
Jornal GGN – Ao contrário do que ocorre no Brasil governado por Michel Temer, a Rússia decidiu, em 2015, proibir a terceirização do trabalho, após negociações entre os sindicatos e o governo de Vladimir Putin.
Há dois anos, Abdegani Shamenov, integrante do conselho nacional do Sindicato dos Trabalhadores da Construção da Rússia, participou de uma palestra no Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Na ocasião, o sindicalista contou que terceirização na Rússia começou a ser praticada logo após o fim da União Soviética, no começo dos anos 1990, mas sem previsão em lei. “O fim da terceirização é um grande orgulho para os sindicatos russos”, afirmou.
Em Porto Alegre, ele ressaltou que este tipo de contratação não aumentou a oferta de emprego, e ainda reduziu os salários e benefícios dos trabalhadores russos, como férias. Além disso, a arrecadação tributária também caiu, e em muitos casos os funcionários simplesmente ficavam sem renda em caso de acidente.
Na palestra, Shamenov também explicou que os sindicatos russos são mais fortes que os brasileiros, contando que os acordos salariais são geralmente firmados por três anos, com reposição automática de 70% a 80% da inflação a cada três meses. No caso das greves, os trabalhadores podem parar caso não entrem em acordo após um mês de negociação, e os funcionários que participam das discussões com as empresas não podem ser demitidos por três meses.

Antonio C.
24 de março de 2017 6:20 pmComentário, de ouvido.
Uma rádio noticiou um artigo que falava sobre a questão da terceirização.
Usando a artimanha de usar a pergunta como argumento, perguntou-se por qual motivo tanto mexicano quer entrar nos Estados Unidos, apesar de se falar tão mal deste.
Meu diabinho pessoal diz que deve ter alguns motivos. O primeiro, o Nafta, e o segundo, a terceirização.
Quer dizer, mesmo ferrando a vida do mexicano, é melhor fugir para o lado do algoz, mesmo que a intenção consciente não seja essa. Follow the money.
Alan hunt
24 de março de 2017 6:30 pmPor isso que a Russia esta em
Por isso que a Russia esta em desastre total.
Coreia do norte.
Cuba.
Tudo gente boa.
Lâmpada de Diógenes
24 de março de 2017 8:00 pmRússia um desastre total?
Rússia um desastre total?
Só se for no seu R/A/B/O seu ignorante.
joel lima
24 de março de 2017 6:44 pmA elite russa – que não está
A elite russa – que não está na primeira divisão – está mais sensata do que a brasileira atualmente. Dizer que a tercerização vai aumentar empregos é uma mentira tão deslavada. Com essa mesma legislação trabalhista- que claro que deve ter ajustes, mas não ser eliminada – o Brasil produziu emprego aos milhões entre Lula 2 e Dilma 1. Me le lembro de um vizinho que era dono de uma pequena empresa que fazia reformas em casas e aaprtamentos e o drama dele era conseguir funcionário com carteira registrada, pois o mercado de trabalho estava no pleno emprego. É essa precarização que faz na Europa a extrema direita crescer eleição após eleição.
jossimar
24 de março de 2017 10:54 pmA terceirização não vai dar
A terceirização não vai dar emprego para quem não tem e vai tomar o emprego dos que o tem.
Economia sem consumidor não se desenvolve, vai cada vez mais para o buraco.
Os escravocratas brasileiros que se autodenominam empresários estão prejudicando o negócio deles mesmo.
Mas, na falta de consumidores, taxa selic. por isto que não se importam.
Fábio de Oliveira Ribeiro
24 de março de 2017 7:35 pmA diferença entre a Rússia e
A diferença entre a Rússia e o Brasil é evidente. Na Rússia os russos mandam. Aqui quem manda são os gringos através de políticos, promotores e juízes terceirizados que recebem do Estado para sabotar nosso país em benefício dos lucros privados do mercado.
Jofran Oliva
25 de março de 2017 3:15 amNunca é demais lembrar. . .
Nunca é demais lembrar que os terceirizados nos Estados Unidos são os “chicanos”, que tiveram mais da metade de seu território tomado pelos americanos em guerras de conquistas e os terceirizados na Europa são turcos, portugueses, espanhóis, gregos e alguns brasileiros. E no Brasil quem serão os terceirizados?