12 de junho de 2026

“Nós cavamos o buraco onde nos encontramos agora”, diz virologista Átila Iamarino

Brasil ficou de fora de um esforço internacional para reunir recursos destinados ao financiamento de uma vacina para coronavírus

Jornal GGN – O virologista Átila Iamarino criticou, no Twitter, a notícia de que o Brasil ficou de fora de um esforço internacional para reunir recursos destinados ao financiamento de uma vacina para coronavírus. “Vamos ficar sem vacina por opção”, avaliou.

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“Se não pensou nas consequências, eu desenho. A União Europeia montou um fundo de pesquisa e desenvolvimento de vacinas e todos os países poderiam contribuir. O Brasil, nona economia do mundo, não quis participar”, escreveu.

Compartilhando uma matéria sobre evento organizado pela presidente da Comissão Européia, que arrecadou mais de 7 bilhões de dólares para a vacina, Átila afirmou que o Brasil foi “um dos últimos países grandes a ter casos, temos universidades e centros de pesquisa, temos médicos formados, temos sistema público de saúde.” Mas não demonstrou interesse em fomentar os estudos.

“Nós cavamos o buraco onde nos encontramos agora, não deixem transferirem a culpa pra fora ou dizer que foi surpresa”, disparou.

O evento foi liderado no começo de maio pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Países, organizações filantrópicas, empresas em todo o mundo fizeram doações para desenvolver a vacina “de modo universal e a preços acessíveis”.

Participaram membros da União Europeia (UE), além do Reino Unido, Noruega, Canadá, Japão e Arábia Saudita, e instituições como o Banco Mundial e a Fundação Bill e Melinda Gates, mais doadores privados.

Redação

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  1. Anônimo

    15 de maio de 2020 5:54 pm

    Este é o Tabata Amaral da pandemia. Se escutarem os seus vídeos vão sempre ouvir que o Brasil fez isso, que o brasileiro fez aquilo, ou seja, estão promovendo um direitista que simplesmente nega todo o fator social e a influência política em nome da sua maravilhosa “ciência”.

    1. Andre Barreto

      15 de maio de 2020 7:49 pm

      Discordo meu caro! Ele diz o que o Brasil fez (mesmo sendo pouco) e o que NÃO fez, principalmente!
      Se sua visão sobre os videos e opiniões do Atilia é que ele DEVE se posicionar de forma mais politica do que simplesmente buscar informar, precisa rever sua opinião sobre a livre expressão que cada um tem. A simples defesa da ciência à parte da politica já é algo relevante frente ao Bolsonarismo estúpido e bossal.

      Eu acho muita inocência ou até mesmo má intenção, acreditar que a esquerda irá conseguir cooptar a população com um discurso dos anos 90. As pessoas NÃO querem ser “atacadas” pelas matilhas bolsonaristas. Ou mostramos as pessoas que é uma questão de buscar valorizar a inteligência, o respeito e a convivência através de outro discurso, ou não chegaremos a lugar nenhum!

      Conceitos como “Direitista x Esquerdista” sempre nos levará à um eterno conflito! E quanto mais gente se ferir, digladiar ou até mesmo morrer por isso, maior será nosso abismo.

      1. Anônimo

        15 de maio de 2020 10:55 pm

        Quem é o Brasil que falas?
        Eu por acaso defini que o minha casa minha vida para baixa renda fosse terminado?
        Eu por acaso mandei os médicos cubanos embora?
        Eu por acaso fui que parei com investimentos em saúde?
        Poderia seguir adiante, pois quem definiu isso tudo foi exatamente a DIREITA que fica com as mãos sujas de sangue do povo brasileiro que trabalha que nem um cão e eles se divertem nas suas festinhas.
        Meu caro, por mais que queiras exite direita e existe esquerda, mas não é isso que cria conflitos, o que cria conflitos é uma oligarquia safada que rouba não só o dinheiro da nação e agora quer o fim de uma coisa natural e que existe desde que o homem criou as sociedades e isso se chama LUTA DE CLASSES.

      2. Chris

        16 de maio de 2020 12:51 pm

        André, concordo com você plenamente. E pena que a desvalorização da ciência não se restrinja a direita, o que já é este horror que estamos vendo.
        E ataques não vão fazer com o que seja verdade se torne menos verdadeiro, o que sempre vem ocorrendo é a escolha da narrativa que satisfaça o viés ideológico de cada um, a despeito de qualquer argumento, por mais lógico e coerente que seja. Só há a insistência na polarização, na cegueira da partidarização de tudo – o que não estiver explicitamente favorável a nós, necessariamente está contra nós. Toda a esquerda e direita se resumem a isso, só valorizar o que tiver aplicabilidade clara na máquina ideológica de cada um. Hoje cerca de 1/3 da população ainda apoia o Bozo, com tudo de asqueroso e bizarro que ele representa. É a grande esfinge que a esquerda não se predispôs a decifrar, porque se limita a desfiar o rosário dos méritos de suas políticas públicas – méritos indiscutíveis sim! Mas qual será o próximo passo? Para além de tudo que a esquerda já fez até hoje e que, evidentemente, não impediu haver um Bozo no poder?

        1. Anônimo

          16 de maio de 2020 3:00 pm

          Minha Cara.
          O que digo simplesmente é que remédio é para quem está doente e saneamento ambiental simplesmente evita a doença.
          Falar em isolamento para quem não tem casa, mora neto, pai e mãe e avó numa mesma peça sem água e sem sanitário as pessoas vão morrer de Covid-19, Dengue, diarreia ….. ,ou seja de qualquer coisa, não adianta a chamada “classe média” ficar fazendo ondinha dizendo que o povo é ignorante e que por isso apoia o Bozo. O povo não apoia ninguém, mas sim essa “classe média” (nome certo é pequena burguesia) sempre nem está aí para os milhões de pessoas que começaram a morar em casinhas ou apartamentos com coisas “supérfluas” como água corrente e banheiro. Estes podem fazer isolamento horizontal, vertical, oblíquo ou qualquer nome que se possa dar e: Quais foram os governos que promoveram casas para essas pessoas?

  2. alfredo machado

    15 de maio de 2020 7:49 pm

    O “mito” tem ligação com o dono da farmacêutica que produz a cloroquina e também financiou a campanha do amigo, o nome da empresa é APSEN.

  3. leonardo-pe

    16 de maio de 2020 2:58 am

    o”virologista”que não tem diploma de biólogo que SÓ É LEVADO A SÉRIO NO BRASIL! mostra que somos MIDIOTIZADOS. esse ai tá pouco se lixando pro brasil. afinal, amigo de Luciano Huck, você espera o que? a tabata amaral da ciência brasileira.

    1. Anônimo

      16 de maio de 2020 3:02 pm

      Sério? Ele é amiguinho do Luciano Huck? Já sabia que ele era amigo de quem o chamou para a TV pública, mas do Luciano Huck, não sabia.

  4. a dfe rs t

    16 de maio de 2020 6:38 pm

    Mas quem é Atila Iamarino? Por que prestar atenção no que ele fala?
    Atila Iamarino é biólogo, doutor em microbiologia pela USP (Universidade de São Paulo), com pós-doutorado pela USP e pela Yale University. Veja aqui o currículo lattes dele.

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    Iamarino estudou disseminação de vírus, como o do Ebola, HIV e o Zika. É famoso nas redes sociais também por comandar o canal Nerdologia, com 2,7 milhões de inscritos no YouTube.

    Atila é ainda fundador do ScienceBlogs, rede de cientistas que trabalham para tornar o conhecimento científico mais próximo do cotidiano brasileiro. Em sua apresentação no TEDxUSP, Educação para o Futuro, o biólogo conta um pouco sobre como começou a falar sobre ciência na internet. No vídeo de 2017, ele também dá uma lição de esperança aos estudantes, que flerta com a realidade que vivemos hoje.

    “Para quem está confuso na graduação, chateando com o que está fazendo: Fica tranquilo. Não sei o que você vai fazer agra, mas com o que você vai trabalhar daqui para a dez anos, provavelmente não foi nem inventado”, diz.

    Divulgadores científicos
    Também são divulgadores científicos personalidades da área, como o biólogo Hugo Fernandes-Ferreira, que é doutor em Zoologia, professor universitário e apresentador de TV, o paleontólogo Pirulla, que conta com 872 mil inscritos em seu canal no YouTube, e o biólogo Estevão Slow (com mais de 155 mil inscritos em seu canal no YouTube).

    Em 2018, o HuffPost Brasil, junto com integrantes do Science Vlogs, fez na campanha presidencial um debate com os candidatos à Presidência sobre as propostas para a área de Ciência e Tecnologia.

    hufpost

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