4 de junho de 2026

EUA aprovam dispositivo magnético para tratar enxaqueca

Jornal GGN – A FDA (Food and drug Administration), órgão dos EUA (Estados Unidos) equivalente à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), aprovou o uso do primeiro dispositivo destinado a aliviar as dores causadas pela enxaqueca. Como qualquer outro medicamente de forte atuação no organismo, o estimulador magnético transcraniano Cerena só pode ser comprado mediante receita médica.

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Para usar o produto, os pacientes usam as duas mãos para segurar o aparelho contra a parte de trás da cabeça e apertar um botão para que o dispositivo possa liberar um pulso de energia magnética. O pulso, segundo a empresa eNeura Terapêutica, responsável pelo dispositivo, estimula o córtex occipital do cérebro, o que alivia ou acaba com a dor.

“Milhões de pessoas sofrem de enxaqueca, e esse novo dispositivo representa uma nova opção de tratamento para alguns pacientes”, afirma Christy Foreman, diretor do Escritório de Avaliação de dispositivos do Centro da FDA para Dispositivos e Saúde Radiológica, em comunicado divulgado na sexta-feira (13).

A aprovação da agência é baseada em um julgamento envolvendo 201 pacientes que haviam sofrido de enxaqueca de moderada a forte. Do total, 113 tentaram tratar suas enxaquecas enquanto estavam tendo um ataque de dores. Foi o testemunho desse grupo que levou à aprovação do novo dispositivo, segundo a FDA.

Mais de um terço (38%) das pessoas que utilizam o estimulador disseram que ficaram livres da dor duas horas depois, em comparação com 17% dos pacientes que não usaram o dispositivo. Um dia inteiro após o início da enxaqueca, quase 34% dos usuários do dispositivo disseram que estavam sem dor, em comparação com 10% das pessoas que não tinham usado.

Os efeitos colaterais do dispositivo foram raros, ainda de acordo com comunicado da FDA, mas incluíam casos isolados de “sinusite, afasia [incapacidade de falar ou entender a linguagem] e vertigem”. O novo dispositivo foi aprovado apenas para pessoas com  mais 18 anos, e não deve ser usado por quem tem suspeita ou diagnóstico de epilepsia ou histórico familiar de convulsões.

Além disso, o aparelho não deve ser utilizado por qualquer pessoa que possua dispositivos de metal implantados na cabeça, pescoço ou parte superior do corpo. Ou ainda por pessoas com “um dispositivo médico implantado, ativo, como um marca passo ou um estimulador cerebral profundo”, avisa a FDA, que também alerta que o uso do estimulador não deve ser usado mais de uma vez em intervalos menores do que 24 horas.

Com informações do MedicalXpress.com

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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