14 de junho de 2026

“Nos roubaram as eleições, é um golpe de Estado cívico-militar”, diz coordenador do MAS

Ronald Montecinos, coordenador do partido de Morales, Movimento ao Socialismo (MAS) no Exterior no Chile, explicou o cenário vivido ao GGN
Foto: Reuters

Jornal GGN – “Nos roubaram as eleições, nos obrigaram a renunciar, isso é um assalto. Evo Morales não teve outra via, teve que ceder, teve que renunciar ante este iminente golpe de Estado e também à traição de certos setores que prometeram lealdade ao presidente”, afirmou Ronald Montecinos, coordenador do partido de Morales, Movimento ao Socialismo (MAS) no Exterior no Chile, ao GGN.

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“É um golpe de Estado cívico-militar e policial”, descreveu.

Montecinos narrou o clima vivido no país desde este domingo (10) com o golpe de Estado que obrigou o presidente Evo Morales a renunciar. A violência das forças opositoras fez com que o mandatário pedisse asilo político na Argentina, mas nas ruas o clima seguem de violência e riscos para os bolivianos apoiadores do presidente.

“Sem dúvida estamos com um futuro incerto, isso é sentido na população, no povo, logo após o golpe de Estado que sofreu o mandatário. (…) Até o momento, não temos quem assuma o comando do país, renunciou o vice-presidente, renunciou a presidente da Câmara de Senadores, que era quem competia assumir o cargo, e o clima de violência segue”, contou.

 

 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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2 Comentários
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  1. William Araujo

    11 de novembro de 2019 9:02 pm

    Fala sério! Governos que não funcionam costuma culpar os outros e nunca assumem! Há que se ver se este governo foi efetivamente competente no que propôs, para que seu discurso justifique tal movimento!

  2. Maria Luisa

    13 de novembro de 2019 8:06 am

    O que causa espanto é o quase absoluto silêncio da imprensa nacional e internacional. Todos muito reticentes com esse caos institucional na Bolivia e em praticamente toda América do Sul.

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