15 de junho de 2026

Lançamento da DeepSeek, IA chinesa, derruba em US$ 1 trilhão o valor de mercado de big techs

Treinamento da DeepSeek-V3 utilizou chips de menos de US$ 6 milhões e colocou em xeque o protagonismo dos EUA em inteligência artificial
Crédito: VCG/VCG/Getty Images

Huang, Nvidia, Oracle. Google, Amazon, Microsoft e outras empresas de tecnologia norte-americanas e europeias perderam cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado nesta segunda-feira (27), após o lançamento de uma nova inteligência artificial, a chinesa DeepSeek.

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Apenas a Nvidia, fabricante de chips e semicondutores para IA, perdeu US$ 600 bilhões em valor de mercado, de acordo com o jornal Financial Times. Enquanto as ações da empresa caíram 17,8%, a fortuna do CEO, Jensen Huang, foi reduzida em US$ 20,8 bilhões.

O lançamento da inteligência artificial repercutiu nas bolsas em todo o mundo porque o treinamento da DeepSeek-V3 utilizou chips Nvidia H800 de menos de US$ 6 milhões – valor considerado baixo em comparação aos adotados pelo ChatGPT, que demandam chips avançados para viabilizar o treinamento. 

Ao se mostrar eficaz, a DeepSeek colocou em xeque o protagonismo dos EUA em inteligência artificial, tanto que investidores da Microsoft, Meta e Alphabet questionaram não só o domínio de tais empresas no setor, mas também a sustentabilidade de gastos neste segmento. 

As ações da Oracle (15,96%), Alphabet (4,35%), Microsoft (2,43%) e Amazon (1,223%) também recuaram nesta segunda. Apenas a Meta conseguiu ter, após queda de 2%, alta de 0,08%.

Levantamento da Forbes indicou os bilionários donos de big techs que mais perderam dinheiro nesta segunda-feira:

  • Presidente da Oracle, Larry Ellison (patrimônio líquido caiu US$ 27,6 bilhões);
  • CEO da Nvidia, Jensen Huang (US$ 20,8 bilhões);
  • CEO da Dell, Michael Dell (US$ 12,4 bilhões);
  • Cofundador do Google, Larry Page (US$ 6,3 bilhões);
  • Cofundador do Google, Sergey Brin (US$ 5,9 bilhões);
  • Primeiro investidor do Google, Andreas von Bechtolsheim (US$ 5,4 bilhões);
  • CEO da Tesla, Elon Musk (US$ 5,3 bilhões);
  • Presidente da Interactive Brokers, Thomas Peterffy (US$ 4,1 bilhões);
  • Presidente da Broadcom, Henry Samueli (US$ 3,7 bilhões);
  • Cofundador da Broadcom, Henry Nicholas III (US$ 2,8 bilhões).

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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19 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    27 de janeiro de 2025 10:35 pm

    O site travou, agora à noite não conseguiu mandar o e-mail de confirmação de criação de conta.

    Um aviso fala de ciber-ataques.

    As bigs podem estar boicotando.

  2. Carlos

    28 de janeiro de 2025 1:13 am

    Há alguns dias, comentando artigo sobre a guerra comercial que Trump é sócios pretendem desencadear contra China, alertei que a China é milenar, com uma experiência em sobreviver a tudo, e a onda DeepSeek, vem corroborar este alerta.
    Muito boa esta “pequena” demonstração. Vem mais por aí bando de fascistas.

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    28 de janeiro de 2025 6:19 am

    A Nasdac (bolsa de valores norte-americana) continuará caindo hoje. Isso provocará um pandemônio ainda maior nas bolsas de valores dos outros países. Amanhã a corrida dos tolos desesperados será frenética e novos records de prejuízo serão registrados. Os tolos foram os primeiros a investir em empresas de IAs dos EUA, os espertos foram os primeiros a realizar os lucros antes das ações delas despencarem os tolos contabilizarão os prejuízos e alguns deles ficarão falidos, endividados e provavelmente começarão a pular dos altos dos prédios.
    Um alfinete chinês estourou a imensa bolha especulativa no outro lado do mundo. Fazer menos com mais dinheiro é uma arte lucrativa. Existe muita “ciência” aqui porque é realmente difícil enganar muitos durante muito tempo para ganhar muito dinheiro. Ciência da computação, fazer mais com menos dinheiro, é outra história. DeepSeek é o evento Spunik da China.
    Mas seria um erro comparar o fenômeno que está ocorrendo agora com a catástrofe de 2008. A crise do subprime não afetou o Brasil, mas nosso país não deixará de sentir o estremecimento provocado pelo rombo da deixado pela bolha da IA porque ela também foi assoprada aqui. Isso para não mencionar que a crise virá acompanhada de tarifas norte-americanas. Os tolos brasileiros que perderam muito dinheiro nos EUA tentarão recuperar o prejuízo forçando um aumento ainda maior da taxa de juros e isso destruirá a retomada da economia provocando o colapso da reindustrualização planejada por Lula com reflexos políticos obviamente mais favoráveis para a extrema direita do que para a esquerda neoliberal gourmet.

  4. Mário Mendonça

    28 de janeiro de 2025 7:05 am

    Essa é apenas uma pequena amostra do que China pode fazer com o USA se eles mexerem com eles!

    O Dragão acordou com fome de Leão, e não será uma Águia que irá derrubá-lo, até porque eles têm ajuda de um grande Urso!

  5. Rui Ribeiro

    28 de janeiro de 2025 8:09 am

    O DeepSeek é um negócio da China

  6. Rui Ribeiro

    28 de janeiro de 2025 9:01 am

    Esse derretimento de fortunas de magnatas ocidentais me trouxe à mente o trecho de uma música do Bob Marley intitulada “Small Axe”:

    “If you are the big tree
    We are the small axe
    Sharpened to cut you down
    Ready to cut you down”

    Big tree são as big techs. O DeepSeek é o small axe.

  7. AMBAR

    28 de janeiro de 2025 1:52 pm

    Enquanto os americanos se perdem em conjecturas maquinando sanções a China trabalha antecipando defesas a esses ataques e aproveita pra crescer. Acho lindo!
    As sanções americana contra a China quanto a importação de nano chips da Europa só fez a China crescer. As perdas americanas pelas suas sanções impostas à China parecem não ser públicas, mas são avassaladoras, em especial no âmbito militar, por isso o medo.

    “Earl Car, da Forbes, publicou um artigo descrevendo a crescente tensão entre os EUA e a China no que diz respeito à indústria de semicondutores, muitas vezes referida como a “guerra dos chips”. Recentemente, a China cancelou um acordo de aquisição de US$ 5,4 bilhões entre a gigante tecnológica dos EUA, Intel, e a Tower Semiconductor, baseada em Israel, após não conseguir chegar a um acordo com os reguladores chineses.”

    https://www.sociedademilitar.com.br/2023/08/sancoes-e-quebra-de-acordo-bilionario-guerra-de-chips-entre-eua-e-china-tem-nova-escalada-2022j.html

  8. Douglas da Mata

    28 de janeiro de 2025 3:52 pm

    O meu amigo Marcos Pedlowski tem acompanhado com interesse a guerra da tecnologia, travada entre China e EUA, em um prenúncio de qual será a natureza dos próximos conflitos mundiais.

    Para quem tem dúvida sobre o assunto, sugiro ler os textos abaixo.

    https://blogdopedlowski.com/2025/01/26/chefoes-das-big-techs-abracam-trump-gesto-de-forca-ou-sinal-de-fraqueza/

    https://blogdopedlowski.com/2025/01/27/acoes-da-nvidia-despencam-com-grande-avanco-da-chinesa-deepseek-que-esta-abalando-os-investidores-de-ia/

    https://blogdopedlowski.com/2025/01/27/sucesso-da-chinesa-deepseek-expoe-sobrevalorizacao-de-empresas-de-ia-dos-eua-e-pode-causar-banho-de-sangue-no-mercado-de-acoes/

    Parece claro que se anuncia um novo tremor geopolítico, daqueles com potencial destrutivo de outros passados, como os que deram ignição a guerras coloniais entre França, Inglaterra, Espanha, Holanda, etc.

    Ou outras mais recentes, como as duas grandes guerras, e outros conflitos regionais de repercussões mundiais, como Coréia, Vietnã, Afeganistão, ou Iraque.

    Essa situação que se avizinha revela muitas circunstâncias, que não raro são escondidas sob os editoriais da mídia empresarial, ou sob o manto das narrativas ideológicas das elites mundiais.

    Em cada tempo da História, desde sempre, os recursos do Estado sempre estiveram a serviço da classe dominante e seus interesses.

    Toda vez que você ouvir um liberal falar o contrário, ignore, pois ele mente.

    Não existe capitalismo sem Estado.

    Foi assim que os burgueses acumularam riquezas para a transição do feudalismo para o capitalismo, lançando expedições estatais para os confins de um mundo desconhecido, até aquela época, para subtração de riquezas minerais, e para captura de escravos.

    Depois, estabelecido o capitalismo como modo de produção hegemônico, vieram os conflitos e novas expedições coloniais, outra vez, em busca de recursos e novos mercados para os excedentes de produção, que se acumulavam nos países centrais.

    Claro que cada etapa foi salpicada de enormes embates bélicos, pois “bicudos não se beijam”.

    Já recentemente, com a escalada exponencial de acumulação, sobrando dinheiro parado, o capitalismo mundial lançou-se na busca por remuneração em outras paragens, criou-se assim as armadilhas das dívidas públicas em países pobres, seus déficits fiscais, que dão azo às chantagens dos juros como único remédio para conter surtos inflacionários.

    Seja o destino manifesto dos EUA, seja o Lebensraum (o espaço vital alemão), a cada etapa histórica, potências capitalistas disputam a primazia política e/ou militar da dominação de recursos e de mercados, e claro, da remuneração constante, no fluxo permanente de transferência de riquezas dos países pobres para os países ricos.

    Não poderia ser diferente com a nova fase tecnológica.

    China e EUA estão se estapeando para determinar quem será a dona do mundo digital, e como sempre, os EUA seguem o mesmo padrão de conduta:

    Expansão gigantesca de ativos inflados (superestimados), com o objetivo de soterrar concorrentes, tendo como ferramenta principal o poderio do governo que emite a moeda na qual todo o resto do mundo se endivida.

    O que a China fez com a DeepSeek foi coisa típica de chineses.

    Foi, com o perdão da expressão, um “chute nas bolas do Tio Sam”.

    Às vezes leio muita besteira de supostos analistas, alguns até com “background” acadêmico, tentando desvendar uma civilização que está aí faz milhares de anos, e que já resistiu a diversos períodos de assédio por outros impérios, como o inglês, por exemplo.

    Ninguém sabe o que vai na cabeça dos chineses, até que eles tomem alguma atitude.

    A China disse ao mundo que a indústria de IA dos EUA, e suas big techs, somadas à empresa que vende as máquinas necessárias para processamento, NVidia, são uma enorme fraude, um golpe em escala mundial.

    Quando os chineses colocaram sua empresa de IA com menos de 10 milhões de dólares para fazer o mesmo que as dos EUA fazem por bilhões, e com a mesma capacidade de processamento destas chamadas gigantes do setor, eles desmascaram, em essência, a própria estrutura de funcionamento do capitalismo estadunidense.

    Furaram a bolha de IA dos EUA.

    O mesmo pode se aplicar ao sistema financeiro, dentre outras tantas atividades.

    Hoje sabemos, por exemplo, que a indústria automobilística, que por anos foi dominada pelos padrões dos EUA, poderia ter beneficiado a Humanidade com veículos muito mais eficientes, com menos desperdício de recursos e combustíveis, e óbvio, com impactos sócio-ambientais muitíssimos menores.

    Sabemos que esse modelo que privilegiou soluções privadas e particularizadas de transporte(carros de passeio), em detrimento de opções coletivas e públicas, foi moldado para responder e dar essência à demanda estadunidense de dominação geopolítica, e vice-versa.

    Junto com esse mercado cresceu toda uma cultura de “culto ao carro”, desde dos filmes de Hollywood até as estruturas pedagógicas estatais.

    Em todas estas etapas, o governo dos EUA atuou com toda sua força para beneficiar seus empresários, agindo sempre em contradição ao que vaticina para os “cucarachos” ao redor do mundo, onde intervenção estatal na economia só é aceitável para pagar juros.

    A mesma fraude se deu no mercado de hipotecas.

    Toda a estrutura pública e estatal dos EUA atuou para fortalecer a expansão desmedida dos títulos podres, que se dissolveram como açúcar na água, levando o mundo todo junto, assim como aconteceu no Crash de 1929.

    As guerras foram travadas pelos orçamentos públicos dos EUA em nome do petróleo, que alimenta os veículos.

    Golpes foram patrocinados em países que ameaçavam sair da esfera de influência dessa geopolítica.

    Não que os chineses de hoje, os alemães de 1939, ou os portugueses e ingleses do século XV não tenham feito igual, ou tentado fazer, até que foram detidos pelas derrotas militares.

    A questão é a enorme hipocrisia.

    Chineses não alardeiam seus objetivos de conquistas através de narrativas fantasiosas de “liberdade e democracia”, ou “livre comércio ou livre concorrência”.

    Só tolos acreditam nessa baboseira.

    Para sermos honestos, os chineses sequer falam.

    Agora, com o golpe dado pelos chineses nas big techs dos EUA, ficou claro por que os mega empresários do setor estão de mãos dadas com o pato laranja.

    O contribuinte dos EUA vai pagar a conta, e o contribuinte do resto do mundo idem, com exceção, talvez, dos chineses e russos (e aliados que estão fora do eixo ocidental), e com certeza, não haverá “American Dream” ou “America Great Again”.

    Dessa vez não vai haver nem fingimento de um “happy end”.

    1. Rui Ribeiro

      28 de janeiro de 2025 7:10 pm

      Douglas, você afirma que não existe capitalismo sem Estado. Então os anarco-capitalistas são equivocados?
      Existiria estado se não existissem classes sociais?

      Na obra intitulada Guerra Civil em França, o Karl Marx escreveu:

      “É um estranho facto. Apesar de toda a conversa grandiloquente e toda a imensa literatura dos últimos sessenta anos sobre a Emancipação do Trabalho, assim que em qualquer parte os trabalhadores tomam o assunto nas suas próprias mãos com determinação, surge logo toda a fraseologia apologética dos porta-vozes da presente sociedade com os seus dois pólos: Capital e Escravatura Assalariada (o senhor da terra não é agora senão o sócio comanditário do capitalista), como se a sociedade capitalista ainda estivesse no seu mais puro estado de inocência virginal, com os seus antagonismos ainda não desenvolvidos, os seus enganos ainda não desmascarados, as suas realidades prostituídas ainda não postas a nu. A Comuna, exclamam eles, tenciona abolir a propriedade, base de toda a civilização! Sim, senhores, a Comuna tencionava abolir toda essa propriedade de classe que faz do trabalho de muitos a riqueza de poucos. Ela aspirava à expropriação dos expropriadores. Queria fazer da propriedade individual uma realidade transformando os meios de produção, terra e capital, agora principalmente meios de escravizar e explorar o trabalho, em meros instrumentos de trabalho livre e associado. — Mas isto é comunismo, comunismo «impossível»! Ora pois, aqueles membros das classes dominantes que são bastante inteligentes para perceber a impossibilidade de continuar o sistema presente — e são muitos — tornaram-se os apóstolos, importunos e de voz cheia, da produção cooperativa. Se não cabe à produção cooperativa permanecer uma fraude e uma armadilha; se lhe cabe suplantar o sistema capitalista; se cabe às sociedades cooperativas unidas regular a produção nacional segundo um plano comum, tomando-a assim sob o seu próprio controlo e pondo termo à anarquia constante e às convulsões periódicas que são a fatalidade da produção capitalista — que seria isto, senhores, senão comunismo, comunismo «possível»?”

      Ora, a Comuna não tinha como objetivo apenas a abolição da propriedade (privada) dos meios de produção, mas também, ainda que não imediatamente, a abolição do Estado. Os elementos inteligentes da classe sanguessuga que perceberam a impossibilidade dar continuidade do sistema de exploração capitalista queriam continuar o capitalismo sem estado. Eles conseguiriam esse objetivo?

      1. Douglas da Mata

        29 de janeiro de 2025 5:58 am

        Rui, o chamado anarco capitalismo é um rótulo desprovido de qualquer sendo histórico.

        Não existe a possibilidade de um modo de produção capitalista anárquico (sem Estado), sem o controle de uma super estrutura que organize e dê sentido, dialética mente, às sócio reproduções capitalistas.

        Mesmo com a possível superação do modo de produção capitalista, para um modo pós capitalistas, onde o anti valor seja o fio condutor de uma acumulação rentista, o fato é que ainda assim, a organização estatal, agora autoritária e policial (quase em sua totalidade), persiste.

        Assim como o conflito de classes.

        Se há classes e há o consequente conflito entre elas, há Estado.

        Veja que nem o socialismo, como imaginado por Marx e Engels, prescindir dele, ainda que fosse a classe trabalhadora a manter seu controle.

    2. Laurindo Bonilha

      28 de janeiro de 2025 8:02 pm

      Douglas, parabéns e obrigado. Com seu texto, melhorei muito minhas informações sobre essa briga, quase ininteligível para um cidadão comum, com 83 anos. Admirei também, da coerência das suas alusões históricas.

      1. Douglas da Mata

        29 de janeiro de 2025 7:17 am

        Grato pela generosidade de seu comentário.

      2. Rui Ribeiro

        29 de janeiro de 2025 8:01 am

        O Poeta Maranhense Ferreira Gullar tem um poema de título “Cantada” no qual ele afirma que a Revolução Cubana é, entre outras coisas, mais linda do que a Ursula Andress. Pois bem. Eu ouso dizer que um comentário do Douglas é tão bonito quanto a Revolução Cubana.

        Cantada

        Você é mais bonita que uma bola prateada
        de papel de cigarro

        Você é mais bonita que uma poça d’água límpida
        num lugar escondido

        Você é mais bonita que uma zebra
        que um filhote de onça
        que um Boeing 707 em pleno ar

        Você é mais bonita que um jardim florido
        em frente ao mar em Ipanema

        Você é mais bonita que uma refinaria da Petrobrás
        de noite
        mais bonita que Ursula Andress
        que o Palácio da Alvorada
        mais bonita que a alvorada
        que o mar azul-safira
        da República Dominicana

        Olha,
        você é tão bonita quanto o Rio de Janeiro
        em maio
        e quase tão bonita
        quanto a Revolução Cubana

        (Ferreira Gullar, 1975)

  9. Rui Ribeiro

    28 de janeiro de 2025 6:52 pm

    O Tio $am Altman tenta estancar a sangria escondendo e ao mesmo tempo apelando para o óbvio:

    “É um modelo impressionante, principalmente pelo que eles conseguem oferecer pelo preço. Obviamente entregaremos modelos muito melhores e também é realmente revigorante ter um novo concorrente! Faremos alguns lançamentos”.

    É claro como a luz do meio dia que o DeepSeek é impressionante. Se não fosse, não teria derretido grande parte da fortuna dos Magnatas das Big Techs. E não é só por causa do preço, não. Ele tenta passar a idéia de que ele me vende uma pizza muito cara porque é uma pizza de qualidade mas os seus concorrentes são impressionantes não porque me vendem uma pizza de qualidade, mas porque vendem uma uma pizza barata mas sem qualidade. Não. Pelo que vi, o produto do novo concorrente não só é bom, como é baratíssimo. E não só a OpenAI mas todas as demais corporações envolvidas com a Inteligência Artificial Generativa que vão entregar modelos cada vez melhores, porque a Inteligência artificial está na sua aurora. Então desnecessário dizer que serão lançados modelos cada vez mais inteligentes. O problema não é a inteligência, é o preço. Os lançamentos qualitativos do Tio $am serão mais baratos do que os lançamentos dos concorrentes?

  10. Rui Ribeiro

    28 de janeiro de 2025 7:41 pm

    Altman tentando estancar a sangria: “O DeepSeek R1 é um modelo impressionante, principalmente em relação ao que eles conseguem entregar pelo preço.

    Obviamente, entregaremos modelos muito melhores, e também é legítimo e revigorante termos um novo concorrente! Faremos alguns

  11. +almeida

    28 de janeiro de 2025 11:46 pm

    E o inesperado talento, de mãos dadas com a inesperada surpresa, mais uma vez nas histórias da história geral, aniquila e desnuda de forma vexaminosa e merecida, a frágil, pedante e gananciosa soberba.A busca demoníaca por poder e dinheiro repete o fracasso de impérios passados e se alia a eles na cega incompetência de comando, de controle e de conhecimento.

  12. Rui Ribeiro

    29 de janeiro de 2025 12:48 am

    Compraram gato por lebre

  13. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    29 de janeiro de 2025 7:23 am

    Se o software da Deepseek, atender as expectativas divulgadas, o Vale do Silício americano, pode se transformar no VALE DO SUPLÍCIO. Aguardemos.

  14. Rui Ribeiro

    29 de janeiro de 2025 8:27 am

    Diz o Douglas que:

    “Já recentemente, com a escalada exponencial de acumulação, sobrando dinheiro parado, o capitalismo mundial lançou-se na busca por remuneração em outras paragens, criou-se assim as armadilhas das dívidas públicas em países pobres, seus déficits fiscais, que dão azo às chantagens dos juros como único remédio para conter surtos inflacionários”.

    Vejo uma notícia segundo a qual:

    “Copom deve manter ritmo forte de alta e subir hoje taxa de juros para 13,25%
    Esta é a 1ª reunião chefiada por Galípolo e a 1ª com maioria dos diretores indicada por Lula”.

    Parece que trocaram 6 por meia dúzia no Banco Central. Ora, Seu Galípolo, será que o Senhor não consegue entender que, quanto maior a taxa de juros, mais o setor produtivo será penalizado, o que impede a superação da inflação pelo aumento da oferta? Será que o Senhor não consegue entender que, quanto menor a taxa de juros, maior a produção/oferta de bens e serviços e, consequentemente, menores os preços? Baixar a inflação pela restrição do consumo, através da elevação estratosférica da taxa de juros, não vai solucionar o problema. O Milei controlou a inflação na Argentina, mas não foi pela elevação da oferta de bens e serviços, mas pela restrição do consumo.

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