3 de junho de 2026

Os protestos contra o rei do Marrocos

MILHARES PROTESTAM CONTRA REI DO MARROCOS

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Manifestação na capital pede que Mohammed ceda parte de seus poderes.
Outras cidades também seguem fazendo protestos.

Do G1, com informações de agências Atualizado em 20/02/2011 12h22 (imagens Protestos em Rabat – 20/02 / AFP)

Milhares de pessoas se concentraram neste domingo (20) na capital do Marrocos, Rabat, para protestar contra o governo e pedir que o rei Mohammed ceda parte de seus poderes.

O protesto foi organizado por grupos opositores incluindo um autodenominado Movimento por Mudanças 20 de Fevereiro. A página do grupo no Facebook tinha o apoio de ao menos 22 mil pessoas.

Durante o protesto em Rabat, os manifestantes gritavam slogans como “O povo quer a queda do regime”, e “O povo rejeita uma Constituição feita para escravos”.

Segundo testemunhas do protesto, os manifestantes seguiram em passeata em direção ao Parlamento, sem sofrer a oposição da polícia.

“Este é um protesto pacífico para pressionar por reformas constitucionais, para restaurar a dignidade e para acabar com a corrupção e o saqueamento do dinheiro público”, afirmou Mustapha Muchtati, do grupo Baraka (Chega), outros dos organizadores da manifestação.

“Quero um Marrocos mais justo e com menos corrupção”, disse à agência France Presse em Casablanca um estudante que pediu o anonimato. “Não temos nada contra o rei, mas queremos mais justiça e trabalho”, afirmaram dos jovens formados na escola técnica, Brahim e Hasan.

Outras manifestações ocorrem simultaneamente em outras cidades, como Tanger.

Abdelmunaim Musawi, dirigente da Coordenadoria Nacional da luta contra o aumento dos preços e a deterioração dos serviços públicos, que participa do protesto de Tânger, destacou a presença na manifestação de várias organizações de tendências políticas variadas.

Na cidade de Fez, ao redor de quatro mil pessoas saíram às ruas para se concentrar na Praça Florença, apesar das fortes chuvas.

Deslize
O ministro das Finanças do Marrocos, Salaheddine Mezouar, pediu à população que não participasse da passeata, advertindo que “qualquer deslize, em um espaço de poucas semanas, pode nos custar o que alcançamos nos últimos dez anos”.

Protestos também foram realizados em outras cidades do país, como Casablanca e Marrakech.

O Marrocos é mais um dos países árabes e muçulmanos que vêm enfrentando protestos contra o governo nas últimas semanas, desde o levante popular que derrubou o governo da Tunísia, em janeiro.

Mas os analistas dizem que o Marrocos tem uma economia bem sucedida, um Parlamento eleito e uma monarquia reformista, tornando o país menos sujeito que outros a observar grandes protestos populares.

O rei Mohammed é membro da dinastia Alaouite, que governa o Marrocos há cerca de 350 anos. A família real diz ser descendente direta do profeta Maomé.

Com informações da BBC, da EFE e da AFP

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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