3 de junho de 2026

Capilé e o salto de consciência no país

Do Zero Hora

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Idealizador do coletivo Fora do Eixo conversou com Zero Hora durante a tarde desta sexta-feira
 
Carlos André Moreira
 
Idealizador do coletivo Fora do Eixo, que deu origem também à Mídia Ninja, rede alternativa de jornalismo que se tornou referência ao longo dos protestos de junho passado, Pablo Capilé participou nesta sexta-feira de dois debates na programação do Conexões Globais. 
 
No primeiro, no início da tarde, discutiu sobre novas alternativas culturais em um evento que contou com a participação de nomes como o produtor musical Gustavo Anitelli, do Teatro Mágico, e o professor Teivo Teivanien, membro fundador do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial.
 
No fim da tarde, Capilé voltou a ao palco no abafado Teatro Bruno Kiefer para outro debate, que contou com a presença do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, sobre o futuro da democracia pós-manifestações de junho. Foi no primeiro desses encontros que Capilé anunciou pela primeira vez o próximo e ousado passo da rede Fora do Eixo: organizar a ocupação de uma área na Cinelândia, no Rio de Janeiro, e a instalação ali de uma “república”, uma zona autônoma de discussão de propostas sociais, com sua própria Constituinte, inclusive. No meio da tarde, no Café dos Cataventos, no térreo da Casa de Cultura Mario Quintana, Capilé conversou com Zero Hora e explicou como se dará a instalação dessa “república” no centro do Rio:

Zero Hora — Você anunciou aqui no Conexões Globais que este ano o Fora do Eixo estará envolvido na fundação de uma República da Cinelândia, um território autônomo. Como vai se dar esse processo? É uma ocupação?
Pablo Capilé —
 Na verdade a gente tem trabalhado para conectar movimentos que já desenvolvem uma vida comunitária há muito tempo. Indígenas, povos de terreiro, movimentos rurais e urbanos que têm trabalhado de forma comunitária e têm trabalhado para que essa comunidade consiga discutir com o resto da sociedade. Então a ideia é fazer uma ocupação com grupos e movimentos diversos, com transmissão ao vivo todos os dias, com shows, com constituinte própria, com conselhos… É criar um pequeno pedaço de um novo mundo possível.

ZH — Mas não como um conceito, e sim como experiência em um espaço físico?
Capilé —
 Em um espaço físico, no coração do Rio de Janeiro, que possa estabelecer diálogos com movimentos, com artistas, com jornalistas, com ativistas, não só de todo o Brasil, mas da América Latina e do mundo, em um ano fundamental para nós, que tem copa, tem eleições. Criar uma zona autônoma permanente que consiga o tempo inteiro fazer um diálogo com a cidade, que consiga ter esses ativistas ali reunidos para acumularem juntos novos repertórios e a partir dessa convivência conjunta fazer com que essas inteligências gerem novas alternativas para esse enfrentamento e para os debates que a gente vai ter que fazer em um ano tão singular quanto 2014.

ZH — Quando se fala em ocupação de uma área urbana, normalmente a reação do poder público se escora no uso da Justiça e da força policial para esvaziar essa ocupação. Mais de uma vez isso já redundou em conflitos físicos. Vocês estão levando em conta essa hipótese? Estão preparados para ela?
Capilé –
 Eu acho que são movimentos sólidos o suficiente para fazer o diálogo com a sociedade. Não precisamos do Estado para estar ali.

ZH — Sim, mas a pergunta é se vocês já imaginaram o que fazer na hipótese de uma reação intransigente do Estado, até com o uso da força.
Capilé —
 Eu acredito que o movimento vai estar sólido o suficiente para o Estado pensar muitas vezes se ele vai utilizar a força para tentar fazer aquele movimento sair dali. acho que vai haver uma correlação de esforços de pessoas, de intelectuais, de jornalistas, de artistas, de movimentos, de coletivos e de redes que são fortes o suficiente para demonstrar a seriedade do que está sendo construído e ao mesmo tempo deixar claro para o Estado que sem diálogo ele não entra. Não dá para o Estado jogar uma bomba, onde estão dezenas de movimentos, de pessoas organizadas e fazendo uma proposta que contempla um diálogo com a cidade, com a sociedade, em plena Copa do Mundo e em ano de eleição.

ZH — Você falou na Copa. Vocês pretendem fazer essa ocupação perto da Copa?
Capilé –
 Temos pensado ainda, dialogado com mais gente. Hoje foi a primeira vez que a gente falou publicamente a respeito disso, e isso é uma grande construção. Nos próximos dois meses e meio nós vamos estar sentando com o maior número possível de grupos e de movimentos, para sentir o que cada um pensa, para entender como que é, se é na Cinelândia, se é em outras praças ao mesmo tempo, se é no Brasil inteiro, se em alguns países da AL a gente já lança as ocupações em conjunto. A gente tem ainda uns dois meses e meio, mas entre abril e maio é a nossa data limite para que a República esteja de pé.

ZH — Um dos convidados deste Conexões Globais, Fabio Malini, comentou em uma entrevista recente que o período dos últimos meses, que alguns consideram de refluxo das manifestações de junho, na verdade estaria servindo para reconfigurar novas demandas e causas que devem explodir a partir dos próximos meses, como um aplicado de celular. Você concorda?
Capilé –
 Eu acho que não houve refluxo. Acho que rolou um salto quântico de consciência no Brasil. O Brasil mudou muito nos últimos sete meses. A juventude está mais consciente, os movimentos estão fortalecidos, as pautas estão muito mais claras para todo mundo que se envolveu nesse processo todo. O centro da coisa não era a continuidade de milhões de pessoas na rua, era a capacidade daquela grande jornada fortalecer quem estava na rua há 20, 30, 40 anos continuando as lutas que estavam fazendo. Acredito que ela foi um grande acelerador de partículas, e quem esteve aberto para dialogar com as jornadas conseguiu fortalecer aquilo que estava fazendo: os movimentos de direitos humanos, os movimentos ambientais, os movimentos de comunicação, as redes, os coletivos, as juventudes de partido, os partidos que conseguiram entender, refletir sobre aquilo e fazer autocrítica sobre as mensagens que estavam sendo ditas. Muita gente cresceu, as mídias alternativas, as próprias mídias tradicionais. Houve um grande embate de representatividade ali. Então tanto o Estado, os partidos, a imprensa, todo mundo ali teve que se ressignificar, e isso foi um grande salto de consciência.

 

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66 Comentários
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  1. Fernando J.

    27 de janeiro de 2014 6:21 pm

    Quando o Capilé diz coisas

    Quando o Capilé diz coisas como “Rolou um salto quântico de consciência no Brasil”, a Ivana Bentes revira os olhos e entra em Alfa. Capilé vai se autodeclarar primeiro-ministro e coroar a Ivana I, Imperatriz da República da Cinelândia. Isquindô, Isquindô! 

    PS.: Capilé é o ghost-writer da Marina Silva. Como disse o Kiko Nogueira (Diário do Mundo), se pegar o que ambos dizem e jogar no Google Tradutor o aplicativo não reconhece o idioma.  

  2. CELSO ORRICO

    27 de janeiro de 2014 6:28 pm

    é que ..

    é que sei lá entende? tudo muito lindo, tudo lindo e maravilhoso..

  3. peregrino

    27 de janeiro de 2014 6:38 pm

    já li duas vezes e, mas…

    vou tentar mais uma vez……………

     

    muito me atrai, em minhas partículas sonhadoras, essas jovens que surgem como surge um sabe-tudo

  4. peregrino

    27 de janeiro de 2014 6:45 pm

    sei lá, entende!? justifico

    vai que passem a exigir uma cúpula protetora com controle ambiental, mas de prástico e não de vrido, para preservar o núcleo perfeitamente isolado!?

  5. CELSO ORRICO

    27 de janeiro de 2014 6:54 pm

    e eu aqui..

    e eu aqui precisando tanto de uma salto quântico no meu “capilé”..melhor ler isso do que ser cego..

  6. morallis

    27 de janeiro de 2014 6:56 pm

    Rs…tem que se

    Rs…tem que se ressignificar! 

     

  7. Maria Rita

    27 de janeiro de 2014 7:01 pm

    É a velha história de querer

    É a velha história de querer agradar a gregos e baianos. Melhor ler o Pêndulo de Foucault do que ficar perdendo tempo com essa história do salto quântico da consciência. E o MPL que está dizendo que toda prisão é política? E alguém perguntou o estupro é  ato político? Sei não, acho que o MPL pode estar se transformando no movimento dos porra loucas brasileiros. Vale tudo contra tudo que está aí.  E não é, em absoluto, o vale quanto pesa, porque manifestos contra o escândalo do trensalão, never, ok?  Nem tocar fogo em carro importado, né?  Mas reclamaram que o PT e o MST não fizeram parte das manifestações. UÉ!? O povo que tentou participar com a bandeira do PT foi expulso!  Sabe? Beleza!?

  8. Cristiana Castro

    27 de janeiro de 2014 7:09 pm

    Putzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz!!!!!!

    Putzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Eu queria saber é pq tudo tem que ser aqui no Rio de Janeiro? Ivana Bentes e Giuseppe Cocco podiam assumir logo que querem mesmo é aparecer, né? Será que da Cinelândia vão continuar mandando msgs em vários idiomas pedindo ao mundo socorro para o Brasil?

    De resto é isso aqui:

    COMO FALAR MUITO SEM DIZER NADA 

     

    A tabela abaixo permite a composição de 10.827 sentenças: basta combinar, em seqüência, uma frase da primeira coluna, com uma da segunda, da terceira e da quarta (seguindo a mesma linha ou ‘pulando’ de uma linha para outra – mas respeitando: uma frase de cada coluna). 
    O resultado sempre será uma sentença correta, mas sem nenhum conteúdo. 
    Experimente na próxima reunião e impressione o seu chefe!!! 

    EMBROMATION PEDAGÓGICO

     

    Coluna 1

    Coluna 2

    Coluna 3

    Coluna 4

    Caros professores,

    a execução deste projeto

    nos obriga à análise

    das nossas opções de desenvolvimento futuro.

    Por outro lado,

    a complexidade dos estudos efetuados

    cumpre um papel essencial na formulação

    das nossas metas.

    Não podemos esquecer que

    a atual estrutura social

    auxilia a preparação e a estruturação

    das atitudes e das atribuições de nossos alunos

    Do mesmo modo,

    o novo modelo didático aqui preconizado

    contribui para a correta determinação

    da nova pedagogia.

    A prática mostra que

    o desenvolvimento de formas distintas de atuação

    assume importantes posições na definição

    das opções básicas para o sucesso do currículo.

    Nunca é demais insistir que

    a constante divulgação das informações

    facilita a definição

    do nosso sistema de formação de cidadãos.

    A experiência mostra que

    a consolidação das estruturas

    prejudica a percepção da importância

    das condições apropriadas para o ensino..

    É fundamental ressaltar que

    a análise dos diversos resultados

    oferece uma boa oportunidade de verificação

    dos índices pretendidos.

    O incentivo ao avanço tecnológico, assim como

    o início do programa de formação de atitudes

    acarreta um processo de reformulação

    das formas de ação..

    Assim mesmo,

    a expansão de nossa atividade

    exige precisão e definição

    dos conceitos de participação geral.

     

     

    1. Fernando J.

      27 de janeiro de 2014 7:16 pm

      Ivana vai transferir seu

      Ivana vai transferir seu gabinete da UFRJ para a Cinelândia. 

    2. peregrino

      27 de janeiro de 2014 7:26 pm

      valeu, Cristiana…

      de repente é daí mesmo que ele tira a certeza que mencionei………………

       

      é como alguém correr na linha do horizonte e ele afirmar categoricamente que a pessoa não saiu do lugar

      1. peregrino

        27 de janeiro de 2014 7:36 pm

        ihhh rapaz…

        até que dá pra encucar legal sobre essa linha do horizonte…………..

         

        sai do lugar ou não sai?

         

        depende! – grita lá do quarto quem virou dona encrenca novamente

        se você olhar dos estados unidos, sim! ela acrescenta e me deixa puto como antigamente

         

        como adoro ela de qualquer jeito, vou sair e convidá-la para um banho a dois com um no fundo

    3. Artaud

      27 de janeiro de 2014 8:30 pm

      Baguio é doido, Cristiana!

      Essa República da Cinelândia estava sendo planejada para São Paulo. Seria a República Livre do Anhangabaú, no centro de Sampã.  Um mega acampamento com legislação e “constituição” próprias.

      Aí o secretário de segurança pública do Auquimim mandou avisar que se botasse barraca no Anhangabaú, o couro iria comer.  Aí mudaram pro Rio.

      O movimento é Fora do Eixo Rio/São Paulo.  E eles não saem nem daqui nem daí.  Vai vendo

  9. Vitor Carvalho

    27 de janeiro de 2014 7:10 pm

    O Grande Lema desse povo so

    O Grande Lema desse povo so pode ser: a democracia sou eu! 

    Com que legitimidade um grupo de pessoas se aglomera no centro de uma cidade e se autodenomina de ‘Republica’, inclusive com a sua propria ‘constituinte’? 

    Creio que muita gente tem confundido que a revolucao digital tem o poder de transformar o debate da realidade da sociedade; mas a revolucao digital nao e a realidade social e ainda a forma como a sociedade se organiza. Esse e um exemplo classico, pois um grupo de pessoas se acha no direito de ocupar um espaco publico brasileiro e declarar aquele espaco como seu. Vejam que o que ele advoga e a privatizacao do espaco publico para o seu grupo, pois o publico e suas instituicoes nao sao legitimos o bastante para os debates ao seu ‘nivel intelectual’. 

    E ainda por cima se acha no direito de se colocar acima do estado, como se a garantia do espaco publico pudesse se estabelecer independentemente do estado, que dentro de nossa constituinte tem sua representividade como emergindo do povo. Quando um individuo ou movimento politico se coloca acima da constituicao democratica, pois acha que nao o representa e que ele esta acima desta constituicao, que ele va embora morar numa ilha desabitada ou no meio do oceano. Eu so faco uma pergunta ao Seu Capile: se vc abdica de nosso estado, de nossa constituinte, de nossa legitimidade, quem ira proteger e dar garantias ao seu movimento? quem ira fornecer uma base monetaria para que haja uma relacao de troca para atender as necessidades do seu movimento? 

    O que esse grupelho se acha no direito de fazer e de criar uma republica das bananas dentro do Brasil!

    1. Jussara Lourenço

      28 de janeiro de 2014 3:54 am

      É isso aí, Vitor. Vai ser

      É isso aí, Vitor. Vai ser contraditório lá numa ilha no meio do oceano. Pelo menos não faria tanta confusão. 

      O Obelix apontou bem uma fala sem sentido. Parece um amontoado de palavras “de vanguarda”, mas destituídas de conteúdo.

      Imagino muitos jovens que mal entendem os signficados dessas palavras isoladamente, devem entender quando são colocadas juntas. Daí, fica bem fácil manipular e fazer o que esses líderes sugerem. 

      Assim defino esse Capilé por tudo o que li dele e sobre ele: NÃO CONFIÁVEL!

  10. Lucas Gomes

    27 de janeiro de 2014 7:14 pm

    queimou-se feião em Sampa e

    queimou-se feião em Sampa e se mudaram para o Rio. Ironicamente se chamavam “Fora do Eixo” por estarem trabalhando fora do eixo Rio – SP. Tá parecendo até o PT, daqui a pouco lançam uma “carta aos brasileiros” e defendem que abrir as pernas para a FIFA é ser moderno e progressista.

  11. peregrino

    27 de janeiro de 2014 7:16 pm

    sempre fico curioso…

    pelo que pude entender como alternativa válida e possível, de onde será que ele tira a certeza de que estamos começando do zero?

     

    é um novo “lindo e maravilhoso” sem os entraves tradicionais ou sem a Globo?

  12. Francisco de Assis

    27 de janeiro de 2014 7:39 pm

    VAI QUE É TUA, OSMARINA!

    VAI QUE É TUA, OSMARINA!

    Pega uma vara ou vassoura, 
    sobe no salto quântico do Capilé, 
    pega a Partícula de Deus
    chama a Assembléia dos Bósons de Higgs
    dá um chega para lá no Dudu Traíra
    enfileira teus black blocs boys 
    proíbe o pum dos bois
    salva o planeta
    e vai prá galera

  13. Cristiana Castro

    27 de janeiro de 2014 7:43 pm

    É… Foi dada a largada para

    É… Foi dada a largada para a fuleragem acadêmica!

    1. eduardo rast

      28 de janeiro de 2014 1:57 am

      acadêmica?
      mas e as teias

      acadêmica?

      mas e as teias pouco contraditórias dos saberes? e a aversão desse pessoal à educação formal? e o culto ao pragmático?

  14. Marco St.

    27 de janeiro de 2014 8:07 pm

    Fico cá imaginando uma

    Fico cá imaginando uma conversa acalorada entre Capilé, Caetano  e Marina…..

    1. Cristiana Castro

      27 de janeiro de 2014 8:12 pm

      Mas não é? O pessoal gosta

      Mas não é? O pessoal gosta muito de falar que o problema no Brasil é a educação… ah tá… e a cara-de-pau, não é não? Esses caras parece que ” tiraram” aquele curso famoso nos anos 70; ” Melhore sua oratória com Simão Waujstrsub” ( sei lá como é se escreve isso ). Era tudo da mesma turma, Marina, Ivana Bentes, Capilé, Caetano, Giuseppe Cocco, Celso de Mello… Mêo, o cara deve ter ficado rico!!!

      1. lenita

        28 de janeiro de 2014 12:14 am

        “É ingnorância que estravanca

        “É ingnorância que estravanca o progresso do Brasil”, né mesmo Cristiana ?

    2. André LB

      27 de janeiro de 2014 8:33 pm

        UAU.
        Meus parabéns. Minha

        UAU.

        Meus parabéns. Minha imaginação não é tão fértil. Ia ser voadora de “complementaridade singularístico-complexa” pra um lado, golpes de “redundância democrático-apolítica” para outro, e por aí vai. Disso tudo, só uma certeza: os três esgotariam as reservas brasileiras de hífens.

      1. ArthurTaguti

        27 de janeiro de 2014 8:44 pm

        A Marina já foi um dia

        A Marina já foi um dia conversar com o Capilé na casa FdE. O registro está no Youtube.

        Juro para você que, a única vez que me senti tão ignorante, tão sem prumo, sem eira nem beira, foi quando li “Memórias Póstumas de Brás Cubas” pela primeira vez, aos 14 anos.

        Hoje, alguns anos depois, consigo com algum esforço entender minimamente o que Machado de Assis queria dizer, mas um bate-papo do Capilé com a Marina não dá para decodificar nem com tecla SAP.

        A Dilma e seus assessores deveriam aprender a linguagem deles, por que aí o Brasil nunca mais se preocuparia com a segurança de suas comunicações.

    3. Klaus BF

      27 de janeiro de 2014 8:45 pm

      Esqueceu!

      Faltaram Gil e Djavan!

    4. CELSO ORRICO

      27 de janeiro de 2014 9:31 pm

      acrescente uma pitada..

      acrescente uma pitada com Rolando Lero e o saurau ficará melhor que o do Nassif..

    5. lenita

      27 de janeiro de 2014 11:28 pm

      Ai Marco, “assim vc me

      Ai Marco, “assim vc me mata”….. de tanto rir.

    6. nilccemar

      28 de janeiro de 2014 4:35 am

      Sugiro o tema: A disruptura

      Sugiro o tema: A disruptura quântica e a metabilização projestático-ecologica imbuída _ Brasil pré e pós-manifestações, como 1º tema de debate nas praças democrático-populares-gregas.

  15. ArthurTaguti

    27 de janeiro de 2014 8:15 pm

    Engraçado como as coisas

    Engraçado como as coisas evoluem. 

    Antes a esquerda falava só de proletariado, limitação da jornada de trabalho, aumento dos salários, expropriação dos meios de produção, e se esquecia dos direitos difusos (ambiental, urbanístico, das minorias, etc.).

    Já hoje, a “nova esquerda” fala de direito ambiental, cultural, coletivos, mas o social sumiu do discurso. A Ivana Bentes, que tem estabilidade, aposentadoria integral e tudo mais, prega uma nova ordem em que seguridade social e direitos trabalhistas são antiquados, não se adequam aos novos tempos.

    Agora o Capilé fala de um território autônomo, com Constituição própria e tudo. Realmente, a Constituição de 88 deve ser pesada e intervencionista demais para esse pessoal, só pode. Dizem vir com algo novo, mas seu discurso já esteve há muito tempo na boca de Hayek, Tatcher, e outros por aí.

  16. C. Khosta y Alzamendi

    27 de janeiro de 2014 8:25 pm

    Um salto quântico…
    Um salto quântico é “pentelhesimalmente” pequeno, ó pá!!

  17. Vito

    27 de janeiro de 2014 8:30 pm

    Até ontem você amavam o

    Até ontem você amavam o Capilé…cadê o amor agora, gente?

    1. morallis

      27 de janeiro de 2014 8:44 pm

      O amor não precisa razão,

      O amor não precisa razão, seja mais quantico!

    2. Ed Döer

      28 de janeiro de 2014 2:37 am

      Não era amor. Era só uma fase

      Não era amor. Era só uma fase pós-rancor.

  18. ArthurTaguti

    27 de janeiro de 2014 8:36 pm

    Do Wikipedia: “A Física

    Do Wikipedia: “A Física Quântica surgiu como a tentativa de explicar a natureza naquilo que ela tem de menor: os constituintes básicos da matéria e tudo que possa ter um tamanho igual ou menor.”

    Ventilei 3 hipóses para o “salto quântico”:

    (i) Capilé realmente tem muito tempo livre, e fica o dia inteiro no Aurélio pesquisando todo tipo de palavra complexa que impressione incautos, mas signifique o exato oposto do que parece, só para se divertir. “Salto quântico” parece “grande salto”, mas no final das contas significa “salto infinitesimal;

    (ii) Capilé escolhe aleatoriamente palavras complexas para impressionar incautos, sem consultar o Aurélio, e se deu mal na escolha do “Quântico”;

    (iii) O Wikipedia e eu (que não sabia o que significava “quântico”) somos dois ignorantes.

    1. Ricardo2

      27 de janeiro de 2014 8:51 pm

      Arthur,
        não gosto dessa

      Arthur,

        não gosto dessa ‘Paulo Capiroba’, mas nesse caso ele usou o termo salto quantico de forma correta. A ideia é comparável ao que acontece no movimento dos elétrons nas camadas eletrônicas dos atomos,  não se lembra das distribuições 1s 2s 3s 3p, … ou seja, o que o mané quiz dizer foi que não ocorreu um movimento contínuo de evolução, mas sim uma ruptura, explosão, passou de um estado diretamente para outro, sem movimentos de transição intermediários.

      1. JB Costa

        27 de janeiro de 2014 10:01 pm

        Também entendi assim. De

        Também entendi assim. De qualquer modo continua sendo pedantismo.

        1. Cristiana Castro

          27 de janeiro de 2014 11:28 pm

          Ou seja, o Brasil passou por

          Ou seja, o Brasil passou por uma ruptura… foi de um estado para o outro pq o Capilé e o pessoal da UFRJ decidiram que seria assim e ninguém foi consultado… Nossa, que democrático isso, não? Mas, então… estamos saindo de onde e indo pra onde? A gente pode perguntar ou só tem que acompanhar Dom Capilé, Dom Giuseppe Cocco e Dna Ivana Bentes, senão eles soltam a milícia BB’s para tacar fogo na gente? Ah fala sério…

  19. André LB

    27 de janeiro de 2014 8:38 pm

      Meu santo, a cada vez que

      Meu santo, a cada vez que passo as vistas sobre o texto da entrevista (não suportei ler tudo) encontro mais absurdos:

     

      O QUE DIABO VEM A SER “povos de terreiro”????????? Pelo andar da carruagem, já tô vendo vendas maciças de incenso mequetrefe e mostra de sinfonias para Teremin, lá na Cinelândia.

  20. morallis

    27 de janeiro de 2014 9:08 pm

    Vou prô Rio…              

    Vou prô Rio…                                                                                                     

                                                                                                              

                                                                             Vim prá São Paulo……..             

           

                                                                                                           

                              

                                                                                                                    

     

    1. lenita

      27 de janeiro de 2014 11:46 pm

      Será que ele usou botox, ou

      Será que ele usou botox, ou foi silicone? O Lobão a gente já sabe.

  21. Gilson AS

    27 de janeiro de 2014 10:08 pm

    Será um espaço físico ou virtual.

    O vocabulário do jovem está acima do meu entendimento, pois não fui criado com danoninho, e sim com taioba do brejo. Portanto, nesse caso, o meu raciocínio lógico não funciona.

    Entre várias coisas que não entendi, a principal é: A “invsão na Cinelândia” se dará de forma virtual ou física ?

    Esse jovem está seguindo os passos do Gilberto Gil, só que um um vocabulário muito mais extenso e mais atualizado.

    O Gilberto Gil antigamento quando abria boca, vixi !!! eu não entendia xongas.

  22. Jorge Nogueira Rebolla

    27 de janeiro de 2014 10:57 pm

    Alerta de risco… 
    Existem

    Alerta de risco…

     

    Existem várias sinalizações para perigos diversos. Servem como alerta e quem se aproxima é por desinformação ou idiotice. Os produtos perigosos podem ser radioativos, biológicos, venenosos, etc, mas no Brasil tomem cuidado se estiverem andado nas ruas e virem os seguintes símbolos ou outros semelhantes:
     

     

     

     

     

     

     Estes símbolos indicam aglomerações de baderneiros de alta periculosidade para o convívio social. Podem estar portando objetos voltados à destruição do patrimônio público ou particular que também causam danos aos pedestres. Ao contrário dos parques nacionais da vida selvagem, onde são observados rinocerontes, elefantes, leopardos e leões, não existe segurança nem mesmo dentro dos veículos. Afastem-se imediatamente, ainda não existe equipamento de proteção individual (EPI) disponível para prevenção deste risco: o ideológico. Caso contrário a vítima pode ser você! 

  23. lenita

    27 de janeiro de 2014 11:43 pm

    Muito bom, srs, “comentadores”

    Enquanto o gato do “Seo” Nassif está lá entrevistando o Haddad, os ratinhos e ratinhas aqui, fazem a festa. Adorei o bom humor de todos, coisa difícil para uma segunda feira. Obrigado Capilé, manda outra, que nóis traça.

  24. Nilva de Souza

    27 de janeiro de 2014 11:56 pm

    Dão muito ibope pra este

    Dão muito ibope pra este cara. 

  25. agincourt

    28 de janeiro de 2014 12:00 am

    eis o malandro na praça outra vez

    Quando se imaginava que a partícula capilé tinha se chocado com sua antipartícula e desaparecido deste universo, eis o malandro na praça outra vez.

    Escolheu bem o ponto: a Cinelândia fica encostada na Lapa, berço da malandragem carioca.

    A concorrência vai ser grande: exatamente na mesma praça de que fala o Capilé, fica a Câmara Municipal…

    É malandro demais no mesmo pedaço.

  26. Obelix

    28 de janeiro de 2014 12:11 am

    raulzito já dizia:

     

     

     

    Ide a mim, Dada
    Vinde a mim, neném
    Bate uma, xará

    Que eu quero outra também
    Ide a mim, Dada
    Vinde a mim, neném
    Bate uma, xará

    Que eu quero outra também
    É que eu tô trazendo
    A novidade total
    Foi feito pra nós

    Para o povo em geral
    Quem dança comigo a dança do Ide a mim
    Vai se viciar, não vai querer mais sair
    Ide a mim, Dada
    Vinde a mim, neném
    Bate uma, xará

    Que eu quero outra também
    Ide a mim, Dada
    Vinde a mim, neném
    Bate uma, xará

    Que eu quero outra também
    Ide a mim, Dada
    Vinde a mim, neném
    Bate uma, xará

    Que eu quero outra também
    Nem de vitória,
    Nem de derrota eu falei
    Tudo o que eu quero é ouvir o povo a cantar
    Pra consciência é que eu não posso mentir
    Pois meu travesseiro não me deixa dormir

    I might go my way
    I might go my way
    I might go my way

    I might go my way
    I might go my way
    I might go my way
    I might go my way

    I might go my way
    Ide a mim, Dada
    Vinde a mim, neném
    Bate uma, xará
    Que eu quero outra também
    Ide a mim, Dada
    Vinde a mim, neném
    Bate uma, xará

    Que eu quero outra também

    Link: http://www.vagalume.com.br/raul-seixas/ide-a-mim-dada.html#ixzz2reC3XY9E

  27. Obelix

    28 de janeiro de 2014 12:17 am

    A senha: swordfish?

    Prezados e prezadas,

    A lembrança do filminho chulé com Hugh Jackman, Hale Berry e John Travolta é só para perguntar:

    Será o capilé um agente de uma organização ultra-secreta que vinga algum tipo de agressão a algum tipo de grupo, e que usa como fachada este lenga-lenga e um estilo de vida “desarticulado”, arrecando simpatias e “capilés” para o autofinanciamento deste comando delta?

    Olha a senha do rapaz:

    (…)a partir dessa convivência conjunta fazer com que essas inteligências gerem novas alternativas para esse enfrentamento e para os debates que a gente vai ter que fazer em um ano tão singular quanto 2014.”

    Brincadeiras à parte, fica nova dúvida:

    Quem ainda leva a sério um tipo como este?

    Ah, e não vale dizer que a Dilma leva, porque ela já recebeu Ana Maria Braga e outras coisas bem piores (ou melhores?).

  28. Jair Fonseca

    28 de janeiro de 2014 1:27 am

    Dá pra entender agora?

    Se as ótimas políticas de cultura do governo Lula, com Gilberto Gil e Juca Ferreira, tivessem prosseguido, provavelmente as manifestações de junho não teriam a proporção que tiveram. Espero que no seu próximo governo Dilma melhore – e muito – sua equipe, no caso, em relação à cultura e aos movimentos de juventude. É preciso aprender com os erros. Se não, piora.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=xdG_AgBZd5M%5D

    1. eduardo rast

      28 de janeiro de 2014 1:51 am

      Desculpa, Jair
      mas não

      Desculpa, Jair

      mas não acompanhei seu raciocíno.

      A Dilma, do ponto de vista democrático da cultura, fez muito mais do que o Lula. 

      Talvez tenha minado um pouco alguns núcleos outrora acostumados a algumas mordomias. Será que devo concluir então, que o que essa senhora faz é chantagem?

      Se segurar nossas verbas (muito em parte porque não há conhecimento nem transparencia de ações) vamos às ruas abraçar alguma, qualquer uma, oposição?

      1. Jair Fonseca

        28 de janeiro de 2014 2:17 pm

        Eduardo,

        Sim, você não acompanhou meu raciocínio. Claro que Ivana Bentes não fez chantagem, nem está interessada em verbas. Está interessada em políticas de cultura. Quanto a “alguns núcleos outrora acostumados a algumas mordomias” (e que estão perdidos na inescapável encruzilhada digital em que as novas tecnologias nos meteram) foram os que perderam espaço no campo cultural nos governos Lula, e que voltaram no governo Dilma, como a Anna de Hollanda, representante de coisas como o Ecad. Com Gilberto Gil e Juca Ferreira houve pela primeira vez o início de políticas de democratização de verbas e de horizontalização da política cultural com os Pontos de Cultura, apoio a manifestações culturais já existentes, ligadas a comunidades até então desprezadas e fora das Lei Rouanet da vida. Até Lula, com raras exceções, quem mandava na cultura brasileira eram grandes produtores do eixo Rio-SP. Quanto ao final de suas considerações, veja por favor a resposta que dei ao colega Obelix, acima. Não se trata de causa-e-efeito nos fenômenos culturais, as coisas não são mecânicas, nem há um Grande Irmão malvado por trás do aconteceu. Espero sinceramente que Dilma em seu próximo governo considere (como deveria ter considerado antes para não perder o espaço que perdeu) essas questões. Abrass

    2. Obelix

      28 de janeiro de 2014 2:00 am

      Prezado Jair,
      Respeito Vossa

      Prezado Jair,

      Respeito Vossa opinião, mas ouso discordar. Nós sequer temos uma explicação consensual (e nem sabemos se teremos) sobre a natureza do que ocorreu em junho de 2013, e já podemos dizer que se trata de uma solução de continuidade das políticas públicas de cultura do governo federal?

      Bem, eu tive o prazer de acompanhar de perto alguns debates e embates sobre a “passagem do bastão”, do grupo Gil/Ferreira para Ana de Hollanda, que depois foi defenestrada.

      Boa parte dos atritos resumiu-se a questão da grana, ou seja, a legislação sobre direitos autorais e as diversas visões sobre o tema.

      Ana de Hollanda não conseguiu resistir ao lobby do Creative Commons, uma espécie de panaceia como o nazi-ambientalismo representado no Greenpeace ou algo do tipo.

      Creio que suas dificuldades de operar no campo da política e sua incapacidade de se comunicar em uma área onde tal habilidade é mais que vital, também auxiliaram sua derrocada.

      Não vou me alongar no tema aqui, mas do que eu pude entender, Gil/Ferreira deixaram uma lei prontinha, e esperavam que Hollanda engolisse sem questionar.

      Sob o argumento da liberdade criativa, e do combate ao modelo draconiano de hoje, leia-se Ecad, pretendeu-se empurrar um modelo que inviabiliza de todo jeito a criação de um mercado de bens culturais minimanente decente e capaz de remunerar artistas, e quem sabe romper com nossa condição de colônia cultural.

      Longe de mim desmerecer tudo de bom que Gil/Ferreira propuseram e implementaram. 

      Mas esta bola aí, foi fora.

      Daí a quebra da sequência que se esperava, e que desarranjou um setor que já é visto por governantes mais como problema que solução, a não ser quando se pode pegar carona na popularidade de algum ícone pop.

      Prova disto é que o orçamento da cultura se não é o menor, está bem perto dele. Gil/Ferreira não conseguiram mudar este paradigma.

      Uma abraço.

       

      1. Jair Fonseca

        28 de janeiro de 2014 1:36 pm

        Obelix,

        Não se trata de relação de causa e efeito entre as manifestações de junho e o fim das políticas de cultura iniciadas no governo Lula. O fato é que se descuidou no pós-Lula, de algo muito importante: as políticas de cultura (incluídas aí as novas mídias alternativas) e de juventude, como já disse. E não foi só no meio da moçada estudantil da classe média tradicional que a coisa pegou, nas tais “jornadas de junho”. Vide os jovens das periferias e favelas, com os recentes rolezinhos. Porque será que Juca Ferreira e sua equipe foram convidados a dirigir a Secretaria Municipal de Cultura de SP? É preciso haver política de cultura para os jovens de hoje. A velha rua Maria Antônia está muito longe no tempo.

        Quanto a outro elemento importante nas tais manifestações que pegaram todo mundo com as calças nas mãos é o que você aponta, embora reduzindo-o à caricatura negativa do “nazi”: o desprezo pelo ambientalismo no governo Dilma, coisa que pega mal em grande parte da juventude atual, essa que lidera coletivamente as novas mídias digitais, e que apoiou a fraca Marina Silva, outra figura que apareceu como que de surpresa. Mas não há surpresa nisso, para quem está atento. E infelizmente o governo Dilma não se atentou para isso tudo, e otras cositas más. Tomara que isso mude no seu próximo governo. Abrass.

        1. autonomo

          28 de janeiro de 2014 5:59 pm

          Porque será que Juca Ferreira

          Porque será que Juca Ferreira e sua equipe foram convidados a dirigir a Secretaria Municipal de Cultura de SP? 

           

          Essa pergunta eu me coloco todos os dias. Ainda não consegui responde-la.

          Gilberto Gil é um belo cantor.

          Tudo bem.

          Mas, evidentemente, alguem que foi parceiro durante toda a vida de Caetano Veloso, não pode ter posições politicas muito diferentes das de seu companheiro de tantos movimentos culturais.

          É claro.

          O meu primeiro espanto aconteceu quando Gil ao ser escolhido, “para dar visibilidade a pasta” da cultura, deu uma declaração publica  dizendo que iria procurar o Caetano “para receber conselhos”.

          Não entendi mais nada.

          Ate então para mim, a esquerda encarava a cultura como atividade libertadora e basica para o crescimento intelectual de um povo.

          Não espero de um governo de esquerda um ministerio da cultura que promova nas escolas o ensino da internacional comunista ou que levante nas praças estatuas de Lenin.

          Para a dupla baiana, Gil/Juca, do partido verde, porem,  “politicas de cultura para a juventude” se resumem ao direito de “baixar” sem pagar musicas na internet.

          Não importa se 3 milhões escutam o ultimo hit da Popuzuda, da Ivete Sangalo, de uma dessa duplas sertanejas horrorosas ou aquele coreano ridiculo.

          O ECAD foi escolhido como o inimigo principal da “distribuição da cultura”.

          Nem se discutiu que aquele orgão arrecadador é muito mais ligado a assuntos relativos a industria do entretenimento de que da cultura.

          A discussão ficou tão rasteira, que ninguem mais ressaltou que a cultura de um pais é algo infinitamente maior que ecads. Envolve desde os cordeis, ate a musica erudita, a cultura indigena, as artes visuais, cenicas, etc, etc.

          Ha poucos dias assisti uma entrevista com um burocrata do MINC, da era Gil/Juca, extraido das fileiras da globo, redator daqueles programas de televisão de nivel baixissimo.

          Era um dos encarregados da area “audio visual”.

          Tive vontade de chorar ao constatar que um cidadão com ideias tão mediocres, pudesse estar transportando para a area publica os conceitos de “cultura” da tv Globo.

          Deu no que deu.

          O cinema se tornou um prolongamento da programação da globo, com os mesmos “atores”, os mesmos “diretores”.

          Para o tal do Juca “o coletivo” Fora do Eixo é uma “das mais importantes manifestações culturais do pais”.

          Sempre pensei que cultura voce algo bem mais amplo de que as ideias do Capile.

          Pode ser que esteja ficando “velho” como a Maria Antonia e “muito longe no tempo”.

           

          1. Pietro

            28 de janeiro de 2014 8:06 pm

            só pela implementação dos

            só pela implementação dos Pontos de Cultura, Gil e Juca merecem toda a admiração da classe cultural e artística que trabalha fora do Olimpo das artes tupiniquim. E o Gil, com amplo conhecimento de cultura popular, estava mais do que apto a encarar esse desafio, que é uma ação sem paralelo e excelente, embora tivesse problemas – como qualquer política social, em qualquer época, em qualquer lugar do mundo. No que se refere à artes e cultura, tem muito mais em jogo do que o cinemão e o ECAD.

          2. autonomo

            29 de janeiro de 2014 12:13 pm

            ” O Gil, com amplo

            ” O Gil, com amplo conhecimento de cultura popular.”

             

            Creio que esta havendo uma grande confusão.

            Não misture “cultura popular” com entretenimento de massa.

            Cultura popular é a obra do Vitalino, do Louco, a literatura de cordel, a ceramica do Jequitinhonha, como muitas outras manifestações culturais populares.

            Festival de rock amador promovido pelo “coletivo” Fora do Eixo, axes ou rock de internet são diversões de massa.

            Para mim, ao contrario, é lamentavel constatar que a “implementação” dos pontos de cultura possa ser vista como grande obra de uma gestão de 10 anos do ministerio da cultura, enquanto ninguem se preocupou com uma mudança da lei Rouanet, verdadeiro cancer da legislação cultural.

            Pontos de cultura não fazem mal a ninguem, mas so uma pessoa distante do assunto pode pensar que ela”dinamizou” a cultura brasileira.

            Distribuiu uns trocados para novos pequenos burocratas da “cultura” e abriu espaço para moças e senhoras com pendores poeticos apresentarem seus versos durante um cha da tarde.

            O  mal é que instalou-se uma classe de novos burocratas da “cultura”, interligados numa nova “rede” que passou a controlar a politica cultural do pais.

            Derrubou  uma ministra antes mesmo da posse.

          3. Pietro

            31 de janeiro de 2014 5:38 pm

            Argumentemos com fatos, por

            Argumentemos com fatos, por favor. Acredito que quem está distante do assunto é você. Sua definição exotiza a cultura popular e confunde produção e consumo. Uma apresentação de uma banda de forró, se for vista por mil pessoas, deixa de ser uma apresentação de cultura popular para ser entretenimento de massa? No teu raciocínio falta discernimento sobre o que é “arte”, “cultura” e “popular”.

             

            Dizer que os Pontos de Cultura não contribuem à dinamização da produção e reflexão artística e cultural demonstra que você não tem conhecimento sobre o assunto, não sabe sequer do que se trata, fica difícil dialogar assim. “Versos durante um chá da tarde”? Por favor, sejamos razoáveis.

             

            O Gil se preocupou sim com a reforma da Lei Rouanet, inclusive realizando seminários e fóruns de discussão por todo o país, com a participação da sociedade civil, classe artística e cultural. Como se sabe, discutir um projeto e conseguir implementá-lo são coisas diferentes, e a recente aprovação do Vale Cultura, pela Marta demonstra isso. Mesmo assim, foram alterados pontos sensíveis da lei, como o pagamento à figura do captador de recursos, além da criação do Fundo Nacional de Cultura.

            http://blogs.cultura.gov.br/blogdarouanet/o-que-muda-na-lei-rouanet/

             

             

             

             

             

    3. Jair Fonseca

      28 de janeiro de 2014 2:31 am

      PS:

      Fiz esse comentário pelo modo leviano e zombeteiro, para dizer o mínimo, com que foram tratadas as figuras de Capilé e Ivana Bentes nos comentários abaixo. E para tentar fazer com que alguém da turma perceba algo sobre nossos problemas devidos à falta de políticas de cultura e de juventude no governo Dilma, retrocesso em relação aos governos Lula. Não ligo pra esse negócio de estrelinha amarela. Minha estrela é vermelha.

  29. Miguel A. E. Corgosinho

    28 de janeiro de 2014 2:06 am

    Ocupar la nave

    Os espaços que a mídia expressa por ela mesma estão todos viciados na mesmice de tentar mudar o governo a partir de propostas entre os investidores externos e a superficie dos rentístas…

    É preciso que exista um espaço fundamentalmente externo, entre o sujeito e o objeto com relação ao espírito real do mundo. Sabe lá o que quer dizer isso?…

    O quarteirão da cinelândia pode significar “La Nave”, que vai ocupar o espaço da ciência da economia, para inventar a navegação tecnológica do novo, que comporta outro desenvolvimento da sociedade, por um sistema em si para si, no espaço exterior do país.

    Quando pensarmos pilotar essa nave, o dinheiro irá corresponder mais ou menos ao que existe de reivindicações nos movimentos da nossa realidade.

    1. André LB

      28 de janeiro de 2014 2:35 pm

        PRONTO: apareceu alguém

        PRONTO: apareceu alguém para discutir de igual para igual com o Capilé.

  30. joao

    28 de janeiro de 2014 4:28 am

    To velho mais ainda existe jovens!

    Seja bem vindo.

    Mas uma ideia somando a tantas portas das ideias.

    Em minha opinião, deixa rolar. o velho papo cabeça. Rindo do quem se fez trincheira e a visão com antolhos para o diferente, o proibido, o pecado, o impossível  e fim muitas festas e para todos os gostos e não podemos represar, castra e zombar.

    Não vejo perigo, riscos e tormentas e sim mais energia jovem chegando para o caldeirão ferver.

    Vamos e que vamos importante é ir!

    Aprendendo e se ariscando.

    1. Flávio Faria

      28 de janeiro de 2014 6:51 am

      Procure saber

      Olá, João. Também não me incomoda o papo maluco beleza na juventude, quando o cara está testando limites e aprendendo. Porém esse cara mexe com grana e muita gente. Desconfio de maluco profissional. Procure saber.

      E só um adendo: vejo gente teorizar sobre pobre, falar de “relação esquizofrênica com a periferia” e coisa e tal. Já que a Ivana Bentes acha tão bacana e revolucionária a precariedade das relações de trabalho dentro desse grupo, sugiro que ela vá trabalhar lá, sem privilégios e abrindo mão de seu salário na UFRJ. Revolução é na pele, o resto é papo furado.

  31. nilccemar

    28 de janeiro de 2014 4:48 am

    Todos que não têm voz, e têm

    Todos que não têm voz, e têm sido oprimidos pela burocracia e regras dos movimentos sociais vigentes, terão sua vez. Poderão falar, desenvoltamente, no púlpito, para um público de cidadãos plenos, mais que cidadãos, sujeitos históricos. Está se realizando a utopia clamada pelo imortal acadêmico e sociólogo FHC. A militância aguerrida ouviu o clamor das ruas, manifestou-se, o gigante acordou, e agora se prepara para a autêntica democracia nos moldes originais. Debaterão em praça pública, tal qual os filósofos gregos. E, para completar a democracia original, JB comunica que os seus réus devem ser condenados ao ostracismo. 

    1. nilccemar

      28 de janeiro de 2014 5:06 am

      Quando debaterem sobre a

      Quando debaterem sobre a contribuição do seu patrono, FHC, à Sociologia Brasileira espero que me avisem, quero ir ver, porque após tantos anos de dedicação à sociologia não sei absolutamente nada sobre esse tema. 

  32. Vera

    28 de janeiro de 2014 10:29 am

    O que parece que é mas não é
    Só tem um ponto que me preocupa nesta história: este bláblápapo toca o coração de um grupo da nossa juventude que, historicamente, estava repensando o Brasil e o mundo. Só que em outras épicas épocas não havia um “líder”, e se despontaram pensadores, eles tinham qualidades filosóficas profundas e pensamento transversal. A humanidade estava incluída no seu pensar, o seu avanço civilizatório. E, exatamente por isto, desposraram, suas ideias se destacaram da multidão.
    O que está produzindo hoje esta “elite” pensante juvenil? Fogo, dor, preocupação, temor?
    Confesso que se é pra isto eu prefiro Woodstock e os debates na Maria Antonia.

    1. Jair Fonseca

      28 de janeiro de 2014 12:05 pm

      Vera,

      Para o bem e para o mal, ou para além de qualquer maniqueísmo, as antigas Rua Maria Antônia e Woodstock estão muito longe, principalmente no tempo. Mas eu que não sou saudosista e conheço razoavelmente bem essa moçada atual sei que eles e elas têm seus novos Woodstocks e suas próprias Marias Antônias. E líderes sempre houve, tanto naquela época quanto agora. Apesar das diferenças de épocas, contextos e outras coisas, há algo de comum entre Zé Dirceu e Capilé, afora levarem tanta bordoada. Mas lideranças são apenas pontas de icebergs. O que importa é que milhões de jovens produzem arte, pensamento e comportamento, muitas vezes subterraneamente ou aí pelas superfícies. É preciso ir atrás, procurar saber o que fazem, para conhecê-los. Abrass.

  33. Y.N. Daniel

    28 de abril de 2014 6:35 pm

    Apesar d’eu entender o que

    Apesar d’eu entender o que Capilé fala, sua retórica é uma faixa de moebius. Sem dentro e sem fora sem começo e sem fim.

    O que ele deseja é criar uma massa crítica. Quer que o FDE se transforme em um músculo de força suficiente para influenciar decisões políticas importantes.

    De longe a ideia é interessante, mas de perto há buracos consideráveis. É um quadro de Van Gogh. Só dá para ver de longe.

    Mas do que ser contra a copa, algo que ele não menciona em nenhuma de suas entrevistas, o que ele procura, pelo menos isso que consigo perceber, é a visibilidade máxima.

    A ocupação da Cinelândia poderá dar essa visiblidade. Principalmente se houver um conflito. No caso de um conflito que envolve movimentos sociais e artistas, a repercussão midiática seria intensa.

    No final, acho que esse o objetivo de Mr. Capilé. Não é um jogo fácil de jogar. A sociedade brasileira é conservadora e infinitamente imprevisível. Tudo pode acontecer, inclusive nada (como já ouvi Ronaldo Fraga dizer algumas vezes).

    Go for it Capilé.

    Capilé – Eu acho que são movimentos sólidos o suficiente para fazer o diálogo com a sociedade. Não precisamos do Estado para estar ali.

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