4 de junho de 2026

Brasil aprenderia com Chile e Peru a responder à Lava Jato, por Roberto Simon

“A mitologia de grandes guerreiros contra a corrupção custou caro institucionalmente”, concluiu mestre em políticas públicas por Harvard

Jornal GGN – Os custos da Lava Jato vão além da ilegalidade no relacionamento do ex-juiz Sergio Moro com os procuradores da força-tarefa. “A mitologia de grandes guerreiros contra a corrupção custou caro institucionalmente”, concluiu Roberto Simon, em sua coluna para a Folha de S.Paulo, neste sábado (22).

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A enxurrada da Lava Jato se prendeu no redemoinho do personalismo, com Moro, Deltan Dallagnol, Lula e outros como grandes heróis ou vilões (a ordem dos papéis varia conforme o gosto ideológico do freguês). E quando o combate à corrupção é uma luta entre virtuosos e degenerados, o cerne sempre são indivíduos, nunca as instituições”, escreveu.

Nesse sentido, Simon, que é diretor sênior de política do Council of the Americas e mestre em políticas públicas pela Universidade Harvard e em relações internacionais pela Unesp, aponta dois exemplos na América Latina que ele acredita que deveriam ser exemplos ao Brasil: Chile e Peru.

O primeiro país viveu três escândalos de corrupção, e o governo se envolveu em uma agenda anticorrupção, criando uma comissão independente para analisar respostas, o que gerou 13 reformas no Congresso para melhorar o sistema de financiamento da política.

Também no Peru, o presidente Martin Vizcarra aproveitou o escândalo da Lava Jato que também atingiu o pais para aprovar referendos de mudanças na Constituição, incluindo maior transparência ao Judiciário.

Os presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer nunca tiveram vontade, força ou capacidade política de liderar essas reformas. Com Jair Bolsonaro, isso nem sequer está na agenda. Aos que apostam na polarização política, a visão de heróis e vilões é muito mais útil”, concluiu Roberto Simon.

 

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3 Comentários
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  1. Sebastião Farias

    22 de junho de 2019 11:27 pm

    Matéria excepcional como notícia, informação e instrução aos cidadãos, parabéns Nassif. O bom e consciente, o fiel, o ético e o justo cidadão; o bom e consciente, o fiel, o ético e o justo parlamentar; o bom, o ético e o justo administrador/governo e; o bom, o justo e o ético jurista, são àqueles que, respeitam a CF e os direitos dos cidadãos, ou seja, daqueles que como donos do poder constitucional, conforme dispõe o Parágrafo Único do Art. 1º da Constituição Federal, que diz: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”, lhes outorgaram a autoridade constitucional que, a maioria infiel, não produzem boas obras.
    Pois bem, tais autoridades foram imbuídas de poder e autoridade constitucional como: i) nos Poderes Legislativos: seus representantes, legisladores e fiscais do povo; ii) nos Poderes Executivos: como governos/administradores do povo e; nos Poderes Judiciários: como guardiões da CF, juízes e árbitros do povo. Todos, sem exceção, foram investidos como autoridades do povo, para que, de forma independente mas harmônica e responsáveis, como dispõe o Art. 2º da CF para, promoverem e assegurarem, a soberania, a segurança, a independência plena, a grandeza, a unidade e a fraternidade nacionais e, para promoverem e fazerem justiça e, o bem-estar comum para a nação brasileira.
    Que todos tenham sabedoria para que, em respeito aos cidadãos e contribuintes do país, que são seus patrões, para identificarem nas obras dos seus antecessores, àquelas obras exitosas e que beneficiam e satisfazem seus governados e, por isso, não retrocedam, agindo como destruidores dessas Políticas Públicas, e sim, como seus construtores e aperfeiçoadores, progressivamente, isentando o tesouro público de desperdícios de recursos, por ações inconsequentes, vaidosas, inconstitucionais e de interesses pessoais e suspeitos, que não sejam, os do povo que lhes outorgou o poder e autoridade para serem justos, corretos. éticos, promoverem o bem-estar comum, a justiça e a paz social.
    Sobre isso, a razão, recomenda que essas pessoas, cidadãos e patriotas, a partir desses cenários de bem-estar, definam sim, como metas estratégicas de seus governos e atuação, que melhorem cada vez mais, essas Políticas Públicas para beneficiarem o povo e, procurem complementá-las e fazer com que, cada vez mais, boas obras resultem daí e, contribuam e melhorem sempre, as condições de vida do povo da nação. Assim é que, todos nós, cidadãos e cristãos, não percamos essa oportunidade que a história nos proporciona, em que a Igreja católica acaba de lançar, como é sua tradição todo ano, por ocasião da Quaresma, a Campanha da Fraternidade-2019, com o Tema: Fraternidade e Políticas Públicas e Lema: “Sereis libertado pelo direito e pela justiça”(Is.1,27).
    Que essas iniciativas positivas e cristãs, sejam voltadas a propugnarem e promoverem a instrução e conscientização dos cidadãos, o bem-estar comum, a paz social, a convivência fraternidade, que valorizem e fortaleçam a democracia, o estado de direito, a unidade, a segurança e a soberania nacionais. Da mesma forma, que essas iniciativas cristãs, concorram para a proteção e a conservação responsável dos Patrimônios Públicos: Natural e seus Biomas, Cultural, Intelectual, Histórico, Tecnológico e Estratégico, etc , Nacionais.
    Assim, espera-se, que todos os cidadãos brasileiros, participando ativamente dessas iniciativas, pelo menos, conheçam: Os Princípios, Objetivos e fundamentos para a e estruturação e implementação de Políticas Públicas ou de um bom Plano de Governo Público (União, DF, Estados e Municípios) para atender os anseios do Povo, têm que se orientar pelo que dispõe e diz a Constituição Federal em seu Artigo 3º e Incisos:
    “ Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

    Esses Planos, a serem executados pelos Poderes Executivos competentes, para que os seus objetivos sejam, de fato, obtidos com conformidade, com agilidade, com qualidade, com funcionalidade e com satisfação de seus beneficiários, o povo, hão que serem fiscalizados proativa e periodicamente, em cada um de seus estágios estruturais, pelas Instâncias de Fiscalização Internas (Controladorias) e Externas ( Comissões de Fiscalização e Controle-CFCs do Poderes Legislativos, Tribunais de Contas, etc). Todas essas instâncias constitucionais de Fiscalização Interna e Externas (principalmente, o Art.70 da CF), serão, dependendo dos casos, auxiliadas pelas COAF’s, MP’s, Polícias Judiciárias, etc . Como cidadãos e cristãos, que tudo seja feito com respeito e amor ao próximo, com zelo e retidão, para que o prêmio buscado alcançado. (Fl. 2,12-13).
    Nos casos em que, os cidadãos ao querer fazer uma consulta ou reclamação, a qualquer órgão público aqui citado ou não, é só contatar uma Ouvidoria-Geral da União, do Estado ou do Município ou, do Ministério Público, do Tribunal de Contas, etc, que elas protocolarão sua demanda e, encaminhará à instituição demandada competente.

    O espelho, para que tudo isso citado acima, seja uma dádiva para o país e seu povo será, o ensinamento que Jesus Cristo explica a seus Discípulos, antes de enviá-los em missão evangelizadora: Jesus, porém, os chamou e lhes disse: “Sabeis que os chefes das nações as subjugam, e que os grandes as governam com autoridade. Não seja assim entre vós. Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo” (Mateus 20, 25-26).
    São essas, as nossas sugestões e contribuições, à conscientização e instrução cidadã dos cidadãos e a quem se interessar e principalmente, no que couber, à Campanha da Fraternidade-2019.
    Não se desesperem, rezem a Deus pelo Brasil e seu povo, confiem Nele e tenham esperança, pois é Ele, o Juíz Supremo que não nos abandona e, Senhor da vida e da história. São essas, as nossas observações e contribuições à conscientização dos cidadãos de boa vontade do brasil.
    Paz e bem.
    Sebastião Farias
    Um cidadão nordestinamazônida

  2. Geovane

    23 de junho de 2019 12:06 pm

    Os homens, para o bem ou para o mal, encarnam as instituições no ideário popular bem como na cabeça dos que se convecem de que ” o Estado sou eu”

  3. Naldo

    23 de junho de 2019 12:56 pm

    Já era, credibilidade perdida não se recupera…

    Só sendo muito trouxa pra crer que essa turma mudou de lado …

    E um senhor dono te televisão reclamando da trolha a jato é um acinte …foram os que mais ajudaram o cais se instalar, no momento que seus negócios estão indo para o brejo começam a espernear…..que vão para o buraco mais rápido que o ódio que ajudaram a espalhar, ou ele começou a gostar do mst????

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