No centro de diversas acusações, de esquema de fraudes bancárias em Goiás à relações com PCC, Pablo Marçal (PRTB) esteve no palco dos questionamentos dos jornalistas, no Roda Viva desta segunda-feira (02), onde adotou o seu já conhecido tom de ataques e tentativa de desqualificar os seus entrevistadores.
O objetivo, conforme o marketing político do candidato à Prefeitura de São Paulo já fez confirmar, era obter cortes e frases de impacto e “lacrar” na internet. E sobre as acusações que podem minar a sua disputa política, recuava e não respondia.
Ao ser questionado, por exemplo, do porque ter ao redor pessoas supostamente envolvidas em facções criminosas ou tráfico, Marçal respondeu até que a culpa seria do atual vice-presidente Geraldo Alckmin, que deveria ter acabado com o PCC e não o fez.
Em outras diversas perguntas, simplesmente fugia e falava sobre outro tema. Aproveitou para dar ênfase no que atrairia o reduto eleitoral bolsonarista, como as críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao bloqueio do X, de Elon Musk.
Nestes temas, contudo, evitor criticar diretamente Alexandre de Moraes, e reduziu o discurso à supostamente quebra da liberdade de expressão, comparando a derrubada do X com o bloqueio de suas redes sociais pela Justiça Eleitoral.
Ainda acenando para os bolsonaristas de São Paulo, Marçal disse que a rixa com o próprio ex-presidente não teria existido: “eu conversei com todos os cenários e não tem ninguém me atacando, porque estava tendo um prejuízo para a figura do Bolsonaro e do movimento de direita”.
Em determinado momento da entrevista, Marçal admitiu que lança falas polêmicas e conflitos somente como estratégia para gerar “cortes” e repercutir nas redes sociais.
Entre as estratégias de campanha, o candidato chegou a narrar que queria implementar “campeonatos de cortes” para premiar usuários que gerariam maior alcance com vídeos curtos sobre ele nas redes sociais, mas que não o fez.
Acompanhe o trecho a seguir:
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