O governo federal lançou o Plano Clima, instrumento que vai orientar as políticas públicas brasileiras de enfrentamento à crise climática até 2035.
O documento, que também funciona como roteiro para atender as metas climáticas estabelecidas pelo Brasil dentro do Acordo de Paris, estabelece metas, estratégias e planos setoriais voltados tanto para a redução das emissões de gases de efeito estufa quanto para a adaptação do país aos impactos do aquecimento global.
A elaboração do Plano Clima ocorreu ao longo de cerca de três anos, com participação de 25 ministérios, além de representantes da sociedade civil, pesquisadores e setores produtivos.
Segundo o governo, o plano busca acelerar a transição do Brasil para uma economia de baixo carbono e fortalecer a capacidade de resposta do país diante de eventos climáticos extremos, como secas, enchentes e ondas de calor.
Além da redução de emissões, o documento busca ampliar a resiliência da economia e da sociedade diante de eventos climáticos extremos, que têm se tornado mais frequentes no país.
Metas para reduzir emissões até 2035
Uma das principais metas previstas é a redução entre 59% e 67% das emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035, tomando como referência os níveis registrados em 2005.
O plano prevê que o país diminua as emissões totais de cerca de 2,04 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente registradas em 2022 para cerca de 1,2 bilhão de toneladas até 2030, com redução adicional até 2035. Essas metas integram a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) apresentada pelo Brasil no âmbito das negociações internacionais sobre clima.
Estratégias de mitigação e adaptação
O Plano Clima está estruturado em dois grandes eixos principais:
- Mitigação, voltada à redução das emissões de gases de efeito estufa;
- Adaptação, com ações para reduzir vulnerabilidades e preparar a população e os setores produtivos para os impactos da mudança do clima.
Ao todo, o plano inclui diversos planos setoriais e temáticos, que orientam políticas públicas em áreas como agricultura, cidades, biodiversidade, infraestrutura e gestão de riscos climáticos.
Deixe um comentário