A chamada “Xi-plomacy” — ou “diplomacia Xi” — tem norteado a movimentação diplomática chinesa vista no início de 2026, em meio a muitas visitas de líderes estrangeiros e conversas com representantes de grandes potências.
Como explica a agência chinesa Xinhua, Pequim tem capitalizado sua posição de estabilidade econômica e política para reforçar laços com países de diferentes regiões, da Europa às Américas e à própria Ásia, em meio a um quadro de crescentes tensões e incertezas globais.
As reuniões do presidente chinês Xi Jinping com autoridades como presidente russo Vladimir Putin e com o líder dos EUA, Donald Trump, revelam uma tentativa de moldar um espaço diplomático no qual a China se coloca como mediadora capaz de dialogar simultaneamente com grandes blocos de poder.
Essa estratégia é reforçada pela recepção de 18 novos embaixadores, encontros bilaterais com chefes de Estado e visitas oficiais de países como França, Uruguai e Reino Unido.
Segundo a Xinhua, os encontros também têm gerado resultados concretos para a China, por meio de acordos de cooperação econômica como redução de tarifas de importação e ampliação de voos diretos, refletindo assim os planos chineses de moldar uma ordem internacional mais alinhada aos interesses do país, além do recalibrar das relações geopolíticas diante da volatilidade global.
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