18 de junho de 2026

Brasil se prepara para novo El Niño e amplia sistema de prevenção a desastres

Ministro Waldez Góes afirma que Brasil está em estado permanente de vigilância diante da previsão de intensificação do fenômeno no fim do ano
Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Governo brasileiro mantém vigilância permanente para El Niño previsto entre outubro e dezembro de 2024.
Sala de situação reúne 20 ministérios e órgãos para monitorar clima e antecipar respostas a desastres.
Plano Nacional de Defesa Civil foca em alerta precoce e participação da sociedade para reduzir riscos.

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Com a previsão de um novo episódio do El Niño para o segundo semestre deste ano, o governo federal afirma estar mobilizado para reduzir os impactos de eventos climáticos extremos em todo o território nacional.

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Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, nesta quinta-feira (18), o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que o Brasil está em “vigilância permanente” diante da expectativa de intensificação do fenômeno entre os meses de outubro e dezembro.

A estratégia envolve monitoramento permanente, integração entre órgãos federais e fortalecimento de mecanismos de prevenção, em uma tentativa de transformar a forma como o país lida com desastres naturais.

Segundo o ministro, desde maio o governo mantém uma sala de situação permanente que reúne representantes de 20 ministérios e órgãos especializados para acompanhar a evolução dos cenários climáticos e definir respostas antecipadas.

Participam do monitoramento instituições como a Defesa Civil Nacional, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A proposta é que os planos de contingência estejam preparados antes da chegada dos períodos mais críticos, permitindo uma resposta mais rápida diante de secas severas, incêndios florestais e cheias.

Durante a entrevista, Góes destacou que os eventos extremos registrados nos últimos anos demonstram a necessidade de uma mudança de paradigma nas políticas públicas de gestão de riscos. O ministro citou como exemplos as enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul entre 2023 e 2024 e outros desastres recentes que desafiaram os sistemas tradicionais de previsão e resposta.

Segundo ele, as mudanças climáticas vêm aumentando tanto a frequência quanto a intensidade dos eventos extremos, exigindo que o poder público deixe de atuar apenas após a ocorrência das tragédias.

Essa mudança de enfoque está no centro do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil, que busca fortalecer uma chamada “cultura do risco” no país. O conceito envolve a preparação prévia de governos, comunidades e instituições para situações de emergência, reduzindo perdas humanas, sociais e econômicas.

Uma das principais ferramentas dessa estratégia é o sistema Defesa Civil Alerta, que envia avisos gratuitos à população em áreas com risco iminente de alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra, vendavais e outros eventos climáticos severos.

O objetivo é que os alertas sejam acompanhados de planos de contingência conhecidos pela população local, permitindo que moradores saibam como agir diante de uma emergência.

Para o ministro, a eficácia dos sistemas tecnológicos depende diretamente da participação da sociedade. Escolas, igrejas, empresas e organizações comunitárias são vistas como peças fundamentais para disseminar informações e preparar as comunidades para responder adequadamente aos alertas emitidos pelas autoridades.

Além da estrutura de monitoramento, o governo garante que haverá recursos humanos, orçamentários e financeiros para executar as ações necessárias. A expectativa é que o planejamento antecipado permita minimizar os impactos sobre a população, a infraestrutura urbana, a produção agrícola e os ecossistemas mais vulneráveis.

O El Niño é provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e costuma alterar significativamente os padrões climáticos globais. No Brasil, seus efeitos costumam ser distintos conforme a região: enquanto Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste enfrentam risco de estiagens prolongadas e aumento de incêndios florestais, Sul e Sudeste tendem a registrar chuvas acima da média, elevando a probabilidade de enchentes e deslizamentos.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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