29 de junho de 2026

Investimentos do pré-sal resistem a preços mais baixos

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Jornal GGN – “Não tem nenhum projeto do pré-sal que eu conheço que não resista a 72 dólares… ou que não resista a 60 dólares”, disse a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard. E a Petrobras ainda pode lucrar se os preços caírem mais.

Sugerido por Pedro Penido dos Anjos

Da Reuters

Projetos do pré-sal resistem a quedas maiores de preços do petróleo, diz ANP

RIO DE JANEIRO – Os projetos do pré-sal do Brasil, que em geral demandam grandes investimentos para extrair o petróleo de áreas bastante profundas, resistem a preços mais baixos que os atuais sem serem inviabilizados, afirmou nesta sexta-feira a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Não tem nenhum projeto do pré-sal que eu conheço que não resista a 72 dólares… ou que não resista a 60 dólares. Pode cair, ainda tem um bom espaço para cair”, afirmou Magda Chambriard em entrevista a jornalistas, após evento no Rio de Janeiro.

O petróleo tipo Brent, referência no plano de investimento da Petrobras, fechou nesta sexta-feira a 70,15 dólares o barril, com queda de 3,35 por cento.

Já o petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, fechou 66,15 dólares o barril, com queda de 10,23 por cento, ainda repercutindo a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de não cortar produção na véspera..

A Petrobras, que domina a produção no pré-sal, ainda pode lucrar se os preços caírem mais.

No ano passado, a estatal afirmou que poderia ganhar dinheiro com seus campos em águas ultra-profundas do pré-sal mesmo se Brent caísse para 40 dólares a 45 dólares por barril.

Já houve precedentes de tais colapsos. O petróleo Brent caiu para cerca de 36 dólares por barril no final de 2008, durante a crise financeira global.

SHELL DO BRASIL PREPARADA

A diretora-geral também defendeu a resistência de projetos fora do pré-sal.

“Ainda temos projetos muito robustos, porque o ganho de escala é imenso”, afirmou. “Ainda temos um pulmão bem grande.”

Uma das maiores produtoras privadas de petróleo no Brasil, a angloholandesa Shell, também está preparada para enfrentar diferentes cenários no Brasil, segundo explicou o presidente no país, André Araújo.

“A Shell normalmente é bem conservadora na hora de fazer a avaliação de seus projetos, e a gente coloca o custo de barril de uma forma conservadora… nós estamos tranquilos”, afirmou Araújo.

De acordo com o executivo, a angloholandesa sempre trabalha com a perspectiva de que o preço do petróleo é volátil e que os projetos têm vida muito longa e precisa resistir.

Araújo evitou fazer previsões sobre como a empresa espera que os preços se comportem.

“Eu acho que o mundo hoje é mais volátil, acho que viver hoje dentro de volatilidade é uma questão de sobrevivência e acho que é muito difícil falar hoje sobre tendência. Eu não tenho ainda o que falar, está todo mundo tentando entender em que direção vai”, afirmou o presidente da Shell.

(Por Marta Nogueira)

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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14 Comentários
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  1. CELSO ORRICO

    30 de novembro de 2014 1:02 pm

    André Araújo?

    sera o mesmo daqui do blog que comenta como Motta Araújo? se for dá pra entender a sua defesa encarniçada do grande capital..

    1. Frederico69

      30 de novembro de 2014 1:51 pm

      NA MOSCA

      é o próprio!!!

      1. CELSO ORRICO

        30 de novembro de 2014 2:06 pm

        ah bom..

        agora dá para entender seus argumentos em favor do Capital..é bom que eles esteja aqui, faz um contraponto de nível qualificado e conta umas histórias interessantes sobre a  “aristocracia” na maioira das vezes decadente.

        1. XZ

          30 de novembro de 2014 4:48 pm

          Não entendi… nenhum outro

          Não entendi… nenhum outro André Araújo pode defender o capital? Só se for presidente da Shell? Tá parecendo aqueles do interior que, quando visitam outra cidade e vêem um carro igua ao que tem na sua, logo dizem: “olha, é o carro do fulano”. Mas confesso que também fiquei curioso. 

    2. Lionel Rupaud

      30 de novembro de 2014 2:21 pm

      Não é não!

      homónimo!

  2. drigoeira

    30 de novembro de 2014 2:56 pm

    Quando a Petrobrás vai falir…

    NUNCA!!!

  3. altamiro souza

    30 de novembro de 2014 3:10 pm

    resistir é preciso.
    viver não

    resistir é preciso.

    viver não é preciso

    (exato).

    herético heteronomo de fernando pessoa analisando

    os investimentos no setor.

    ou: investir vale a pena se alma não é pequena.

    ou pessoa se revira no túmulo e me manda catar coquinhos….  

    1. altamiro souza

      1 de dezembro de 2014 1:57 am

      quis dizer heteronimos…

      quis dizer heteronimos…

  4. De Bonis Cruz

    30 de novembro de 2014 3:10 pm

    Forçar ao limite

    Quando tenho MUITO dinheiro e quero o que o outro possui o que faço? Se há resistências, sobrevivencia a pressões, o que faço? Desvalorizo o produto ao máximo, mesmo tendo algum prejuízo, levando ao limite a resistência, até a derrota. Os atuais “donos do mundo” sabem que a energia é poder. Todos necessitam do petróleo para sobreviver. Ele está em tudo no mundo atual, em todas as coisas. O Pré-sal é invejado e desejado pelos “civilizados” do norte. EUA, Europa, Japão, fomentam guerras de conquista, ditaduras, golpes, para conquistar reservas petrolíferas. O Brasil possui um imenso campo de petróleo. Até agora apenas arranhado. Há inveja e vontade de conquista. É apenas isso. Li que o custo da Petrobras é 14 dolares o barril extraido no pré-sal. A OPEP e seus impostores levariam o barril lá produzido a esse patamar? Duvido. Quebrariam, suas ditaduras desmoronariam.

    1. Motta Araujo

      30 de novembro de 2014 5:43 pm

      1. O petroleo é abundante no

      1. O petroleo é abundante no mundo, a oferta subiu e o preço caiu de 142 para 70 dolares o barril. NÃO HÁ ESCASSEZ DE PETROLOE, AO CONTRARIO HÁ EXCESSO DE OFERTA, os EUA precisam cada vez menos de petroleo importado.

      2.O pre-sal é uma campo MEDIO, 15 bilhões de barris é MEDIO, não é uma grande reserva. Não adianta vir com fantasias de que tem 40 ou 90 bilhões, 15 bilhões  é o NUMERO OFICIAL que está no site da Petrobrás e está em todos os rankings

      internacionalmente aceitos, da Agencia Internacional de Energia e Energy Information Aency do Departamento de Energia dos EUA.

      3.A produção do pre-sal, 500 mil barris/dia  é pequena, não tem peso na geopolitica do petroleo. O custo de produção é altissimo, o investimento é gigantesco, o modelo da Petrobras, mudado por pressão ideologica, é PESSIMO,o modelo de  partilha joga todo risco na Petrobras, só para dizer, “”é nosso, olha nois aqui””.

      Então, MENOS, MENOS, recalibre a fantasia.

      1. Cleber_rei

        30 de novembro de 2014 11:11 pm

        Não é bem assim

        500.000 não é nada?

        A OPEP ia votar a redução na produção de 1.000.000 pra fazer o preço subir.

        500 mil não é pouca coisa.

        Pense nos imóveis… os caras negociam nem 10% do que existe em imóveis, e o preço de ‘todos” eles muda.

        Ou então na bolsa, 1% das ações determinam o preço (ainda que momentâneo e não real) dos outros 99%.

      2. rdmaestri

        1 de dezembro de 2014 2:47 am

        Da onde tiraste isto?

        Seu Motta, de novo achômetro!

        O petróleo convencional está no limite da produção, a Arábia Saudita está se metendo de pato a ganso simplesmente para apoiar a pressão contra o Irã, Rússia e Venezuela, que tem petróleo o gás mas precisam de caixa.

        Este aperto que estão dando nos países acima vai levar a indústria do “shale oil” a começar a não perfurar mais poços, fazendo cair a produção norte-americana e falindo as médias e pequenas empresas de petróleo em detrimento das grandes.

        O que o pessoal está dizendo que é abundante é o petróleo não convencional, mas sua capacidade de produção depende de um petróleo acima de US$75 o barril.

         

  5. nosde

    30 de novembro de 2014 11:34 pm

    Dos Araujo, ainda fico com o

    Dos Araujo, ainda fico com o da Tabajara, o Severino . . . . .

  6. Wendel

    30 de novembro de 2014 11:37 pm

    Aos impostores !!!!!!!!!!!!!!!!!

    Aos impostores para fazerem o contraponto, se puderem !!!!!!!!!!!

    Enquanto alguns países aumentam suas descobertas e sua produção, outros ……………

     

    Os 15 países com as maiores reservas de petróleo do mundo

     
     
      A descoberta de óleo de boa qualidade no prospecto de Carcará pode se transformar em um dos maiores achados do pré-sal brasileiro, ao lado de campos como Lula e Guará, segundo informou a Petrobras.
    Levando em conta as estimativas conservadoras, que apontam que o pré-sal da bacia de Santos possui reservas da ordem de 60 bilhões de barris de petróleo, o Brasil tem chances de entrar para a lista das dez potências petrólíferas até 2030.
    Atualmente, as reservas brasileiras de petróleo ocupam a décima quarta colocação no ranking, de acordo com o relatório estatístico anual da energia mundial, preparado pela companhia de gás e petróleo BP.
    Veja abaixo o ranking dos 15 países com as maiores reservas de petróleo: Refinaria Venezuela1º – Venezuela Participação mundial: 17,9%Reservas provadas em 2011: 296,5 bilhões de barris Reservas provadas em 1991: 62,6 bilhões de barris Crescimento em 20 anos: 373% Bandeira da Arábia Saudita2º – Arábia Saudita Participação mundial: 16,1%Reservas provadas em 2011: 265,4 bilhões de barrisReservas provadas em 1991: 260,9 bilhões de barrisCrescimento em 20 anos: 1,7% Toronto3º  –  Canadá Participação mundial: 10,6%Reservas provadas em 2011: 175,2 bilhões de barrisReservas provadas em 1991: 40,1 bilhões de barrisCrescimento em 20 anos: 337% Campo de petróleo no Irã 4 º –  Irã Participação mundial: 9,1%Reservas provadas em 2011: 151,2 bilhões de barrisReservas provadas em 2001: 92,9 bilhões de barrisCrescimento em 20 anos: 62,8% 5 - Iraque5 º –  Iraque Participação mundial: 8,7%Reservas provadas em 2011: 143,1 bilhões de barrisReservas provadas em 1991: 100 bilhões de barrisCrescimento em 20 anos: 43,1% Comboio militar americano na fronteira entre o Iraque e o Kuwait6° – Kuwait Participação mundial: 6,1%Reservas provadas em 2011: 101,5 bilhões de barrisReservas provadas em 1991: 96,5 bilhões de barrisCrescimento em 20 anos: 5,2%7 - Emirados Árabes Unidos 7º – Emirados Árabes Unidos Participação mundial: 5,9%Reservas provadas em 2011: 97,8 bilhões de barrisReservas provadas em 1991: 98,1 bilhões de barrisQueda em 20 anos: 0,3 %Refinaria na Rússia8º – Rússia Participação mundial: 5,3%Reservas provadas em 2011: 88,2 bilhões de barrisReservas provadas em 1991: não informadoReservas provadas em 2001: 73 bilhões de barrisSilhueta de armamento usado por rebeldes na Líbia; ao fundo, uma refinaria9º – Líbia Participação mundial: 2,9%Reservas provadas em 2011: 47,1 bilhões de barrisReservas provadas em 1991: 22,8 bilhões de barrisCrescimento em 20 anos: 106,6% Campo petrolífero do Delta do Níger, na Nigéria10º – Nigéria Participação mundial: 2,3%Reservas provadas em 2011: 37,2 bilhões de barrisReservas provadas em 1991: 20 bilhões de barrisCrescimento em 20 anos: 86%Refinaria de petróleo nos EUA11º – Estados Unidos Participação mundial: 1,9%Reservas provadas em 2011: 30,9 bilhões de barrisReservas provadas em 1991: 32,1 bilhões de barrisQueda em 20 anos: 4%9 - Cazaquistão12º – Cazaquistão Participação mundial: 1,8%Reservas provadas em 2011: 30 bilhões de barrisReservas provadas em 1991: não informadoReservas provadas em 2001: 5,4 bilhões de barris Crescimento em 10 anos: 455% Doha, no Catar13º –  Catar Participação mundial: 1,5%Reservas provadas em 2011: 24,7 bilhões de barrisReservas provadas em 1991: 3 bilhões de barrisCrescimento em 20 anos: 723%Petróleo da Petrobras14º – Brasil Participação mundial: 0,9%Reservas provadas em 2011: 15,1 bilhões de barrisReservas provadas em 1991: 4,8 bilhões de barrisCrescimento em 20 anos: 214,6%Obra da petroleira Sinopec, na China15º –  China Participação mundial: 0,9%Reservas provadas em 2011: 14,7 bilhões de barrisReservas provadas em 1991: 15,5 bilhões de barrisQueda em 20 anos: 5,2%      Fonte: EXAME ()

     

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