As tentativas de parlamentares governistas de levar o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que vai investigar as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresas públicas e privadas podem ser frustradas. Ontem, após reportagem em que o Correio revelou a estratégia de deputados e senadores aliados para desgastar politicamente Gurgel, a poucos meses do julgamento do escândalo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) informou, por meio da assessoria, que existe um impedimento legal para que Gurgel deponha na comissão. Governistas, entretanto, vão insistir.
Parlamentares da base avisam que, caso Gurgel não aceite o convite, a convocação pode ser votada e aprovada na comissão, que tem ampla maioria governista. “O que incomoda a sociedade brasileira é por que o procurador não deu provimento às denúncias contidas na Operação Vegas? Ele deve uma explicação ao país por tê-las deixado dormitando por dois anos”, ataca o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).
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