4 de junho de 2026

A saúde privada oferece assistência de qualidade?

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Nota do Brasil Debate

A saúde, direito social garantido pelo artigo 6 da Constituição Federal de 1988 (Brasil, 1988), é “direito de todos e dever do Estado”.

Assim, para cumprir com o dever constitucional, criou-se o Sistema Único de Saúde (SUS), que emergiu como a antítese da privatização, com o intuito de ser um sistema universal.

Um dos maiores desafios do SUS, no entanto, é a questão do financiamento, como discutido por Fagnani (2013), especialmente após o fim da cobrança da Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF), que compunha o financiamento do SUS.

No entanto, por meio dos artigos 198 e 199 da própria Constituição e da Lei 8080/1990, permite-se a assistência à saúde por parte da iniciativa privada.

O crescimento do setor privado no Brasil é expressivo: aumentou em cerca de 56% o número de beneficiários de 2003 a 2013, de acordo com dados Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Esse crescimento dos planos privados também é instigado pela crença de que o SUS seria de baixa qualidade e que a provisão desse serviço seria de melhor qualidade quando prestado pelo setor privado.

Porém, esse setor não parece ser bem avaliado por seus usuários: as reclamações sobre planos de saúde privados junto à ANS cresceram cerca de 484% somente entre dezembro/2011 e junho/2013 (ANS, 2013), comparado ao referido crescimento de 56% no número de beneficiários de 2003 a 2013.

Já pesquisas de satisfação mostram que 61,7% dos usuários do SUS no Estado de São Paulo, por exemplo, classificam-no como ótimo ou bom: a maior parte dos usuários mostrou-se satisfeita com os serviços de saúde (Moimaz et alli, 2010).

Ou seja, a despeito das evidentes dificuldades, os usuários do SUS avaliam o sistema de forma positiva, diferentemente dos usuários de planos privados.

Esse é mais um, dentre muitos argumentos, para colocar a saúde pública como prioridade dentro do orçamento e discutir formas de financiamento que possam garantir abrangência, qualidade e igualdade no acesso à saúde.

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Redação

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4 Comentários
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  1. Ivan de Union

    18 de agosto de 2014 7:16 pm

    Eh, a receita das

    Eh, a receita das “seguradoras” quadruplicou enquanto a “cobertura” dos custos passou de 18 por cento para 25 por cento…  Mas o numero de segurados so aumentou em 40 e poucos por cento!!!

    Entao ta.

  2. CASSIO

    18 de agosto de 2014 9:29 pm

    Péssimos planos de saúde!!!

    A empresa em que trabalho mudou o plano de saúde do SulAmérica para o bradesco nacional flex… Que plano horrível, lixo mesmo… E é descontado o olho da cara… Meu Deus!!!

  3. Roberto Luiz

    19 de agosto de 2014 2:25 am

    O sirio libanes!

    Se a Saude Privada não é melhor doque a publica, porque dilma se interna no sirio libanes?

  4. Zé Mané

    19 de agosto de 2014 6:33 am

    Existiria pouca diferença
    Existiria pouca diferença entre ela se internar no Sírio ou no HC. Os médicos são os mesmos, os equipamentos também. A diferença é a quantidade de pessoas atendida, que no HC deve ser muito maior. Eu diria que é menos um paciente no HC.
    Eu uso o SUS em São Paulo e francamente é bom se vc faz seus exames regulares e não aparece lá com uma metástase na testa sem nunca ter ido ao posto de saúde anteriormente. Mas é fato que o atendimento não é uniforme nem na cidade nem no país.

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