A tendência de recuperação progressiva da popularidade do presidente Lula (PT) foi interrompida em novembro. Pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (12), mostra que a desaprovação ao seu governo atingiu 50%, subindo um ponto percentual em relação a outubro. A aprovação recuou na mesma proporção, marcando 47%. A diferença, que era de apenas um ponto no levantamento anterior, agora é de três pontos, o que configura um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, presencialmente, entre os dias 6 e 9 de novembro, e revela que a agenda da segurança pública se tornou o principal obstáculo ao avanço do governo.
Rio Freia ‘Lua de Mel’ com independentes
A megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, no final de outubro, é apontada como o divisor de águas. A preocupação dos brasileiros com a violência e a criminalidade disparou no período, subindo de 30% para 38%
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, ressalta o impacto da pauta no segmento mais volátil do eleitorado. “Se o tarifaço mudou a trajetória da aprovação a favor do Lula, a pauta da segurança pública interrompeu a lua de mel tardia do governo com o eleitorado independente”, afirma.
Neste grupo, a desaprovação ao governo voltou a ser maior, alcançando 52% contra 43% de aprovação, um cenário que não era visto desde agosto.
Forte rejeição a falas presidenciais
As declarações do presidente sobre o tema também encontraram forte resistência na opinião pública. A pesquisa indica amplo apoio popular à ação policial: 67% dos entrevistados aprovam a operação nas favelas do Rio, e 57% discordam de Lula, que classificou a ação como “desastrosa“.
A reprovação é ainda mais expressiva em relação à declaração de que traficantes seriam “vítimas dos usuários“: 81% dos brasileiros discordam da afirmação. Mais da metade dos entrevistados, 51%, acredita que a fala reflete uma opinião sincera do presidente, e não um mal-entendido.
O levantamento também mostra que 73% dos entrevistados defendem que organizações criminosas devem ser classificadas como terroristas.
Perda de apoio em segmentos estratégicos
A avaliação do governo piorou em segmentos sociodemográficos importantes. Entre as mulheres, a vantagem de aprovação registrada em outubro se dissolveu, e o cenário voltou ao empate técnico: 51% aprovam o governo, enquanto 46% desaprovam (a margem de erro neste grupo é de três pontos).
Entre os católicos, o cenário também retornou ao empate técnico, após a aprovação ter tido vantagem no levantamento anterior. Agora, 50% aprovam o governo, e 47% desaprovam (a margem de erro é de três pontos).
A piora é mais acentuada entre o público de maior renda. Nos grupos com renda familiar acima de dois salários mínimos, a desaprovação superou a aprovação. Entre aqueles que recebem mais de cinco salários, a rejeição chega a 56%, enquanto a aprovação soma 42%.
Em relação à avaliação geral do governo, 38% dos brasileiros a consideram negativa, enquanto 31% a veem como positiva. Outros 28% a classificam como regular. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.
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Jose
12 de novembro de 2025 1:17 pmA matança de 121 pessoas, incluidos 4 policiais, foi a FAKEada no Bozzo versão 2026
Um pais forte, soberano e inclusivo perdeu importãncia na disputa com a matança
E saber que GO, governado por um matador, é o que tem mais laboratórios de cocaína
Inyeressante se notar como o povo é facilmente enganado com a pauta da extrema direita, que é a pior opção pra emancipação social
AMBAR
12 de novembro de 2025 2:49 pmUé, mas a Paraná Pesquisas ( a do PL) acaba de publicar que Lula vence no primeiro turno as eleições de 26 contra qualquer candidato, e que seu nível de aprovação é o mais forte dos últimos tempos. O PL agora está pagando a Quest por fora ou mudou-se o eixo de avaliação?