5 de junho de 2026

Apesar de avanços, SUS ainda tem como grande desafio integrar sistemas de dados

Brasil detém a maior riqueza mundial em termos de dados de saúde, tendo em vista que o SUS atende exclusivamente 70% da população brasileira
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A diretora do DataSUS, Paula Xavier dos Santos, participou da live de lançamento do Projeto Brasil, exibida na última quarta-feira (10), na TVGGN, para falar sobre a importância dos sistemas de informação desenvolvidos para o Sistema Único de Saúde (SUS) na elaboração de políticas públicas para o país.

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Segundo Paula, o Brasil detém a maior riqueza mundial em termos de dados de saúde, tendo em vista que o SUS atende exclusivamente 70% da população brasileira e tais informações refletem os nossos próprios sistemas de assistência médica à população.

“Hoje a gente uma riqueza de sistemas de modificação de agravos, de mortalidade, de nascidos, prontuário eletrônico do cidadão, prontuários de gestão da media complexidade, cadastro de usuários do sus, cartão nacional de saúde. É uma riqueza que é incomparável a nenhum país”, pontuou a diretora do DataSUS.

Porém, apesar da vanguarda, o Ministério da Saúde ainda enfrenta um grande desafio: a fragmentação entre sistemas de informação.

Atualmente a pasta trabalha no desenvolvimento de soluções que integrem todos os sistemas, já com conquistas promissoras. “Hoje temos na plataforma de interoperabilidade todos os registros de vacina do programa nacional de imunização, que tem mais de 50 anos. São quase 3 bilhões de registros de vacina”, afirma Paula.

A partir de tais informações, o MS tem a oportunidade de estimular ainda a integração entre a saúde e a ciência, já que o cruzamento e o enriquecimento de dados podem indicar demandas.

Entre os exemplos citados por Paula estão a identificação de onde determinadas doenças diminuíram, além das regiões em que o impacto do programa Bolsa Família é maior.

Assim, o MS agora tem o compromisso de promover o acesso das informações sobre a população brasileira de forma segura e ética, respeitando a privacidade dos cidadãos, mas com potencial aprimorar a pesquisa cientifica no país.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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