Está confusa a movimentação política do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.
Ele tem dois anos de prazo para consolidar-se politicamente como força autônoma e poder disputar o governo do Estado em 2014.
Pelas informações de parlamentares paulistas, tentou três caminhos:
1. Aliar-se ao PMDB em troca do controle dos diretórios da capital e de parte dos diretórios do interior.
2. A Michel Temer, informou que o PSB ofereceu-lhe 100% dos diretórios da capital e 50% do interior. Temer duvida dessas promessas. Acha que foi carta colocada por Kassab na mesma para melhorar sua posição nas negociações com o PMDB.
3. Acenou também para lideranças petistas a possibilidade de apoiar um candidato do partido à prefeitura, em troca da indicação de seu nome para Ministro da Dilma e posterior apoio do partido à sua candidatura para governador. Embora a informação tenha circulado na bancada, carece de confirmação.
Por enquanto, há mais problemas do que saídas à vista.
Aos dois partidos interessariam a vinda se Kassab trouxesse junto o governador de Santa Catarina Raimundo Colombo.
Com ele poderia vir uma boa bancada de deputados. Há sinais de que Colombro resistiria a essa aventura. De liderança própria, Kassab tem uma boa bancada de veradores mas poucos deputados. Aí seu preço ficaria caro para o PMDB.
Em qualquer caso, para contornar a lei eleitoral trataria, primeiro, de criar um novo partido e, depois, fazer a fusão – ou com o PSB ou com o PMDB.
No caso do PSB, sua vinda significaria, em um segundo momento, a saída da atual estrutura paulista – especialmente Luiza Erundina e Gabriel Chalita, já integrados à base de apoio do governo. Eles poderiam sair porque a fusão de partidos lhes facultaria esse direito.
Mais ainda: a interlocutores tem dito que, caso saísse candidato a prefeito, José Serra teria seu apoio.
No plano de fundo, a ansiedade de Kassab em antecipar em quatro anos a disputa com Alckmin. Nas próximas convenções o governador paulista assumirá integralmente o controle do PSDB, tanto na capital quanto no interior.
A Serra restará apenas o apoio silencioso do senador Aloysio Nunes, que é suficientemente realista para saber que sua votação, nas últimas eleições, foi devido a um conjunto de circunstâncias que não mais se repetirão.
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