Os recentes movimentos de Bolsonaro e das Forças Armadas mostram uma estratégia óbvia de militarização da Amazônia.
Esses movimentos começaram a ganhar forma meses atrás, antes dos entreveros de Bolsonaro com Emmanuel Macron. No Plano Nacional de Defesa do período Nelson Jobim, a defesa da Amazônia e da Amazonia Azul (a costa brasileira) já tinham entrado na pauta das Forças Armadas, como um dos temas de legitimação da corporação – que sofre sempre da fragilidade de não dispor de ameaças externas para justificar seu orçamento. À falta de países inimigos, havia presente o avanço do tráfico e do crime organizado nas fronteiras e a influência das ONGs estrangeiras em defesa dos indígenas e do meio ambiente.
Agora, França e Argentina servem de álibi para a criação de supostas ameaças externas.
- Remontagem do Conselho da Amazônia sem a presença dos governadores da região.
- Disputa de Jair Bolsonaro com o presidente da França Emmanuel Macron.
- Relatório Cenários de Defesa 2040 prevendo uma futura guerra com a França na fronteira da Guiana com o Amazonas. Embora não seja documento oficial do Ministério da Defesa e da Escola Superior de Guerra, reflete o pensamento de setores militares, liderados pelo vice presidente Hamilton Mourão.
- Autorização para mineração na Amazônia e redução das reservas indígenas, de acordo com o pensamento estratégico histórico das Forças Armadas.
Por José Luiz Fiori
É o início do processo de “militarização associada” da Amazônia. Complementar ao suposto “delírio da França”, que na verdade antecipa a denuncia de acordos e contratos militares com a França, incluindo o tal submarino atômico. E abre portas secretas para a entrada de armamento americano para um enfrentamento de longo prazo com as armas russas da Venezuela.
Como de costumava dizer: ” a França entra aí como Pilatos no credo” russo/venezuelano.
Em passante, tudo foi feito no dia da declaração da Amazônia do Papa, e na hora da visita ao Vaticano do Lula. “A tua e mais i dobro” na nova guerra religiosa. E aqui de novo o governo e os militares seguem as pegadas do Trump
Vladimir
12 de fevereiro de 2020 10:27 amO principal ponto de militarização da Amazônia é a fronteira com a Venezuela. Os capachos dos falcões do norte farão todo o possível para sujar as mãos com um povo irmão.
Ernesto
12 de fevereiro de 2020 1:40 pmEspero que vão todos pra amazônia, da ativa e da reserva, e fiquem por lá para sempre.
Sirtes Carvalho de Castro
14 de fevereiro de 2020 8:47 pm?como que é?
Rafael Ramos
12 de fevereiro de 2020 4:11 pmNa fronteira com a Amazônia tem o Monte Roraima.
Diz a lenda que essa formação abriga um portal para o centro da Terra.
Bem que esses milicos poderiam ir para lá.
J. Alberto
12 de fevereiro de 2020 4:50 pmUma provocação sorrateira que pode gerar um conflito sorrateiro, mas não um conflito deflagrado no papel passado. Mesmo assim, o Brasil e Roraima tem muito a perder. Se o estado ficar marcado como uma zona de tensão, tende a se esvaziar e se inviabilizar ainda mais como ente federativo. As forças armadas estão brincando com fogo e não estão nem um pouco preocupadas com a integridade federativa da nação. Um absurdo.
Carlos Elisio
12 de fevereiro de 2020 5:42 pmQuando o pessoal daqui tentou crescer contra a Venezuela, bastou a Russia encostar 2 borbadeiros e algumas poucas toneladas de material (nao necessariamente belico podia ser apenas vodka) pra todo mundo voltar pro sapatinho..
José Amaro Balbani
12 de fevereiro de 2020 7:18 pmConvém sempre lembrar que onde os milicos atuam só sai cocô.
CST command
14 de fevereiro de 2020 2:14 amUm artigo maravilhoso sobre esse tópico no site russo. A propósito, este é o site militar mais popular do mundo.
https://es.topwar.ru/160721-ssha-militarizujut-amazoniju-pod-prikrytiem-jekologicheskogo-sotrudnichestva.html
euclides de oliveira pinto neto
14 de fevereiro de 2020 10:08 amAcho que eles já se esqueceram de Canudos…
CST command
15 de fevereiro de 2020 12:50 pmHora de lembrar como o viajante russo Denis Saltanov se tornou vítima de paranóia militar na Amazônia : http://cstcommand.com/index.php/countries/yuzhnaya-amerika/braziliya/item/68-braziliya-manaus-god-tyurmy-dlya-rossiyanina-zashedshego-po-oshibke-na-voennyj-ob-ekt
CST command
16 de fevereiro de 2020 10:31 amSobre os embarques de armas dos EUA para Manaus: https://es.topwar.ru/150753-podtverdilsja-fakt-sekretnoj-postavki-vooruzhenija-ssha-v-amazoniju.html
CST command
16 de fevereiro de 2020 10:37 amMais: https://es.topwar.ru/145039-ssha-perebrasyvayut-voennye-gruzy-k-granicam-venesuely.html
Luiz Mattos
16 de fevereiro de 2020 1:25 pmEu não falo em 2022,terei pena do eleito que for administrar uma massa falida.
O que vai restar em 2022?O País destruído,totalmente vendido,desumanizado,traído por quem o vendeu e por quem se calou.
Em 2022 estarei dizendo:- A culpa é nossa,uma esquerda amedrontada que arrota ideais e não luta por eles.
2022 será a sequência da farsa de 2018,uma farsa que avalizamos,aceitamos e legitimamos com o voto.
Esquerda pragmática,passiva e acoelhada com medo de coturnos nas avenidas.
Não soubemos defender Dilma,não soubemos defender Lula,não soubemos defender o Brasil em nome de nossos filhos em nome dos que virão depois e seremos cobrados por isso.
A luta necessária nenhum dirigente de esquerda tem culhões para proclamar,arregimentar e comandar e não haverá atraso de 50 ou 100 anos como alguns doutos articulistas e analistas políticos dizem,será o enterro definitivo de um País,a perpétua miséria,a canina fome o tumor devastador ceifando vidas sem sonho e sem coragem.
Eu chamo a luta,a luta armada,a revolta,a revolução com a derrocada de todos os poderes que nos roubam o futuro,quero o fim das forças armadas,do judiciário,ministério público,banqueiros,empresários, inimigos da liberdade,traidores da Pátria,coveiros de uma Nação.Quero-os encarcerados,condenados por traição a Pátria e sumariamente fuzilados.