1 de outubro de 2026

Abin, França e Alemanha: o que está acontecendo com a eleição brasileira, por Reynaldo Aragon

A articulação da Abin com estruturas europeias expõe uma disputa por soberania que já atravessa as eleições de 2026.
Reprodução

Delegações da França, Alemanha e Abin discutiram em Brasília interferência estrangeira e respostas para eleição de 2026.
Eleições brasileiras são alvo de guerra informacional, envolvendo tecnologia, poder estatal e influência transnacional.
Soberania eleitoral depende de controle sobre infraestrutura digital e cooperação internacional sem perder autonomia.

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Abin, França e Alemanha: o que está acontecendo com a eleição brasileira

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A resposta está muito além das fake news. A articulação da Abin com estruturas europeias expõe uma disputa por soberania que já atravessa as eleições de 2026.

Por Reynaldo Aragon

A quatro dias do primeiro turno, a denúncia de interferência estrangeira mostra que a eleição brasileira já é observada como questão de inteligência, poder tecnológico e soberania nacional.

Quatro dias antes do voto

Em 30 de setembro de 2026, uma informação mudou o enquadramento da eleição brasileira. A Reuters revelou que representantes da inteligência do país receberam, entre 9 e 11 de setembro, uma delegação francesa e alemã em Brasília. Na mesa estavam interferência estrangeira, plataformas digitais e formas de resposta antes da votação. Pela França vieram integrantes da Viginum, especializada em interferência digital estrangeira, e da Arcom, reguladora de mídia e comunicação. A Alemanha enviou representantes de sua Agência Federal de Redes. Os documentos examinados pela Reuters registram entre os objetivos da missão a preparação de respostas coordenadas para o processo eleitoral de 2026.

Foi nesse encontro que representantes brasileiros falaram em interferência proveniente dos Estados Unidos e da Rússia. As duas atribuições, porém, não aparecem sustentadas da mesma forma. Segundo o relato conhecido, a atuação norte-americana teria ido do lawfare a formas de interferência reconhecidas publicamente. Sobre a Rússia, o documento acessado pela reportagem não apresenta evidência específica. Colocar as duas acusações no mesmo plano apagaria justamente o que a informação disponível permite distinguir.

A composição da reunião ajuda a entender por que ela importa. Viginum, Arcom e a agência alemã não foram a Brasília para discutir apenas uma postagem falsa ou um vídeo adulterado. São estruturas que lidam com regulação, redes, segurança e interferência. A presença delas indica que o problema eleitoral brasileiro já está sendo observado como algo que combina tecnologia, poder estatal e capacidade de influência transnacional.

A Abin vinha preparando esse terreno conceitual. Em seu documento de desafios para 2026, descreveu o domínio digital como arena de competição geopolítica, apontou a dependência brasileira de infraestrutura tecnológica estrangeira como vulnerabilidade e admitiu que grandes plataformas podem funcionar como vetores de influência dos Estados onde estão sediadas. O mesmo documento reúne guerra cognitiva, espionagem, coerção e infraestrutura crítica dentro de um espectro híbrido. A Política Nacional de Inteligência, por sua vez, trata interferência externa como atuação deliberada voltada a influenciar os rumos políticos do país em benefício de interesses estrangeiros.

O risco, portanto, não começa apenas quando alguém tenta tocar na urna. Pode aparecer muito antes, na capacidade de uma potência, empresa ou rede política alterar o ambiente em que o país decide. Às vésperas da votação, a questão é simples e incômoda. Quem possui meios para condicionar a decisão brasileira, por quais caminhos e a serviço de quais interesses?

A guerra está atrás da notícia

Durante muito tempo, o debate público sobre guerra informacional ficou preso à mentira visível. Procurava-se a postagem falsa, a fotografia adulterada, o vídeo manipulado, a frase inventada. Era necessário fazer isso, mas nunca bastou. Uma operação pode usar conteúdo verdadeiro, falso ou apenas deslocado de contexto. O que lhe dá força está na organização, no financiamento, na infraestrutura, na escolha do alvo e na capacidade de repetir um estímulo até transformá-lo em ambiente.

Minha pesquisa foi caminhando nessa direção ao longo dos últimos anos. Não por antecipação profética, muito menos por desejo de reivindicar primazia. Os próprios objetos impunham a mudança. Ao estudar metaintermediação algorítmica, autonomia cognitiva, gerrymandering digital e operações psicológicas, o problema reaparecia sob formas diferentes. Plataformas não transportam apenas informação. Classificam públicos, distribuem visibilidade, antecipam preferências e alteram o campo em que decisões são tomadas.

Em julho de 2025, eu já discutia o risco de uma infraestrutura capaz de antecipar escolhas interferir na própria formação da autonomia. Meses depois, ao tratar da guerra informacional em direção a 2026, a questão aparecia em termos de detecção, antecipação e capacidade estatal de resposta. A unidade de análise deixava de ser a peça isolada. O que precisava ser seguido era a operação.

A Viginum chegou institucionalmente a uma formulação muito próxima. O órgão francês deixa claro que não é uma agência de checagem de fatos. Seu objeto é o modo operatório informacional, observado por indicadores técnicos, comportamento dos operadores, coordenação, ferramentas, procedimentos e infraestrutura. Em junho de 2026, esse conceito foi incorporado a um marco comum do mecanismo de resposta rápida do G7, numa tentativa de deslocar a atenção das narrativas para os meios que tornam uma campanha possível.

Saber que uma mensagem é falsa ajuda a conter sua circulação. Descobrir quem a produziu, como foi distribuída, quais contas atuaram em conjunto, de onde vieram os recursos e que sistemas ampliaram seu alcance aproxima a investigação da estrutura responsável pelo efeito político. É nesse terreno que inteligência e jornalismo investigativo começam a se encontrar.

Não há razão para transformar essa convergência em vaidade. A Viginum trabalha com essa abordagem desde o início de 2025, e comunidades de inteligência e pesquisa em diferentes países chegaram por caminhos próprios a problemas semelhantes. O que importa é que a discussão brasileira permaneceu por tempo demais concentrada na oposição entre verdade e mentira enquanto a disputa já avançava sobre dados, recomendação, publicidade e distribuição.

A notícia falsa, quando existe, é o vestígio mais fácil de enxergar. A investigação estratégica começa depois dela, quando se segue a infraestrutura e se pergunta quem ganhou capacidade de produzir o efeito.

A interferência deixou de ser uma hipótese abstrata

No caso dos Estados Unidos, já existe uma sequência concreta de atos de poder. Em junho de 2026, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos concluiu uma investigação aberta por determinação do presidente Donald Trump e classificou como passíveis de resposta medidas brasileiras que, segundo Washington, prejudicavam interesses comerciais norte-americanos. Entre os fundamentos estavam decisões de tribunais brasileiros contra plataformas digitais dos Estados Unidos, com ordens de remoção de conteúdo, suspensão de perfis e sanções por descumprimento. Em 15 de julho, a administração Trump impôs tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros.

Não é necessário atribuir a cada medida uma intenção eleitoral secreta para reconhecer o problema. Decisões tomadas dentro do sistema jurídico brasileiro passaram a produzir resposta econômica de uma potência estrangeira justamente quando o país entrava na reta decisiva da eleição. Quando o custo de uma escolha soberana começa a ser imposto de fora, a política comercial deixa de poder ser examinada separadamente do ambiente político em que atua.

A revelação da Reuters acrescentou outro elemento. No encontro com franceses e alemães, representantes brasileiros teriam descrito a atuação norte-americana como algo que ia do lawfare a formas abertas de interferência. É uma avaliação atribuída à inteligência brasileira e deve ser tratada com esse peso, nem mais nem menos. Sua gravidade está no fato de que não surgiu isolada, mas dentro de um contexto já marcado por pressão econômica, conflito com decisões judiciais brasileiras e articulação política transnacional.

A campanha de Flávio Bolsonaro expôs essa internacionalização de forma pública. No lançamento da candidatura, em julho, foram apresentados apoios de Javier Milei e Benjamin Netanyahu. Netanyahu apareceu por vídeo. Milei atacou Lula e exaltou Bolsonaro. Chefes de governos estrangeiros tomaram posição diante de uma candidatura à Presidência do Brasil, e a própria campanha incorporou esse apoio à sua cena política. Não é preciso imaginar clandestinidade onde a influência já se apresenta à luz do dia.

Ainda assim, as categorias precisam permanecer separadas. Apoio político, coerção econômica, influência informacional e operação clandestina produzem efeitos diferentes e exigem provas diferentes. Misturá-las pode render uma frase mais explosiva, mas destrói a análise. Guerra híbrida não é um rótulo para qualquer conflito. É uma forma de observar a combinação de instrumentos quando eles passam a convergir sobre a autonomia decisória de outro Estado.

Essa diferença de prova é especialmente importante no caso da Rússia. A Abin a mencionou, e há operações russas de influência documentadas em outros países, assim como presença informacional russa na América Latina. O material público conhecido sobre a eleição brasileira, contudo, não oferece o mesmo nível de detalhamento apresentado no caso norte-americano. Capacidade não equivale a autoria, e presença internacional não basta para demonstrar interferência eleitoral. Fazer essa distinção não suaviza a análise. Evita que ela seja contaminada por uma simetria que os fatos disponíveis não sustentam.

Israel exige cuidado semelhante. O apoio de Netanyahu a Flávio Bolsonaro é público. Também é documentada a existência de empresas israelenses que atuam nos mercados de inteligência, vigilância e operações de influência, e o Brasil conhece os riscos políticos de tecnologias estrangeiras de monitoramento quando elas entram em estruturas estatais sem controle adequado. Isso não prova que o governo israelense comande uma operação clandestina contra Lula. Mostra, porém, que interesses, redes políticas e capacidades tecnológicas de origem estrangeira já fazem parte do ambiente que cerca a eleição.

A soberania ganha aqui um sentido material. Não é uma palavra para cerimônias nem um argumento reservado às Forças Armadas. É a capacidade de uma sociedade absorver pressões sem entregar a decisão. Quando uma eleição passa a conviver com tarifas, disputas sobre plataformas, apoios presidenciais estrangeiros e redes transnacionais de influência, olhar apenas para a campanha doméstica é enxergar metade do tabuleiro.

O campo de batalha está dentro da infraestrutura

Grande parte da guerra informacional contemporânea acontece sobre infraestrutura privada. Publicidade eleitoral, segmentação de públicos, recomendação algorítmica, inteligência artificial e disputa pela atenção dependem de sistemas que não estão sob controle direto do Estado brasileiro. São plataformas que organizam visibilidade por regras próprias e modelos opacos, capazes de decidir em segundos o que alcança milhões de pessoas e o que desaparece. Por isso soberania digital deixou de ser assunto técnico.

O documento da Abin já citado reconhece essa vulnerabilidade ao tratar fluxos de dados, plataformas sociais e infraestrutura informacional como territórios de competição geopolítica. A dependência brasileira de tecnologias controladas no exterior cria uma assimetria difícil de ignorar. Não significa que cada decisão empresarial seja uma ordem de governo estrangeiro. Significa que parte crescente da esfera pública brasileira funciona em ambientes cuja governança, arquitetura e interesses econômicos são definidos fora do país.

Em agosto, a Anistia Internacional testou essa fragilidade. Pesquisadores submeteram ao sistema de anúncios do Facebook peças experimentais com desinformação eleitoral em português. Oito das quatorze peças com conteúdo falso foram aceitas. O teste saiu de Londres, sem VPN que simulasse localização brasileira, e a conta não havia concluído a verificação de identidade exigida para publicidade política. Os anúncios foram cancelados antes de ir ao ar, mas o sistema de revisão permitiu que chegassem até ali.

No dia 30 de setembro, outro levantamento apontou pelo menos R$ 1,1 milhão em anúncios eleitorais considerados irregulares na Meta. Algumas páginas operavam do exterior, havia pagamentos em moedas estrangeiras e determinados conteúdos acumularam milhões de impressões antes da remoção. A empresa informou ter retirado anúncios ilegais e reiterou seu compromisso com a integridade eleitoral. O episódio, somado ao teste da Anistia, mostra quanto tempo pode existir entre a circulação de uma peça e a reconstrução de sua cadeia de responsabilidade.

A própria campanha eleitoral passou a depender financeiramente desse mercado de visibilidade. Até 20 de setembro, candidatos brasileiros haviam destinado mais de R$ 167 milhões à Meta para impulsionar conteúdo político, superando o gasto de toda a eleição de 2022. Uma parcela relevante da comunicação eleitoral circula, portanto, dentro de uma infraestrutura pertencente a uma corporação estrangeira e organizada por sistemas que o eleitor não audita e o Estado brasileiro conhece apenas parcialmente.

Esse desenho produz uma vulnerabilidade que independe de conspiração. Quem compra alcance entra numa disputa regida por critérios de distribuição privados. Quem opera redes coordenadas tenta explorar os mesmos mecanismos. Quem fiscaliza chega depois, muitas vezes obrigado a reconstruir trajetórias que a plataforma já percorreu em escala industrial. O poder está menos na mensagem isolada do que na capacidade de fazê-la aparecer para a pessoa certa, no momento certo e com frequência suficiente para parecer parte natural do ambiente.

Em 23 de setembro, essa dependência apareceu por outra via. A conta de anúncios da campanha de Lula no Facebook foi suspensa temporariamente e restabelecida no mesmo dia. A campanha considerou a medida prejudicial e pediu explicações. A Meta confirmou o restabelecimento, mas não informou publicamente a razão da suspensão. O episódio não demonstra interferência deliberada. Revela algo mais elementar. Uma decisão técnica ou empresarial tomada dentro de uma plataforma pode alterar de imediato a capacidade de comunicação de uma candidatura presidencial.

Não é preciso controlar todos os cidadãos para produzir efeito político. Basta controlar ou explorar pontos de passagem importantes. Publicidade, recomendação, busca, nuvem, inteligência artificial e distribuição funcionam como gargalos de uma esfera pública cada vez mais digital. Quem detém poder sobre esses gargalos não determina automaticamente o voto, mas interfere no campo de visibilidade em que milhões de pessoas definem o que parece urgente, confiável ou irrelevante.

É aí que a integridade eleitoral encontra seu limite mais difícil. A urna pode permanecer tecnicamente intacta enquanto o ambiente anterior ao voto sofre pressão econômica, tecnológica e informacional. Proteger a máquina e ignorar o espaço em que a vontade é formada seria cuidar apenas da última etapa de um processo que começou muito antes.

Um país que não conhece suficientemente a infraestrutura pela qual sua população recebe informação, não domina seus dados estratégicos e não consegue auditar os sistemas que organizam a esfera pública transfere parte da própria autonomia para estruturas que não controla. A ameaça mais sofisticada não precisa derrubar a democracia por fora. Pode aprender a operar dentro das dependências que a democracia passou a considerar normais.

Soberania não termina na urna

Diante desse quadro, a resposta brasileira não pode se limitar à proteção da votação ou à remoção de conteúdo. O país precisa tratar a esfera informacional como parte de sua infraestrutura estratégica. Isso envolve Justiça Eleitoral, inteligência, ciberdefesa, investigação financeira, universidades, imprensa, empresas e sociedade civil. Nenhuma dessas áreas, sozinha, enxerga o quadro inteiro.

O TSE ampliou em 2026 sua cooperação com Meta, Google, X, Telegram, TikTok, Kwai, LinkedIn e outras plataformas, exigindo planos de mitigação de riscos à integridade eleitoral. É um passo necessário. Mas a defesa de uma eleição também depende de saber de onde vem o dinheiro, como redes se coordenam, quais infraestruturas estão sendo usadas e quando uma campanha de influência deixa de ser ruído para adquirir valor estratégico.

A aproximação com França e Alemanha pode ajudar nessa construção, desde que cooperação não se transforme em dependência. O Brasil tem interesse em aprender com estruturas que já desenvolveram métodos de detecção e atribuição. Também tem obrigação de construir capacidade própria. Uma democracia soberana não pode depender permanentemente de Washington, Paris, Berlim, Bruxelas, Moscou, Pequim ou Tel Aviv para compreender o que acontece dentro de sua esfera pública.

Essa capacidade precisa sobreviver a governos. Operações informacionais amadurecem ao longo do tempo, atravessam calendários eleitorais e se adaptam às mudanças de plataforma. O Estado brasileiro necessita de memória técnica, equipes estáveis, capacidade de atribuição e mecanismos de cooperação que não desapareçam depois da apuração dos votos. Sem isso, cada eleição começa como se o país estivesse aprendendo novamente a reconhecer o problema.

Crítica estrangeira não é automaticamente interferência, relação diplomática não é conspiração, jornalismo internacional não é operação psicológica e apoio político público não equivale, por definição, a ação clandestina. Banalizar esses conceitos seria oferecer aos próprios operadores de influência a confusão de que precisam. Atribuição séria exige prova, contexto e capacidade de distinguir interesses que se cruzam sem presumir comando único onde ele não foi demonstrado.

O jornalismo e a pesquisa têm responsabilidade particular nesse terreno. Reproduzir narrativas em circulação é apenas o começo. Investigar significa seguir vínculos, infraestrutura, dinheiro, cronologia e efeitos até onde a evidência permitir. Foi essa exigência que, ao longo dos últimos anos, me levou a olhar menos para a mentira como objeto isolado e mais para as condições que lhe dão potência. A revelação da reunião entre Abin, franceses e alemães torna essa pergunta ainda mais urgente.

Empresas, universidades e organizações da sociedade civil também fazem parte dessa defesa. Grande parte da capacidade técnica necessária está fora do governo. Pesquisadores acompanham redes, jornalistas reconstroem interesses, empresas controlam infraestrutura e organizações civis detectam abusos que o Estado muitas vezes só percebe depois. Transformar esse conhecimento disperso em capacidade democrática é uma tarefa de soberania.

Soberania não pertence a um governo, partido ou candidatura. Pertence ao país. Alianças externas, dependências tecnológicas e pressões econômicas precisam ser julgadas pelo efeito que produzem sobre a autonomia nacional, não pela conveniência que oferecem a um campo político numa eleição. O Brasil precisa conservar para si a decisão sobre o próprio futuro.

A reunião revelada pela Reuters vale menos como episódio diplomático do que como aviso. Instituições brasileiras e europeias já discutem interferência estrangeira em termos de inteligência, infraestrutura e resposta coordenada. Enquanto isso, o debate público ainda corre o risco de se prender à próxima fake news quando a disputa decisiva acontece numa camada mais profunda.

A urna é o último território da eleição. Quando o eleitor chega a ela, boa parte da disputa pela soberania já aconteceu.

Artigo publicado originalmente em <código aberto>

Reynaldo Aragon é jornalista especializado em geopolítica da informação e da tecnologia, com foco nas relações entre tecnologia, cognição e comportamento. Editor do codigoaberto.net É pesquisador do Núcleo de Estudos Estratégicos em Comunicação, Cognição e Computação (NEECCC – INCT DSI) e integra o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Disputas e Soberania Informacional (INCT DSI), onde investiga os impactos da tecnopolítica sobre os processos cognitivos e as dinâmicas sociais no Sul Global.

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