Após abertura do pré-sal pelo Congresso, Shell anuncia US$ 10 bilhões

Ben van Beurden, chefe executivo da Royal Dutch Shell. Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN – Foi na noite desta quarta-feira (09) que o Plenário da Câmara concluiu a votação do Projeto de Lei 4567, que desobriga a Petrobras a ser a única operadora da exploração do pré-sal no regime de partilha. Já nas mãos de Michel Temer para sanção, representantes e investidores ligados à Shell se reuniram com o peemedebista para apresentar detalhes dos US$ 10 bilhões que serão investidos na exploração de petróleo.
 
A postos da aprovação com a grande base aliada de Michel Temer no Congresso, os executivos da Royal Dutch Shell, juntamente com todo o lobby de interesses de multinacionais e empresas estrangeiras na exploração da camada de petróleo encontrada no Brasil, não perderam tempo.
 
O CEO da Shell, Ben Van Beurden, já fazia o meio de campo com o presidente brasileiro, ainda em setembro deste ano. Afirmava a Temer o que o peemedebista queria ouvir: “o Brasil é um lugar seguro para investir”. Mas o interesse da multinacional estava mesmo na aprovação do projeto pela Câmara e Senado e sanção presidencial.
 
“A gente veio [ao Palácio do Planalto] falar com o presidente Temer sobre a confiança que temos no país e conversar sobre alguns pontos que a gente acredita que podem ser aperfeiçoados”, havia dito Ben van Beurden em setembro.
 
Agora, o presidente da Shell mundial esteve novamente no gabinete de Temer, para anunciar as quantias garantidas de investimentos pela empresa: US$ 10 bilhões ao longo dos próximos quatro anos.
 
“Ao mesmo tempo olharemos novas oportunidades, como os leilões do ano que vem e novos leilões do Pré-Sal, que possam vir a partir de 2018. Havendo oportunidades, olharemos a possibilidade de ampliar nossos investimentos”, disse, após sair do encontro.
 
Para ele, o marco aprovado pelo Congresso é o “movimento certo” para abrir oportunidades e condições para novos investimentos estrangeiros no mercado brasileiro. “Isso torna o mercado ainda mais atraente para a Shell, porque nós não queremos apenas ser parceiros estratégicos da Petrobras como operador. Queremos também operar no Brasil, tendo a Petrobras como parceiro estratégico. Olharemos com interesse renovado as novas oportunidades que vão surgir a partir do marco regulatório, porque ainda há espaço para mais”, disse.
 
 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora