Sugerido por Leo V
Do Terra
O grupo de advogados que defende manifestantes detidos durante protestos contra a Copa do Mundo em São Paulo declarou nesta quarta-feira ter sido alvo de ameaças após assumirem o caso de Fabrício Proteus, baleado por policiais militares após a manifestação do último sábado, dia 25.
De acordo com o grupo, o advogado Daniel Biral saía do hospital Santa Casa de Misericórdia na última segunda-feira, onde Fabrício está internado, quando foi abordado por uma pessoa armada em um veículo que ordenou que o grupo abandonasse o caso e também a atuação nas ruas junto aos manifestantes.
“Estou aqui como advogado para dizer que, sendo cerceado do meu direito como advogado de defender uma pessoa, está sendo ameaçada muito mais que a minha integridade. Está sendo ameaçada a democracia e o Estado Democrático de Direito”, declarou Biral a jornalistas.
O grupo e o advogado não quiseram comentar quem poderia estar por trás das ameaças, mas afirmam que a ameaça foi “específica a este caso (Fabrício Proteus)” e criticaram a postura das policias Militar e Civil no caso, que consideram ter despertado um “estranho interesse político”.
De acordo com eles, o depoimento de Fabrício, colhido ontem pela Polícia Civil, não tem valor jurídico, pois o jovem não estava em condições físicas e mentais de se apresentar em juízo.
“No momento em que o delegado colheu o depoimento, Fabrício tinha acabado de sair de um coma, internado na UTI, estava sob o efeito de morfina e o depoimento dele foi assinado com o dedão”, destacou o advogado Geraldo Santamaria.
Segundo Santamaria, os pais do garoto também foram impedidos de acompanhar o trabalho da Polícia Civil e, após o ocorrido, decidiram restituir o grupo de advogados ativistas como defensores do caso.
No entanto, o grupo conta que menos de 24 horas após a assinatura da procuração, a família de Fabrício ligou para o grupo para tirá-los do caso “sem maiores explicações”.
“Diante de todas as circunstâncias que vêm acontecendo, de ameaças e interesses políticos, eu não posso dizer nada declaradamente, mas existe algo estranho no caso”, afirmou o advogado Luis Guilherme Ferreira.
A manifestação do dia 25 de janeiro teve, além dos disparos contra Fabrício Proteus, outros 130 manifestantes detidos e dois jornalistas agredidos, entre eles o fotógrafo da Agência Efe, Sebastião Moreira, que chegou a ficar mais de uma hora sob o poder dos policiais mesmo após se identificar como profissional da imprensa.
Uma nova manifestação está marcada para o dia 22 de fevereiro.
FERNANDO FONSECA
30 de janeiro de 2014 10:35 amAcima da lei
Não é de hoje que as polícias estão acima da lei, seguiram o exemplo da justiça que também está acima da lei.
Tente processar alguém da polícia e/ou da justiça … tente despejar um mau pagador provindo destas instituições.
A lei no Brasil é só para alguns, o país virou um prisioneiro dos que servem e se servem do estado … quando deveriam servir (numa utopia) a população. O Brasil é uma utopia.
alexis
30 de janeiro de 2014 10:38 amAdvogados de manifestantes de prontidão?
Já existem? de forma preventiva?
O kit das manifestações parece completo, até com advogados e meninos com mochilas multi-uso, até com estilete (mas ele apenas tirou o estilete quando foi baleado, então o cara é santinho). Não cabe dúvida que existe aparelhagem por trás.
O FATO: “abordado por uma pessoa armada em um veículo que ordenou que o grupo abandonasse o caso e também a atuação nas ruas junto aos manifestantes.”
O POST: Advogados de manifestantes contra a copa são ameaçados de morte em São Paulo
Temos aqui uma bolinha de papel transformada em tijolo. Os carros de policia sempre tem dentro pessoas armadas, grande coisa.
Jorge Nogueira Rebolla
30 de janeiro de 2014 10:51 amO depoimento do Proteus…
…foi confirmado por várias testemunhas: Posídon, Orfeu, Hércules, Hera e muitos outros…
No momento da ameaça os advogados estavam acompanhados pelo Coelhinho da Páscoa, Saci Pererê e Curupira.
São tantas as confirmações que até mesmo mulas sem cabeças podem acreditar… as com cabeça já acham que é verdade…
Fábio de Oliveira Ribeiro
30 de janeiro de 2014 10:54 amNão apoio as manifestações
Não apoio as manifestações contra a Copa do Mundo e não participarei delas. Mas sou advogado e acredito na utilidade pública das liberdades políticas prescritas na CF/88. Portanto, defendo a liberdade de consciência e de manifestação daqueles que discordam da minha opinião. Sobretudo, fico bastante preocupado ao ver advogados serem constrangidos, ameaçados e impedidos de cuidar dos interesses de seus clientes, pois não há devido processo legal sem garantia de defesa e assistência por um profissional do direito. O Estado deve proteger a integridade destes advogados e a OAB tem obrigação legal de garantir as prerrogativas profissionais deles, fazendo os criminosos que os ameaçaram responder pelo crime de ameaça que cometeram.
José Ruggeri Filho
30 de janeiro de 2014 11:00 amUé! Quem planta colhe. Eu
Ué! Quem planta colhe. Eu quero a Copa 2014! Haja pikantragens demais, aguenta!
Zanchetta
30 de janeiro de 2014 11:02 am“No entanto, o grupo conta
“No entanto, o grupo conta que menos de 24 horas após a assinatura da procuração, a família de Fabrício ligou para o grupo para tirá-los do caso “sem maiores explicações””
A FAMÍLIA simplesmente se tocou que o garoto se meteu numa furada e que os advogados estavam pouco se lixando pra ele, mas trabalhavam para a CAUSA…
E a gente ainda dá bola para essa bobagens…
-Charlie-
30 de janeiro de 2014 11:11 amMeu pai é cirurgião, por isso
Meu pai é cirurgião, por isso anda com um bisturi no bolso.
Meu tio é dono de pedreira, por isso anda com dinamite no bolso.
Meu irmão é atirador de facas no circo, por isso anda com um punhal no bolso.
Todos eles estão exercendo o legítimo direito deles de protestarem contra a copa. Podem quebrar vitrines, fechar ruas, tocar fogo em fuscas.
Se um policial tentar impedir, podem correr, derrubar o policial no chão, sacar o bisturi, o punhal e a dinamite em atitude ameaçadora ao policial.
Sempre haverá um monte de idiotas e de advogados espertalhões loucos para defendê-los.
Rodrigo C Moreira
30 de janeiro de 2014 12:15 pmA cada dia que passa aumenta
A cada dia que passa aumenta meu asco pelos comentários dos leitores deste blog.
Com todo o respeito, de progressistas vocês nao tem nada.
Batem no peito para posar de protetores dos pobres e etc. mas são mesmo é um bando de autoritários e hipócritas.
Como podem achar correto advogados serem ameaçados de morte por defenderem um manifestante?
Quer dizer que só há indignação pelo cerceamento no caso do Mensalão?
Isso me faz lembrar da discussão sobre a “indignação seletiva” levantada pelo Gunter na semana passada.
Os “progressistas” do blog se tornaram conservadores da pior espécie, chegando ao ponto de apoiar ameaças de morte por parte da polícia apenas para que o circo do PT nao seja afetado na Copa.
Mas nao tem problema. Vocês vão cair. Vocês vão ser postos no lugar de vocês: o passado.
A ver.
alexis
30 de janeiro de 2014 12:59 pmO compromisso é com a verdade
Não é correto ninguém ameaçar de morte a outro. Como também não é correto faltar à verdade. O Serra falou que a bolinha de papel na cabeça pesava mais de 2 Kg. Militantes histéricos reclamaram do assassinato de rapaz Gay que, em verdade, suicidou-se.
Avalie as coisas antes de comentar, sem precipitações. No caso aqui avaliado, o título do post não reflete nem sequer o comentário do advogado supostamente ameaçado.
Sergio Saraiva
30 de janeiro de 2014 1:02 pmAlka-Seltzer
Não, Rodrigo, leia o texto.
Os “advogados ativistas” dizem que foram ameaçados.
Rodrigo C Moreira
30 de janeiro de 2014 3:19 pmLeia os comentários,
Leia os comentários, Segio.
Depois faça o seguinte exercício: troque “advogados ativistas” por “advogados dos réus na AP 470”.
Feito isso, me diga se a reação seria a mesma.
abs,
R
Leo V
30 de janeiro de 2014 2:18 pmAssino embaxo seu comentário
Assino embaxo seu comentário Rodrigo.
Essa gente é tão doente quanto os comentaristas da Folha, dos tais ‘blogs de esgoto’ etc. Só muda o time para o qual torcem.
Se dependesse dessa gente estaríamos na Idade Média ainda. Não chegeram ainda sequer no Iluminismo.
Almeida
30 de janeiro de 2014 6:52 pmÉ a “esquerda” que a direita gosta.
Também assino embaixo, Leo. Está se cumprindo a qualificação dada ao PT por Brizola. Esses militansos (militantes tansos), os idiotizados por fanatismo e os que agem por cretinismo venal na defesa de uma boquinha governamental, não se rendem simplesmente ao pragmatismo das alianças que o PT faz para se perpetuar no poder: eles assumem as ideologias de seus aliados.
Se a aliança for com o pentecostalismo fundamentalista, de olho nas legendas de aluguel “evangélicas”, nas suas rádios conquistadas bajulando, desde a ditadura, os poderosos, nos votinhos no Congresso e no tempo de campanha eleitoral adicionado, pronto, no dia seguinte, a comunidade LGBT passa a ser tratada por esse pessoal como LGBTalebã, gayzistas e outros tratamentos oriundos da direita reacionária para o pessoal LGBT; eles repetem feitos papagaios e amplificam o discurso da direita, e assim, ambientalista vira ecochato; manifestante de rua, coxinhas e vândalos; índios, quilombolas e caboclos ribeirinhos são inimigos do “progresso”, que eles entendem ser o projeto colonial desenvolvimentista, a mesma concepção da ditadura militar que herdaram dos seus novos aliados do PP e de oligarcas como Sarney.
Rodrigo usou na palavra certa, para designar o sentimento que a esquerda e os verdadeiros progressistas têm por essa turmal: asco; não de qualquer asco, mas daquele que dirigimos às tristes figuras dos traidores.
J Fernando
30 de janeiro de 2014 3:18 pmNão vi ninguém achando correto a ameaça
Como também não há nenhuma comprovação de que o advogado foi realmente ameaçado, é a palavra dele.
Quanto aos pais retirarem a procuração para o grupo de advogados, eu, como pai, ao saber que meu filho estaria envolvido com BLACK BLOCS, retiraria a procuração de imediato.
Quanto às atitudes da PM paulista, os comentaristas desse blog já cansaram de condenar, pois ela é considerada a mais violenta do país.
No entanto, os Black Blocs não são simples manifestantes. Utilizam paramento de guerrilha, cobrem o rosto, depedram patrimônio público, particular e partem para o confronto.
Ricardo Pereira
30 de janeiro de 2014 1:15 pmTomara que o alexis e o rebolla
nao tenham entreveros com a policia. Porque ahi vao saber o verdadeiro significado de uma ameaça de morte. O Fabio tem toda razao, com ameaças, nao existe estado democratico. O autoritarismo da policia submete a populaçao à uma sensaçao de desalento, porque nao se tem a quem recorrer. A violencia institucionalizada do Estado sobre a populaçao precisa ser contida pelas leis e as policias devem ser orientadas por normas que ao serem desrespeitadas impliquem na demissao e processo criminal. Nao dá pra contemporizar com isto.
alexis
30 de janeiro de 2014 1:49 pmAmeaça de morte? Onde?
Apenas no título do post.
Seja paciente e leia o texto completo.
Da minha parte, já estive preso e sofri ameaças também. Sou velho e experiente, não apenas nas coisas boas da vida.
Athos
30 de janeiro de 2014 5:59 pmEU não acredito nisso.
PONTO
EU não acredito nisso.
PONTO
claudio mesquita
30 de janeiro de 2014 6:30 pmParece que a mainestação
Parece que a mainestação conseguiu seu objetivo. No final o vilão da estória é a polícia. Não. eu não acho que a polícia pode sair atirando nas pessoas. Como também acho que pessoas por qual motivo for podem sair por aí depredando o que estiver pela frente e provocando intencionalmente o caos pela cidade, colocando a segurança da população em risco.
E o plano segue. Em toda manifestação aparecem os black bostas, atacam a polícia e saem correndo tocando o terror. Tem que produzir aquelas imagens de bombas e fumaça, se tiver alguém ferido melhor ainda., “o país está em chamas”, daqui a pouco gritarão os jornais. Os bb não podem ser presos e muito menos processados, são manifestantes e já levam os advogados a tiracolo.
Eu acho que a coisa vai piorar muito ainda e reprimir vandalismo e, porque não, eventualmente atos de terrorismo, será tratado como reprimir os movimentos sociais, Dilma tirana, como já li aqui. Os clichês já estão na praça. A bomba semiótica já está armada. Oh esquerdazinha essa.