23 de junho de 2026

Pacto pela Democracia critica classificação de facções brasileiras como terroristas pelos EUA

Classificação do PCC e do CV como terroristas pode abrir espaço para pressão externa, com efeito na soberania e no processo democrático brasileiro
Imagem: Wikipedia

Pacto pela Democracia critica decisão dos EUA que classifica Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas estrangeiras.
Entidade alerta que medida pode gerar sanções e pressão política, econômica e diplomática sobre o Brasil a partir de 5 de junho.
Nota destaca necessidade de cooperação internacional respeitando soberania e teme impactos sobre comunidades vulneráveis e sistema financeiro.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Pacto pela Democracia divulgou uma nota pública em que manifesta preocupação com a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas estrangeiras.

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Segundo a entidade, a medida, anunciada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, pode extrapolar o objetivo declarado de combate ao crime organizado e abrir espaço para formas de pressão política, econômica e diplomática sobre o Brasil.

Na avaliação do Pacto pela Democracia, o enfrentamento às organizações criminosas deve ocorrer por meio de mecanismos de cooperação internacional construídos com respeito à soberania nacional e ao fortalecimento das instituições brasileiras.

A entidade argumenta que a classificação das facções como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês), com vigência prevista a partir de 5 de junho, pode ampliar a possibilidade de sanções contra indivíduos, empresas e instituições financeiras que mantenham relações consideradas indiretas com áreas ou setores afetados pela atuação dessas organizações.

A nota também cita preocupações levantadas por especialistas em segurança pública sobre a eficácia da medida e seus possíveis efeitos sobre a autonomia do Estado brasileiro. Segundo o documento, a iniciativa pode gerar impactos sobre o sistema financeiro e ampliar riscos de criminalização de moradores, famílias e organizações que atuam em comunidades vulneráveis.

O texto relaciona ainda a decisão ao contexto político brasileiro e sustenta que ações externas não devem interferir na condução dos processos democráticos do país, especialmente em período eleitoral.

“O enfrentamento ao crime organizado exige cooperação internacional legítima, construída com respeito às instituições nacionais e voltada ao fortalecimento das capacidades do Estado brasileiro”, afirma a nota.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    30 de maio de 2026 7:08 am

    O presente de grego da Familícia Bostonara para as empresas e para o $etor Financeiro

  2. Rui Ribeiro

    30 de maio de 2026 7:43 am

    O tiro dos Bostonaros, ou seja, pedir que Trump declarasse o CV e o PCC como terroristas, pode sair pela culatra. Pode prejudicar os bancos e o pix

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