A mais recente cena em que o senador Plínio Valério (PSDB-AM) afirmou que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, “não merecia respeito” durante uma sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado não é um episódio isolado, mas a continuidade de uma escalada de ataques públicos.
Em vez de apresentar argumentos para criticar políticas ambientais, o senador tem recorrido a agressões pessoais e desrespeito, frequentemente com conotação machista e ameaçadora. A insistência em deslegitimar Marina Silva por meio da violência verbal revela mais do que divergência ideológica: escancara um padrão preocupante.
“Tolerar Marina sem enforcá-la”
O ataque mais grave até aqui ocorreu em março deste ano, durante um evento público. Plínio Valério, ao comentar a participação de Marina Silva na CPI das ONGs, disparou: “Imagine o que é tolerar a Marina seis horas e dez minutos sem enforcá-la.”
A frase causou indignação generalizada. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), repreendeu o senador. Parlamentares, especialmente mulheres, protocolaram uma representação contra ele no Conselho de Ética.
Apesar da repercussão negativa, Valério não demonstrou arrependimento: “Foi uma brincadeira”, afirmou. “Se você perguntar: ‘Você faria de novo?’ Não. Mas se me arrependo? Não.”
À época, Marina Silva reagiu com firmeza, dizendo que só “psicopatas riem de ameaças à vida dos outros”.
Hostilidade institucionalizada
O caso mais recente, nesta terça-feira (28), ocorreu durante uma audiência sobre unidades de conservação marinha na costa amazônica. Valério iniciou sua fala dizendo que Marina “não merecia respeito”.
“Estou falando com a ministra, e não com a mulher”, afirmou o senador. “Eu sou as duas coisas”, respondeu Marina. “A mulher merece respeito. A ministra, não”, rebateu o parlamentar.
A ministra, exigindo respeito institucional e pessoal, condicionou sua permanência a um pedido de desculpas. Diante da negativa, se retirou da sessão. O encontro foi encerrado logo depois.
Ao longo de 2024 e 2025, Valério tem sido um dos mais ferozes opositores da política ambiental do governo federal. No entanto, suas críticas têm se desviado sistematicamente do conteúdo técnico e se voltado à figura de Marina Silva.



AMBAR
28 de maio de 2025 2:46 pmDa nobreza de conhecimentos da Marina e de seu firme compromisso com o meio ambiente; da formação moral e evangélica da Marina faltou o aprendizado da esperteza do diálogo. Fora da bíblia o crente não tem diálogo a não ser daquilo que aprende nos bancos escolares. Falta à Marina ser bocuda, como a Jandira Feghali, como foi Conceição Tavares. Não adianta se esconder sob o manto da fragilidade feminina. Nessa condição ela só vai atrair mais hostilidades. Há que desarmar o opositor no insulto, na boca dura. Essa deixa qualquer um sem palavras. Na arena do parlamento a luta é verbal.
Bernardo
28 de maio de 2025 3:27 pmUm jornalismo investigativo seria bom para identificar a razão desse ódio desse senador. Entendo que a Ministra tem todas as razões para processar esse cidadão que recebeu votos para trabalhar pelo povo e não para disparar comentários idiotas, mesquinhos, misóginos, criminosos.
Se ele tem divergências políticas ou de gestão com a Ministra então que argumente e exponha porque diverge e como seria o correto. Prefere o caminho dos canalhas e covardes que é tentar desmoralizar a adversária com agressões gratuitas e mentiras, aliás tática ao gosto fascista desde sempre. Mais um que demonstra como é importante o eleitor saber escolher seu representante; há muitos outros da mesmo nível baixo e rasteiro.
EDUARDO T S PEREIRA
29 de maio de 2025 8:49 amTe dar um caminho que eu vou tomar : pede pela Lei de Acesso à Informação pra onde foi a grana de orçamento destinada por ele. Te garanto que não foram para Euriunepé, onde nasceu a capivara.
Minha eposa é de lá e a irmã morreu ainda ha pouco por falta de recursos no atendimento hospitalar do municipio.
jucemir rodrigues da silva
28 de maio de 2025 5:44 pmNão percamos o foco. O episódio deve ser visto no contexto dos ataques que o IBAMA vem sofrendo da própria administração Lula, por conta da legislação sobre licenciamento ambiental.
Basta recuperar declarações sobre o caso da exploração de petróleo na Margem Equatorial.
No mais, vejamos aqui quem é Plínio Valério:
https://deolhonosruralistas.com.br/2023/12/05/presidente-da-cpi-das-ongs-possui-imovel-irregular-em-reserva-ambiental-na-amazonia/?fbclid=IwY2xjawKkSWtleHRuA2FlbQIxMABicmlkETFna1dMRHNmWWVQZm1SbGt2AR4ZDG2QhzaHhXgFaj3eCfqJreLR_SNTNXJuZGHgQcDOW7XRxxPT9VFgT94woQ_aem_i6vtlR5GWQPQai7SKZWUAg
Carlos
29 de maio de 2025 5:56 pmComo já se diz por aí, congresso só respeita mulherio do tigrinho.