15 de junho de 2026

A revolução silenciosa da agricultura familiar

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Enviado por Demarchi

Da Carta Maior

 
Najar Tubino
 
Porto Alegre (RS) – Esta é uma história que tenta retratar algumas mudanças ocorridas na zona rural brasileira nos últimos anos e que, certamente, não estão nas estatísticas. Uma das fontes consultadas é o trabalho divulgado em dezembro de 2013 pela Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo Federal, realizado pelo IPEA, IBGE e analisado pelos pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O trabalho é sobre Agroindústria Rural no Brasil. O IBGE registra, com base no censo de 2006, que 16,7% dos estabelecimentos rurais do país praticaram algum tipo de transformação da matéria-prima produzida. A agricultura familiar no país envolve 4,3 milhões de estabelecimentos rurais, com mais de 12 milhões de pessoas trabalhando, representa 38% do Valor Bruto de Produção – R$54,5 bilhões -, embora ocupe menos de 25% da área agriculturável.

A agroindústria familiar, portanto, é um passo a mais na organização da agricultura familiar, com investimentos em manufaturas, em produtos elaborados, alimentícios, que vão desde as farinhas, como de mandioca e de milho, pães, biscoitos, doces e geleias, além de mel, mas também embutidos, queijos, aguardente e vinho. O trabalho selecionou, com as devidas estatísticas por estado e por região, 32 produtos produzidos. Desses nove são os mais importantes. No caso da região nordeste e norte, é preciso acrescentar a rapadura e a tapioca.
 
Somente agroindústrias que produzem farinha de mandioca no país são mais de 266 mil, sendo que a maioria no Nordeste, quase150 mil. O Brasil produzia 30 milhões de toneladas de mandioca na década de 1970. Agora produz 21 milhões e faltam sementes. A farinha de mandioca, que faz parte do cálculo da inflação, subiu mais de 100% nos últimos anos.
 

PRONAF está em todo o país

A citação da região Nordeste é mais do que óbvia. É lá que está a maioria das propriedades familiares, mais de 50% segundo a estatística, e também é lá que os agricultores e agricultoras mais acessam o PRONAF, o programa de financiamento da agricultura familiar, que este ano vai investir mais de 24 bilhões de reais no segmento. Aliás, o PRONAF é um programa que está presente em todos os 5.460 municípios do país. A Revolução Silenciosa na área rural na verdade é consequência da organização dos agricultores e agricultoras, de trabalhadores rurais que assumiram a reforma agrária na prática, transformando suas áreas em campos de produção de alimentos para o país, não para exportação. Além disso, uma parte dele, produzidos sem agroquímicos, principalmente, sem veneno.

É claro, que isto não se tornaria uma realidade se não fossem as políticas públicas conquistadas de baixo para cima, como é o caso do PRONAF, dos Programas de Aquisição de Alimentos, do Programa Nacional da Merenda Escolar, e agora, mais recente, o Plano Nacional de Produção Orgânica e Agroecológica (PLANAPO), que também está viabilizando linhas de financiamento para a agricultura familiar, com juro de 1% ao ano.
 

Comida é uma questão de saúde

A questão da produção de alimentos e da agroindústria familiar, que também envolve a produção de alimentos, não é uma simples questão econômica. A começar pela falta de dados e informações atualizadas, fato reconhecido no próprio trabalho citado. Estamos falando de mudanças sociais, culturais e de saúde. Já é notório o fato do Brasil ser o quinto país do mundo em obesidade, de mais de 50% da população estar acima do peso, sendo 17% na condição de obesos. A dieta veiculada nos meios de comunicação está levando o Planeta para um ciclo vicioso que só beneficia a indústria química, a mesma que produz agrotóxico e remédios.
 
Isso não é uma coincidência.

A receita inventada pelos estadunidenses de consumo de sanduíches gordurosos e xaropes gaseificados levou a uma completa desorganização das dietas dos povos. “Amar tudo isso” ou “abrir a felicidade” se transformou numa armadilha que alavancou as estatísticas de obesidade, por consequência, de diabetes, doenças coronárias e hipertensão. O que foi vendido como a modernização da agricultura, com índices imbatíveis de produtividade, milagres na produção de commodities, hoje em dia, não passa de uma falácia de péssima categoria. Junto com a modernização da agricultura, ao mesmo tempo cresceram as redes de supermercados, hipermercados e shoppings centers.

A agricultura familiar ficou relegada ao patinho feio das produções de Hollywood. Era ineficaz, sem qualidade e a única saída era debandar para os grandes centros urbanos, onde as oportunidades na indústria e na construção civil surgiam como milagrosas. Hoje se sabe bem o inferno que viraram as metrópoles. A população está doente, sofre diariamente para se mover, come mal e ainda sofre com a violência em diversos estágios. Para os apóstolos do neoliberalismo, o mundo seria de concreto, a comida totalmente industrializada, inclusive com pílulas astronáuticas, e o campo uma modelo de indústria de ponta, com suas potentes colheitadeiras e seus tratores com GPS e pulverizadores eletrônicos, que dosificam milimetricamente o veneno necessário para a planta transgênica produzir.

Onde está a estatística?

Lascaram-se. O povo do campo, que realmente vive e produz onde mora se organizou. Não só produz como industrializa. Além disso, vende diretamente em feiras de todo tipo. Na capital paulista funcionam 850 feiras livres, mais de 16 mil barracas, uma história que iniciou no século XVII. Claro que este tipo de feira convencional é formada por comerciantes, outra por produtores, e mais recentemente, uma parte de agroecologistas. São 140 feiras no país de caráter agroecológico, segundo pesquisa feita em 2012 pelo IDEC, o Instituto de Defesa do Consumidor, juntamente com outras organizações que trabalham com agroecologia. Entretanto, o movimento das feiras, quer ecológicas, ou feiras de produtores, que trazem seus produtos uma ou duas vezes por semana para vender na cidade, é disseminado pelo país. Em Fortaleza são 76 feiras livres. Em Recife são 17. Porto Alegre tem a feira mais antiga em agroecologia, no Bairro Bonfim, desde 1989. Passam mais de cinco mil pessoas no sábado pela feira. O Rio de Janeiro tem 25 feiras agroecológicas. Somente cinco capitais não tem feira ecológica – Cuiabá e Boa Vista, estão entre elas.

Na Paraíba, no Polo da Borborema, com 15 municípios, funcionam oito feiras agroecológicas. Em março desse ano, os agricultores e agricultoras realizaram a 5ª Marcha das Mulheres pela Vida e pela Agroecologia. Participaram 3.500 mulheres no município de Massaranduba. Feira livre, feira agroecológica, estamos falando de relações econômicas, de compra e venda, de produtos consumidos pela população de todas as faixas, mas principalmente, da que tem menor poder aquisitivo. Isso não está na estatística. Os preços das verduras, frutas e cereais nas feiras são mais baratos do que no supermercado, além da vantagem de negociar o preço com o feirante ou produtor. Sem contar a hora da “xepa”, no final da feira, quando os preços caem. Em 2002, os supermercados faturavam 7% do total comercializado com hortifrutigranjeiros.

A Monsanto em Petrolina

As feiras se tornaram o canal de comercialização, mas também o canal de comunicação e de divulgação de um novo tipo de agricultura que existe no campo. Também resgatou a importância dos costumes locais, da comida da vovó, das verduras e legumes sem agrotóxicos, em casos mais específicos. Principalmente, derrubaram a supremacia das grandes corporações do varejo, das corporações de commodities e, agora, da transgenia. A Monsanto trabalha na produção de sementes de hortaliças. Em Petrolina comprou duas fazendas – uma com 186 ha e outra com 64 ha – e montou seu complexo tecnológico de pesquisa dentro do perímetro irrigado, que terá a mesma função que o Havaí tem em relação aos Estados Unidos, para a produção de sementes. Trabalham com milho, depois sorgo, algodão, cana e milho doce. Nos próximos cinco anos será o centro responsável pelos lançamentos da multinacional. O semiárido, com água, favorece a produção, com até quatro safras, dependendo da cultura. Isso acelera o trabalho que seria muito maior, e mais caro, no Sul ou no Sudeste. A Monsanto inaugurou este centro em março de 2013, embora estivesse na área desde 2009. É o 19º centro de pesquisa no Brasil – ela tem 36 unidades no país.

Capacidade de resistência

“- Em que pese uma trajetória genérica de apropriação e concentração das atividades de processamento alimentar por grandes conglomerados industriais a agroindústria rural continua revelando uma notória capacidade de resiliência.
 
Assim, diferente do que se preconizava no auge da modernização da agricultura, a atividade está longe de ser um resquício, pelo contrário, trata-se de uma expressão absolutamente contemporânea de emergência de novas trajetórias de desenvolvimento no mundo rural”, registra o trabalho Agroindústria Rural no Brasil.

Outra citação: “a agricultura familiar responde pela maior parcela de valores agregados a produção associados à transformação dos alimentos. É responsável por 78,40% da agregação de valor, enquanto a agricultura não familiar abarca uma percentagem de 21,60%”. O Nordeste aparece em primeiro lugar com 43% dos valores agregados aos alimentos, seguido pelo Sudeste com 24%, o Norte com 21%, O Sul com 8% e o Centro-Oeste com 4%. Os pesquisadores ressaltaram que os dados não computaram as vendas para os programas PAA e PNAE, sem contar o crescimento das feiras de vendas diretas em todo o país.

Se a Monsanto se instalou no semiárido, região onde a ASA desenvolve o trabalho mais eficiente que existe neste país de organização de agricultores e agricultoras familiares, com a implantação de tecnologias de convivência com as agruras da seca, os próprios sertanejos tratam de dar o troco. No dia 18 de julho começa no município de Pedro II, no Piauí, o I Festival das Sementes da Fartura, como eles denominam as sementes crioulas. Na Paraíba são as sementes da paixão, onde já funcionam 225 bancos de sementes. A ASA tem registro de mais de mil práticas de uso e troca das sementes crioulas, envolvendo quase 20 mil famílias. No Piauí participarão 800 agricultores e agricultoras. Também não tem feira agroecológica ou livre nesse Brasil afora que eles não troquem semente. Enquanto as corporações despejam bilhões de dólares em marketing, para vender um mundo de facilidades inúteis e prejudicais à saúde da população e ao ambiente do Planeta, os sertanejos e outros brasileiros espalham o seu conhecimento e suas práticas no silêncio. 

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27 Comentários
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  1. André LB

    29 de julho de 2014 3:51 pm

      Dou um kilo de tomate a

      Dou um kilo de tomate a quem me disser o que acontece com o PRONAF se um Aécio da vida for eleito.

    1. Eden SP

      29 de julho de 2014 3:59 pm

      pronaf do aecio
      Vai ser alocado para fazer superavit primário e pagar juros pro Arminio e pra molecada da empiricus.

      1. André LB

        29 de julho de 2014 4:10 pm

          Parabéns! Você é o feliz

          Parabéns! Você é o feliz ganhador de 1kg de tomates.

          Brincadeiras à parte, sabemos muito bem porque há várias “revoluções silenciosas” atualmente. Quando há barulho, é para torpedear, caso do Mais Médicos.

        1. Eden SP

          29 de julho de 2014 4:48 pm

          como tantas outras no Brasil recente

          Como tantas outras revoluções recentes no Brasil. Cito também o programa “Luz para Todos”. Enfim.

          Certamente você verá temas como esses serem discutidos naquele programa das moderninhas do GNT ou com os especialistas da News Globo.

          Abcs,

          PS: tomate organico, please!!

    2. adolpho

      29 de julho de 2014 5:22 pm

      Talvez até melhore,

      Talvez até melhore, considerando que o Pronaf é mais uma das programas herdados do FHC, bem como o “luz para Todos” que sechamava “Luz no Campo”…

      1. Luciano GM

        29 de julho de 2014 5:44 pm

        É o Luz no Campo do FFHH

        É o Luz no Campo do FFHH virou um Apagão para Todos. Ha, ha, ha.

        E o PRONAF era só no papel, era virtual, só para constar, como a Controladoria Geral da União criada por FFHH depois do escândalo da SUDAM e SUDENE. Só para inglês ver. Um faz-de-conta.

        Hoje temos na real em São Paulo e adjacências um Secarão para Todos, pois o Governo de Sumpaulo, dos tucanos, deixou de captar água no Vale do Ribeira. Avisa pro Alckmin que tem água na Guarapiranga, na Billings, mas como o sistema da SABESP não está interligado, como o sistema elétrico, os paulistanos e parte dos paulistas vai ficar sem água.

        Os tucanos também criaram o mensalão tucano, que os petistas não conseguiram copiar bem, pois foram punidos.

        FFHH criou a compra de votos para a reeleição também. Pois é, ele não se lembra disso.

        Claro, foi tudo esclarecido para os tucanos, como o Programa Meu Aeroporto, Minha Vida do Aécio.

        Está tudo esclarecido!

         

      2. zuleica jorgensen

        29 de julho de 2014 6:14 pm

        Programas de eletrificação

        Programas de eletrificação rural vêm de muito longe, não foram inventados por FHC ou Lula. O que importa, no caso, é o alcance que cada governo conseguiu em cada um. O Brasil é imenso, a agricultura familiar também existe há décadas, e aqui também, o que importa é onde chegamos e como chegamos.

        O resto é conversa fiada.

         

        1. Motta Araujo

          30 de julho de 2014 2:39 am

          Eletrificação rural é uma

          Eletrificação rural é uma coisa, luz no campo é outra coisa.

    3. Motta Araujo

      29 de julho de 2014 5:22 pm

      O PRONAF foi criado em 1996

      O PRONAF foi criado em 1996 no governo FHC.

      Não sei de onde o comentarista tirou que um governo neoliberal é contra a agricultura, porque seria, qual a logica?

      1. Alan Souza

        29 de julho de 2014 6:31 pm

        É verdade

        Criado pelo FHC em 1996, liberava 2 bilhões de reais em recursos por ano até 2002. Em 2004 o valor financiado já tinha mais que dobrado. E chegou a mais de 10 bilhões de reais em 2010.

        Vai mesmo querer comparar, André Araújo?

        1. Motta Araujo

          30 de julho de 2014 12:39 am

          R$ 2 bilhões no governo FHC

          R$ 2 bilhões no governo FHC são iguais a R$4 bilhões hoje, os valores do PROBAF estão rigorosamente dentro da paridade economica desde 1996.

  2. altamiro souza

    29 de julho de 2014 4:02 pm

    dá orgulho ler sobre essa

    dá orgulho ler sobre essa realidade que verdadeiramente revoluciona a economia brasileira…é por aí, só avançando.

  3. cezar perin

    29 de julho de 2014 4:49 pm

    sabe o que está ocorendo!!! 

    sabe o que está ocorendo!!!  Simples!   O setor foi visto pelo governo..LULA e DILMA revulocionaram o setor essa é verdade…

    1. Alan Souza

      29 de julho de 2014 6:23 pm

      Essa é a diferença

      O Estado atuando como indutor do desenvolvimento, e não como mero observador do mercado.

      Essa é a diferença, só não vê quem não quer.

    2. Francy Lisboa

      29 de julho de 2014 8:12 pm

      Só o Programa Mais Alimentos

      Só o Programa Mais Alimentos já mostra o Brasil invisivel que dá certo. Engraçado é que conheço uns imbecis que enchem a boca pra dizer que o “o dinheiros deles dos impostas não está sendo investido”. Se todos formos fazer uma analise critica, esse é um dos mantras que atestam mais para o retardamento mental do que qualquer outro.Afinal, o Mais Mèdicos vem de impostos, o Mais alimentos vem de impostos, o Luz para todos vem de impostos. Enfim, qu a agricutura familiar continua sendo destaque, assim como a agricultural dita empresarial. Na minha opinião TUDO é agricultura e como tal deve ser fomentada, apesar da dita maior ser um ranço conservador dos mais terriveis do Brasil.

    3. evandro condé de lima

      29 de julho de 2014 9:05 pm

      Vou aceitar o comentário com

      Vou aceitar o comentário com base na agricultura familiar, mas as empresas de fomento a agricultura – tá aí a embrapa para confirmar- existem há décadas.

  4. evandro condé de lima

    29 de julho de 2014 5:10 pm

    Faltou alguém

    Pombas, achei estranho nem uma linha falando da Embrapa. Tô cansado de ler e ver sobre a agricultura no Brasil e ela sempre aparece.

    1. Francy Lisboa

      29 de julho de 2014 8:07 pm

      A Embrapa tem seu papel no

      A Embrapa tem seu papel no fortalecimento d agricultura famiir por meio de inovação, que vai desde avanços no mlehoramento até melhoria nas tecnicas de manejo e pós colheita. Mas os orgão estaduais, como a EPAGRI, o INCAPER, etc, são os principais responsaveis pelo contato direto com o produtor. Enfim, todos estão ligados nesse processo.

    2. Motta Araujo

      30 de julho de 2014 12:36 am

      Jamais falarão da EMBRAPA,

      Jamais falarão da EMBRAPA, criação do Governo Militar, como dezenas de outras.

  5. janes salete

    29 de julho de 2014 7:47 pm

    O incentivo à agricultura

    O incentivo à agricultura familiar se deu no governo de LULA. No fhc,  podia existir o PRONAF mas não funcionava. O que importa para nós, é o que funciona e não o que fica engavetado. Aliás, eta governinho pra engavetar coisas importantes pró país esse do fhc.. Os municípios, hoje, para a merenda escolar, utilizam uma porcentagem de rpodutos produzidos no próprio município, pela agricultura familiar. Aliás, aqui no município de Canoas, RS, o partido que governava, psdb, comprava de sp, pr e, além disso, está sendo processado por desvio na merenda escolar. Depois do escândalo, a população correu com esse partdo que governava a cidade por 12 anos e votou no PT e, a partir dai, o PRONAF-PNAE- MERENDA ESCOLAR, passou a ser um programa exitoso. Hoje, quase todas as prefeituras possuiem nutricionista que elabora os cardápios saudáveis para as escolas, e .isso é um excelente investimento na qualidade de vida. Não adianta querer ser o pai da criança e só. Isso, qualquer bundão faz. Aliás, bem típico de políticos do psdb.

  6. Francy Lisboa

    29 de julho de 2014 8:04 pm

     Eu acho interessantissimo

     

    Eu acho interessantissimo que esse tipo de noticia nunca é associada a uma das pautas do MST pelos direitistas raivosos, os quais só veem o MST como “tomadores de patrimonio público”. Valha-me Deus. A verdade é só uma: quem não anda é a direita presa lááááá trazzzz.

    1. Motta Araujo

      30 de julho de 2014 12:35 am

      Absolutamente nada a ver com

      Absolutamente nada a ver com MST. A agriculura familiar em 5 milhões de porpiedades COMPRADAS e pagas pelos agricultuores, já existem há seculos tocadas por pessoas vocacionadas para o trabalho rural, não tem nada a ver com ideologia.

  7. cezar perin

    29 de julho de 2014 10:34 pm

    Duas  coisas mudaram o

    Duas  coisas mudaram o panorama dos agricultors familiares no Brasil: PRONAF  e Aposentadoias rurais…

  8. joao

    30 de julho de 2014 12:49 am

    agricultores

    Dia do Agricultor!

    Seg., 28/07/2014 – 08:32

    Aos nossos caipiras, lavradores, os matutos das roças que tratam a terra e trazem a minha mesa o pão de cada dia. Aos agricultores familiares que trabalham em silencio e duro para os brasileiros. Meu dinheiro não paga o tempo do cultivo, o tempo das criações animais e com o cuidado dos seus produtos do campo, todos os dias agradeço a alimentação do sustento que vocês me abastecem e aos meus.  Muito obrigado agricultores daqui, ali e acola.

  9. joao

    30 de julho de 2014 1:10 am

    agriculturoes

     

  10. Demarchi

    31 de julho de 2014 1:51 pm

    Assentamento F.L. exemplifica sucesso da agricultura familiar

    A 70 quilômetros de Brasília, o assentamento rural Fazenda Larga exemplifica o sucesso da agricultura familiar, que em 2014 comemora seu Ano Internacional. O local existe desde 2003, mas servia apenas para moradia. Depois de receber estrutura com financiamentos estaduais e federais, as 79 famílias passaram a ter condições de produzir frutas e hortaliças, tanto para consumo próprio quanto como fonte de renda.

    O Fazenda Larga fica no Núcleo Rural Piriripau, em Planaltina (DF), e na área total de 500 hectares, cerca de 130 servem para produção. Os agricultores familiares do assentamento, criado originalmente para realocar moradores do Parque Sucupira, conseguiram os recursos, através de bancos públicos, para aprimorar a produção, além de comprar equipamentos, veículos e sistemas de irrigação.

    Um dos agricultores familiares com plantio mais produtivo do assentamento é Zaqueu Barbosa. Ele mora no local há um ano, ao lado da esposa Jalene e do irmão Jacó, onde construiu 21 estufas para o cultivo de alimentos. No último ciclo, eles colheram mais de 72 toneladas de pimentão, 32 toneladas de tomate e, nas entressafras, 14 toneladas de pepino, vendidas para cooperativas e em mercados no Distrito Federal.

    “A princípio, montei as dez estufas para plantar só pimentão. Mas como o pimentão é uma safra de uma cultura só por ano, porque o período dele produtivo é longo, não tem como fazer duas culturas num ano só. Aí eu montei mais 11 estufas para poder fazer toimate, que dá pra fazer até dois ciclos por ano. Além de plantar, dá tirar e plantar pepino, e depois voltar com tomate. Então pra não ficar sem capital, optamos pelas duas culturas”, explicou.

    Zaqueu também defendeu as qualidades da agricultura familiar com base no próprio exemplo. Ele colheu toda essa quantidade de pimentão, pepino e tomate em uma área de apenas cinco hectares, numa produção de alimentos com boa qualidade por conta do plantio em estufas. A expectativa agora é crescer mais, aproveitando as boas condições de estrutura e recursos financeiros.

    “A vida no campo está bem mais valorizada do que antes. Tem mais recursos. Antigamente tinha pouca tecnologia, para vencer através do campo era difícil. Hoje tem mais facilidade. Se tiver um certo conhecimento e coragem, porque é trabalhoso. Com o avanço da tecnologia que se tem hoje, o produtor vive tranquilo da roça”, comenta Zaqueu.

    Nessa sexta-feira (25), o assentamento recebeu a visita do ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto. A pasta investe no fortalecimento da agricultura familiar através de programas para custeio das safras, fornecendo assistência técnica, financiando a estrutura nas plantações e até na compra dos alimentos.

    VÍDEO :

    https://www.youtube.com/watch?v=xXDeVN1Z11g#t=37

    http://blog.planalto.gov.br/assentamento-fazenda-larga-exemplifica-sucesso-da-agricultura-familiar/trackback/

  11. elisangela

    18 de agosto de 2014 12:50 am

    excelente matéria.

    excelente matéria.

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