O eleitor oculto de Marina Silva, por J. Carlos de Assis

O susto maior está passando. As últimas pesquisas indicam que o empuxe emocional devido à morte de Eduardo Campos aparentemente atingiu seu limite. Marina estabilizou-se num patamar elevado e muito provavelmente começará a cair nos próximos dias. As populações, como os homens individualmente, são movidas pelo instinto de sobrevivência. Seria inacreditável que, nesta altura do século, os brasileiros não fossem tocados pela intuição de que a Presidência não é um prêmio que se confere a um candidato por sua origem humilde, mas um mandato para tomar iniciativas que tocam o destino de rigorosamente toda a cidadania, pobres e ricos, trabalhadores e aposentados.

Agora que o perigo maior parece superado convém dar uma parada de arrumação. Que diabos, que sortilégios, que mágica possibilitaram, para além da morte de Eduardo, que uma frágil mulher – frágil fisicamente, frágil intelectualmente, frágil ideologicamente -, surfando exclusivamente em lugares comuns e anunciando platitudes do tipo “vamos governar com os melhores” do PT e do PSDB ameaçasse seriamente chegar à Presidência da República? Até que ponto isso não passa de uma distração da sociedade num momento de cansaço da política, uma espécie de desesperança, certamente infundada, com relação à política como arte de comandar o Estado?

Primeiro convém remover as analogias. Marina não é Collor. Em seu momento de ascensão, Collor era um jovem vigoroso, bem falante, bonitão, governador em exercício, audacioso e bafejado pela imprensa como o “caçador de marajás” segundo a expressão cunhada pela “Veja” e replicada pelo resto da imprensa. Os discursos são parecidos, pois também Collor, como Marina, se apresentava como o avatar para acabar com a política convencional e fundar uma nova política. Ambos têm o apelo do discurso simples, direto, costurado num estilo de razão primária pelo qual, no caso de Marina, conceitos como o “tripé macroeconômico” aparecem com naturalidade como algo banalizado e imediatamente compreendido pelo grande público.

Há, porém, uma diferença fundamental em relação a Collor: em 1989, ano da eleição, Collor encarnou a oposição ao Governo Sarney que estava no ponto mais baixo de sua credibilidade, com a economia em recessão e a inflação mensal chegando aos 80%. O desgaste do Governo era tão grande que Sarney não teve como apoiar a candidatura de um sucessor. E todos os que, de alguma forma, estiveram próximos dele nos anos anteriores, a começar por Ulysses Guimarães e Aureliano Chaves, sua principal base, dispensaram seu apoio e, assim mesmo, sofreram esmagadoras derrotas, as quais atingiram também, pela tabela, Mário Covas, do então recém-fundado PSDB. Nesse quadro, o segundo turno foi disputado entre dois candidatos que se apresentavam como mudança, Collor e Lula.

A situação hoje é inteiramente diferente. A Presidenta é candidata à reeleição e, exceto por “Veja” e Rede Globo, apresenta uma performance governamental invejável no campo social, com inflação inteiramente sob controle, renda média crescendo, desemprego no mais baixo nível histórico, altos investimentos em saúde e educação, retomada dos investimentos em infraestrutura. É um ponto de partida sólido para um novo ciclo de crescimento a partir de uma articulação externa que vem sendo costurada com BRICS e Unasul, tendo em vista as poucas perspectivas que temos na Europa e nos Estados Unidos. Ao contrário de Sarney, o Governo Dilma tem credibilidade e tem espaço para tomar iniciativas estratégicas conduzidas por sua própria experiência.

Por que, diante disso, parece ter prevalecido o mantra da mudança? Acho que, nesses últimos dias, uma parte importante da população se perguntou: mudança para onde? Está tão ruim assim que é preciso mudar tudo? Na época de Sarney, que havia entregue a economia aos cuidados de um incompetente, não tenho dúvida de que a resposta teria sido: mudança para qualquer lugar, desde que saiamos disso que está aí. Acaso esta é a situação agora? Vejam o último relatório do PPA 2013-2015: é um show de realizações. Infelizmente, a imprensa ignora isso, e o Governo comunica mal. Vou dar apenas um número: os investimentos em saúde, tão reclamados em junho do ano passado, saltaram de 4% do PIB para mais de 6% entre 2002 e 2013, ou seja, de cerca de 170 bilhões para mais de 260 bilhões em termos reais. (Segundo Aécio no Jornal da Globo, foram R$ 80 bilhões; por certo esse ás da gestão não está muito familiarizado com números.)

Se a situação, do ponto de vista objetivo, é muito mais confortável hoje para o povão do que no tempo do Collor e de Fernando Henrique, por que, afinal, esses aparente furor por mudança parecido com o de 89? Vou arriscar um palpite. Não é nada objetivo. Tudo se deve a uma coisa chamada “mensalão”, que assumiu um caráter subjetivo no substrato ideológico da esmagadora maioria dos brasileiros. Pouquíssimas pessoas se deram ao trabalho de investigar, em 80 mil páginas de processo, a real natureza daquilo que Roberto Jefferson chamou falsamente de “mensalão”. O que povoa o inconsciente coletivo é a história contada pelo Procurador Geral e pelo então ministro Joaquim Barbosa no maior massacre midiático de reputações na história jurídica brasileira. Os advogados defenderam cada um o seu réu esquecendo-se de desmentir a história inteira.

Apresentada na tevê Justiça, logo replicada na tevê aberta, durante quatro meses ininterruptos, a versão de que a cúpula do Governo e do PT agiu como uma quadrilha a fim de montar uma gigantesca operação de desvio de recursos públicos para comprar e vender votos para aprovar projetos na Câmara ocupou a consciência acrítica de multidões. Um ministro negro, agindo como um Torquemada, era a própria imagem de um campeão de ética. Como um homem dessa envergadura poderia mandar injustamente para a cadeia aqueles réus? Não importa que, para condenar Dirceu, ele tenha recorrido ao infame “domínio do fato”, pois ninguém entende disso e a maioria tende a acreditar na sábia palavra dos ministros do Tribunal, ou em sua maioria.

Lembro-me de uma ministra dizendo, em sua declaração de voto, que “eu penso que não era possível que Dirceu não soubesse do que estava acontecendo”, cometendo com esse episódio um atentado contra as próprias bases do Direito moderno que exige que tipificação de crime e prova para se condenar. Essa infâmia aconteceu nas barbas da sociedade que, obviamente, foi empulhada pela solenidade do julgamento: homens tão circunspectos não podiam estar fazendo uma afronta à Justiça, ao Direito e à Política.

O fato é que, para atacar de morte o PT, o Supremo feriu mortalmente também a política brasileira. Se homens que ocuparam altos cargos na República são classificados de “quadrilheiros” e de corruptos durante meses nas televisões e nas revistas é porque toda a política está contaminada. Daí o sentimento profundo de que é preciso mudar. Notem que a palavra “mensalão” praticamente não tem aparecido na campanha presidencial. Não precisa. Como disse, está no inconsciente coletivo. O PT, por si e pelos demais partidos, está pagando o preço de sua pusilanimidade e de sua covardia ao não assumir uma campanha de esclarecimento do que foi realmente o chamado “mensalão”.

Há alguns meses, antes do início oficial da campanha, sugeri ao PT que pedisse a um cineasta independente e de credibilidade para fazer um documentário sobre o “mensalão”. Uma espécie de livro branco de forma a fazer uma varredura de ponta a ponta no processo e a investigar o comportamento da imprensa no episódio. Seria uma forma de apresentar uma narrativa alternativa à de Joaquim Barbosa, baseada em fatos e não em suposições. O equivalente, hoje, do que foi “J’accuse”, de Zola, sobre o caso Dreyfus na França. A sugestão foi ignorada, creio que com base na crença de que a história do “mensalão” deve ser esquecida porque cheira mal. É um equívoco. Será lembrada enquanto for um esqueleto no armário do PT, que se recusou a fazer o que nós, um punhado de jornalistas independentes, tentamos fazer espontaneamente: mostrar à opinião pública as incongruências do processo criminal e o óbvio de que o caixa dois confessado por Delúbio não é crime.

J. Carlos de Assis – Economista, doutor em Engenharia de Produção pela Coppe-UFRJ, professor de Economia Internacional na UEPB, autor de mais de duas dezenas de livros sobre Economia Política brasileira.

52 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Hercilio Maciel

- 2014-09-07 13:40:28

Uma nova geração um novo jeito na política

Duas diferenças temporais: Em 1989, quando ocorreram as primerias eleições presidenciais pós-golpe militar, havia 25 anos do Golpe. Hoje, 2014, tanscorreram 25 anos das primeiras eleições presidenciais. Ou seja, entre esses fatos politicos um interregno geracional. Segundo as pesquisas os eleitores de Marina estão, em sua grande maioria, na faixa até 35 anos. 

Em 1989, os eleitores levaram ao segundo turno 2 candidaturas que em nada se identificavam com o período anterior ao golpe militar e mesmo durante a ditadura. Majoritáriamente essas duas candidatura foram apoiadas por eleitores em identica faixa etária. 

A liberdade democrática, conquistada pela geração que lutou durante a ditadura militar, perdia força com a geração que lhe sucedera, a qual estava empenhada em melhorar a economia e reduzir a desigualdade. Viram em Collor e Lula as promessas possíveis de realizar esse feito. Collor, apoiado pela mídia, trazia como pauta principal a questão da corrupção, sintetizado no servidor público, o Marajá, alçado, àquela época, à condição do maior vilão do desenvolvimento do país.

No imaginário dessa garotada que apoia Marina, duas pautas se mostram relevantes: a questão da ética no trato dos bens públicos (a resposta à pauta prioritária da mídia, a corrupção que se tornou, nessas eleições, o Marajá de Collor) e a questão ambiental - uma pauta de todos, mas que tem se mostrado muito mais forte entre os jovens.

As ações do atual governo e, principalmente o seu signficado, têm um nível de comunicação muito aquém do necessário, Conversando com vários jovens, sente-se neles um certo pessimismo em relação ao futuro do país. A imgagem projetada pela mídia está, de certa forma, incorporada em suas falas. Nâo conseguem ver no presente os elementos nos quais possam projetar expectativas positivas, em relação ao futuro. 

Tem-se então um governo com poucos signos massificados que alimentem a esperança no futuro e, na outra ponta, o signo da corrupção reiterado pela mídia, que tenta jogar sobre o PT toda a responsabilidade, cujo contraponto feito, na maioria das vezes, acaba virando um campeonato de qual partido é mais corrupto. E muitos jovens respondem, negando a politica nos marcos institucionais, que passa pelos partidos, nem PT, nem PSDB, nem PMDB. A esse debate, agrega-se, então, a pauta ambiental, que se torna cada vez mais evidente especialmente nas grandes cidades, onde ela é vivida. 

Pronto, vamos buscar um novo que fez dessas duas pautas da juventude, seus principais pilares de governo. Uma situação muito parecida a que vivemos, quando o grande problema da população era a inflação. Foi esse projeto que elegeu FHC com legitimidade para promover a maior tranferência de recursos de poder do Estado Brasileiro para a iniciativa privada, incluindo o capital estrangeiro, legitimado pela população que acreditava, em certa medida, que seria o preço a ser pago para que o "monstro" da inflação não mais retornasse. 

Considerando que Marina, diferente de FHC, deixou muito explicito em seu programa de governo, as iniciativas de desmonte das atuais estruturas do Estado brasileiro, resta saber se a população estará disposta a pagar esse preço, na perspectiva de ver o tal "monstro" da corrupção, como se isso fosse possível, banido da politica brasileira. Dai, a expressão de Marina, vou governar com os melhores - aqueles que têm reputação ilibada.

O embate, nesse mês de setembro será entre a força de Marina se afirmar como baluarte da ética, tanto no trato dos bens públicos como do meio ambiente, ganhando do eleitor a legitimidade para implantar o seu programa de governo e do outro lado aqueles que sabem da fragilidade da pauta do combate a corrupção como programa de governo, vis a vis a necessidade de medidas econômicas que reforcem o papelo do Estado, seu caráter de gerador e distribuidor de oportunidades. 

NICKNAME

- 2014-09-06 02:33:50

Neco, vc não entendeu nada. Como tantos.

Neco, vc não entendeu nada. Como tantos.

NICKNAME

- 2014-09-06 02:30:47

Remeto a 2 comentários desprezados mais abaixo.

chega a ser irritante a crendice dos ditos conscientizados, politizados, esclarecidos. Umas tamanca. Não é só a blogosfera que é infestada da mediania. Os debates, as revistas  e jornais de esquerda. Analfabetos funcionais, se leram, não assimilaram sequer cartilhas de Pleckanov sobre "O Papel do Indivíduo na História" e o papel, por vezes positivo, das religiões.

aristote

- 2014-09-06 01:10:45

marina

nao adianta bla bla bla de intelectual

o povao quer Marina,no interior onde o Ibope e folha nao vem e´goleada mesmo manada mesmo Aecio acaba de perder meu voto

 

 

Nira

- 2014-09-05 21:20:19

Você acha mesmo que a Dilma

Você acha mesmo que a Dilma devia ter respondido assim ? O processo sumiu de uma dependência da Receita Federal, levado por uma funcionária, e se não me engano não foi apurado quem docemente a constrangeu a cometer o tresloucado gesto. Por falar nisso, a quantas anda o processo ? Aqui se cobra o tal DARF, mas se a globo contesta a dívida, e a coisa não anda, podemos esperar uma quitação voluntária ?

Esse tipo de resposta só cabe aqui no blog, onde a gente se expressa sem maiores consequências.

Dorlei

- 2014-09-05 20:32:22

 ...desvio de recursos

 ...desvio de recursos públicos para comprar e vender votos para aprovar projetos na Câmara...

Assis, é muito mais grave o que ficou. O exposto na frase acima de seu texto, mesmo apenas isso, a muito foi esquecido. Ao menos junto aqueles que só assistem os jornais porque logo depois tem mais uma novela. Pessoas boas, mas simples, digamos.

Antes, durante e após o julgamento, até hoje, o que ouvem da TV, é a expressão – Mensalão do PT. E não passa um dia sem que seja lembrado o fato.

Para a maioria destes o mensalão foi uma gigantesca roubalheira praticada pelo PT.  Apenas isso. 

Neco Hayashi

- 2014-09-05 19:24:52

Se há realmente alguém que

Se há realmente alguém que tenha a Marina como confiável ou capacitada para qualquer coisa, então a capacidade da rede Bobo de televisão em enganar esclarecidos está muito bem, obrigado. Mas, desconfio que os torcedores da Marina querem que os outros acreditem nisso, mas eles mesmos não acreditam nela.

Paulo Souza

- 2014-09-05 19:11:58

É o seguinte: Dilma está com

É o seguinte:

Dilma está com 35% dos eleitores desde o tsunami da Copa das Confederações em 2013. Quanto mais o Governo e seus defensores dizem que o país está um espetáculo em termos de Saúde e Educação mais o povo sofre nas filas e nos PS do Brasil. Em umas 20 capitais brasileiras vc pode tirar aquelas fotografias de pacientes espalhados pelo chão das Emergências. Estes programas (PROUNI, FIES) só servem pra enriquecer tubarões do ensino que constroem faculdades medíocres. Estamos formando uma geração de analfabetos funcionais com diploma e o País vai pagar por isto um dia. Mobilidade urbana? Segurança? Com a economia sem crescimento como está o desemprego é uma questão de tempo. E se o governo quiser estimular o consumo de carros e motos novamente as cidades vão parar de uma vez...

Marina hoje está com os mesmos 35% da Dilma e o Aécio tem 20%. NENHUM eleitor do Aécio vai votar na Dilma no 2° turno. A única maneira da Dilma vencer esta eleição seria no 1° turno, se reconquistasse os 10% dos votos da Marina. Ficaríamos com Dilma (45%), Marina (25%) e Aécio (20%). Ali no fotochart daria. 

Esta eleição está perdida pra Dilma. 65% dos brasileiros não gostam dela...

Lineu Ignacio

- 2014-09-05 19:05:43

pensar ....livre pensar .....( millor )

Juliano

Voce tem direito de ter suas preferencias.

Voce não tem direito de chamar outros leitores de ignorantes.

NICKNAME

- 2014-09-05 17:28:02

Assim é, se lhe parece

O texto é de boa fé. Numa leitura ligeira (típica de nossos tempos) vemos que é racional. Paremos um pouco: parece ser racional. Julgamentos não são desprovidos de subjetividades, de emoções, e de irracionalidades (toquei nesse aspecto lá embaixo, o que nos vem sintetizar outra comentarista: a carga simbólica). Eis alguns julgamentos: "frágil" isso, "frágil" aquilo, "frágil" naquilo outro (Espera, aí: vejo arrogâncias, e, disso, nosso povo tá cheio, tá por aqui, ó ! - Sim, também meu julgamento é subjetivo). Pois quem o autor analisa, ou contra quem analisa, uma certa candidata, ela, sim, é forte, ou ( prefiro dizer) parece ser forte. Mas parece que o autor entende melhor se repetir, ou achar que a gente é que precisa entender melhor se repetir, se enfatizar. Passemos ao mesmo artifício: é forte, é forte, é forte. É uma fortaleza: ela. Ou parece ser. Parece saber, parece equilibrar razão e emoção, parece nem pretender só um lado, nem pretender só o outro. Parece enxergar e parece ter enxergado longe, e parece não ter deixado pra última hora sua conversão nalguma fé (fé religiosa, pois que há outro tipo de fé, o da razão, o da racionalidade). Nós parecemos continuar no jardim da infância, parece sermos pegos de surpresa (não acredito que seja por burrice). Não é apenas por ser de bom-tom: a prudência nos sugere que respeitemos nossos adversários. Mais respeito com a doutora.

Wong

- 2014-09-05 17:20:16

Um Desafio: O que o Eleitor acha que foi o Mensalão?

J. Carlos de Assis, muito bom diagnóstico da "carimbada" que o Mensalão significou para a Imagem dos Políticos da "Velha Política" (daí, abriu-se uma "Estrada" para a falsa "Nova Política" da Marina).

Tenho um Desafio (aliás mais de um):

1. Pergunte ao Eleitor de qualquer Classe, inclusive os da Elite, o que foi o Mensalão.

Vão responder que foi "uma Roubalheira" que "enriqueceu" os Políticos do PT. Ninguém tem noção do que foi um "Caixa 2" e a finalidade deste. Acham que roubaram e ficaram com a grana para gastar como quisessem...

2. Pergunte sobre a Impunidade no País. E, vão responder que a Justiça é Lenta e favorece o Governo (PT). Poucos sabem que o Poder Judiciário é independente do Executivo (e, quando, lembrados desta Independência, vão dizer que o STF é nomeado pela Presidenta...).

3. Pergunte ao Eleitor de quem é a Culpa da Má Qualidade da Telefonia (existe hoje um consenso que "nem" a Vivo "presta mais").

Repare que ninguém vai lembrar que a Vivo/TIM/Claro/Oi são Empresas Privadas.

Explique então o que seria uma ANATEL; Fale das Multas...

Vão responder que "neste País só pobre paga as Multas".

J. Carlos, assim como o Governo levou de bobeira o Carimbo do Mensalão, vai levar o Carimbo do Atraso da Usina de Santo Antônio.

Repare no Slogan da Dilma de que a "Verdade Vai Vencer a Mentira" (é de uma Candura igual a do "País Rico é País Sem Pobreza" - Lembra-se do Joãozinho Trinta: `quem gosta de miséria é intelectual, pobre gosta de luxo`).

http://globotv.globo.com/rede-globo/fantastico/v/joaozinho-trinta-quem-gosta-de-miseria-e-intelectual-pobre-gosta-de-luxo/1199208/

Se fosse o Lula, este diria: "Galinha que bota ovo e não cacareja, vai pra panela"...

Dilma, de forma tão (ou mais) Messiânica que Marina, espera a Verdade ser "Revelada" por algum Ente Esotérico...

 

Cristiana Castro

- 2014-09-05 16:57:39

Concordo com vc, Avatar. Os

Concordo com vc, Avatar. Os candidatos podem até não estar falando de Mensalão mas os militantes, simpatizantes e eleiotres só escutam isso o tempo todo. Todo o debate termina em Mensalão e é desse jeito mesmo, se os ministros do STF disseram que houve mensalão é pq houve mensalão... Realmente fica complicado vc convencer pessoas que já estão fechadas com a ideia de que todo político é safado que existem grupos que superam, em larga escala, a canalhice atribuída aos políticos. A gente sabe o que tá passando nessas eleições e, em respeito ao blog e aos comentaristas, eu vou parar o meu comentário por aqui. Se eu fosse escrever o que eu tenho vontade, acerca do mau-caratismo desses ministros nazistas, Nassif ia me expulsar do blog com toda a razão. Portanto, vamos pra campanha. Independente de quem vença as eleições, nós ainda temos um encontro marcado com o STF mas, vai ser muito melhor olhar na cara deles e constatar seu fiasco ideológico ante a uma vitória do PT; o fracasso moral de cada um deles, dispensa constatação, o mesmo valendo para o MPF. Um grupo de covardes que vive de brisa e que  se une com o objetivo de prejudicar seu próprio povo para se dar bem ( melhor, pq numa boa, eles já vivem desde sempre ), merece um julgamento nos mesmos moldes que ofereceram aos réus da AP470. Enfim, agora é campanha; depois a gente acerta com eles.

Ricardo Pereira

- 2014-09-05 16:32:41

Pelo menos para a globo, procede

o uso recorrente do mensalao para desconstruir o PT, e isto podemos observar durante a sabatina da Dilma pelo Pitbonner. Só que a presidenta devia ter respondido à altura falando sobre um certo processo da receita federal que sumiu e do darf que a globo nao mostrou.  Se fosse o Brizola , nao ia ter duvida em usar isto para acabar com a empafia dos irmãos Marinho et caterva. Ja passsou da hora de peitar a midia de frente, sem medo.

 

 

 

Lineu Ignacio

- 2014-09-05 16:22:44

o buraco é mais embaixo

querido J.

Marina esta com uma votação grande porque ninguem mais aceita  a esperteza  do PT.

todos os eventos comentados são publicos.

Cada um tem sua versão, que difere radicalmente da sua.

Com isso quero dizer que marina esta na frente porque Dilma e, Lula e PT ja deram o que tinham que dar.

O fato dela não ter um programa não quer dizer nada: todos os canditados apresentam e fazem completameante diferente.

Do mesmo jeito que Lula foi a novidade  em 2002, Marina é novidade agora.

 

 

Jorge Vieira

- 2014-09-05 15:37:08

Admissão de culpa

Delúbio Soares foi o primeiro a admitir a existência do caixa 2.

A questão é que inventaram e transformaram o caixa 2 em compra de votos para determinadas votações no Congresso.

E inventaram que os recursos viriam do desvio de um contrato de publicidade com o BB, ignorando os empréstimos juntos aos bancos

Ou seja, enquadraram os petistas em corrupção ativa, corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

O golpe tramado pela mídia, PGR e STF foi de mestre e indefensável.

 

Cunha

- 2014-09-05 15:32:37

A candidata do Itau é a

A candidata do Itau é a preferida dos jovens descrentes com a política.

Eles devem ter uma crença enorme nos bancos.

Um bando de imbecis que só sabe postar fotos.

Analfabetos políticos, massa de manobra, uma vergonha.

Quem viu a juventude na década de 60 e vê essa agora, chora.

Jorge Vieira

- 2014-09-05 15:13:30

Carga simbólica

Por que não transformar a razão na carga simbólica dessa eleição ?

Jorge Vieira

- 2014-09-05 15:10:53

Mas, imagina se a razão vence a eleição,

Teremos um avanço civilizatório como nunca em nosso país, comparável,  para nós brasileiros, em termos sociológicos, como a revolução digital está sendo para o mundo.

Seria a redenção cultural do país. Um novo paradigma se instalaria no ambiente sócio-econômico-político.

Teremos o avanço da educação com base na Teoria da Evolução,

Teremos o avanço da saúde com base na Ciência Médica.

E assim por diante em todos os setores do pensamento e da prática.

Por isto entendo que essa eleição vai defenir se seremos uma nova potência soberana no mundo ou se regrediremos para as trevas do colonialismo disfarçado ao qual fomos submetidos desde o descobrimento.

Daí, meu caro, é preciso ir para as ruas e lutar pela vitória de Dilma.até o depósito do último voto nas urnas.

 

Mariana B

- 2014-09-05 15:02:10

Santa?

Eu quero é saber do avião, dos clientes confidenciais, do apartamento em SP, do Malafaia, do ctrl+c ctrl+v do programa... Essa daí tá mais suja do que pau de galinheiro.

Fulvia

- 2014-09-05 15:02:00

Eu, assim como Ojeriza Silva,

Eu, assim como Ojeriza Silva, digo, Osmarina Silva também quero mudanças, e é pra já.

Quero viver em país com inflação alta, de preferência de dois dígitos.

Quero dívida externa impagável com idas freqüentes ao FMI, implorar por favores de pires na mão.

Quero desemprego em massa, tal qual ocorre na Europa.

Quero um povo sem poder de compra e de crédito.

Quero juros escorchantes.

Quero badernas e convulsões sociais.

Quero ver expulsos do país esses comunistas cubanos, típicos curandeiros que se passam por médicos.

Quero ver essa política habitacional, esse tal de mcmv ser substituído pelo programa Tem favela para todos.

Quero ver a polícia federal inoperante, trabalhando apenas para inglês ver.

Quero ver a petrobrás afundada na mais profunda camada do pré-sal.

Quero salário mínimo sempre indigno.

Quero o velho, travestido do novo.

Quero uma presidenta da república, comprometida com o obscurantismo mais medieval e arcaico possível.

E para terminar, quero a volta de tudo de ruim que vivenciamos em passado recente, afinal esse país tá uma merda pra se viver.  Pensando bem, vou me embora para Pasárgada.

Aproveito o ensejo para transcrever o poema, Vou me embora pra Pasárgada de Manuel Bandeira.

Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

 

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

 

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

 

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

 

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.

 

Alexandre Bitencourt

- 2014-09-05 14:53:14

Concordo com você. Mesmo com

Concordo com você.

Mesmo com o mensalão, Dilma tinha aprovação altíssima.

Tal aprovação caiu com as manifestações que alguns inocentemente chamam de espontânea, incluindo entre esses "alguns" pessoas de esquerda.

Juliano Santos

- 2014-09-05 14:40:36

Um exemplo do Lula fazendo

Um exemplo do Lula fazendo política. Disse ontem o seguinte, num comício: "Se precisar, vou lá embaixo buscar o pré-sal"

Todos sabem, claro, que ele não vai lá, literalmente, buscar o pré-sal com a mão. Mas é a carga simbólica. Uma figura de linguagem para reforçar na cabeça do povo a importância do pré-sal. Algo que o Getúlio fez com maestria na campanha do "petróleo é nosso"

Juliano Santos

- 2014-09-05 14:22:55

Sim, o mensalão teve um papel

Sim, o mensalão teve um papel importante na desqualificação dos partidos perante a opinião pública, nesse quesito totalmente contaminada pela opinião publicada. Mas acho que não é só isso.

Se pensarmos bem, essa eleição é a primeira desde 89, onde o Lula não participa diretamente. É o projeto do PT, muito bem representado pela Dilma, tentando convencer apenas por seus méritos objetivos. Apesar de serem muitos, não é o suficiente.

Está faltando a carga simbólica. A luta da comunicação. Tudo isso era Lula. A Dilma é razão pura, cartezianismo que chega às raias do enfado. A eleição seria assim, se o avião não tivesse caído. Daí passou a entrar narrativas simbólicas, com personagens arquétipos e muita subjetividade. O significante acima do significado.

É por isso que recomendo a todos as análises do Wilson Ferreira, colaborador do blog do Nassif. A Marina é um bomba semiótica. Ás vezes até detonando ela própria, como no caso Malafaia. 

Astronauta

- 2014-09-05 14:09:56

Marina

A Marina não é só a vice do Eduardo Campos que teve sua imagem elevada devido ao acidente e morte do candidato do PSB.

Ela já era conhecida da população desde a eleição passada. Tem sua imagem vinculada à de Chico Mendes, defensor das florestas, dos seringueiros. Foi ministra defendendo o meio ambiente. Sua vida foi de luta, origem pobre, possui uma imagem sofrida. Ela é "contra tudo isso que esta aí".

Essa imagem é a que está no imaginário popular. Temos que reconhecer que é muito forte. Os políticos são odiados pelo povo, existe de fato muito corrupção em todos os entes da federação. O povo não quer saber até agora a ligação de Marina com o liberalismo econômico. talvez esteja aí o seu Calcanhar de Aquiles. 

Retirar essa imagem de santa, defendendo a idéia de que a sua eleição poderá provocar um retrocesso na economia.

lenir

- 2014-09-05 14:03:21

Eleitor oculto
Sobre a eleição de 89 o que eu vi foi exatamente o que acontece hoje: O PIG manipulando a população desinformada; em 89 a globo fez 2 globo reporter para inflar a candidatura color e conseguiu parcialmente, porém haja vista que Brizola era fortissimo tinham que elimina-lo e sentiu a força do sindicalismo inflou a candidatura Lula já que Lula era inexperiente achavam que seria mais facil derrota-lo, porque caso o Brizola fosse para o 2º turno a derrota de color seria inevitavel. Mas mesmo assim tiveram que apelar para derrotar o Lula surpriendendo. Então a manipulação continua em 2014, porém com muito mais força por que não temos a lei das mídias, quem possui os meios de comunicação fala o que quiser e não tem responsabilização (apesar de terem uma concessão pública - o povo tem que ser informado da verdade) sob pena de perder essa concessão pública.

Jair Maia

- 2014-09-05 13:51:28

Marina elogia Serra que desviou dinheiro da saúde
O governo Serra foi flagrado por uma auditoria federal desviando recursos do Fundo Estadual de Saúde para a Conta Única do Estado. Diz a auditoria nº 8228/2009 realizada pelo DENASUS (Departamento Nacional de Auditoria do SUS do Ministério da Saúde), que analisou os anos de 2006 e 2007, na sua conclusão: “Os recursos repassados Fundo a Fundo pelo Ministério da Saúde como, por exemplo, Assistência Farmacêutica Básica, Medicamentos Excepcionais e Alta Complexidade são transferidos para a Conta Única do Estado assim que creditados pelo Fundo Nacional de Saúde nas contas dos Blocos de Financiamentos”.

NICKNAME

- 2014-09-05 13:38:21

O texto é bom (como outros

O texto é bom (como outros que surgiram e provavelemente surgirão). É exatamente por isso que, no conjunto, não concordo com o texto. É Racional e é Agora. Trata-se de um jogo em fins de primeiro tempo (deixo claro: não trato como um jogo). Mas o povo trata. Mas o povo é levado por emoções. Mas o povo é informado pela mídia.

E é nas circunstâncias a que se chega, a que chegamos (Alguns fatores são corretamente apontados pelo autor do Post-título - e por comentaristas -, mas há, aqui e ali, uns outros fatores em que há equivocos, vou usar outra palavra, em que há erros puros e simples; em que há menosprezos; em que parece que vai chegando ao ponto... mas... fica pela metade do caminho na análise crítica). Post-título e comentaristas até esta hora (falo do dia e minuto) não recorrem somente ao racional (como de início mencionei). Recorrem também ao irracional, às emoções. E, por isso, se perdem, não estão à altura das emoções criadas ou despertadas pela deslumbrante mídia (falo no plural, "media" e não apenas em Rede Globo e Veja), ou por uma série de erros de partidos e pessoas de esquerda (falo novamente no plural, e não num único e principal erro, o da AP 470, vulgo "mensalão").

Por este que vos fala cansar de repetir circunstâncias e fatores é que não o faço mais: deixo como exercício e tema de casa voltar a ler o Post-título e alguns comentários. Noutros instantes, usei de humor e de gracejos e deboches, talvez por isso meus comentários - e de alguns poucos outros - não tenham sido lidos ou para ele tenham torcido o nariz. Ou tenham achado irresponsabilidades nos gracejos. Não foram só gracejos e deboches. Falei do que eu suponho ser uma maioria silenciosa e não cadastrada ou que raramente não comentam, ou que já foram embora.

Repito: Hpá erros no psot-título e ficam pela metade também alguns outros fatores apontados por comentaristas até a esta hora do dia, e até onde pude acompanhar, sem achar maçante, redundante, previsível.

Vamos ao fim do primeiro tempo e ao segundo e ganhar. Assim espero, assim esperamos.

IV AVATAR

- 2014-09-05 13:36:42

Aécio tem que se atualizar

Há coisas mais recentes do que o velho "mensalão' pau prá toda obra

Como se vê neste infográfico, o PSB é nanico mas, no item corrupção, fica bem perto dos grandes partidos

altamiro souza

- 2014-09-05 13:24:32

não  adianta a candidata

não  adianta a candidata dilma ter doze minutos diários de propaganda eleitoral

se CBN a cada meia hora dá o gancho para marina aparecer no seu noticiário nacional, criticando a presidente.

sai como notícia,  mas é pura propaganda, pois não há o contraditório.

ouvi:

a candidata marina silva criticou os presidenciáveis dilma e aécio por criticarem-na etc e tal....

ouvi a mesma notícai as 9,30 horas e às l0 horas.

acho um absurdo.

uma vez até que poderia ser uma "notícia", mas repeti-l,a, configura  golpísmo.

e  a justiça eleitoral? e o pt?

IV AVATAR

- 2014-09-05 13:23:53

O mensalão da Marina é novo. Aécio está desatualizado.

As últimas notícias sobre o mensalão da Marina, o caso do avião, além dos patrocínios não revelados(nem declarados ao TSE), que ultrapassam 1,5 milhão de reais..e vamo que vamo com a "nova politica"...,,a propósito:

 

Operação de “compra” de jatinho foi negócio “por fora”. Não aconteceu e não podia acontecer, por Fernando Britto, no Tijolaço

cessna

Qualquer colega jornalista pode verificar, no site da Anac, quais são os documentos necessários para que uma empresa transfira  o registro de uma aeronave.

O que é o caso da alegação do PSB de que os usineiros da AF Andrade, de Ribeirão Preto, fizeram aos misteriosos empresários pernambucanos Apolo Vieira Santana e João Paulo Lyra Pessoa de Mello Filho, a venda do Cessna matrícula PR-AFA, que servia à campanha de Eduardo Campos e Marina Silva.

Não há, salvo engano, nenhum processo relativo a esta aeronave em curso na Anac, o que pode ser verificado no sistema eletrônico de acompanhamento de pedidos ao órgão.

Na imagem condensada que se publica ao lado, o último registro de processo relativo ao PR-AFA data de mais de um ano atrás, 13 meses antes da suposta operação de compra.

Não há porque a transferência do registro da aeronave não poderia ser feita, simples assim.

Porque, se aconteceu, seria um “subleasing” – uma sublocação, na linguagem dos mortais como nós, inquilinos ou ex-inquilinos –  que é vedado pela legislação comercial, salvo com a anuência prévia de quem arrenda o bem, no caso a Cessna. Há, inclusive, uma  Resolução (a de  número  2.309 ) do Banco Central que prevê a necessidade expressa de concordância prévia do arrendador.

Quem arrenda é a Cessna e a Cessna não autorizou a transferência da posse do bem.

Sem isso, nem mesmo matrícula válida o aparelho poderia ter, porque isso é exigido pelo Código Aeronáutico Brasileiro, em seu artigo 111.

E o mesmo pelo Sistema de Registro Aeronáutico  Brasileiro, que obriga para o registro de aeronave a apresentação de “termo de anuência do arrendador, no caso de cessão do arrendamento ou subarrendamento”.

Isso se a venda de fato ocorreu e não, como parece, uma operação clandestina para ficar de posse de um avião mediante pagamentos “por fora” e de origem já comprovadamente fraudulenta, com os laranjas que apareceram nessa transação.

Esta operação foi uma maracutaia.

Tão grande e mal-feita que não tem como deixar de explodir, mesmo com a imensa “boa-vontade” da mídia para com os envolvidos nela.

O programa de governo apresentado por Marina Silva diz ser necessário “o fortalecimento dos mecanismos de transparência nas doações para campanhas eleitorais”.

Que tal começar mostrando os documentos relativos a esta doação funesta?

Até porque são públicos, à medida em que têm de ser apresentados às autoridades públicas que registram aeronaves, como os Detrans registram veículos.

Mas não podem fazê-lo.

Seria a confissão de uma fraude.

 

IV AVATAR

- 2014-09-05 13:18:17

"Forças ocultas", o eleitor oculto de Marina Silva

"Tudo se deve a uma coisa chamada “mensalão”, que assumiu um caráter subjetivo no substrato ideológico da esmagadora maioria dos brasileiros" 

A enorme publicidade em torno do "mensalão" 

A enorme publicidade em torno da "Operação Mãos Limpas" na Itália resultou na eleição do "ético" Silvio Berlusconni que, aqui respondia pelo nome de Aécio Neves mas que, de aeroporto em aeropoto, dando com os burros n´agua, foi substutuido pela angelical Marina Silva, essa caiu do céu para banqueiros, rentistas, abutres e velha mídia, pois o povão com ela se identifica e não há tempo de mostrar que ela é a candidata do ricos, nem se discute modelos de política econômica, etc.. tudo foi substituido pela continuidade e até aumento, nesta reta final de campanha, da intensa e inimterrupta pancadaria dos meios de comunicação contra Dilma.

Quanto a questão mensalão,  é a primeira vez que eu vejo alguém ir ao ponto. É claro que o mensalão foi fundamental para essa ojeriza por parte da população contra o PT, imagina só um JN passar dias e dias usando em torno de 18 minutos do seu telejornal para usar o julgamento farsesco para descer pancada no PT, pancadaria que continua, basta ver a baixaria de Wiiliam Bonner em seu rol de agressões contra Dilma.

 

A grande maioria da população, que só se informa pela grande imprensa, pensa que o julgamento do mensalão foi justo, e que Barbosa foi o "Menino Pobre Que Salvou o Brasil", conforme tascou a Veja na nossa cara. Na fala de Barbosa, agora tem Marina como a salvadora. Retornando à questão do "mensalão", concordo com o autor, não há como negar que a partir de 2004, quando o caixa 2 do PT estourou, a turma do Cachoeira soltou foguetes pq viu ali a oportunidade de varrer o PT do poder. Não é por coincidência que foi através da engenharia de Cachoeira, ao gravar o Marinho, correligionário de Roberto Jefferson, recebendo propina, que o escândalo estourou e por pouco não resultou no impeachment de Lula. E como Lula não caiu, a elite tratou de dar o troco através de um julgamento farsesco e propagandístico, como vimos em 2012, em plena eleição e cujas ondas ainda estão ativas até hoje, basta ver o que saiu da boca de William Bonner ao agredir Dilma no JN a título de estar entrevistando a candidata do PT. Desde o momento em que o caixa 2(nada a ver com compra de parlamentares eleitos para votar em projetos de Lula, isso é uma invenção) veio à tona, o PT reconheceu o erro, Lula pediu desculpas à nação por isso e, por esse motivo(caixa2) os envolvidos deveriam terem sido julgados e condenados e não por crimes que não cometeram. Mas, diante do rolo compressor do aparato midiático-penal, não adianta explicar isso à população, simplesmente pensam que se trata de petista transformando bandido em herói, o mote desta eleição, com o mensalão continuando rendendo, ao mesmo tempo em que não se fala em roubos de bilhões de reais, como o escândalo Alstom em SP, e o caixa 2 do PSB que terminou por causar a morte de Eduardo Campos, está sumindo do noticiário.

Mirem-se na Itália

, Operação Mãos Limpas resultou na eleição do outsider e magnata Silvio Berlusconi. Como Aécio Neves, versão tupiquiniquim de Berlusconni não (de)colou, a Marina caiu do céu para a direita que quer pq quer a restauração conservadora. Pessoalmente Marina é pessoa honesta, como o é também Marina Silva, o que não se pode dizer o mesmo dos abutres que estão com Marina. Mirem-se na experiência Silvio Berlusconni.

 

Educação

Maurício Rands apenas repetiu o blábláblá de Giannetti, guru de Marina. Giannetti tem afirmado que Celso Furtado se esqueceu de colocar a educação em seus postulados sobre economia. Na verdade o interesse de Giannetti pela educação é outro: Privatizar as universidades. começando pela implantação do ensino pago, segundo afirmou em encontro na Unicamp-SP. Para ele, o aluno que estudo em escola privada tem que pagar universidade. O eleitor tem que saber o que signfica política de estado mínimo pois, pelo que estou vendo, já se esqueceu. E o tempo é curto, não dá prá explicar para o eleitorado. Por isso precisamos conversar com as pessoas sobre isso. 

É preciso muito trabalho de corpo a corpo para desconstruir a campanha de desinformação e ódio do pig

Pensei que meus parentes com quem convivo não fossem desistir de Marina. Não querem mais saber dela. 

Um deles, evangélico, referiu-se a ela como uma despreparada. De fato ela é despreparada, a única vantagem de Marina é ser depositária do voto niilista, o da descrença em tudo,  mas cá prá nós, será que o eleitor vai mesmo votar com base nessa descrença incutida pelo pig? Parece-me que não. Não creio que Marina se eleja por ser a representante da não-politica, do não-partido, essa coisa que a levou a entrar na  disputa de uma forma inusitada, digamos, uma espécie de não-candidata,...a campanha dela está sendo feita pela Globo e CIA, o que se configura como não-campanha, senão vejamos: Até o programa de governo dela é um não-programa, uma vez que se trata de plágio feito a partir de recortes que a Dona Neca do Itaú, a "educadora" de Marina e, como se trata de invencionice, ela faz alterações, não sabe o que quer, tudo em Marina é falso e simulacro. ..xô estrupício...Ela(Marina)  esta passando a impressão para o eleitor de que é uma despreparada, o que de fato o é, não aguenta nem um tuite do Malafaia como vai aguentar um da petroleiras americanas. Ouvi isso hoje da boca de um irmão que jurava que ia votar na Marina mas desistiu, da Assembléia de Deus, se referiu a Marina como uma "pessoa despreparada".  Há dias que venho explicado para eles que Dilma fez muito e que foi boicotada pela imprensa e que o que a elite está vendendo como alternância de poder é na verdade mudança de visão de estado, falei o que é estádio mínimo que, como sabemos, se traduz em neoliberalismo, arrocho, austeridade, sucateamento do pré-sal, ensino superior pago...

 

Fontes consultadas:

Como a Operação Mãos Limpas, na Itália, resultou na eleição do magnata e outsider Silvio Berlusconni

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/marcado-por-corrupcao-e-escandalos-sexuais-berlusconi-caiu-pela-economia/n1597366679795.html

 O mensalão não existiu

http://www.lexometro.blogspot.com.br/2014/04/coletanea-mensalao.html

A contrução do niilismo na politica como ferramenta para a restauração conservadora

http://josecarloslima85.blogspot.com.br/2014/08/a-construcao-do-voto-niilista.html

 

Giannetti defende ensino pago nas universidades

https://jornalggn.com.br/noticia/giannetti-defende-o-ensino-pago-nas-universidades

 

O que é pig

http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_da_Imprensa_Golpista

 

Do suicidio de Vargas à tentativa de derrubada de Dilma, a elite tupiquim não descansa

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/151113/Janio-conta-como-Get%C3%BAlio-foi-morto-pela-m%C3%ADdia.htm

Emir Sader: Por que eles tem medo do Lula

http://www.cartamaior.com.br/?/Blog/Blog-do-Emir/Por-que-eles-tem-medo-do-Lula-/2/27152

Os outros nomes da UDN

http://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/Os-outros-nomes-da-UDN/21590

 

Mauro Santayana: A doutrina Hillary Clinton: A gestação do argumento golpista

http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/A-doutrina-Hillary-a-gestacao-do-argumento-golpista/6/15269

Eleições 2014

http://www.lexometro.blogspot.com

.

Jair Maia

- 2014-09-05 13:06:02

Aécio usou o Mensalão para atacar Marina
Ontem, no horário eleitoral vi o desespero de Aécio. Segundo o candidato tucano Marina também é culpada pelo Mensalão. Engraçado é ver grande parte da imprensa colocando Dilma e o PT como os vilões que atacam Marina e nem dizem nada sobre a campanha de baixo nível que Aécio fez ontem contra a candidata do PSB.

Jair Maia

- 2014-09-05 13:05:01

Aécio usou o Mensalão para atacar Marina
Ontem, no horário eleitoral vi o desespero do Aécio. Segundo o candidato tucano Marina também é culpada pelo Mensalão. Engraçado é ver grande parte da imprensa colocando Dilma e o PT como os vilões que atacam Marina e nem dizem nada sobre a campanha de baixo nível que Aécio fez ontem contra a candidata do PSB.

Cuma???

- 2014-09-05 12:55:36

[  Até que ponto isso não

[  Até que ponto isso não passa de uma distração da sociedade num momento de cansaço da política, uma espécie de desesperança, certamente infundada, com relação à política como arte de comandar o Estado?]   Por que será isso, se fazer acordo como os piores corruptos é a coisa mais normal do mundo?

Luis S

- 2014-09-05 12:54:36

Nao e' o mensalao em si

E' a arrogancia.

O PT nao quer "passar a limpo" o mensalao. Quando muito, alguns querem provar que os condenados sao inocentes. Nao vou entrar nos detalhes do julgamento, aceito o argumento de que o processo foi todo viciado e tendencioso. Porem, "passar a limpo" o mensalao e' admitir o erro e a culpa pelo que aconteceu. Nao e' dizer "foi apenas caixa 2" (que tambem e' crime) e menos ainda dizer "todo mundo faz".

O comportamento do PT neste processo foi pernicioso tanto por nao defender-se corretamente dos vicios do processo como por nunca admitir culpa e assumir um compromisso moral crivel de que imbecilidades como essa nunca mais seriam aceitas.

 

claudio bala

- 2014-09-05 12:39:32

assis,  surgimento do

assis, 

surgimento do neoliberal de thacher/nixon coincide com fim das ditaduras na america latina, dai vem financiamento interno pelo externo, indexacao dolar, abertura comercial, etc,,,

racha na transicao, principalmente por parte do pmdb paulista, mais nacionalista, apoiando direta ja, com ulisses, quercia/folha, lembre se que, o grupo depois tucano ja ligado ao capital estrangeiro, liberacao etc, nao participou ativamente, caravana das diretas peo brasil acho que foi belem, cuiaba, goiana, etc,,, nao tinha tucano), isso foi 1985 (mesma epoca que tentaram transformar fhc em expressao nacional com invencao eleicao prefeitura, derrota muda jgo) aqui no brasil, na argentina na se anunciava plano austral, indexacao dolar, corte liquidez, abertura comercial, fianciamento internacional, desse racha sai o plano cruzado, plano mais nacional etc,,,,

como nao vingou plano cruzado, nem promocao do fhc, adia se eleicao de 88 para 89, subtitui fhc por covas, com sassa mutema de vice, etc,,,

esse era quadro de 1989 para entender aparecimento do collor, como covas mesmo com todo aparato pidiatico, lembrando "moral", "competencia", "mudanca" bla bal bla, era fraco pessoalmente, nao vingou, como nao era fhc, nem covas os atores importantes, com mesmo projeto neoliral se produz o collor, com mesmo plano argentino neoliberal, sem um partido, sem um grupo forte, mas com plano forte, dai subida do juros para fortalecer reservas, corte da liquidez via confisco poupanca, etc,,, e antes de lancar indexacao, assim como na argentina, no primeiro mmento traria aumento de poder de compra, euforia, etc,, elegeria seu sucessor, entra turma do fhc, ate foi derrubado por uma briguinha interna, collor queria serra e covas nao aceitou compor, dai voltou fhc,,,,,

é dai que vem a identiticacao com collor, pos 12 anos de governo mais de independencia nacional, etc,, é esse projeto que tem que ser derrub ado, custe o que custar, o candidato do "mercado" ou capital internacional aecio com seu arminio, nao emplacaram, eles nao sao importantes, importante sempre é projeto do capital, entao se promove marina silva, sem partido como collor, negando a politica como collor, mas com programa totalmente neoliberal

com um agravante, se em 2000 havia crise, quebradeira etc, governos do pt fortaleceram as estatais, bb por exemplo avancou 35% no mercado de bancos privados, petrobras prestes a se tornal uma das maiores e melhores do mundo, etc,,

marina ao contrario de collor que estruturou para lancar o real, pegara para desmontar, obvio que lucrarao muito, mas trara tambem muita revolta, frustacao e manifestacoes, como ela é um collor, tambem pode ser sim substituida,,,,,,

autonomo

- 2014-09-05 12:26:16

Concordo com quase tudo desta

Concordo com quase tudo desta analise politica, que "Marina não é Collor", que são momentos, personagens e situações diferentes.

Não concordo, porem,  com a conclusão, afirmando que o "mensalão" foi a razão para a reviravolta politica atual, com o surgimento do fenomeno  Marina.

O "mensalão" foi um golpe duro sofrido pelo PT,  mas de natureza nacional, inventado e desenvolvido aqui mesmo, com armas ja conhecidas.

O efeito provocou muitos danos mas não o suficiente para provocar tanto estrago.

Mesmo depois da farsa juridica a reeleição continuava praticamente garantida no primeiro turno.

O ataque foi  exagerado e a trama acabou explicita..

O povo não é tão ingenuo.

No fundo desconfiou das decisões de um tribunal nunca tão exposto e que jamais prendera Maluf  ou outros notorios ladrões.. 

O que alterou realmente o quadro politico foi um golpe de natureza internacional, inventado e desenvolvido fora de nossas fronteiras, com arma ainda desconhecida. 

Fomos vitimas de uma intervenção estrangeira em nossa politica, a mesma intitulada em outros paises como "primaveras", agui, "manifestações de junho".

Não compreendo como ainda existam pessoas que classificam tal movimento de "espontaneo".

O imperio inventou uma nova sinistra maquininha para dominar, que age sorrateiramente entre as pessoas, junta "insatisfeitos" de todos os tipos e os reune inesperadamente numa mesma data e local.

Não importa o motivo da insatisfação. Aqui pode ser jogos de futebol, Copa, na Turquia a derrubada de uma arvore.

André Paulo Reis

- 2014-09-05 12:23:33

Sabemos quem é o eleitor oculto

O mesmo eleitor que levou Getulio Vargas ao  suicidio, que derrubou Jango, que está tentando derrubar Dilma. As tais forças ocultas tiveram uma mãozinha dos blackblocs que, tem o rosto oculto em sinal de anonimo, e apoiam uma candidata que é sem partido...e sem programa...

Maria Luisa

- 2014-09-05 12:12:43

Poucos

Dentre os que estão dentro ou apoiam o PT querem que se passe a limpo a historia do mensalão. O partido, assim como muito gente em volta, acha que o melhor é deixar como esta até cair de vez no esquecimento. Joga tudo pra debaixo do tapete. Mas acho que enquanto os dirigentes do PT não voltarem à essa historia de que o PT é corrupto, que viceja uma quadrilha la dentro, o partido não vai ganhar em alguns estados e capitais. E corre o risco, muito sério, de perder o Governo Federal.

E agora, porque não se defendeu, porque não explicou o que estava acontecendo, a presidente da Republica, que faz parte do partido, tem que ouvir de um apresentador de jornal "mas seu partido é corrupto, foi condenado pela Suprema Corte. Porque a senhora não consegue formar uma ministério honesto ?" O que o publico médio, que so viu o que saiu na TV sobre o julgamento do mensalão, elabora quando ouve uma frase dessas da boca de um jornalista-lacerdista sem o talento do original ? O cidadão se conforta dizendo que o jornalista esta certo, o PT deve ser bem pior do que ele pensa. 

Enfim, Se Zola não tivesse escrito 'J'accuse', a verdadeira historia de Dreyfus seria conhecida apenas por aqueles que tinham conhecimento dos pormenores do seu julgmento e sabiam do ambiente de animosidade contra judeus naquele momento. Dreyfus tornou-se então o alvo perfeito. A historia sem 'J'accuse' jamais seria essa, que conhecemos hoje. 

luiz valentim

- 2014-09-05 11:55:29

Nassif sentiu obrigação de criticar Márcio Pochman
Acho que Nassif não precisaria criticar Márcio Pohman no mesmo tom de crítica dos outros , Pochman é bom demais.os outros são mediocres demais. Ocorreu um acidente botar os tres num saco só. ões e puniçcheio de falhas. Aí jornalistas sacanas pegam informações e fiscalizações ocorridas no Governo Federal e divulgam como corrupção no Governo do PT não dizem como obteram a notícia e nem as providências(inquéritos, demissóes de funionário s Pùblicos)tomadas. As oposiçoes falam muito em gestão mas cadÊ transparência dos atos? 1-Prefeitura do PSB de Belo Horizonte: cadê a transparência nas apurações na queda do viaduto da "copa"?. cadê a mídia rigoroza? 2-Falta dágua em São paulo, lta dágua na cabeça ,: cadê a transparência sobre a venda das açoes da sabesp, E O DINHEIRO OITOCENTOS MILHOES DE LUCROS NÃO INVESTIDO E GRANdE parteTRANSFORMADA EM DIVIDENDOs aos acionistas ? Enquanto isso Tucanos e Porca -mídia culpam o coitado de São Pedro 3- Vinte anos de roubo nas licitações do Metrô :cadê a justiça rigoroza em cima dos tucanos? 4- corrupção: Mensalão tucano : PSDB e Mídia escondem , Barbbosão mandou pros tribunais mineiros afim de prescrever sem ninguém saber. O candidato ao Governo de Minas é réu no mensalão do PSDB ele tinha ligações com Marcos Valério, mas, na Globo diz-se que ele está recuperando e pode ganhar eleição. 5- Porquê não repetir a cena da ,sic, Gestão Arruda no Governo de Brasília?mensalão do DEM que quer ser parceiro da Marina e cujo filiado doou um apartamento em São Paulo pra ela morar durante a campanha. as mídia s televizivas estariam fazendo um carnaval disso tudo se esses ocorridos fossem com os partidos do Governo Federal. Amenina doi tempo da Globo chora tada ves que chove em sãoo paulo mas não chove na cantareira. cadê a cobrança de adutoras e transposições?mas cobrar transposições depois de criticar, colocar bispo chorando, a transposição de São Francisco seria confessar a farsa.

Marcos Pinto

- 2014-09-05 11:55:27

Isso é apenas um dos fatores

Sim, é evidente que o julgamento do mensalão e a sua repercussão na mídia têm impacto em uma parte do eleitorado. O que não pode ser respondido sem uma pesquisa quantitativa é até que ponto a quantidade de pessoas que "não vota no PT" aumentou tanto assim por conta da exposição midiática do julgamento. Conheço muita gente que deixou de votar no PT em 2005, logo após o escândalo do mensalão, e não mudou mais de ideia depois. Além disso, eu cansei de ler análises, inclusive aqui no blog, dizendo que o mensalão não "colava" mais no PT. Agora que surgiu o fenômeno Marina, é muito conveniente botar a conta da alta rejeição do governo Dilma apenas nesse aspecto. No entanto, acredito que um fator importante esteja sendo esquecido (intencionalmente ou não) pelos analistas: o ser humano é um eterno insatisfeito! É evidente que o governo do PT como um todo trouxe grandes avanços em várias áreas, mas o que aconteceu em particular nos últimos 4 anos? As novas políticas assistenciais implementadas (Brasil Carinhoso, por exemplo) atendem públicos muito específicos, que provavelmente já votavam no PT mesmo devido ao Bolsa Família. Programas como o Pronatec, FIES, ProUni - todos já existiam no governo Lula. O Mais Médicos tem um efeito mais intenso nos municípios do interior das regiões Norte e Nordeste - de novo um eleitorado já cativo do PT. A valorização do salário mínimo também não é novidade - e com a queda no PIB ela vai automaticamente deixar de acontecer nos próximos anos. Sobram as concessões, mas essas foram - no caso das rodovias, principalmente - feitas muito tarde, não havendo tempo suficiente para a população perceber a diferença (sem contar que ainda falta muito o que conceder). Assim, existe uma parcela significativa dos eleitores que, embora talvez não tenha sentido uma piora nas suas condições de vida, também não está vendo nenhuma vantagem, particularmente nos últimos 4 anos do governo Dilma. Some-se a isso a falta de carisma da presidenta, o desgaste natural de 12 anos na situação e a compreensão deficiente uma parcela significativa dos eleitores sobre o sistema federal (muitos dos grandes problemas do país hoje dependem mais da ação dos estados e dos municípios) e está feita a receita para se derrubar qualquer governo de situação. 

Assis Ribeiro

- 2014-09-05 11:45:52

Excelente. Destaco e espero respostas:

"Por que, diante disso, parece ter prevalecido o mantra da mudança? Acho que, nesses últimos dias, uma parte importante da população se perguntou: mudança para onde? "

A necessidade de mudanças é tão grande que nenhum candidato conseguiu expressá-la nas suas propostas?

O povo pediu melhores transportes, educação e saúde públicos e a oposição vem com politica de contenção de gastos?

Qual a mudança que se quer?

Qual o pensamento coerente na relação entre o que o povo pediu nas ruas, as propostas de Marina, e as intenções de votos conferidas a ela?

Parece que os parámetros são os da sociedade de consumo:

Enjoei da roupa, troco-a; enjoei da politica troco o candidato, não importa cor, modelo ou oportunidade.

Jorge Luis

- 2014-09-05 11:33:03

"As últimas pesquisas indicam

"As últimas pesquisas indicam que o empuxe emocional devido à morte de Eduardo Campos aparentemente atingiu seu limite."

Taí uma coisa que eu não entendo: "um candidato morreu em um acidente trágico e por isso vou votar na ex-vice". Não tem lógica uma coisa dessas.

Esse tipo de argumento para voto deveria dar cancelamento do título. É a coisa mais imbecil que existe. Se quer votar na Marina porque acha que ela vai governar melhor que a Dilma, se acha que o programa dela (com ctrl+c / ctrl+v e tudo) é melhor, se acredita na história da "nova política", etc, etc, etc, até vai. Discordo, mas aceito.

NALDO

- 2014-09-05 11:30:58

Não tem segredo, a culpa de

Não tem segredo, a culpa de tudo isso é da mídia, desde muito tempo buscam esse clima de desesperança, começaram com as tres comadres naquele comicio na praça da sé; com as varias passeatas fracassadas marcadas via redes sociais, queriam por fogo no país enão conseguiam; as passeatas num primeiro momento foram mais uma reação ao destempero como foi tratado o movimento passe livre, e o politico culpado daquilo foi poupado pela midia, mostraram os acampamentos na casa do governador do rio mas esconderam os acampados ha varios dias na porta do palacio em sp; estigmatizaram um só partido por que querem tira-lo do poder na marra, independente se está melhorando o país ou a vida das pessoas, isso não interessa, o Brasil na visão dessa gente pertence a meia duzia e ninguem entra nesse clube; e a marina é collor sim, como aconteceu naquela epoca esconderam os defeitos e incrementaram as virtudes só para derrotar o pt, a midia ve isso como uma guerra santa e faz tudo para vencer. 

christiane

- 2014-09-05 11:27:35

Dilma esqueceu de fazer propaganda

Parabens pelo texto Assis. Acho que e isto mesmo. O PT nao esclareceu a sociedade sobre o significado do processo do mensalao e prevaleceu a grande mentira construida pelo Barbosa e pela Globo.A Dilma falhou porque nao fez propaganda das suas realizacoes em seu governo.Prevaleceram as mentiras contadas no Jornal Nacional. Mas, desejo que a Dilma venca as eleicoes mesmo com este cenario  eleitoral dificil.

Luiz Carlos S Moreira

- 2014-09-05 11:08:56

O mensalão foi a maior

O mensalão foi a maior montagem de uma mentira para derrubar um partido político. O pior é que a história colou e como bem diz o autor do escrito acima, colou na "consciência acrítica de multidões". Para descolar essa mentira somente o tempo (e põe tempo nisso...).

JoaoMineirim

- 2014-09-05 11:08:03

É para o eleitor mais jovem

É para o eleitor mais jovem que a Dilma tem que comunicar. Na faixa dos 16 a 34 anos está a maioria dos eleitores de Marina. Não são eleitores convictos pelo plano de governo, pela proposta econômica de seu governo ou por seu carisma. São eleitores que foram convencidos pelos ataques diuturnos ocorridos na internet nos últimos anos com a inércia do PT em desmentir os boatos. São eleitores que foram convencidos pela emoção, se revoltaram contra tantas notícias de corrupção e planos diabólicos de criar uma ditadura comunista no país. Esses ainda podem ser trazidos à razão com uma comunicação eficiente por parte do governo.  

mz

- 2014-09-05 10:57:58

Concordo plenamente com a

Concordo plenamente com a necessidade do governo se defender desta história do mensalão. Mas qual meio  de comunicação de massa usar? Globo, Veja, Folha e Estadão? Não tem espaço. A defesa tem sido feita nos blogs, com incontestável importância na atualidade, mas de alcance ainda limitado. A esquerda por razões históricas não possui um meio de comunicação de massa do alcance de uma TV aberta, simplesmente porque as concessões sempre foram dadas por apadrinhamento para a elite opositora ao projeto de esquerda. Não é por falta de pessoal qualificado para isto, mas de grana e de alinhamento para otimizar os recursos que tem. O mensalão com todo aparato midiático não encontrou resistência para ser aceito porque no inconsciente coletivo está também a concepção anterior de que todo político é corrupto. À mídia sabedora disto cabe somente expor uma acusação em letras garrafais e repeti-la por uns dias que mesmo não se comprovando, por falta de direito de resposta o que fica é a acusação e não a apuração. É nesta onda que Marina surfa, na antipolítica e nas manchetes dos jornais.

Bruno Cabral

- 2014-09-05 10:54:05

Também não

Outra coisa que o PT não fez foi usar a força do governo (e dos ministros do supremo por eles indicados) para dar o mesmo tratamento ao mensalão do PSDB, o do Azeredo, no STF. Olho por olho, dente por dente.

noriko ueno

- 2014-09-05 10:53:06

a verdade

Bela proposta que nao deve ser esquecida!! A verdade tem que prevalecer sobre o odio!!!! So assim poderemos seguir em frente... Nao e isso que motivou a comissao da verdade? Porque devemos esperar mais 50 anos para tocar nas feridas??? Curemo-las hoje, Ja!!! 

BRAGA-BH

- 2014-09-05 10:50:55

O Governo comunica mal! Disso

O Governo comunica mal! Disso até o mundo mineral já sabe! lembro-me da época da ditadura em que um canal de TV subserviente passava aos domingos a "Semana do Presidente". Era um puxasaquismo de fazer inveja a qualquer um. Mostrava os louros e as áreas do poder do generais em Brasília enganado soberbamente o noso povo que até hoje acredita no 'crescimento' da época. Lembrei-me deste ponto porque, pelo que tenho lido aqui mesmo no Blog, o maior cliente das Redes de TV é exatamente o Governo Federal com suas verbas da Secretaria de Comunicação com os famigerados Bonus de Partilha. Pois bem. Não seria correto o Governo Federal ao executar uma mudança na forma de rateio destas verbas, como queria Franklin Martins, fizesse uma inserção semanal (na 4ª feira) mostrando tudo que o governo fez? O brasileiro não tem o hábito de ler ou se lê é apenas as manchetes dos jornais. O brasileiro não pesquisa outras fontes. Desta forma, com inserções pagas nas redes de TV estaria pelo menos tentando equilibrar esta balança tendenciosa montada pela mídia de oposição.

Manoel Teixeira

- 2014-09-05 10:33:26

O PT paga pela omissão

 

 O texto faz todo o sentido. A mídia, sempre apoiada pelo Ministro Paulo do Plim-Plim Bernardo e o Ministro Dantas Cardozo, bateram no PT sem resposta a altura.

 O PT calou-se de deixou seus dirigentes serem massacrados, confiando na Justiça teórica. O PT não fez, não faz nem fará nenhuma ação pela anulação da AP 470.

 Agora corre o risco de ser apeado do Governo. Pode perder tudo. Não vejo nem o PT nem o Governo fazerem auto-crítica de seus erros de condução durante todo o processo, nem sua acomodação com o PODER.

 Agora senta e chora.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador