desvalorização das moedas dos países de periferia. E o artigo do ótimo economista Bráulio Borges, transcrito no post “Expectativas e retomada do crescimento, por Bráulio Borges” revela expectativa semelhante à minha, indicando que não só leigos como eu podem fazer prognósticos equivocados.
Em relação ao seu comentário aqui neste post “Xadrez da grande bacanal pós-impeachment, por Luís Nassif” de quinta-feira, 14/12/2017 às 22:43, com mais um texto de Luis Nassif da série “Xadrez do Golpe”, eu concordo de modo geral com o que você diz, discordando muitas vezes apenas na ênfase que você dá a um ou outro aspecto.
Para mostrar essas discordâncias eu vou apresentar algumas observações junto aos itens enumerados do seu comentário. De antemão alerto que são observações de um leigo que se esforça por falar como se economista fosse, mas não só comete erros nas proposições que apresenta como nem sempre usa a terminologia adequada.
Eu escrevo mal, meus textos são confusos e a minha prolixidade alonga os meus comentários sem que com isso haja mais clareza nem precisão. No fundo são muitas ideias que surgem e não encontram uma base sólida para se sustentarem. De todo modo, o meu recado, apesar de mal traçado visa repartir o que eu – aqui vale empregar o verbo achar – acho que eu sei.
As ideias que eu tento repartir contam com um fator que tanto pode ser avaliado como a favor como contra. A ignorância da verdade nas ciências sociais e humanas tanto facilita a aceitação das ideias que eu defendo, pois não há uma verdade contrária para as rebater, como dificulta a aceitação daqueles que têm ideias contrárias às minhas. Enfim o que vou dizer pode-lhe ser útil e pode ser verdadeiro, ou não.
Antes de mais nada, avalio que para compreender bem a nossa realidade econômica ou de qualquer outro país vale observar uma diferença entre o capitalismo e o mercado e que não é muito notada. Muitos tratam como sinônimos, mas os dois termos se referem a coisas diversas e que são mesmo antagônicos nos seus efeitos.
O capitalismo é o sistema que decorre da possibilidade admitida legalmente de acumular capital mediante a apropriação de parte do trabalho do terceiro. Se a sociedade evoluir ao ponto de não aceitar a apropriação de parte do trabalho de terceiro, o capitalismo acaba.
Nos seus efeitos, o capitalismo é extremamente concentrador. E tem-se mostrado como um sistema eficientíssimo e por isso é o que permite o maior aumento da produção. E o aumento da produção quando bem utilizado redunda em desenvolvimento humano.
O mercado é a concorrência, a livre iniciativa, o direito de propriedade física e material. O mercado, ao contrário do capitalismo, é distribuidor. E é altamente ineficiente. Imagine uma pequena cidade do interior com quatro farmácias. Elas todas no centro da cidade, cada uma com quatro empregados em um total de 16 empregados. Você poderia substituir as quatro farmácias por uma só com oito empregados.
Na nova situação com apenas uma farmácia, o lucro total, isto é, o que os donos do empreendimento apropriariam do trabalho de cada empregado total seria maior, o rendimento de cada um dos trabalhadores seria maior, o salário dos trabalhadores seria maior, mas no total eles ganhariam menos. Existindo apenas uma farmácia haveria mais eficiência e menos justiça social, pois haveria menos pessoas empregadas e maior desigualdade na renda.
Aqui é bom lembrar que o princípio da eficiência está em antagonismo com o princípio da justiça. Uma grande empresa dentro da margem de produção em escala, para ser mais eficiente basta demitir os empregados menos eficientes. Tal medida seria injusta. A mesma empresa poderia ser mais justa se contratasse mais empregados. Nesse momento ela seria menos eficiente.
Então capitalismo e mercado se complementam, mas também estão em contradição. A tendência é o capitalismo triunfar sobre o mercado e haver mais concentração. A concentração absoluta é nociva ao próprio capitalismo, pois na concentração absoluta o capitalismo não pode crescer. Para evitar o triunfo do capitalismo, o Estado tem que agir. E há também o interesse do Estado agir para evitar que o mercado possa prevalecer, pois isso diminui eficiência do sistema.
Dito isso, passo agora para a minha intenção de trazer algumas observações aos doze itens do seu comentário. Vou tentar fazer as observações na medida que eu chegue a conclusão que acrescentariam uma visão diferente ou então que valeria a pena reforçar algumas das suas ideias expressas em cada um dos itens do seu comentário.
Em relação ao item 1), em que se diz que a desigualdade brasileira é em grande parte decorrente dos meios de comunicação, eu considero que você faz uma afirmação que não tem uma boa fundamentação nos dados atuais e históricos. Não se deve culpar a mídia pela nossa desigualdade. Como uma empresa capitalista que visa a acumulação de capital ela é fator de aumento da concentração de renda no país, mas como ela há milhões de empresas.
A mídia não é importante nem para formar no brasileiro uma consciência favorável a aceitar a nossa concentração de renda. Imagina a Índia no lugar do Brasil. Qual é a culpa dos meios de comunicação na concentração de renda da Índia ou na conscientização dos indianos em aceitar como natural uma distribuição de renda tão perversa?
Mencionei a Índia porque lá é o exemplo de má distribuição de renda e uma cultura muito forte de aceitação das distinções de classe. É claro que o Brasil serviria como exemplo, mas você não parece ver na nossa cultura fator mais determinante da desigualdade social existente. O importante é perceber que na Índia são encontrados fatores culturais muito mais importantes e determinantes na distribuição de renda. E é mais do que evidente que não é a mídia indiana que catequisa a população a aceitar a desigualdade.
E há um fator estrutural presente na realidade atual da sociedade indiana que tem muito mais peso e que é o sistema capitalista que lá impera. A desigualdade é uma herança cultural, mas não se pode imaginar que o sistema capitalista vá direcionar a economia indiana para a desconcentração da renda.
Também não concordo com a sua abordagem do item 2), em que você atribui vantagem comparativa da economia brasileira em decorrência da desigualdade. É claro que empregados mal pagos resultam em um custo menor e esse custo menor favorece a competição no mercado externo. Só que esse custo menor pode ser conseguido em um país com uma boa distribuição de renda, bastando para isso realizar uma forte desvalorização da moeda.
Estou totalmente de acordo com o seu item 3) pelo qual, segundo você, a classe média aproveita da desigualdade brasileira. Aqui vale observar que a maior facilidade do acesso às terras rurais pela classe média não é algo tão nocivo como parece na medida que essa facilidade de acesso permite a formação de latifúndios que está em consonância com o fato empírico comprovável de que a concentração de terra em mãos de poucos aumenta a eficiência da exploração agrícola, desde evidentemente que seja explorado.
O que se tem que avaliar é se, às vezes, não seria importante levar um pouco de justiça para o campo. Então talvez valesse fazer o esforço de permitir que um grande grupo de famílias pudesse radicar no meio rural. Se não houver esse esforço, as cidades vão cada vez mais oferecendo mais atrativos para as pessoas morarem no meio urbano.
Para levar as pessoas para o meio rural ou fazê-las permanecer no meio rural seria necessário que o setor rural fosse subsidiado. Há alguns anos foi mostrado que uma vaca suíça que paste em campos suíços recebe anualmente um subsídio de 500 dólares. Um dia o Brasil terá que fazer algo semelhante ou ninguém vai morar no campo a não ser trabalhadores de grandes latifúndios, que bem remunerados aceitariam trabalhar longe do lugar de moradia como há os que vão trabalhar nas plataformas marítimas de petróleo.
Você e não eu quem saltou o item 4).
No seu item 5) se você restringe o termo troca de favores ao mero favorecimento a determinado grupo ou pessoa feito por quem tem os cofres do Estado, eu concordaria que isso poderia ser tomado como um instrumento de dominação. Só que com um orçamento todo amarrado à legislação bem específica como a Lei 4.320/64, essa figura do patrimonialismo que se confunde com o coronelismo não tem há muito mais razão para ser utilizada na análise da sociedade brasileira.
E no sentido lato de troca de favores, eu diria que caberia fazer uma associação da ideia do toma-lá-dá-cá, do é dando que se recebe, do fisiologismo com a ideia de troca de favores e de coronelismo. Se você quis dizer troca de favores no sentido lato, ou seja, no sentido de fisiologismo, não creio que se possa dizer que se tem dai a dominação dos poderosos. A dominação já existe.
Imagine uma sociedade socialmente igualitária, mas distribuída de forma desigual em dado território. Grupos de interesse de uma região mais densamente habitada conseguiriam mais benefícios do que outras regiões. Duas regiões menos habitada se uniriam em um toma-lá-dá-cá e conseguiriam mais benefícios do que a outra. A troca de favores, o fisiologismo, o conchavo, a barganha é uma forma de proteção dos grupos minoritários e não de dominação dos grupos mais poderosos.
É mediante a troca de favores que a democracia funciona. Se não houver fisiologismo, as decisões ou são tomadas segundo critério eminentemente técnico e nesse sentido pode-se dizer que não há democracia, ou seja, não há a composição de interesses conflitantes em um processo político contínuo, ou as decisões são tomadas de modo ditatorial e autoritário pelo mais poderoso do momento.
Enfim, a troca de favores, o fisiologismo, o toma-lá-dá-cá, o é dando que se recebe, os conchavos, as barganhas são da essência do processo político de composição de interesses conflitantes, sendo esse processo a essência da democracia. Enfim, não há democracia sem fisiologismo e este é na democracia o instrumento de proteção dos grupos minoritários que podem se compor em um momento para se garantir em um momento futuro.
O fisiologismo como um dado superior da democracia faz parte de ideias que eu já incorporei há muito tempo. No entanto, não creio que nem 1% da população pense como a mim. É preciso que se debruce mais sobre o fisiologismo para o entender na plenitude.
Em geral o argumento para se contrapor ao fisiologismo é que a essência da democracia que é a composição de interesses conflitantes em um processo contínuo precisa e pode-se dar sem a necessidade de fisiologismo. Bastaria que a composição de interesses fosse guiada pelo bem comum. Ocorre que em cada caso concreto de composição de interesses, o bem comum, a não ser o cumprimento da lei, não é conhecido. Quando o é, a composição de interesses conflitantes deixa de existir pois nenhum interesse pode ser superior ao bem comum.
Em relação ao seu item 6) em que você atribui a globalização pelo aumento da desigualdade, eu não diria que eu discorde, mas penso que precisaria de definir mais precisamente a globalização. Não tenho a referência para indicar, mas há li em texto de G. Henrique de Barroso F. que a globalização poderia ser entendida como o crescimento do comércio exterior em proporção maior do que o crescimento do PIB dos países.
Esse entendimento que me parece ser da lavra de G. Henrique de Barroso F. é, a meu juízo, equivocado. No longo prazo não tem como em um país o seu comércio exterior crescer mais do que o seu PIB. O que se observa é que à medida que os países vão ficando mais ricos o comércio exterior diminui a sua participação no PIB.
A definição mais apropriada que eu acho de globalização é o do espraiamento global e intensificação do capitalismo. Observe que é do capitalismo e não do mercado, embora possa-se dizer que o espraiamento e intensificação do capitalismo tem sido acompanhado pelo espraiamento e intensificação do mercado. Então se o capitalismo intensifica há realmente um aumento da desigualdade.
Agora se você considerar que nas duas últimas décadas, Índia e China, representando cerca de um terço da população mundial, cresceram de forma bem mais acentuada que o resto do mundo, é de se imaginar que, pelo menos espacialmente, a desigualdade diminuiu.
Em relação a sua afirmação de que houve reforço da aliança entre grupos econômicos avançados e a grupos políticos atrasados eu diria que é apenas impressão. Os grupos econômicos avançados atuam mais no Banco Central onde os grupos políticos atrasados pouco têm a dizer.
A capacidade de intervenção dos países mais poderosos sobre os países mais pobres sempre existiu. No século XXI, essa capacidade diminuiu em relação à China. É claro que há exagero. Nos Estados Unidos a grande discussão é se a Rússia interferiu nas eleições americanas.
Eu avalio essa discussão na mídia americana sobre a interferência da Rússia nas eleições como uma grande farsa. É claro que os órgãos de informação americanos agindo corporativamente querem fazer crer ao povo americano que essa interferência existiu. E é preciso estar sempre vigilante.
É ridículo supor que um país com um PIB de pouco mais de 1 bilhão de dólares possa interferir na eleição de um país com um PIB de quase 20 bilhões de dólares. Se isso fosse possível então o inverso seria uma prática tão natural que o povo de um país com um PIB de 2 bilhões de dólares, e assim mesmo porque a nossa moeda está supervalorizada, tinha mais é que ficar de pernas para o ar porque já está tudo decidido.
O item 8) que trata da aliança entre as oligarquias internacionais e nacionais e avalia que essa aliança é natural é mais do que correto em minha opinião. E é lógico que o apreço dos poderosos – e as oligarquias são poderosas – pela democracia é diminuto ou zero. Basta que ela não dê o resultado que eles almejam para eles a torpedearem.
No item 9) você inclui na aliança a classe média. Penso assim também. A classe média é que fornece os quadros que vão administrar a burocracia estatal. Ela tem interesses a preservar. Um dos principais mecanismos de satisfazer a classe média é assegurar a ela salários elevados em dólar. Uma forma de assegurar isso é manter a moeda nacional valorizada. Uma desvalorização da moeda em 100% jamais será defendida por essa classe média.
Há um tanto de razão no seu item 10) em que você considera que há uma avaliação na sociedade que vê certo atraso em figuras como Lula e como a ex-presidenta às custas do golpe, Dilma Rousseff. Essa avaliação, entretanto, está entranhada na sociedade. Pessoas como Lula sempre foram vistas até pelos mais pobres, como não tendo a imagem a ser emulada. É uma avaliação que pouco decorre da inclusão social que o Partido dos Trabalhadores conseguiu realizar.
O seu item 11) em que você acompanha Luis Nassif na ideia de que a pobreza e a exclusão inviabilizam o mercado interno e em que você acrescenta que a tríplice aliança (Classe média, oligarquias externas e internas) prescinde do mercado interno apresenta avaliação semelhante a minha, mas cabe uma ressalva. O mercado interno é um bem, mas ele pode ser mais bem apropriado pelas oligarquias externas. É o que ocorre quando a moeda nacional é valorizada. E a moeda valorizada é também do interesse da classe média. Para viver no Rio de Janeiro, e do mesmo jeito em Nova Iorque ou em Paris, a classe média precisa da moeda nacional valorizada.
A moeda valorizada no longo prazo é prejudicial para a classe trabalhadora, pois a indústria nacional perde poder de competição com a produção externa. A solução para o problema da moeda valorizada é a desvalorização da moeda. Só que a desvalorização é mal vista tanto pela classe média como pela classe trabalhadora, pois ela aumenta a inflação no curto prazo.
E ela também não interessa ao capitalista estrangeiro, pois com a desvalorização da moeda há uma redução proporcional do mercado interno visto pelo lado de fora. E na análise interna há também efeitos aparentemente desencorajadores a que medida como a desvalorização da moeda seja adotada. Serve de exemplo o fato de que a relação de pessoas abaixo da linha de pobreza vai aumentar, pois a medição é feita em dólar.
E tem mais, ao desvalorizar a moeda, os maiores beneficiados serão as oligarquias rurais exportadoras e os grandes exportadores industriais brasileiros ou de multinacionais. A grande vantagem de uma desvalorização substancial e continuada da moeda, mantendo a paridade real da moeda por mais de 20 anos é que o país volta a crescer em ritmo acelerado, a participação da indústria cresce e há maior e progressivamente melhores ofertas de emprego para a classe trabalhadora.
E houve uma omissão importante no seu texto que é o papel do Estado, como um órgão com certa autonomia e ao mesmo tempo conduzido essencialmente pela classe média e que foi sendo desenvolvido de modo a atender os interesses do sistema capitalista. É claro que a análise do papel do Estado é um assunto para que se desenvolvam mais uns dez itens de debate.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 19/12/2017
Marcelo33
15 de dezembro de 2017 4:50 pmO país está MORTO.
Primeiro
O país está MORTO.
Primeiro por que Lula não poderá ser candidato. O Brasileiro Tem verdadeira Ojeriza a qualquer figura do PT que não seja Lula. Gleisi, Lindenbergh, Jacques Wagner, Haddad, tudo isso não consegue mais de 10% dos votos.
Segundo, o pré-sal JAMAIS será recuperado. Quem comprou vai aceitar que o governo “Roube” de volta ??? Ninguém vai abrir mão do produto receptado. Na melhor das hipóteses, um governo corajoso vai levar bomba de tudo que é canto.
O Brasil é capaz de Unir EUA e China em guerra contra nós.
Mesmo que tudo desse certo, nossos economistas são INCAPAZES de pensar um Brasil diferente. Meu primo é professor universitário e Alunos mandam recadinhos na prova “Não existe almoço grátis”. Nossos economistas são profundamente influenciados por …. Kim Kataguiri.
Tem que começar a fazer tudo certo agora, para daqui há 60 anos, quando essa geração DE MERDA morrer, dos neoliberais de direita e cirandeiros de esquerda, para uma nova geração ver se consegue fazer o que a esquerda faz na Grécia, que é administrar terra arrasada.
mauricio_peixoto
15 de dezembro de 2017 4:58 pmGostaria de ter esse
Gostaria de ter esse otimismo.
Gilson AS
15 de dezembro de 2017 5:09 pmOs machos e fêmeas argentinos
Os machos e fêmeas argentinos partiram para cima do governo Macri e conseguiram barrar a reforma da previdência daquele país.
Enfrentaram a polícia, bomba ,gás lacrimogênio e partiram para dentro.
Não arredaram o pé.
Alguns grupos enquanto avançavam diziam a palavra de ordem ” Aqui não é Brésil! Aqui não é Brésil !”
E nós aqui fazemos o que ? Nada !
Ainda achamos que somos mais esperto que os hermanos
Muitos idolatram Bolsonaro. Estou ficando com nojo dessa gente.
Tem mais, o Messi é melhor que o coxinha Neymar.
Para completar a humilhação eles tem o Papa.
Os otários, babacas, manipulados , burros, idiotizados pela mídia aqui, achando que são mais espertos
romério rômulo
15 de dezembro de 2017 5:57 pmgrande, Nassif!
e depois destas ilustrações proponho a publicação do Elixir do Pajé, do Bernardo Guimarães, no GGN.
romério
Carlos Alberto Alves Marques
15 de dezembro de 2017 6:52 pmÉ alentador o otimismo do
É alentador o otimismo do Nassif. No entanto, o que ocorre no Brasil atende à tendência mundial. Oxalá o Nassif tenha razão, mas acho que não haverá saída fora de uma lancetagem global, algo semelhante ao que sucedeu na 1ª Guerra Mundial. Caíram cinco impérios e houve uma nova reconfiguração geopolítica do mundo, que, como continuação do primeiro conflito mundial, a 2ª Guerra Mundial só confirmou. A emergência de potências rivais aos USA, China e Rússia, e conflitos regionais quentes na península coreana e no Oriente Médio, emprestam lógica à hipótese de uma conflagração mundial, em horizonte não muito distante. O processo civilizatório não é indolor, nunca foi.
layz
15 de dezembro de 2017 8:51 pmTerra arrasada como ação retardadora da retirada hegemônica
Uma coisa é enfrentar uma campanha prolongada de guerra, outra bem diferente sustentar uma campanha de guerra permanente em escala global. Fracassado o projeto globalitário, o recuo é inevitável. Faltam pilotos, aeronaves desgastadas, aversão ao risco, apostam em drones para extermínio seletivo e at large nas armas mais silenciosas, baratas e eficazes no arsenal: sede, fome, temperatura (frio e calor) e doença. Vão para um deficit de 1.500 pilotos e as missões só aumentam, assim como os acidentes. Um piloto com um avião de 50 milhões de dólares faz piruetas no céu desenhando um pinto. As tropas consumidas na pornografia. Investir em drones. Contudo, para o exército de pilotos de drones nos Estados Unidos realizar missões de extermínio cirúrgico seletivo humanitário na África, imperativos geodésicos exigem triangulação. Daí a emergência completa do eixo nazi-fascista teuto-anglo-saxão. Mas ssshhhhh! A população alemã não fica sabendo que o sinal dos drones depende dela. Assim como no Brasil, quando os drones de vigilância e de guerra começarem a prestar seus serviços, inclusive no controle de favelas.
AF
15 de dezembro de 2017 7:35 pmDe certa forma, o grande pano
De certa forma, o grande pano de fundo que precipitou o golpe é o Pré-Sal.
Em 64, foi o medo da eleição de Brizola em 65, ou da mais provável volta de Juscelino (que poderia abrir as portas a Brizola em 69, dado que com a derrocada de Jânio sobrava apenas Lacerda no campo conservador).
Em 89 a eleição de Collor teve contornos de golpe (como a edição do debate Collor x Lula na Globo), e a causa disso era o imenso parque de estatais brasileiras, que cresceu muito durante a ditadura.
Mas uma coisa era ter 70% do PIB nas mãos dos militares conservadores, outra coisa era entregá-lo nas mãos de Brizola (pior ainda de Lula, na época bastante radical).
A privatização à brasileira do período 1990/2002 teve esse pano de fundo: vender o máximo possível, a qualquer preço, para impedir que a esquerda pudesse usar as gigantescas estatais em um projeto nacionalista e social.
A eleição de Lula apenas em 2002 representou e vitória desse projeto: doze anos depois não havia quase nada nas mãos do governo federal, de relevante apenas o BB, a Caixa e a Petrobras (que FHC tentou, mas não conseguiu privatizar).
Mas era uma Petrobras meia-boca, sem monopólio nem petroquímicas (a Petroquisa fora privatizada), com algumas refinarias vellhas (quase todas) e duas modernas (Revape e Paulínia) e uma Bacia de Campos se encaminhando para o esgotamento.
Eis que em 2006 Lula anuncia ao mundo que o governo federal brasileiro voltava a ter uma galinha dos ovos de ouro: as imensas jazidas do Pré-Sal, descobertas pela Petrobras.
Lula deixou claro a que vinha, conseguindo passar no Congresso uma lei de partilha altamente favorável ao governo federal e ao país. Coisa de Primeiro Mundo. As petroleiras gringas certamente tramaram para reverter isso, mais cedo ou mais tarde. Mas teria de ser antes que o dinheiro do Pré-Sal fortalecesse a esquerda nacionalista.
E assim, para as elites & mercado, o problema pré-1989 ressurgiu: a esquerda não poderia ter em mãos uma riqueza desse porte, que poderia viabilizar programas sociais que mudariam as estruturas do país de forma sólida e irreversível.
Quando Dilma foi eleita em 2010, o Pré-Sal ainda era deficitário: a Petrobras investia bilhões para montar a estrutura de produção, mas não extraía quase nada da região. Era a fase de investir, crítica no setor petrolífero.
Mas a dobradinha Dilma / Lula era potencialmente capaz de governar o país de 2015 a 2026, e assim iria se beneficiar do auge de produção do Pré-Sal brasileiro. Imagina o “estrago” para os interesses da elite.
Este foi um dos fatores que levaram ao verdadeiro vale-tudo para impedir a reeleição de Dilma e, com o fracasso do primeiro round, depois derrubá-la.
Não fosse o Pré-Sal começando a produzir seriamente, possivelmente Dilma sangraria até o fim do mandato, enquanto Lula e o PT continuariam a ser bombardeados pela mídia e juízes federais para impedir uma vitória em 2018.
.
Serjão
16 de dezembro de 2017 2:47 amPerfeito
O Brasil sempre esteve com a espada sobre a cabeça, condenado a não acontecer, seja politicamente, economicamente, culturalmente, socialmente, civicamente. Agora, ontem e sempre.
Ano 2000, 500 anos de Brasil, no governo do príncipe privata tucano, o que deveria ter sido a maior festa cívica, e nada, esvaziada; Copa de Mundo e Olimpíadas, o mesmo.
Diego Muxfeldt
30 de dezembro de 2017 1:08 pmPerdi tempo lendo esta bosta !!!
Brother , serio mesmo , não vou falar que não tenho uma lado ideológico , TENHO SIM , principalmente nos dias atuais eu estou sendo mais do que nunca um Capitalista !
Depois que comecei a entender um pouco mais sobre política , comecei a ler muitas coisa , tentar entender os dois lados ideológicos e sinceramente , aqui no Brasil eu sou totalmente Capitalista ( julgo-me um Centro-Direita ) , sabe por que ?
Socialismo aqui no Brasil não funciona meu caro , a ideologia do socialismo ( A verdadeira ideologia ) é todos se ajudarem , aquele que é mais rico ( não importa se a origem da riqueza foi proveniente de trabalho ou herança ), ajudar o mais pobre a ter as mesmas condições para ter uma vida melhor e digna, consequentemente, aquele rico vai ficar mais rico por que deu oportunidade para outras pessoas trabalhares e movimentar a cadeia econômica do meio em que vive.
A partir do momento que a convivência entre estes dois lado começa a ter um certo atrito , toda esta cadeia, acaba sendo quebrada , não quero defender o lado do mais rico ( lembrando que estou longe de ser uma pessoa rica ), Os mais ricos de certa forma, tem um poder mais , e vai por mim, o dinheiro muda as pessoas , não adianta falar que líder Esquerdista não irá sucumbir por causa do dinheiro , Vai meu amigo , um dos únicos líderes esquerdistas ( ele é um ídolo para mim ) é o Jose Mijuca, abdicou do luxo quando liderou a presidência do Uruguai, dificilmente você vê um Líder Esquerdista agir desta forma .
Não vou tentar explica minha linha de raciocínio sobre este assunto com uma pessoa de esquerda, mas te afirmo com toda a certeza , a esquerda brasileira é duas vezes mais corrupta e parcialista do que qualquer outras.
Uma dica :
Não existe Capitalismo sem o Socialismo.
Não existe Socialismo sem o Capitalismo.
Não existe Capitalismo e nem socialismo com o Comunismo!!!!!!
j.marcelo
15 de dezembro de 2017 8:02 pmNassifão eu até acho q se o
Nassifão eu até acho q se o Lula for condenado,vai ficar melhor para as esquerdas nas eleições,todo o Judiciário está perseguindo ele politicamente,olha ferrado,ferrado e meio então,não há devido processo legal e essa agora do trf4, então q ele dispense os advogados de defesa e se defenda do seu jeito “remotamente ou não”,neste país imenso,isto irá repercurtir e inspirar o mundo, q seja condenado do seu jeito e ao seu modo,bem este é o meu mundo de idéias,o meu “Brasis” lhes apresento graças ao Nassif e equipe moderação ggn!!
ricardoaraxa
16 de dezembro de 2017 2:01 amConcordo com voce !
Concordo com voce !
Ion de Andrade
15 de dezembro de 2017 8:04 pmArtigo excelente! Na análise
Artigo excelente! Na análise e no tônus!
jose adailton v ribeiro
15 de dezembro de 2017 9:20 pmLoucura, loucura, loucura
“…os manicômios eram fonte de enriquecimento de diversos coronéis políticos, como o ex-deputado Inocêncio de Oliveira.”
Supostamente os manicômios também são todas as estatais, autarquias, órgãos publicos , etc. Enquanto que os coronéis seriam todos aqueles que estavam e os que atualmente estão no poder.
mcn
15 de dezembro de 2017 10:42 pmA corda elástica e o sino
Nassif: um dos melhores xadrezes, pois lança uma visão de longo prazo para além da confusão generalizada que se tornou o pós-Golpe de Estado de 2016.
A lógica da bandidagem (Cunha, Temer, Irmãos Marinho) e seus despachantes (Moro, Mendes, TRF-4) é a do roubo no curto prazo. Ou seja: a Casa Grande mergulhou o país num presente eterno. Daí o conflito deles com Lula, que é estadista, porque pensa e sonha um futuro comum, justo e bom para todos.
O desafio é entender a multiplicidade de forças internas e externas atualmente em jogo.
Carlos Matus (1931-1998), economista chileno e grande estrategista político, em “O Plano como Aposta” (https://goo.gl/Xd9RMv), propôs a curiosa metáfora do jogo da corda elástica e do sino. A ideia era explicar a oposição entre estratégia de governo e sua realização num cenário onde atuam múltiplas forças políticas.
O jogo consiste em uma corda elástica de 1,5 metro de comprimento, com um sininho supersensível amarrado no meio. Um plano de governo seria como suspender a corda sem fazer o sino soar. Com apenas um 1 jogador e uma das pontas amarrada na parede, o desafio é simples. Com dois jogadores em cada ponta, é mais difícil. Com acréscimo sucessivo de jogadores e cordas elásticas amarradas no sininho central, as negociações para erguê-lo sem fazê-lo soar se tornam cada vez mais complexas. “A incerteza torna-se inexorável e o que o plano anuncia é uma aposta débil”, afirma Matus.
A Casa Grande claramente perdeu o controle do Golpe ao apostar na morte de Lula, o estadista conciliador, o único capaz de erguer o sino. Não há mais plano. Os bandidos lutam agora pela sobrevivência. É império do vale-tudo. Esqueçam eleições, justiça, leis, ética, República, Constituição Federal. Pelos vários sinais, os pentacentenários donos do poder estão se armando para o Armagedom, a batalha final, que, provavelmente, exaurirá suas forças e apressará sua extinção.
Lula é a única opção pacífica e não violenta para ambos os lados, os 1% e o restante. Com os 13 anos de governos do PT o povo brasileiro provou o gostinho do fruto da árvore proibida. A morte sacrificial de Lula, como a do cordeiro na cruz, nos mergulhará no imponderável. Somente quem se ancorar na visão de Lula – um futuro comum, justo e bom para todos – sobreviverá ao caos, no longo prazo.
altamiro
16 de dezembro de 2017 2:45 amsó há que elogiar esse
só há que elogiar esse texto
-o nassif deve ser uma das raras pessoas que ainda consegue
contextualizar a tragédia provocada pelos golpistas porque deve
ter uma resistencia tão extraordinária e que ainda mantém a
razão necessária para pensar e colocar com palavras a situação pela qual passamos.
pois o comum dos mortais já explodiria em palavras mais agressivas etc e tal….
parabéns a quem ainda suportar tantas infâmias
com a razão mínima pára expressar e contexualizar os fatos
com tanta perspicácia e abrangencia.
altamiro
16 de dezembro de 2017 2:45 amsó há que elogiar esse
só há que elogiar esse texto
-o nassif deve ser uma das raras pessoas que ainda consegue
contextualizar a tragédia provocada pelos golpistas porque deve
ter uma resistencia tão extraordinária e que ainda mantém a
razão necessária para pensar e colocar com palavras a situação pela qual passamos.
pois o comum dos mortais já explodiria em palavras mais agressivas etc e tal….
parabéns a quem ainda suportar tantas infâmias
com a razão mínima pára expressar e contexualizar os fatos
com tanta perspicácia e abrangencia.
Edna Baker
16 de dezembro de 2017 5:17 amIlustração digna do golpe
Ilustração digna do golpe dado. Acertou o alvo, em cheio. Mil parabéns pela coragem.
layz
16 de dezembro de 2017 5:58 pmO Preço da Derrota Fascista na Itália
Estava escrito numa imagem, uma fotografia feita na Itália de uma montanha de ossos: aos velhos para que se lembrem e aos novos para saibam quanto custa recuperar a liberdade. Coragem para todxs. Ritmo de guerra, tambor batente, não demora a visita triunfal de Trump aos territórios sob o Comando Sul do último Reich 😉
[video:https://youtu.be/rtWtRzADNA0%5D
layz
16 de dezembro de 2017 6:22 amPosição das Forças de Operações Especiais dos EUA em Dez/2017
Tropas de elite dos Estados Unidos posicionadas atualmente em 149 países. Dados oficiais do U.S. Special Operations Command em azul, em vermelho fontes alternativas de Nick Turse. Observem que é o próprio comando de operações especiais dos Estados Unidos informando sua presença no Brasil.
layz
16 de dezembro de 2017 4:04 pmDepleção do Sul Global na Reorganização da Defesa Hegemônica
A informação da presença de tropas dos Estados Unidos em solo brasileiro já é pública em todos os continentes. Parece, contudo, que até a proposta e tramitação de uma PEC que a oficialize e desperte a mobilização de passeatas não conseguirá pauta no Brasil. É que ela desafia o foco na Reforma da Previdência e nas diversas equações e instâncias do julgamento do Presidente Lula pela NSA/CIA. Felizmente, e por isso mesmo, é possível aliviar “a vaga e invertebrada esquerda” do medo de que o comando de operações especiais dos Estados Unidos aqui esteja para somar baionetas contra manifestações e perseguir esquerdismo. Esta ilusão é o outro lado da moeda que levou a elite ignorante e fascista do Brasil a recorrer à potência hegemônica. A DEPLEÇÃO DO SUL GLOBAL é fundamental para reorganização da defesa do eixo nazi-fascista, agora com a parte submersa nas duas primeiras guerras inteiramente exposta, em ofensiva de terra arrasada, comoção e caos, como ação retardadora do avanço geopolítico e estratégico das potências contra-hegemônicas, entre as quais se encontrava o Brasil, hoje vivendo pleno Anschluss Österreichs. §§ “…it’s important to link what’s happening in sub-equatorial Africa to what’s recently taken place in sub-equatorial South America…” (Will The US Offensive Against Global South Hit South Africa? by Andrew KORYBKO, 15/12/2017). Até a posse de um novo governo em 2019, a quantidade de tropas americanas em solo brasileiro tende a surpreender os mais pessimistas. Onde estarão os verdadeiros embaixadores do Brasil?
Eletério
16 de dezembro de 2017 8:23 amSem comida e sem gás: a mundiça golpista quer nos matar de fome
Diógenes Pinheiro
16 de dezembro de 2017 9:41 amPARABÉNS!
É um alento poder ler um jornalista sério, no deserto intelectual que se tornou a mídia brasileira! Parabéns, Nassif, pela análise sempre imparcial mas comprometida com a Democracia!
ADROALDO LIMA LINHARES
16 de dezembro de 2017 12:16 pmMÁFIA FHC CLINTON! ESGOTO A CÉU ABERTO DESDE 2002…
Só queremos a devolução dos nossos votos / projeto de democracia que nos foram saqueados. Queremos simplesmente porque filhodaputa nenhum é mais do que nós prá roubarem nossos 55 milhões de votos exercidos democráticamente e totalmente dentro das normas e costumes. Para os mafiosos que a matéria expõe, sugerimos a execução do projeto ianque de crematório clandestino do paulo salim maluf…
A VALA COMUM DE PERUS
Em 1971, durante a gestão do prefeito Paulo Maluf, foi construído na cidade de São Paulo o Cemitério Dom Bosco, localizado no bairro de Perus.
Em seu projeto, datado de 1969, era prevista também a construção de um crematório no local. Entretanto, isso acabou não ocorrendo. Um forno crematório já havia sido encomendado à empresa inglesa Dowson & Mason, mas a empresa estranhou o projeto de prédio para o forno, que havia sido elaborado pela Prefeitura, uma vez que não havia hall de cerimônias para acompanhamento dos familiares, além de outras graves irregularidades. O projeto para a implantação do crematório foi abandonado em 1976.
Desde o início de suas atividades, o Cemitério Dom Bosco recebia corpos de indigentes, pessoas não identificadas e, o que acabou sendo muito comum, corpos de “vítimas de mortes violentas, seja pela fome, pela miséria, pela criminalidade social, seja pela sanha de esquadrões da morte, da violência policial e dos braços repressores de um regime fundamentado na força” (CPI de Perus, p.12, 1992).
Em 1975, duas quadras do cemitério foram exumadas e os restos mortais ali encontrados foram colocados em sacos plásticos, sem qualquer tipo de identificação, e armazenados na sala de velório do cemitério.
No ano seguinte, por ordem transmitida pelo então administrador do cemitério e por fiscais do Serviço Funerário Municipal, foi aberta uma vala de três metros de profundidade, onde foram depositadas aproximadamente 1500 ossadas.
A Comissão de Familiares de Desaparecidos Políticos tomou conhecimento da abertura da vala comum em Perus, mas seus membros não puderam tornar pública tal informação por ainda perdurar no Brasil um regime de repressão.
No início da década de 90, com o processo de redemocratização e parte de sua liberdade conquistada, a imprensa e a população podiam falar mais abertamente de assuntos proibidos na época do regime militar.
Em 1990, enquanto investigava casos de violência policial para o livro Rota 66, o repórter Caco Barcelos analisou alguns laudos do Instituto Médico Legal e acabou concluindo que alguns desses casos eram de possíveis militantes mortos e desaparecidos.
A partir dessa denúncia, a então prefeita de São Paulo, Sra. Luiza Erundina de Souza, determinou a abertura da vala clandestina de Perus. No local foram encontradas 1564 ossadas, mas apenas 1049 estavam devidamente ensacadas e preservadas.
Segundo alegações da época, essa diferença deu-se em função das ossadas de crianças (vítimas de uma epidemia de meningite não divulgada pelo regime militar) que lá foram enterradas, cujos ossos se deterioraram, tornando impossível a identificação.
A prefeita determinou então a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) pela Câmara dos Vereadores de São Paulo, com o objetivo de averiguar a origem e a responsabilidade pelas ossadas.
Paralelamente ao trabalho da CPI, a prefeita Luiza Erundina firmou convênio com o Governo Estadual e com a UNICAMP (Universidade de Campinas) para a identificação dos despojos.
No local onde foram encontradas as ossadas no Cemitério Dom Bosco, foi erguido um memorial, de autoria do arquiteto Ricardo Ohtake, com os dizeres: “Os ditadores tentaram esconder os desaparecidos políticos, as vítimas da fome, da violência do estado policial, dos esquadrões da morte e, sobretudo, os direitos dos cidadãos pobres da cidade. Fica registrado que os crimes contra a liberdade serão sempre descobertos”.
Junior 5 Estrelas
18 de dezembro de 2017 6:20 pmO companheiro Linhares
O companheiro Linhares escreveu tanto,que nem percebeu que tem “xeirador” na area.
romulus
17 de dezembro de 2017 10:22 amTacla Durán: quem barra depoimento bomba é tabelinha Moro-Cunha!
Fator Tacla Durán: quem barra depoimento bomba é tabelinha Moro-Eduardo Cunha!
Fator Tacla Durán: quem barra depoimento bomba é tabelinha Moro-Eduardo Cunha!
Por Romulus Maya, para O Cafezinho
– Casa caiu: advogado de Lula faz “live” bomba com Tacla Durán. E (pior!): Moro & “DD” já passaram recibo – “molhado”!
– Dr. Cristiano Zanin protocola recurso no TRF contra a mentira deslavada de Sergio Moro, que diz “desconhecer” o endereço de Tacla Duran na Espanha, para não o ouvir. Para “bombar” (literalmente!) esse recurso, Zanin anexa vídeo em que já toma o depoimento de Tacla Durán. E diante de um tabelião! Ui!
– Moro & “DD”, no desespero, passam recibo (das calças sujas) e vazam “denúncia” (fajuta!) contra Tacla, aos 47 do segundo tempo, à sua assessoria de comunicação. Digo, ao site “Anta-gonista”!
– Publicaram – às 22h de uma sexta-feira! – uma “denúncia” (rs) contra Tacla Durán. Escrita – e assinada! – pelos Procuradores da gangue do “DD” – na própria sexta-feira 15 de dezembro!!
– Entenderam? O desespero é tanto que até “DD” & Moro se viram forçados a parar de tentar tapar o sol com a peneira: eles mesmos contribuem agora, também, para a (gloriosa!) hashtag #TaclaFuraBolha, citando-o na “imprensa” (sic)!
– De novo: às 22h! De uma sexta-feira!
– A casa caiu em Curitiba! De vez!
– E mais: não se surpreendam se “DD” e Moro “esquecerem” toda a (mui!) rica “carreira” do notório Eduardo Cunha! Não se surpreendam, tampouco, se, como resultado disso, Cunha sair da “cadeia” (?)… e num futuro bem próximo!
– Explico: quem negociou, pessoalmente!, com o próprio Moro!, a retirada das referências ao “amigo pessoal” (sic) do “juiz” (?) Sergio Moro, Carlos Zucolotto, e a Tacla Durán, do Relatório final da CPMI da JBS foi o mesmo…
Tchan-tchan-tchan-tchan!
– … Eduardo Cunha! – o chefe da Lava Jato!
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layz
17 de dezembro de 2017 6:00 pmF3AD Blowback
Intrincado, difícil, mas pouco a pouco desmascarados. Muito bem, muito bem! Isso, sim, abala os nervos da trama e os erros virão. F3ADback nos insólitos. Há muita impaciência, o ímpeto é de explodir de indignação nas ruas. Mas o que está sendo feito é crucial. Ao invés de entregar o momento que o inimigo espera, cabeça fria e nervos de aço, para revelar sob sua camuflagem a fantasia digna do Clovis Bornay com que pensavam passar despercebidos.
Danilo Jorge Vieira
17 de dezembro de 2017 10:54 amFaltaram os atores principais!
O ponto de partida: para Nassif, o golpe foi organizado e segue sob o comando de: PSDB, Mídia, Ministério Público, Poder Judiciário, Cúpula Bandida do PMDB e evangélicos.
Na minha opinião, este são atores coadjuvantes. Faltaram os agentes hegemônicos principais: O grande capital Internacional, a tríade EUA/OCDE/JAPÃO e a classe proprietária nacional-cosmopolita, como Lehmman, Setúbal, Marinho, dentre outros.
Trazendo este efetivo e poderoso polo hegemônico construtor de facto et de jure do golpe, o cenário prospectivo de Nassif fica um tanto ingênuo e as perspetivas de desenvolvimento do caos atual mais nebulosas e desfavoráveis a grande maioria da sociedade.
Hydra
17 de dezembro de 2017 1:56 pmUm único senão…
O texto é muito bom…mas um único e importante detalhe revelam, sem querer, a condição do articulista: chamar o golpe de impeachment é uma capitulação prévia, ainda que inconsciente (o que eu duvido)…
Chamar golpe de processo legal de impedimento é crucial para soterrar a coerência do texto. Nesse caso, a forma anula o conteúdo…
gueras
18 de dezembro de 2017 1:11 pmOntem o Chile deixou um recado ao Brasil
Se a esquerda entrar dividida na eleição. Vai perder… tem que escolher… OU se aglutina em torno de um candidato. ou se ficar nessa de apoio no segundo turno corremos o risco de um segundo turno Bolsonaro x Marina ou Bolsonaro x Candidato governista.
Seria o pior dos cenários. Mas uma esquerda dividida leva a isso.
Junior 5 Estrelas
18 de dezembro de 2017 4:20 pmContando sempre com a
Contando sempre com a generosidade do Moreno Vivo,peço venia para mais um artigo que comporá meu livro Por Trás da Blogosfera,com prefacio de Nassif ou de Maria Inês.O GENERAL E EU.Em 1966 iniciei meu curso de ginasio no Colegio da Fraternidade(Liberdade,igualdade,fraternidade),lema da sanguinaria e bela Revolução Francesa,deu nome ao Colégio mas ficou resumido apenas ao nome da Fraternidade,e tinha o Papai como seu proprietario.Nesse mesmo ano a minha Cidade ficou toda esburacada a espera dos postes onde seriam fincados para receber a tão sonhada e esperada “luz de Paulo Afonso”.A empresa que cuidava desse belissimo empreendimento era a finada CERNE-Companhia de Eletricidade Rural do Nordeste,então dirigida pelo General Ladislau Pinto,nomeado pelo seu conterraneo e amigo,o então Presidente da Republica Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.O General Ladislau era um homem de habitos simples,da direita moderada e dita intelectual,que tinha o Marechal Castelo Branco como seu expoente maior.Baixinho,atarracado,bigodinho a lá Cantinflas,uma figura simpática e alegre.Parou seu veiculo de cabine dupla,e emblemas da CERNE nas duas portas dianteiras,adentrou á Prefeitura Municipal,não demorou segundos para saber quem mandava de fato.Levado a sala de Papai,então Secretario de Admnistração e Finanças,uma especie de Primeiro Ministro,estava nascendo ali uma das maiores amizades que Papai teve.Não quantifico quantos alunos sem as menores condições financeiras de vir para Salvador continuarem seus estudos,que foram empregadas no mercado Soteropolitano pelo General a pedido de Papai.A minha Cidade já despontava para ser a Capital Brasileira do Feijão,e o General Ladislau sabia disso,mas ainda não dispunha de Hoteis que pudesse acomodar um General de quatro estrelas.Nem com a ajuda dessas estrelas que hoje são dadas em excesso de liberalidade no Blog do jornalista Luis Nassif.De cara,o General foi convidado a se hospedar na nossa casa,senão a melhor,mas uma das melhores da Cidade.Nunca presenciei o General conversando politica de qualquer especie com Papai.O General gostava mesmo era de contar casos ou causos,da sua juventude em Fortaleza.Uma informação para lá de importante.Mais do que contar casos,o General gostava mesmo era de WHISKY.Sem perder a linha,bebia como um condenado.Pronto,estava feita a parceira.O General com seu inseparavel White House,que geralmente ele mesmo levava,ou as vezes Papai providenciava,e caixas da cerveja Brahma Chopp em profusão.O General avisava Papai das suas idas por telegrama.Todas as providêcias eram tomadas´para receber o General,e a mais importante delas era avisar Zeca da Luz,responsavel pelo conjunto de motores que iluminavam a Cidade,das 18 às 22 horas,que estendesse o fornecimento da energia até as 23 horas.O General homem de pouca comida,após o jantar,sentava-se na sala de visitas e ao lado de Papai,iniciavam-se os trabalhos etilicos,e casos a perder de vista.Repare esse:O General sentou praça em Fortaleza,quando iniciou sua brilhante trajetoria no Exercito.Tinha como companheiro de quarto um recruta como ele de nome Wilson.Só que ninguem conhecia no Quartel quem diabos era Wilson.Sabiam que era Coiça,o apelido de Wilson.Contava o General que Coiça não era mais burro por que era um só.A amizade que uniam os recrutas Coiça e Lalau eram de irmãos.Bebedeiras,bregas,brigas e até uma xadrezinho sobravam para a dupla vez por outra.Eram amigos inseparaveis.Como o destino não conhece cara,a vida bifurcou-se diante dos dois e cada um tomou seu rumo.O Recruta Lalau nunca mais teve noticias do Recruta Coiça.Vinte anos depois o então Coronel Ladislau voltou a Fortaleza para rever parentes.Caminhava tranquilamente pelo centro de Fortaleza,quando sentiu um braço lhe puxar ela pela cintura:Lalau seu fio de uma egua,é você Lalau?Era Coiça.Abraça pra lá,abraço pra cá.Coiça era forte,a cada abraço uma costela estalava,contava o General.Coiça começou:E aí Lalau o que tem feito?Continuo nessa desgraça,cheguei a Cabo e tu já passou disso?Bote mais uma coisinha,rebateu Lalau.Oxe,num me diga que és Sargento.Bote mais uma coisinha.Oxente Lalau,tu já sois Tenente?Mais uma coisinha.Pera aí Lalau,num diga que já és Capitão,impacientou-se Coiça.Home,bote mais uma coisinha,deixe de besteira.Coiça ficou vermelho igual a um camarão capado:Tu ja sois Major Lalau,e ouviu de volta:Sou Coronel do Exercito Brasileiro,fulminou Lalau.Coiça deu um pulo pra trás,bateu uma continencia tão forte que caiu estatelado mo meio da rua.O General Ladislau Pinto e o Papai habitam hoje o reino dos ceus,e na minha Cidade,em um certo ano de um certo mês de um certo dia dia,ninguem jamais ficou sabendo por que as luzes eram desligadas às onze horas da noite.
Junior 5 Estrelas
18 de dezembro de 2017 6:08 pmHá cinco dias estou a procura
Há cinco dias estou a procura de Joel Lima,não o seu homônimo Briguilino amigo de Nassif.Éque ele veio me aporrinhar afirmando peremptoriamente que eu escrevo “em português macarronico inspirado no Oráculo de Delfos”,eu devolvi a grosseria com a intelectualidade que Deus e Papai me deram,e lhe fiz um desafio:Disse-o que ele não conhece porra nenhuma dos bastidores do poder da Belacap,desafiando-o a me informar qual o Ministro de altissimo coturno que compõe a ORCRIM de Don Altobello,mandou tatuar em toda suas costas um “pavão”,e o tatuador inadvertidamente tatuou um “dragão”,deixando o Ministro tão furioso que ameaçou tocar fogo na Esplanada dos Ministerios.Ainda ajudei o infeliz,informando que nenhum dos participantes do imbroglio estava em obras.Já que ele se picou daqui,nunca mais fez um misero comentario,vale para qualquer um.Uma mãozinha,minha não do desaparecido cantor Ednardo:Pavão misterioso/Pássaro formoso/Tudo é misterio/Nesse teu voar.Sabe Duduoutro quem é a peça?Cuidado.