respostas ao post As Leis do Sharia e o Irã
Por Prince
1. A jihad*, definida como “guerrear contra não-muçulmanos para estabelecer a religião,” é dever de todo muçulmano e chefe muçulmano de Estado (califa). Califas muçulmanos que recusem a jihad violam a Sharia e não estão capacitados a governar.
Mentira! Dizer que a Jihad significa “guerrear contra não-muçulmanos para estabelecer a religião” é uma mentira e deturpação. Jihad vem da palavra Johod (aplicação, esforço) e significa o esforço e aplicação para qualque muçulmano (a) preservar a fé. Ao recusar algo que desvie a pessoa de sua fé , muçulmano (a) prática Jihad. Se o muçulmano (a) recusar o uso de droga (algo que destrói a pessoa e sua fé) ele (a) estará praticand Jihad. Portanto, Jihad não tem nada haver com o uso da violência ou força. Quem inventou essa coisa de que Jihad significa “guerra santa” foram os inimigos do Islã.
2. Um califa pode assumir o cargo a partir da tomada do poder, ou seja, através da força.
Mentira! O líder muçulmano deve ser escolhido por consenso (ijmaa) do povo.
3. Um califa é imune a acusações de crimes graves, como assassinato, adultério, roubo, furto, embriaguês e, em alguns casos, estupro.
Mentira! Ninguém que tenha as atribuições acima pode ser um líder do povo muçulmano. Caso, apareça alguém assim, ele deve ser derrubado. A história mostra que líderes que caminharam pelo caminho da corrupção foram derrubados no mundo islãmico.
4. Uma porcentagem da Zakat (dinheiro de caridade) deve ir para a jihad.
O dinheiro da caridade vai para as obras de caridade. Construir orfanatos, escolas, hospitais é também uma forma de preservar a fé, pois Deus nos livros sagrados instiga os crentes a praticarem o bem como forma de fortalecimento da fé. Portanto, qual é o problema acima? Ajuda os necessitados faz parte do indôle muçulmana.
5. A obediência às ordens do califa é obrigatória, mesmo se ele for injusto.
Mentira! Já expliquei acima que se o líder é injusto, ele precisa ser sacado do poder, conforme a lei islâmica.
6. Um califa deve ser muçulmano, não-escravo e do sexo masculino.
Qualquer líder do mundo não pode ser escravo, a não ser do povo. Vários países muçulmanos já tiveram líderes mulheres (Ex.: Indonésia, Paquistão e Turquia).
7. O público muçulmano deve depor o califa se ele rejeitar o Islã.
A nação muçulmana deve ser governada por um muçulmano. Imagina um sindicato de médicos, presidido por um gari, ou um sindicato dos artistas, administrado por engenheiros físicos.
8. Um muçulmano que abandone o Islã* deve ser imediatamente morto.
Conheço vários que renegaram e se tornaram ateus e nem por isso foram mortos. Há um versículo no Alcorão que diz: “Não há compulsão na religião, pois já se separou o discernimento da perdição, quem se afastar de Satanás e crer em Deus se apegará a uma aliança inquebrantável…”. Tá no segundo capítulo do Alcorão. Portanto, no Islã não sepode compelir ninguém a aceitar uma religião, e por tabela, ideologias políticas, econômica, time de futebol etc.
9. Um muçulmano será perdoado pelo assassinato de: 1) um apóstata, 2) um adúltero, e 3) um salteador de estradas – o que torna linchamentos e assassinatos por honra aceitáveis.
De onde você tirou isso? Nenhum muçulmano pode tirar a vida de ninguém. Quem pune é o Estado, nunca justiça com as próprias mãos.
10. Um muçulmano não receberá a pena de morte se matar um um não-muçulmano, mas a receberá pelo assassinato de um muçulmano.
Outra mentira absurda. O muçulmano tem que respeitar a vida e a propriedade dos nãos muçulmanos.
11. A Sharia nunca aboliu a escravidão* nem a escravidão sexual e a regulamenta de forma estrita. Um mestre não será punido por matar seu escravo.
Logo no seu nascedouro o Islã libertou os escravos. A primeira pessoa que fez o Azan (chamamento para a oração foi um negro etíope chamado Bilal). O Islã não permite nenhum tipo de escravidão, inclusive a sexual. Nenhum homem e nenhuma mulher podem obrigar seus parceiros. Tudo tem que ser feito com consentimento.
12. A Sharia prescreve a morte por apedrejamento*, decapitação, amputação de membros, açoitamento – mesmo para crimes de pecado como adultério.
Nem todos concordam com essa interpretação, que é levada a cabo por uma minoria. Mesmo nos poucos países onde se aplicam essa interpretação mais radical há vozes para abolir tal prática. No Irã, o própria presidente Mahmoud Ahmadinejad já deu entrevista se declarando contra o apedrejamento. Há deputados que estão tentanto no parlamento acabar com essa prática.
13. Não-Muçulmanos* não são iguais a muçulmanos sob a lei. Eles devem obedecer à lei islâmica se quiserem permanecer em segurança. Eles são proibidos de se casarem com mulheres muçulmanas, exibir vinho ou carne de porco em público, recitar suas escrituras ou celebrar abertamente suas festividades ou funerais. Eles são proibidos de construir novas igrejas ou construí-las mais altas que as mesquitas. Não podem entrar em uma mesquita sem permissão. Um não-muçulmano não está mais sob proteção se ele desencaminha um muçulmano do Islã.
Outra babaquice de sua parte. Qual é o lugar do mundo que se entra sem permissão? Essa história que não pode construir é outra mentira. Com exceção da A. Saudita (que não representa os muçulmanos de fato). Todos os países muçulmanos possuem igrejas, inclusive, Irã, Turquia, Indonésia etc.
14. É crime um não-muçulmano vender armas para alguém que vai usá-las contra os muçulmanos. Não-muçulmanos não podem amaldiçoar um muçulmano, nem dizer nada de pejorativo sobre Alá, o Profeta ou o Islã, nem expor os pontos fracos dos muçulmanos. Mas o mesmo não se aplica aos muçulmanos.
Quem gosta de ser ofendido? A ofensa é algo rechaçado por todos. Os que ofendem a religião, não gostam de ser ofendidos também. Por que a insistência de querer que os muçulmanos aceitem ser ofendidos? Comentário mais sem noção o seu.
15. Os bancos* devem ser concordes com a Sharia e os juros não são permitidos.
Ótimo. Quem dera que todos os bancos não cobrassem juros. Já pensou poder devolver somente o que foi emprestado e não o dobro do que foi emprestado. Acha ruim isso?
16. Um não-muçulmano não pode herdar de um muçulmano.
Outra mentira. Muitos muçulmanos que foram casados com parceiros (as) não muçulmanos deixaram para sua descedência herança. Tenho casos assim na minha família.
17. Nenhum testemunho em corte da parte de pessoas de empregos de baixo nível, como varredores de rua ou limpadores de banheiros, pode ser aceitos. As mulheres em empregos de baixo nível, como carpideiras profissionais de funerais, não podem ter a guarda dos filhos, em caso de divórcio.
Qualquer pessoa justa independente da profissão ou classe social pode ter seu testemunho aceito. Onde tá isso que você alega no Alcorão?
18. Um não-muçulmano não pode governar nem mesmo sobre uma minoria de não-muçulmanos.
Em países como o Irã , por exemplo, há tribunais cristãos e judeus para essas comunidades. No Islã, as questãos dos não muçulmanos, como casamento, por exemplo, devem ser regidos pelos tribunais dessas comunidade.
19. A homossexualidade* é punida com a morte.
Nem todos concordam com esse tipo de punição. A homossexualidade é uma aberração condenado por Deus em todas as crenças, pois é contra a natureza humana. Os homossexuais tem sido usados como massa de manobra para difamar não só os muçulmanos, mas todas as religiões, inclusive, o cristianismo.
20. Não há limite de idade para o casamento das meninas. O contrato de casamento pode ocorrer após o nascimento e consumado na idade de 8 ou nove anos*.
Meu Deus!!! Essa é uma das maiores mentiras e barbaridades que os nazistas judeus e e evangélicos criaram para difamar os muçulmanos. O Islã proíbe o casamento com crianças, assim como proíbe casamentos forçados. Inventaram que o santo profeta Muhammad casou com uma menina de 9 anos chamada Aisha, quando na verdade, todos os especialistas que estudaram a biografia de Aisha afirmam que ela tinha mais de 18 anos quando casou. Parem com isso tipo de difamação, bando de covardes.
21. A rebeldia por parte da esposa anula a obrigação do marido em lhe sustentar e dá a ele a permissão de lhe bater e impedir de sair de casa.
O Islã não autoriza nenhum tipo de agressão conjugal, seja homem contra mulher ou mulher contra o homem e nem dos pais contra os filhos. Há vários exemplos de casamento de sucesso como da Santa Fátima com o Imam Ali, que tiveram uma vida conjugal exemplar e dentro das leis de Deus. O homem não tem obrigação de sustentar a mulher, e nem esta tem a obrigação de fazer o trabalho de casa. Se isso ocorrer (homem trabalhar fora e mulher cuidar da família em casa), deverá ser em acordo entre os dois.
22. O divórico está só nas mãos do marido e consiste apenas em dizer “Eu me divorcio de ti” e se efetiva mesmo se o marido não tivesse esta intenção.
A mulher também pode pedir divórcio. Nem todos escolas muçulmanas aceitam essa interpretação de que basta dizer “eu me divorcio de ti” para ocorrer a separação. Há escolas que dizem que quando houver vontade de separação, o casal deve ir a um tribunal para se separar e não somente dizer uma frase. Ou seja, tem que haver a formalização.
23. Não há propriedade comum entre marido e mulher e a propriedade do marido não vai automaticamente para a mulher depois de sua morte.
Outra mentira absurda. Ao morrer o marido, os pais, a mulher e os filhos do falecido herdam sua heranção. Se ele deixou um testamento, então a partilha deve seguir o testamento. Se alguém se achar injustiçado (a) pode reclamar sua parte, inclusive na Justiça.
24. Uma mulher* herda metade do que um homem herda.
Não é assim sempre. Conheço caso que homens herdaram menos. Se houver acordo entre as partes a divisão pode ser igual. Quem se sentir lesado pode questionar na Justiça.
25. Um homem tem o direito de ter até quatro esposas e ela não tem o direito de se divorciar dele, mesmo se ele for polígamo.
A poligamia é um direito da mulher e não do homem. A poligamia só é permitida se observadas condições rígidas para o teu casamento. A poligamia não foi criada pelos muçulmanos e foi pratricado por vários povos, inclusive, nos EUA (mormons). A poligamia já existia antes do Islã. O Islã apenas disciplinou e colocou barreiras para dificultar a prática, sem proibí-la 100%.
26. O dote é dado em troca dos orgãos sexuais da mulher.
Que acusação canalha e absurda. O dote é uma segurança para que o homem não brinque com a mulher. Ou seja, casa com ela, fica um pequeno período e depois separa. O dote tem a função de resguardar a mulher. Nãda haver com órgãos sexuais. Mesmo porque na tua sociedade judia e extremista evangélica, o homem pode ter o órgão sexual da mulher sem dote. Ou seja, para ter o órgão sexual não precisa pagar dote.
27. Um homem tem a permissão de fazer sexo com as escravas e as mulheres capturadas na guerra, e se a mulher escravizada for casada, o casamento fica anulado.
Jamais. Essa é uma visão deturpada. Os muçulmanos precisam tratar com respeito seus prisioneiros. Essa acusação é para desviar a atenção dos maus tratamentos que vocês judeus e extremistas evangélicos praticam no Iraque, Palestina e Afeganistão.
28. Uma mulher perde a custódia dos filhos se se casa de novo.
Nem sempre. Conheço muitos casos que a mulher ficou com a guarda dos filhos. Cada caso é um caso.
29. Para provar um estupro, uma mulher precisa ter quatro testemunhas masculinas.
- Um estuprador pode ser solicitado a apenas pagar o dinheiro da noiva (dote), sem se casar com a vítima do estupro.
- Uma muçulmana deve cobrir* cada centímetro de seu corpo, que é considerado “Awrah,” um órgão sexual. Nem todas as escolas da Sharia permitem que o rosto de uma mulher seja exposto.
- Um muçulmano fica perdoado se mata a mulher no momento em que a apanhou em flagrante de adultério. Entretanto, o contrário não vale, já que ele “poderia estar casado com a mulher com que ele foi apanhado.”
O estupro é condenado no Islã, assim como a acusação mentirosa como a que você fez ao longo desse texto. Tanto o homem como a mulher precisam ser resguardados. Ou seja, ambos não podem fazer acusações falsas. Tanto o homem quanto a mulher muçulmana precisam se vestir de forma decente sem ficar incitando o próximo com a roupa ou com o corpo. As pessoas devem se respeitar como seres humanos e não pela beleza de seu corpo.
- É obrigação de um muçulmano mentir se o objetivo for uma obrigação. Isto quer dizer quer dizer que, afim de cumprir os mandamentos do Islã, tais como a jihad, um muçulmano é obrigado a mentir e não deve ter nenhum sentimento de remorso ou vergonha associado a este tipo de mentira
Enfin, chegamos ao final. Como você é esperto, hein! Deixou essa da mentira para o final. Assim, você poderá dizer que “Olha! Não falei a verdade, tudo que escrevi acima, o muçulmano negou. Viu como eles menten e renegam a fé deles”. Tudo o que você escreveu acima não é do Islã e sim o que os inimigos do Islã querem que as pessoas pensem dos muçulmanos. Você mentiu descaradamente aqui. Lamento que alguém sério como o Luis Nassif tenha aceitado publicar um lixo desse. Todos os argumentos acimas, são argumentos usados pelos nazistas judeus israelenses e extremistas evangélicos (os dois são aliados e se ajudam) para difamar os muçulmanos. Esse texto já foi repassado para grupos muçulmanos e grupos de direitos humanos. Em breve, será passado ao MPF. Chega de difamação!
Por Pedro Germano Leal
ATENÇÃO:
1. É importante oferecer sempre a fonte do texto, esse é de Nonie Darwish (a fundadora de “Arabs for Israel” – portanto uma fonte duvidosa);
2. Sendo dela, não se trata de uma tradução nem interpretação correta da Sharīʿat, e pelo que se pode perceber, seu propósito é apenas confundir, para justificar o preconceito que vemos infelizmente manifesto aqui. Não é a toa que este texto tem circulado em blogs de direita;
3. Eu não entendo você, Nassif, às vezes: veicula aqui propagandas odiosas, esperando que os leitores se manifestem. Acredito que isso é um pouco irresponsável, na medida em que você lava as mãos e não tece nenhum comentário. Poderia dizer que trata-se de um texto para discussão, mas não oferece uma contrapartida – sobretudo quando o texto não informativo, e sim “deturpativo”, como facilmente uma busca na internet pode demonstrar.
Sharīʿat tem várias interpretações diferentes, sobretudo no mundo moderno. Sharīʿat não impediu, por exemplo, o auge da cultura islâmica do mundo, nem as grandes realizações de muçulmanos. E pode dividir-se em:
- ibadah (sobre os rituais)
- mu’amalat (transações e contratos)
- adab (moral e costumes),
- i’tiqadat (crenças)
- ‘uqubat (punição).
Vê-se que no texto de Darwish é feita uma supersimplificação (ou, uma falácia da generalização apressada) atribuindo à regra, Sharīʿat, os valores de uma exceção (sua interpretação ao pé da letra ou em comunidades ortodoxas).
Apenas um etnocentrismo fascista pode ignorar: a) a história do Islã antes desse fanatismo financiado pelo Reino Unido, França, EUA e Israel; b) as leis laicas impostas em vários desses países tão ruins quanto uma má interpretação da Sharia; c) achar que o ocidente (incluindo nessa noção ampla e vaga, Israel) sabe o que é democracia.
Qualquer cultura interpretada por um idiota (profissional ou entusiasta) parecerá terrível a outro. Primeiro, porque não percebe que este é um sistema de crenças que se torna vigente no momento em que o Estado inexiste. Se você não é muçulmano, não é obrigado a cumprir com a absolutamente nada da Sharīʿat. E para o resto existem as leis governamentais. Mais inaceitável que uma interpretação macabra da Sharīʿat é a miséria que a faz ser interpretada assim.
No Brasil, as nossas leis fazem tão mal ou pior quanto a Sharīʿat. Permitimos, com brechas no nosso sistema legal, que banqueiros e políticos ladrões sempre se livrem de qualquer punição – mesmo com todas as provas. E no fim das contas, seu roubo é o responsável direto por boa parte da miséria do país (bilhões que deixam de ser investidos em gastos sociais, hospitais e escolas). Nossa “democracia” é uma casca que permite que apenas 5% dos estudantes da USP (e tantas outras universidades) sejam negros. Nosso sistema prisional é uma escola do crime.
E os EUA e a Europa, legalmente, não fazem melhor que isso. Permitem por exemplo que o mercado financeiro especule, quebre, e tira o dinheiro do povo para consertá-lo sem mudar as regras do jogo. E daí fecham-se bibliotecas, hospitais, etc. Brasileiros são impedidos de entrar na Europa por puro preconceito, legalmente justificado.
Leis contra-terroristas destróem direitos individuais, pelo terror abstrato induzido pelo próprio Estado contra o inimigo da vez (antes eram os Comunistas).
Com todas essas mazelas, consideramo-nos numa democracia. Só que o etnocentrismo impede ver que o mesmo pode existir nas comunidades islâmicas.
Talvez um islâmico, diante do nosso patético sistema legal (e sobretudo de sua aplicação), pudesse dizer o quanto somos medievais. E isso para não falar dos nossos sistemas de crença e seus dogmas.
Teresa Correia
6 de dezembro de 2015 2:12 pmAs leis de Sharia e o Irã – 2
Assalam Wa Alaikum.
Muito bom os esclarecimentos expostos por Nassif.
E infelizmente, pude observar em alguns comentários sobre esta matéria, que ainda existem pessoas pensando que o autor está mentindo.
Allah ilumine estas pessoas, e que elas estudem mais, por que o nosso Islam é maravilhoso.
Alhamdulillah
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