10 de junho de 2026

Pesquisa constata que bactéria comum na boca ajuda a prever evolução de cânceres

Proliferação descontrolada da bactéria indica maior chance de desenvolvimento de cânceres, mas tem prognóstico positivo em tumores na cabeça e pescoço
Crédito: Fotostorm/ GettyImages

Um grupo de pesquisadores do Hospital de Amor (novo nome do Hospital de Câncer de Barretos) relacionou a presença da bactéria Fusobacterium nucleatum, presente na cavidade bucal, ao aumento do risco de desenvolver tumores malignos, especialmente na cabeça, pescoço, cólon e reto. 

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De acordo com a pesquisa, a proliferação descontrolada da bactéria, já relacionada a doenças inflamatórias, indica maior chance de desenvolvimento de cânceres, uma vez que as  bactérias também se apresentam dentro do microambiente tumoral. 

No entanto, a presença da f. nucleatum em casos de cânceres de cabeça e pescoço estão associadas a um prognóstico mais favorável, pois os pacientes deste quadro tiveram um tempo de sobrevida médio (60 meses) superior aos demais (36 meses). 

Mas, em pacientes de câncer colorretal, a presença da bactéria indica maior agressividade da doença e menor sobrevida. 

Os pesquisadores ainda não sabem explicar a relação entre a presença da f. nucleatum a um prognóstico mais positivo em pacientes com câncer de pescoço e cabeça. 

Uma das hipóteses é a de que a bactéria atua na regulação de fatores imunológicos, que além de melhorar a resposta do sistema imune, torna o tumor menos agressivo. 

Os cientistas questionam também se a presença da bactéria poderia influenciar a resposta a novos tratamentos, que poderiam ser, inclusive, personalizados. 

A descoberta dá início ainda a novas linhas de investigação, pois se for comprovado que ela participa da origem do câncer, antibióticos podem ser introduzidos ao protocolo de tratamento da doença.

Os resultados da pesquisa foram publicados no Journal of Oral Microbiology.

*Com informações da Agência Fapesp. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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