13 de julho de 2026

A hora e a vez do Espírito Santo, por Francisco Celso Calmon

Chegou a hora da militância fazer um esforço, gastar sola de sapato, e cair em campo para fazer o debate, organizar e angariar votos.
Vitória - ES - Reprodução

O Espírito Santo deve avançar como estado socialdemocrata, com foco em saúde, educação e segurança pública.
No ES, Hélder Salomão enfrenta candidatos da direita bolsonarista, representando confronto entre esquerda e extrema-direita.
Milícias crescem em Vitória; autor alerta para risco de domínio do crime organizado na capital capixaba.

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A hora e a vez do Espírito Santo

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por Francisco Celso Calmon

O ES não deveria andar na contramão do progresso político-social. Deveria tirar a máscara soldada de estado fraco politicamente frente aos demais e se transformar num estado socialdemocrata, com o melhor IDH, sem analfabetismo, com o menor nível de insegurança pública, com uma rede de saúde, com o melhor do SUS e trazendo as melhores redes privadas, como a D’Or, para serem instaladas aqui, evitando o que se comenta na elite endinheirada capixaba de que o melhor plano de saúde é a ponte aérea Vitória x SP.

Deveria implantar a reforma agrária e ser um exemplo de mutirão público/privado agrícola e social, gerando alto rendimento na agricultura familiar e no controle ambiental.

O fascismo está recrudescendo em todo o mundo. No Brasil, em algumas capitais ficaram remanescentes dessa ideologia, inclusive no nosso Estado, desde a década de 30.

Com o fascismo não há conciliação. Não podemos enfrentar a extrema-direita com luvas de veludo, temos que bater forte, é o presente e o futuro de nossos filhos, netos e bisnetos que estamos a palmilhar. 

No ES a dose é dupla, tanto Ricardo, como Pasolini são o que há de pior da direita bolsonarista.

Hélder Salomão, o candidato da esquerda democrática, testado como prefeito e parlamentar, deve enfrentar, sem tergiversação, essa dupla fascistoide; um é o representante da velha oligarquia e um tanto porra-louco, o outro, o novo do autoritarismo e promíscuo com as coisas públicas e com a liturgia do cargo.

O nível de debate no primeiro turno deverá ser muito superficial, por isso, levar o Hélder ao segundo turno é a possibilidade de um confronto de ideias, deixando transparentes as propostas da extrema-direita e da esquerda democrática e progressista.

Chegou a hora da militância fazer um esforço, gastar sola de sapato, e cair em campo para fazer o debate, organizar e angariar votos.

A Frente eleitoral que está com Hélder deveria apresentar um diagnóstico e prognóstico da situação do estado e um programa de governo. Não basta só linhas gerais. Os capixabas precisam sonhar com um estado social-democrata.

Sublinhar o que houve de progresso com governadores progressistas, como Vitor, Albuíno, Max Mauro.

Enfatizar sobretudo a forte ligação do Hélder com o Lula, o qual irá para o seu derradeiro mandato, no qual envidará todos os esforças para fazer o melhor para o povo brasileiro.

Colar com superbonder que de um lado são os candidatos de um criminoso, Bolsonaro, de outro lado é o candidato do Lula.

Distinguir também as boas maneiras do Hélder, a alma de poeta, e as truculências dos extremistas da direita bolsonarista.

Quem apoia delinquente, como eles que apoiam o famigerado Bolsonaro, são politicamente cúmplices.

As milícias estão avançando no domínio em vários estados e capitais, da zona norte à zona sul; se não houver atuações preventivas, nosso futuro poderá ser trágico, especialmente em Vitória, que, sendo uma ilha, pode ser cercada pelo crime organizado.

A Copa acabou, vamos mostrar que o nosso time político não é corrupto e mafioso como a FIFA, e nem sem vibração e identidade como a nossa seleção, dirigida por um estrangeiro, que desconhece a cultura nacional.  

Este é o timing certo para uma nova ruptura com o conservadorismo e o elitismo reacionário do Espírito Santo. 

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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