O Brasil é feito para amadores, mas… por Rogério Maestri

Em resumo, invertendo um pouco o ditado, o Brasil é feito para amadores, mas com detalhe, com grande capacidade de improvisação.

O Brasil é feito para amadores, mas… por Rogério Maestri

Conforme podemos conferir nas notícias que sucedem numa velocidade muito mais rápida do que conseguimos acompanhar a disfuncionalidade do governo Bolsonaro e a capacidade de criar incidentes os mais bizarros possíveis encurtará em muito a sua existência, deverá este governo ser defenestrado pelo Imperialismo norte-americano, por ser melhor ter a trupe bolsonariana como inimigos do que como aliados.

Como era previsto, produto de um golpe de estado no Brasil, que talvez possa dar certo em países como o Equador, Paraguai e outros países de menor porte e maior controle, este golpe gerado a partir de uma dupla improvisação, a hipótese de uma terceira improvisação com um golpe militar sobrepondo os anteriores, a deposição da Dilma e a eleição de Bolsonaro, provavelmente dará aos serviços de inteligência norte-americanos somente uma saída, abortar o golpe e se preparar melhor no futuro.

Provavelmente por algum tempo o saque da riqueza nacional continuará, mas perdendo o ímpeto de limpar os bolsos por completo do cidadão brasileiro, deixando o país num estado pré-falimentar que deverá ser uma verdadeira missão impossível para um próximo governo (talvez a saída do golpe seja exatamente esta).

O que está ocorrendo no Brasil neste momento, já colocando na conta dos desastres dos 38 kg de cocaína no avião presidencial, é que os analistas internacionais dos “tinques e tanques” do Império, é que com a velocidade de decomposição do cenário brasileiro, qualquer coisa pode surgir, desde cenários ainda favoráveis ao grande capital até cenários desastrosos para este.

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Só está faltando os analistas verificarem que o governo brasileiro é composto por um bando de indigentes mentais que nem para ditadores servem, ou seja, mesmo apoiar de forma velada uma ditadura aberta no Brasil é algo extremamente arriscado, pois nem o personagem “ditador” não é possível visualizar mesmo ao longe. Os personagens disponíveis para o papel de ditador, desde o tenente que virou capitão depois da baixa, até um bando de generais caindo pelas tabelas em todos os sentidos, fisicamente, moralmente e intelectualmente, que não podem ser levados a sério por ninguém.

Em resumo, invertendo um pouco o ditado, o Brasil é feito para amadores, mas com detalhe, com grande capacidade de improvisação.

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