Novos dados da Petrobras refletem otimismo na indústria

Plataforma para Exploração do Petróleo em Águas Profundas

Jornal GGN – “Os campos do pré-sal estão produzindo mais de 500.000 barris de petróleo por dia, cerca de três vezes mais que em 2012, e já representam perto de 25% da produção total da empresa, de dois milhões de barris por dia”, são as informações da Petrobras. O otimismo chega à indústria, com os novos dados da produção da estatal.
 
Enviado por Pedro Penido dos Anjos 
 
The Wall Street Journal se rende à Realidade do Petróleo no Brasil
 
Por Fernando Nogueira da Costa

Luciana Magalhães (WSJ, 08/08/14) lembra que, quando a Petrobras revelou a maior descoberta de reservas de petróleo da sua história, em 2007, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva brincou que a descoberta havia provado que Deus é brasileiro.

Novos dados de produção estão levando muitos na indústria a compartilhar esse otimismo. Segundo a Petrobras, os campos do pré-sal estão produzindo mais de 500.000 barris de petróleo por dia, cerca de três vezes mais que em 2012, e já representam perto de 25% da produção total da empresa, de dois milhões de barris por dia.

É um crescimento rápido para a Petrobras em uma das regiões petrolíferas mais desafiadoras do mundo. Os depósitos se encontram a cerca de 320 quilômetros longe da costa sudeste do Brasil, enterrados no solo oceânico sob uma grossa camada de sal, o que dá nome aos campos.

“Em termos de produtividade e da velocidade com que a Petrobras saiu de uma produção zero para 500.000 barris por dia é [algo] meio sem precedentes“, diz Ruaraidh Montgomery, analista da firma de pesquisa Wood Mackenzie.

Os ganhos de produção nos campos do pré-sal são extremamente necessários para compensar a queda de desempenho dos campos mais antigos da Petrobras. A produção total da empresa caiu de 1,98 milhão de barris equivalentes de petróleo por dia em 2012 para 1,93 milhão no ano passado. Em 2014, com o pré-sal, a produção total aumentou. Em junho, foi de 2,008 milhões de barris diários.

Com o pré-sal, o Brasil pretende ser um dos cinco principais produtores de petróleo do mundo até 2020, quando a produção deve chegar a quatro milhões de barris por dia. Mas, para atingir essa meta ambiciosa, a Petrobras terá que superar desafios financeiros, técnicos e políticos.

A lucratividade da empresa foi esmagada pelo governo brasileiro, que forçou a Petrobras a vender gasolina importada a um preço abaixo do custo para combater a inflação.

Ela também fez muitos empréstimos para financiar a exploração e o desenvolvimento dessas reservas, transformando-se na petrolífera mais endividada do mundo. A Petrobras estima gastar US$ 102 bilhões na região do pré-sal até 2018. E outras dezenas de bilhões de dólares serão necessários para sua exploração total.

O desafio é maior porque a Petrobras está praticamente sozinha nessa empreitada.

As duras regras de partilha de produção do governo brasileiro exigem que a Petrobras seja o único operador de todos os projetos do pré-sal, com uma participação mínima de 30%. Esses termos afastaram a maioria das grandes petrolíferas globais [privadas norte-americanas; as francesas e chinesas se associaram à Petrobras]. No primeiro — e até agora único — leilão de campos do pré-sal, houve apenas uma oferta, de um consórcio liderado pela própria Petrobras.

Os ganhos com o petróleo do pré-sal brasileiro estão indo de certa forma no caminho oposto ao dos gerados pelo boom do petróleo de xisto dos Estados Unidos. Nos EUA, a porta está aberta para todos. [?!] Os proprietários de terras aceitam receber royalties baixos, mas o resultado tem sido um aumento massivo na produção e na segurança energética americana.

Ainda assim, não há dúvida que a descoberta do pré-sal remodelou a indústria de petróleo do Brasil. Agora, mais plataformas de exploração em águas profundas, navios de abastecimento e unidades de armazenamento flutuantes estão operando no país que em qualquer outro lugar no mundo, de acordo com a firma IHS.

As duas principais bacias têm cerca de 50 bilhões de barris de petróleo recuperável. O maior campo atualmente em produção, o Lula, possui estimados oito bilhões de barris de petróleo — quase oito vezes mais que o maior campo do Golfo do México.

Para chegar ao petróleo, a Petrobras investiu bilhões de dólares em pesquisa, novas tecnologias de imagem em 3-D, uma frota marítima potente e helicópteros maiores para levar funcionários e equipamentos até os campos. Novas técnicas de perfuração foram necessárias para atingir as reservas, que podem estar a até 6.000 metros abaixo da superfície do oceano. Só a camada de sal, que muda constantemente, pode ter 2.000 metros de espessura.

Os buracos perfurados na camada de sal podem se fechar sozinhos, então um tipo especial de lama tem que ser usado para conservá-los abertos. O gás nos campos do pré-sal é muito corrosivo, o que torna necessário o uso de canos de aço especiais. “Ninguém no mundo produziu nessas condições”, diz Edmundo Marques, um ex-executivo da Petrobras que hoje é chefe de exploração da petrolífera Ouro Preto Oléo e Gás.

O próximo desafio da Petrobras está em seus antigos poços de petróleo, onde a produção está caindo rapidamente. No campo de Roncador, o maior produtor do país, a produção passou de 395.000 barris diários em 2010 para atuais 256.200 barris. Isso tem gerado mais pressão para a Petrobras continuar suas atividades nos campos do pré-sal para que a empresa atinja suas metas de produção.

“É uma corrida, já que os antigos gigantes estão em declínio”, diz Bob Fryklund, diretor de estratégias de exploração e produção de petróleo da IHS.

“A Petrobras trabalha constantemente para compensar o declínio natural na produção de seus campos antigos“, disse uma porta-voz da Petrobras em uma nota. “A companhia está investindo muito em novos projetos e iniciando a operação de um grande número de sistemas de produção nas [áreas] do pré-sal e do pós-sal.”

Fernando Nogueira da Costa

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  1. Nossas encomendas movimentam a indústria brasileira

    Petrobras—Blog Fatos e Dados—24.Jun.2014

    Um exemplo da importância das nossas encomendas para movimentar a indústria instalada no país vem da indústria naval, que começou a ressurgir no Brasil com a criação do Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural), em 2003. Na época, essa área empregava cerca de 7.500 empregados, considerando os estaleiros em atividade no Brasil. Atualmente, já são 80 mil empregados, e há previsão de se chegar à marca dos 100 mil em 2017.

    Ao longo dos últimos dez anos, os fornecedores de bens e serviços desse segmento vêm ampliando a capacidade de atender as demandas do setor de forma competitiva, o que se traduz no aumento do conteúdo local do setor de Exploração e Produção de 49% em 2003 para 65% em 2012, segundo o indicador de conteúdo local do Prominp.

    Até 2020, prevemos a compra de 32 FPSOs (unidade que produz, armazena e transfere petróleo), 28 sondas de perfuração e 88 navios petroleiros. O conteúdo local nas sondas, a partir de 2016, ficará entre 55% e 65%. Em plataformas de produção, o conteúdo local, que era de 52% em 2003, chega a 65% na atualidade, uma demonstração da capacidade da indústria nacional de atender as nossas demandas. Há também os 146 barcos de apoio que serão construídos no Brasil até 2020, para atividades de lançamento de linhas rígidas, flexíveis e umbilicais destinadas a serviços de instalação offshore.

    Leia também:
     

    Estaleiro Inhaúma: retomada após 10 anos de inatividade

    Mais navios para o pré-sal

    Número de grandes estaleiros no Brasil passa de dois para dez em 11 anos

    Postado em: [Atividades]
    URL:
    http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/nossas-encomendas-movimentam-a

     

  2.  
    Acredito no coelhinho da

     

    Acredito no coelhinho da páscoa, no papai noel e que a Dilma será reeleita daqui um mês. Eu sou muito crédulo…

     

    A economia oficialmente entrou em recessão técnica, a inflação no topo superior do balanço da meta e a há ainda gente acreditando que a economia vai bem.

     

    Dilma entrará na história como uma versão feminina do Presidente Dutra, ninguém lembra ou sabe quem é a não ser pela rodovia que leva o seu nome.

     

    Dilma entregará uma herança maldita em 2015, ela conseguiu o improvável, ser pior do que FHC que conseguiu dois mandatos e ela nem isso.

    1. INFORMAÇÃO AINDA DE 2013

      Moreira, veja, encontrei rápido, uma síntese dos avanços e conquistas do governo Dilma, elencada em junho de 2013 por Marcos Doniseti, http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2013/06/avancos-e-conquistas-do-governo-dilma.html.

      Informe-se::

      “1) Geração de 4 milhões de empregos formais; 

      2) Redução do Desemprego para o menor nível da história: 4,6% em Dezembro de 2002, contra 10,5% em Dezembro de 2002; 

      3) Apoio à Democracia na América do Sul. Ex: suspendendo o Paraguai golpista do Mercosul e da Unasul; 

      4) Redução da taxa Selic para o menor nível da história (8% nominais e 1,5% reais em Junho de 2013); 

      5) Aumento dos recursos investidos na Agricultura Familiar e no Bolsa Família; 

      6) Continuidade do ProUni, que já beneficiou mais de 1,2 milhão de estudantes carentes; 

      7) Continuidade da política de redução do desmatamento na Amazônia, que já caiu em 84% desde 2004.

      8) Continuidade da política de reajuste da tabela do IR, em 4,5% ao ano, beneficiando a classe média e os trabalhadores melhor remunerados; 

      9) Redução da Dívida Pública para o menor patamar em 15 anos, estando em cerca de 35,5% do PIB atualmente; 

      10) Manutenção da estabilidade econômica, com inflação média em 6% ao ano, a mesma desde 2005; 

      11) Continuidade da política de aumentos reais para o Salário Mínimo, que já atingiu o seu maior poder de compra desde 1979; 

      12) Aumento de tarifas de importação para proteger a indústria nacional; 

      13) Isenção de IR para trabalhadores que recebem até R$ 6 mil de PLR (Participação nos Lucros e Resultados); 

      14) Desoneração da folha de pagamento e reduções de impostos para inúmeros setores produtivos da economia; 

      15) Redução das tarifas de energia em 15%, em média; 

      16) Redução a zero da PIS e Cofins cobradas sobre a Cesta Básica; 

      17) Redução da TJLP para 5% ao ano. Ela é cobrada pelo BNDES em seus financiamentos para o setor produtivo; 

      18) Manutenção de Política Externa Altiva e Soberana, que sustenta governos progressistas em toda a América Latina; 

      19) Continuidade do Minha Casa, Minha Vida, que já beneficiou mais de 1 milhão de famílias; 

      20) Redução para Zero da PIS e Cofins cobradas sobre transportes coletivos urbanos; 

      21) Maior safra de grãos da história do Brasil, de cerca de 185 milhões de toneladas, em 2013;

      22) Redução dos juros dos bancos públicos (da CEF e BB em especial), que ganharam mercado dos bancos privados, aumentando para quase 49% a participação estatal na oferta de crédito para a economia;

      23) Aprovação da PEC das domésticas, beneficiando 7,2 milhões de trabalhadoras (es);

      24) Adoção das cotas para ingresso nas Universidades e Institutos Federais.

      25) Importantes vitórias do Brasil na política externa, elegendo brasileiros para dirigirem a OMC e a FAO”. 
        

    2. Como assim?Quantos empregos

      Como assim?
      Quantos empregos Fernando Henrique criou em seus 8 anos de mandato?
      A Dilma mais de 4 milhões

      Quantas vezes Fernando Henrique ultrapassou o teto da meta inflacionária?
      Várias vezes, o governo Dilma nenhuma.

      Quantas vezes o governo Fernando Henrique recorreu ao FMI?

      Duas vezes, e o FMI ditava as regras da economia no Brasil.
      Com Dilma não recorremos ao FMI, melhor, criamos um banco em conjunto com os países integrantes do BRICS.

      Quantas obras estruturadoras o Fernando Henrique fez ou deu andamento no Brasil?

      Resposta, nenhuma.
      O governo Dilma duplicou milhares de kilômetros de estradas, deu continuidade às obras da transnordestina e da transposição, dentre diversas outras obras.

      Qual foi o investimento em energia do governo Fernando Henrique?

      Isso é simples de responder, racionamento em 2001, com o consumidor pagando a conta. Hoje no Brasil estão em construção 2 grandes hidrelétricas, e vários campos de energia eólica, que dará a segurança energética que o Brasil precisa.

      Tem mais, muito mais, mas não está no contexto.

    3. Caro Moreira, perguntei aos

      Caro Moreira, perguntei aos meus botões coisas sobre você, tipo ” deve ter vinte e poucos anos?”…”e não sabe pesquisar e usar a internet …?”,  e…”não sabe o que é contexto…?” e “…deve ser paulista… (depois que li num jornal daqui que “o eleitor paulista prefere Marina (não consegue nem fundar um partido com a ajuda dos outros, e tc…), Alkimin (educação sucateada, e etc…)  e Serra (trens superfaturados, e etc…)…?”…Tipo assim, meu querido, fiquei curioso, sabe?, de entender como se jogam palavras ao vento digital e as mesmas, tais como grãos de areia, cegam os perdidos no deserto das idéias… 

  3. Pré-sal tem os poços mais produtivos do país

    Petrobras—Blog Fatos e Dados—29.Ago.2014

    FPSO-sao-paulo.jpg*Foto: Banco de Imagens Petrobras—-Postado em: [Atividades]

    Os poços de petróleo mais produtivos do Brasil estão no pré-sal. Localizado no campo de Sapinhoá, na Bacia de Santos, o melhor poço do país produz em média 34 mil barris por dia. O poço é um dos quatro interligados ao FPSO Cidade de São Paulo, que atingiu sua capacidade máxima de produção – 120 mil barris por dia – em julho, com apenas quatro poços. FPSO (Floating Production Storage Offloading Unit) é a sigla em inglês que identifica uma plataforma flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo.

    A superação das previsões iniciais também aconteceu com a plataforma Cidade de Angra dos Reis, no campo de Lula. Inicialmente, a previsão era de que ela atingisse sua capacidade, de 100 mil barris por dia, por meio de seis poços. Mas foram necessários apenas quatro, cada um produzindo cerca de 24 mil barris por dia, para chegar à marca.

    Na comparação com a produtividade de outras áreas similares no mundo, o pré-sal da Bacia de Santos, com média de 25 mil bpd, assume a liderança. No Mar do Norte, a média é 15 mil barris de petróleo por poço/dia e, no Golfo do México, são 10 mil barris de petróleo por poço/dia.

    Até o mês de julho de 2014, as áreas de pré-sal da Bacia de Santos contavam com 28 poços produtores, sendo 13 da Bacia de Santos e 15 da Bacia de Campos. Os bons resultados dos poços do pré-sal fizeram com que a região atingisse o recorde diário de 546 mil barris produzidos no dia 13 de julho. O número ultrapassou em 5% o recorde anterior de 24 de junho, quando a produção foi de 520 mil barris.

    As perspectivas para o pré-sal são de produção ainda maior nos próximos quatro anos. Até o final de 2018, devem ser instaladas 20 novas plataformas na região, sendo 19 na Bacia de Santos. Isso elevará a contribuição do pré-sal para 52% da nossa produção total. Das nossas reservas provadas no Brasil (16 bilhões de barris de óleo equivalente), 27% estão no pré-sal.

    Acesse nosso site e saiba mais sobre nossa produção no pré-sal

    Produção de petróleo brasileira é classificada como “excepcional”

    *Foto: Banco de Imagens Petrobras—-Postado em: [Atividades]

    URL:

    http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/pre-sal-tem-os-pocos-mais-produtivos-do-pais.htm

  4. O pré-sal e as contas externas

    O aumento da produção de petróleo e gás natural, combinado com construção de novas refinarias, além de eliminar a dependência do petróleo importado vai permitir um equilíbrio nas contas externas.

    Com o equilíbrio nas contas externas será possível avançar o atual processo de distribuição de renda,  baseado no fortalecimento no mercado interno e nos aumentos reais do Salário Mínimo.

    Sem o aumento da produção de petróleo e gás natural o Brasil precisará encontrar outra forma de equilibrar as contas externas, e o mais provável que isso ocorrerá com o enfraquecimento do mercado interno, a redução real dos salários, buscando transformar o Brasil em uma plataforma de exportações, para gerar um excedente exportável, reduzir as importações e equilibrar as contas externas.

    Precisamos lembrar que o inferno da recessão e do desemprego são as principais formas para reduzir o salário real e diminuir o consumo das famílias, praticas extremamente utilizadas nos governos anteriores desde do início  crise do petróleo.

     

  5. MARINA DESCONHECE TUDO

    A troco dos votos de usineiros, Marina descartou investimentos no pré-sal.

    É uma atitude que devemos todos refletir sobre ela, pois sem o pré sal, que não é, tão somente, um complemento a mais.

    Hoje, sem o pré-sal, teríamos uma produção diária de um milhão e quinhentos mil barris, de petróleo de baixa qualidade. O pré-sal representa, como bem informa o texto, 1/4 de nossa produção. Teremos graves problemas no futuro, caso esta pretendente ao Poder instale-se no Planalto.

    Não temos como melhorar bastante a extração de petróleo que não seja do pré-sal. 

    Quase todos os frequentadores deste blog sabem desta realidade.

    A Marina desconhece, porque, se soubesse, não iria jogar fora todo o sonho de nosso País, a troco dos votos dos usineiros, patrocinando os interesses deles, que, por sinal, estão praticando, atualmente, uma agricultura, que está destruindo todas as matas ciliares, as areas de preservação permanente e interferindo e muito na perenidade dos rios.

    É só vir aqui no interior e observar – vejam no Google – a destruição de todas as áreas verdes e do sistema de hídrico de recuperação dos córregos e rios paulistas. Vejam.

    Deixar o pré-sal, com o pretexto hilário de que o petróleo tem os dias contados no mundo, ou é ignorância demais ou fala mais alto os interesses políticos do que o melhor para o País. 

     

    1. Ninguem falou em parar o pre-sal

      Dude,

      A produção convencional da Petrobras está em 1,5 mi BPD e mais 500 mil estão saindo do pre-sal. A produção convencional vem diminuindo por razões naturais (exaustão) e por razões artificiais (represamento de preços). Esse 2º fator tem impedido investimentos e provocado rombos financeiros com a comercialização de petroleo importado. Esse é o drama atual da Petrobras pelo comprometimento forçado na questão do controle da inflação.

      O programa do PSB fala em “pre-sal para 2º plano”. Não significa abandonar essa fonte energética e financeira. Fala em redução das termoelétricas, energia eólica, nuclear, energia solar, paineis solares para cidades litorâneas, fortalecimento do etanol, etc. É uma visão alternativa cuja cogitação não pode ser descartada.

      O leilão do pre-sal já foi feito. A Petrobras (com mais 2 estrangeiras) têm contratos com a União. Ninguem falou em rompê-los. A ideia é manter o que já foi feito, buscar outras soluções e até retomar a expansão se necessário.

      Portanto, imaginar intenção de “abandono do pre-sal” é apenas precipitação de quem não analisou a proposta. E a tal Marina pode parecer meio estranha mas não seria burra a esse ponto. E ela tem uma assessoria inteligente. Não se apavore.

      1. Investimentos em outras fontes de energia

        Pereira,

        Há muito investimento do Brasil em outras fontes de energia, v. gratia, o ano vindouro o País irá investir 14 bilhões de reais em energia eólica. O plano é tê-la com significado de 10% da energia que o Brasil necessita daqui há dez anos.

        Dilma nunca deixou de investir sobre as demais fontes de energia. Agora, deixar o pré-sal em segundo plano é absurdo, pois ele irá repor futuramente as reservas de petróleo convencional e não temos saída. Ainda será, por muito tempo, a energia que tocará o planeta.

        A Europa – você deve saber – está se preparando para iniciar no ano que vem em um esforço maiúsculo para explorar outras fontes de energias. Também sou ambientalista e tenho feito a minha lição de casa, como manter um quinta grande, sem pavimentação, com árvores,flores, plantas, pássaros, etc.preocupado que estou com a percolação que a agricultura predadora e as grandes metrópoles pavimentadas estão impedindo de serem realizadas – o resultado estamos colhendo, ou seja, a perenidade dos rios correm grande perigo.

        Agora, não é deixando o pré-sal de lado que iremos resolver os problemas do meio ambiente.  Esta conversa cheira entrega da Petrobrás ao exterior, como era o plano de nossos liberais sem sentimento patriótico. Não podemos vender os bens soberanos  de nosso País.

        Se Marina for eleita, peço para aquela Divina Providência que a salvou no desastre aéreo, que a ilumine para que não seja influenciada por forças que não estão nem aí para os interesses do povo, mas apenas para seus interesses pessoais e privados.

      2. Puxa, mas era legal ela

        Puxa, mas era legal ela esclarecer isso, então. Pq, realmente, está espalhando o pânico. Assim como com relação as relações de trabalho. Uma coisa é fazer discurso vazio para estudantes ou ficar batendo boca com pastores outra é colocar em xeque a vida do trabalhador. Espero que os jornalistas possam esclarecer esses aspectos, antes das eleições. Eu, entendi da mesma maneira que os demais comentaristas. Como a Petrobrás já é motivo de trauma para todos os brasileiros que viveram as privatizações e a Petrobrás, se salvou por muito pouco; era bom esclarecer.

    2. Ainda no 1° governo Lula, qdo

      Ainda no 1° governo Lula, qdo todos aqui estavam eufóricos com as notícias do pré-sal, um comentário chamou minha atenção e nunca esqueci:

      : “Li, gostei, vou tratar de esquecer”.

       

       

       

  6. Setor de energia eólica vai investir R$ 15 bilhões em 2014

    31/08/2014 09p0—Rio de Janeiro—Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli
     

    Investimentos na matriz eólica contribui para a geração de energia limpa–Arquivo/Agência Brasil

    O setor de energia eólica vai investir neste ano cerca de R$ 15 bilhões e a perspectiva é manter este patamar de investimentos nos próximos anos, incluindo a participação nos leilões de energia promovidos pelo governo, de acordo com a presidenta da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), Elbia Melo.

    Em dez anos, a energia eólica deve corresponder a 11% da  matriz energética brasileira, segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

    Para Elbia, um dos maiores desafios do setor no Brasil é o desenvolvimento da cadeia produtiva para garantir o andamento dos projetos e manter o índice de nacionalização, critérios básicos para conseguir financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ela concorda com a exigência, mas lembrou que a cadeia produtiva tem que evoluir rapidamente para que os projetos possam entregar a energia contratada nos leilões.

    “É um desafio que chamamos de emergencial. Temos que vencer rapidamente. Ano passado nós vendemos 4,7 gigawatts (GW). Isso significa que temos que fabricar equipamentos. O adensamento da cadeia produtiva talvez hoje seja o ponto de maior atenção. Não entendemos como um ponto intransponível, mas como uma questão que temos que vencer, que discutir e trazer soluções de curto prazo para seguir na trajetória de consolidação que a indústria está indo de sustentabilidade de longo prazo  “, disse à Agência Brasil.

    O chefe do departamento da área de operações industriais do BNDES, Guilherme Tavares Gandra, explicou que o critério foi adotado em 2012 dentro da modelagem dos financiamentos para incentivar o desenvolvimento da cadeia produtiva nacional. “Desde o início da metodologia temos cerca de 22 novas unidades industriais e 15 expansões. Estamos falando aqui de 37 projetos de investimentos”, disse, destacando que os projetos não se concentram em apenas um tipo de segmento.”Tem investimento em fornecedores de pás, de torres. Houve uma abrangência em grupos de componentes que é muito interessante”. 

    Na avaliação de Elbia Melo, com a diversificação da matriz energética brasileira que já está acontecendo, no futuro, a tendência é a redução da participação das hidrelétricas e de aumento das fontes renováveis. “Nesse processo a energia eólica é a atriz principal. Ela vai ser rapidamente a segunda fonte a participar da matriz. Do ponto de vista da oferta, nós não temos problema em termos de potencial. É essa a posição que o setor eólico está buscando garantir e nós temos todas as condições de fazer isso. O setor eólico está em um momento virtuoso e vai continuar nesta trajetória tendo em vista a base que a indústria construiu no Brasil”, explicou.

    Segundo a presidenta, um fator importante que será trabalhado neste momento é encaminhar ao governo o pedido de escalonar as entregas de energia do que foi vendido nos leilões. “Essa é uma demanda importante que a indústria vai levar para o governo. Não fica em um período único e as fábricas têm tempo de programar a sua produção”, esclareceu.

    O escalonamento, de acordo com ela, poderia favorecer também a solução de um outro gargalo do setor, que é a logística do transporte de equipamentos. A característica dos produtos é a grande dimensão e o peso, como as torres das turbinas de geração da energia eólica e rotores, entre outras peças.

    url:

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/pesquisa-e-inovacao/noticia/2014-08/setor-de-energia-eolica-vai-investir-r-15-bilhoes-em-2014

    1. PARABÉNS PELOS SEUS TEXTOS

      Roberto, seus textos, no momento são importantíssimos pois mostram que o governo está atento para o desenvolvimento de outras energia alternativas e limpas para o País, enfraquecendo os mais apressados dos ambientalistas que não estão bem informados dos trabalhos que o governo federal vem realizando neste sentido.

      Parabéns.

  7. Energia solar
    BNDES define condições de apoio a vencedores de leilão de energia solar e cria metodologia para fomentar conteúdo nacionalBNDES—12/08/2014Regras de nacionalização progressiva estimulam criação de uma cadeia produtiva de equipamentos fotovoltaicos no Brasil Empreendedores que utilizarem maior parcela de conteúdo nacional terão crédito mais barato

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) definiu as condições de apoio financeiro para os vencedores do primeiro leilão de geração de energia elétrica a partir de fonte solar realizado no Brasil, marcado para 31 de outubro.

    A entrada da fonte solar na matriz energética brasileira também abre caminho para o desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores locais de equipamentos, e o BNDES quer aproveitar a oportunidade para desenvolver essa indústria. Para isso, o Banco está divulgando a nova Metodologia de Credenciamento e Apuração de Conteúdo local de Módulos e Sistemas Fotovoltaicos.
    Poderão ser financiados pelo BNDES os projetos vencedores do leilão que incluam equipamentos produzidos no Brasil e cadastrados segundo a nova metodologia.

    A estratégia é semelhante à bem-sucedida política adotada pelo Banco no fomento à expansão de parques eólicos no País e à instalação, em território nacional, de indústrias fabricantes de aerogeradores e seus componentes. O objetivo do BNDES é contribuir para o desenvolvimento, no Brasil, de novas fontes alternativas de energia, ambientalmente sustentáveis, e de sua cadeia de fornecedores de equipamentos e tecnologia.

    As medidas aprovadas pela diretoria do BNDES determinam que só poderão ser apoiados pelo Banco projetos cujos módulos e sistemas fotovoltaicos estejam amparados na nova metodologia de credenciamento. Essa metodologia estabelece regras específicas para o credenciamento, na linha BNDES Finame, de equipamentos dotados de tecnologia fotovoltaica, com a exigência de nacionalização progressiva de componentes e processos específicos ao longo do período de implementação do plano.

    Os beneficiários do financiamento, vencedores do leilão de reserva 2014, poderão ser sociedades com sede e administração no País, de controle nacional ou estrangeiro, e pessoas jurídicas de direito público. Os empreendimentos poderão ser apoiados de forma direta (operação feita diretamente com o BNDES) e indireta (operação em que os recursos do BNDES são repassados por meio de instituição financeira credenciada).

    As linhas de financiamento utilizadas serão o BNDES Finem (linha tradicional de financiamento a investimentos, com custo financeiro de TJLP, atualmente em 5% ao ano) e o Fundo Clima (Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, que tem custo financeiro mais baixo, de 0,1% ao ano). 

    Além do custo financeiro, compõem o custo final para o tomador a remuneração básica do BNDES (1,0% ao ano), a taxa de risco de crédito (que varia de 0,4% a.a a 2,87% a.a, de acordo com o risco do crédito do cliente), taxa de intermediação financeira (0,5% a.a, exceto para micro, pequenas e médias empresas, que são isentas) e a remuneração do agente financeiro (em caso de operação indireta).

    O teto de utilização de recursos do Fundo Clima será de 15% do valor do módulo ou do sistema fotovoltaico. Para os recursos do Finem, o limite será de 65%. Em ambos os casos, quanto maior a quantidade de componentes fabricados ou processos produtivos realizados no Brasil, maior será a participação do BNDES no financiamento.

    Credenciamento – As novas regras de credenciamento e apuração de conteúdo local de módulos e sistemas fotovoltaicos definidas pelo BNDES adotam um conceito diferenciado do critério tradicional da Finame, inspirado na Metodologia de Credenciamento de Aerogeradores divulgada no final de 2012. 

    A metodologia deixa de considerar a apuração do índice de nacionalização, tradicionalmente calculado com base no peso e no valor do equipamento, como critério de credenciamento, e exige a nacionalização progressiva de componentes e processos específicos ao longo do período de implementação do plano.

    As novas regras inovam ao oferecer alternativas flexíveis de nacionalização, com uma relação mínima de componentes e processos produtivos exigidos para o credenciamento e manutenção no CFI (Credenciamento Informatizado de Fabricantes) do BNDES. Há também uma relação de itens eletivos, que incentivam e premiam o aumento do conteúdo nacional.

    Com a nova metodologia, a participação máxima do BNDES no apoio aos empreendimentos fotovoltaicos crescerá proporcionalmente ao número de processos industriais e componentes incorporados no País.

    Essa nova metodologia permitirá ao Brasil o desenvolvimento de uma cadeia industrial para fabricação de componentes fotovoltaicos, atualmente inexistente. Outros benefícios são o incentivo à fabricação de componentes e equipamentos de alto teor tecnológico no País e a atração de novos investimentos nacionais e estrangeiros em território brasileiro para o fornecimento de insumos e componentes em qualquer etapa do processo produtivo.

    Detalhes sobre as condições de financiamento aos vencedores do leilão estão disponíveis aqui.

    Também estão disponíveis as novas regras para o credenciamento dos equipamentos, que podem ser consultadas aqui.

    url:

    http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Sala_de_Imprensa/Noticias/2014/Energia/20140812_energiasolar.html

     

  8. acho que tá na hora de os

    acho que tá na hora de os petroleiros começarem a se preparar para entrar na campanha presidencial

    se quiserem batalhar para manter  tanta riqueza

    que os entreguistas de sempre querem

    entregar meio de bandeja para grandes interesses internacionais através das velhs manipulações e mistificações dfos tais consultores especializados consorciados com esse interesses intrernacionais instalados desde sempre no psdb e n]a grande mídia dita golpista e, agora,  por incrível que pareça, na ambientalista de fancaria .

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