Um espectro ronda o Brasil e não é o comunismo, por Fábio de Oliveira Ribeiro

As pessoas não conseguem ver o genocídio e a imprensa ajuda a criar uma imagem distorcida do evento sempre que minimiza as ações de Jair Bolsonaro ou se recusa a mostrar na TV imagens do que ocorre nos hospitais quando os suprimentos hospitalares terminam.

Um espectro ronda o Brasil e não é o comunismo

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Há um debate que precisa ser feito sobre a natureza dos meios empregados num genocídio. Em Ruanda (aproximadamente 800 mil mortos em 100 dias) o evento foi sangrento, imediatamente perceptível e inegável. Pilhas de cadáveres ficaram apodrecendo ou boiando nos rios.

No Brasil já morreu quase 300 mil pessoas, mas o genocídio se estende por um longo período de tempo e usa o Sistema de saúde como porta de saída dos cadáveres. Não há pilhas de cadáveres, pois os enterros são realizados normalmente.

Traumatizadas por causa da pandemia e dos prejuízos econômicos que ela causa, as pessoas culpam o vírus, os hospitais, os médicos, deus, etc… e não conseguem ver que o presidente deliberadamente transformou a pandemia controlável numa arma biológica de destruição em massa.

As pessoas não conseguem ver o genocídio e a imprensa ajuda a criar uma imagem distorcida do evento sempre que minimiza as ações de Jair Bolsonaro ou se recusa a mostrar na TV imagens do que ocorre nos hospitais quando os suprimentos hospitalares terminam.

O apoio que o presidente recebe do Conselho Federal de Medicina e de uma parte dos jornalistas também é um problema. Isso reforça a crença popular de que nada poderia ser feito para evitar o Tsunami de cadáveres.

Os dois episódios citados deveriam ser tratados da mesma forma. Mas a percepção de que nosso país está sendo vítima de uma tragédia sem culpados e sem possibilidade de responsabilização dos culpados torna o genocídio brasileiro mais insidioso do que aquele que ocorreu em Ruanda.

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