5 de junho de 2026

Vereadora de Juiz de Fora critica cortes do governo de Minas para prevenir catástrofes climáticas

Balanço da Defesa Civil indica que somente em fevereiro foram mais de 800 milímetros acumulados, mais da metade do previsto para todo o ano
Crédito: Reprodução/ Youtube TV GGN

Juiz de Fora enfrenta calamidade após chuvas intensas; 72 mortes e 4.200 desalojados foram registradas até 1º de abril.
Governo federal enviou recursos e ministros; governo estadual foi criticado por corte de 95% em verba para prevenção.
Sociedade civil mobiliza doações oficiais; itens prioritários incluem água, higiene e limpeza; empresários colaboram na ajuda.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A vereadora de Juiz de Fora Laís Perrut (PT) afirmou que a cidade vive uma situação de calamidade após o volume excepcional de chuvas registrado nos últimos meses. Balanço da Defesa Civil indica que somente em fevereiro foram mais de 800 milímetros acumulados, mais da metade do previsto para todo o ano, o que provocou deslizamentos em praticamente todas as regiões da cidade.

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De acordo com a parlamentar, o solo ficou completamente encharcado após semanas seguidas de precipitações intensas. “A terra debaixo dos morros foi virando uma sopa de lama, porque não consegue [secar], porque só chove, só chove, só chove. Desde dezembro a gente está em um processo de muita chuva aqui”, descreveu. O principal problema, segundo ela, não foi a cheia dos rios, mas o deslizamento de encostas.

Até a atualização mais recente citada durante a entrevista, realizada na última sexta-feira (27), eram 59 mortes confirmadas, além de três pessoas desaparecidas e mais de 4.200 moradores obrigados a deixar suas casas. Juiz de Fora tem cerca de 600 mil habitantes e é a quarta maior cidade de Minas Gerais. Neste domingo (1º), foram confirmadas 72 mortes.

A vereadora destacou que, nos últimos cinco anos, mesmo com períodos chuvosos, o município não havia registrado mortes por temporais. Ela atribuiu parte da resposta emergencial à estrutura da Defesa Civil local, que conta com sala de monitoramento geográfico e câmeras capazes de identificar áreas de risco em tempo real, permitindo evacuações preventivas.

Apoio

O governo federal enviou apoio já na manhã seguinte ao início da tragédia, com a presença de ministros e envio de recursos. Ela informou que medidas como liberação do FGTS, antecipação do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) já estão sendo implementadas, além da destinação de verbas emergenciais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve visitou a cidade no último sábado (28).

Por outro lado, a vereadora criticou o governo estadual, afirmando que houve redução significativa nos recursos destinados à prevenção de enchentes. Entre 2023 e 2025, a verba para essa finalidade teria sido reduzida em 95%. O governador Romeu Zema esteve na cidade dias após o desastre, após visita inicial do vice-governador.

Doações

Laís Perrut ressaltou a mobilização da sociedade civil. Comunidades organizaram mutirões, pontos de coleta e apoio às famílias atingidas. Empresários e doadores de diferentes regiões do país também têm enviado contribuições.

A prefeitura criou um canal oficial para doações via Pix, após a proliferação de campanhas informais. A vereadora orientou que as contribuições sejam feitas apenas por meios oficiais. Entre os itens prioritários estão água potável, produtos de higiene pessoal, fraldas e materiais de limpeza. Roupas, segundo ela, já foram recebidas em grande quantidade.

Empresários também participaram da mobilização. A empresária Luiza Trajano, do Magazine Luiza, doou colchões e cobertores e deve colaborar também na fase de reconstrução.

Mudanças climáticas

Durante a entrevista, a vereadora afirmou que eventos extremos como o registrado em Juiz de Fora reforçam a necessidade de revisão das políticas públicas de prevenção, diante do aumento de desastres associados às mudanças climáticas.

Apesar do cenário descrito como “avassalador”, ela destacou a solidariedade da população e a atuação conjunta do poder público, voluntários e forças de segurança. “Estamos correndo contra o tempo para superar isso o mais rápido possível”, afirmou.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Gaspar Alencar

    1 de março de 2026 3:47 pm

    Camila, você sabe e nós sabemos – para consertar o que iniciou errado. Vai dar muito mais trabalho para corrigir. Entretanto, poderemos ter esperanças! A metodologia sistemático, em um espaço de uma década, na Escala 365X24 poderá diminuir a mortandade de pessoas em situação de risco; em segundo lugar, curva de nível para amortecer a velocidade da água; terceiro reflorestar encostas com espécies nativas, com sistema radicular capaz de fixar o solo e quarto lugar transformar o monitoramento em filosofia, com a participação social.
    O restante, nós já sabemos da história. Despender recursos que não alcançam os objetivos – ai entra em outro a mentalidade do uso dos recursos públicos! De toda sorte, precisamos abrir a cabeça de todos, mas não com mareta ou bisturi!

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