13 de junho de 2026

Em meio a violência na campanha eleitoral, Cármen Lúcia manda recado aos partidos: “Tomem tenência”

Presidente do TSE encaminhou ofícios à PF, ao MPF e aos TREs para dar “celeridade e prioridade” nos casos de violência nas campanhas
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia. | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, manifestou repúdio nesta terça-feira (24) sobre os casos de violência registrados durante as campanhas eleitorais. Sem citar episódios específicos, as declarações foram dadas um dia após mais um debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo terminar em caos, entre ataques e agressões físicas. 

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Na noite de terça-feira (23), no encontro promovido pelo Flow Podcast, um assessor do influenciador Pablo Marçal (PRTB) agrediu o marqueteiro Duda Lima, da campanha de Ricardo Nunes (MDB). Em debate anterior na capital paulista, o apresentador José Luiz Datena (PSDB) deu uma cadeirada em Marçal.

Por despreparo, descaso ou tática ilegítima e desqualificada de campanhas, atenta-se contra cidadãos, atacam-se pessoas e instituições e impõe-se às pessoas honradas do País assistir a cenas abjetas e criminosas, que rebaixam a política a cenas de pugilato, desrazão e notícias de crimes”, disse Cármen Lúcia, na abertura da sessão plenária do TSE.

Há que se exigir, em nome do eleitorado, que candidatos e seus auxiliares de campanha deem-se ao respeito. Se não se respeitam, respeitem a cidadania brasileira, que ela não está à mercê de cenas e práticas que envergonham e ofendem a civilidade democrática”, prosseguiu.

A ministra foi incisiva e alertou que os partidos políticos devem “tomar tenência” no combate a violência política, assim como as próprias campanhas e assessores. “Não podem compactuar com desatinos e cóleras expostas em cenas de vilania e desrespeito aos princípios básicos da convivência democrática”, afirmou.

Neste cenário, a ministra afirmou que encaminhou ofícios à Polícia Federal (PF), ao Ministério Público Federal (MPF) e aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para dar “celeridade e prioridade” às investigações, acusações e julgamentos sobre “casos de violência da mais variada deformação que vem se repetindo” e são “agressivos à cidadania”.

Agressões físicas contra pessoas, em especial contra mulheres, e todas as agressões praticadas no processo eleitoral, que vem aumentando, em demonstração de ensurdecedor retrocesso civilizatório, não serão aceitas pela Justiça eleitoral”, garantiu Cármen Lúcia.

Leia também:

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Paulo Dantas

    26 de setembro de 2024 6:04 pm

    Polícia prende.
    Juiz julga.

    Nenhum precisa mandar recado ou dar conselho.

    Quem não segue lei (@6@ pra recado ou conselho.

    Mas os jornais precisam de manchetes e as tvs de vídeos …

Recomendados para você

Recomendados