3 de junho de 2026

Mais uma passo para acabar com a “casa grande e senzala”

Jornal GGN – Aos poucos a Lei do Trabalho Doméstico vai tendo pontos aprovados. No dia 07 de agosto entrou em vigor a lei que prevê multa ao empregador que não assinar a carteira de trabalho. O tema é importante, segundo o Pnad de 2012, do IBGE, apenas um terço dos trabalhadores domésticos têm carteira assinada. Todo trabalhador merece respeito, e o setor que menos garantias dá aos seus participantes é o doméstico. Carteira assinada, FGTS, férias, contribuição, são pontos que suscitaram debates, como se o direito ao trabalho digno fosse contrário ao direito de “ter empregada”. Não se pode deixar de lado que aquilo que se considera como direito para si, também o é para outros. Caminha-se, no entanto, para acertar esta disparidade. Acompanhe a matéria do Deutsche Welle, que mostra os pontos já assegurados para os trabalhadores enquadrados como ‘domésticos’, bem como a fiscalização que os garantirá.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Enviado por Assis Ribeiro

do Deutsche Welle

Aos poucos, legislação equipara domésticas às demais profissões

Apesar de serem um avanço, alterações na lei ainda necessitam de regulamentação. Informalidade atinge dois terços dos trabalhadores domésticos brasileiros, diz o IBGE.

O trabalho doméstico no Brasil ganhou novo reforço com a entrada em vigor, nesta quinta-feira (07/08), da lei que prevê multa para empregador que não assinar a carteira de trabalho. A punição pode ser o dobro da aplicada ao trabalhador de uma empresa privada no campo ou na cidade, que hoje é de R$ 402,53.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Domicílios (Pnad) de 2012, do IBGE, apenas um terço dos trabalhadores domésticos no Brasil têm carteira assinada. Para ser qualificado como empregado doméstico, segundo a legislação brasileira, o empregado tem que prestar serviços durante três ou mais dias na casa do empregador.

Leis que vêm sendo modificadas e aprovadas, especialmente desde o ano passado, têm igualado os direitos dos trabalhadores domésticos aos das outras profissões já regulamentadas.

“Essa lei [que prevê a multa em caso de falta de registro] quebra a cultura patriarcal”, opina Mario Avelino, da ONG Doméstica Legal, instituição que propôs a lei e que fornece serviços de consultoria a domésticas e empregadores. “Agora o patrão doméstico, assim como uma empresa que não cumpre a lei, vai ser punido com multa pecuniária.”

A pesquisadora Noêmia Garcia Porto, da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília, diz que o Brasil demorou quase três décadas, desde a Consolidação das Leis do Trabalho, para começar a alterar a legislação de trabalho doméstico. “É muito recente no Brasil essa perspectiva de que o trabalho doméstico é um trabalho profissional e é assim que esse profissional tem que ser visto2, comenta a professora, que acredita no poder que a novas leis têm de impulsionar o debate a respeito do tema.

Fiscalização

A aplicação das multas para quem não assinar a carteira dos empregados será mediada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que publicou na quarta-feira as regras para a fiscalização. Como o ambiente de trabalho é o lar – inviolável, segundo a Constituição –, a entrada de um fiscal só pode ocorrer com a permissão do morador ou com ordem judicial.

Para fazer a denúncia anônima, o empregado em situação irregular poderá procurar uma delegacia regional do trabalho, e caberá ao auditor notificar o empregador e solicitar a regularização. Caso não seja feita, é aberto o procedimento para aplicação da multa.

Apesar da promessa de anonimato, dificilmente um empregado fará a denúncia enquanto estiver exercendo a atividade por medo de retaliação, segundo os especialistas. “É muito difícil impedir que haja, no futuro, uma demissão em razão da denúncia”, avalia Noêmia Garcia Porto.

Para Avelino, da ONG Doméstica Legal, a multa para situações irregulares deve ser vista como estímulo à formalidade. “Nossa expectativa é que, só neste mês de agosto, a consigamos formalizar de 230 mil a 250 mil domésticas.”

Adequação legal

Alguns direitos, entretanto, ainda não estão regulamentados, como o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), indenização por demissão sem justa causa e auxílio-creche.

Apesar disso, a Organização Internacional do Trabalho reconhece, em relatório sobre o tema, o avanço do Brasil na regulamentação do trabalho doméstico, mas cobra mais instrumentos de fiscalização. Em vigor desde abril do ano passado, a chamada PEC das Domésticas promoveu mudanças na regulação do trabalho, especialmente na definição de jornada semanal máxima de 44 horas e no pagamento de horas extras.

“Quando a PEC foi promulgada, a gente quebrou a espinha da cultura escravagista”, diz Avelino, que defende, ainda, a aprovação e outras leis que vão simplificar a relação de trabalho e motivar o empregador a regularizar a situação dos funcionários.

Uma lei, porém, não é garantia de mudança cultural. “A cultura que se estabeleceu é ter certo acoplamento do trabalho doméstico à servidão ou à benesse”, diz Noêmia Garcia Porto. “O trabalhador doméstico não é serviçal. Ele é um profissional e, em razão disso, a ele são devidos todos os direitos dos demais trabalhadores que estão no mercado”, conclui.

Ela lembra que, apenas em 2013, com a PEC das Domésticas, a legislação passou a sinalizar o caminho da igualdade e, por isso, é importante também que o empregador tenha o tempo necessário para adequação às novas regras.

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

22 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Sta. Catarina

    10 de agosto de 2014 2:56 pm

    Domésticas

    mais um passo na direção de um país mais justo.

  2. Orlando Soares Varêda

    10 de agosto de 2014 3:10 pm

     
    Êita que tá danado para

     

    Êita que tá danado para demolir esse traste. Tem que retirar o pau da cumeeira para acabar de derrubar essa excrescência que a elite conservadora e reacionária teima em preservar.

    Orlando

  3. Motta Araujo

    10 de agosto de 2014 3:20 pm

    Não vai acabar com CASA

    Não vai acabar com CASA GRANDE E SENZALA, vai acabar é com a profissão de empregada domestica, que garante hoje o sustento de 7 milhões de familias. De tanta proteção, desprotege porque acaba com o emprego que se pretende proteger.

    1. Zé Guimarães

      10 de agosto de 2014 4:16 pm

      Desemprego baixo

      Tem emprego sobrando, Sr. Motta.

      Mesmo que as faxineiras percam seus empregos, com o baixíssimo índice de desemprego elas tem pouca probabilidade de ficarem desempregadas.

      E só no Brasil ainda persiste o hábito de manter a profissão de doméstica, pois se o Sr. for morar nos EUA, ou outro país de primeiro mundo, o custo de mão de obra é tão alto que ninguém tem nem doméstica, nem pedreiro para reformas, a maioria dos que não são ricos optam pelo “faça você mesmo”, com o uso de eletrodomésticos que agilizam o serviço. No japão usam até pequenos robôs para aspirar a casa ( vi um destes no shopping aqui em SP por cerca de 300 reais).

      Coloca estas 7 milhões de domésticas em escritórios e fábricas que elas ganham bem mais e o PIB do país aumenta muito mais do que 1% ao ano. E a elite que trate de ser mais eficiente principalmente em casa.

      1. Motta Araujo

        10 de agosto de 2014 6:12 pm

        Nada a ver. 90% das

        Nada a ver. 90% das domesticas são senhoras de pouquissima instrução, não conseguirão empregos nem em supermercados, nos EUA uma faxineira diarista está cobrando 50 dolares por dia, o mesmo que em S.Paulo, onde a tabela de diarista é de 130 reais diarios. Tudo muda a cada dez anos, empregadas em S.Paulo ganham hoje mais que na Aleamnha e estão escassas. A longo prazo, vou repetir, A LONGO PRAZO vai diminuir o numero de empregadas, não por lei e sim por natual evolução, hoje as atuais NÃO TERÃO OURO EMPREGO, está claro?

        1. Francy Lisboa

          10 de agosto de 2014 9:04 pm

          Vc está completamente

          Vc está completamente equivocado. Mesmo que eles sejam dispensadas uma coisa jamais irá mudar: CONFORTO SE PAGA. Muita gente ainda terá disposição para gastar mais com a categoria de diaristas. Isso faz parte da evolução que vc citou. Ainda há bastante gente com dificuldade de fazer um simples ovio frito, assim, mais uma vez, conforto se paga. Domésticas valorizadas.

        2. Zé guimarães

          10 de agosto de 2014 10:35 pm

          Domésticas na Inglaterra

          Uma visão britânica sobre as empregadas domésticas brasileiras

           

          “A diferença? Todo mundo cozinha, lava louça e arruma a própria casa. Na Inglaterra, ter uma empregada cuidando de tudo é coisa de paródia de aristocrata inglês.”

           

           

          https://jornalggn.com.br/noticia/uma-visao-britanica-sobre-as-empregadas-domesticas-brasileiras

           

          Este é um artigo retirado do blog do Nassif sobre a visão dos ingleses a respeito das domésticas brasileiras, recomendo esta leitura, Sr. Motta.

          Quanto a uma doméstica dos EUA ganhar o mesmo do Brasil não sei se é verdade, mas se for, talvez explique por que elas são tão raras por lá.

           

          1. Sta. Catarina

            11 de agosto de 2014 12:25 am

            Suecia

            Zé, e na Suécia onde até o primeiro ministro limpa a própria casa. Nada de auxilio moradia, auxílio disto ou daquilo para políticos. 

          2. Ze Guimarães

            12 de agosto de 2014 1:34 am

            Bem lembrado Catarina.
            Nos

            Bem lembrado Catarina.

            Nos EUA a mão de obra é tão cara que só os ricos tem empregadas domésticas. Existem muitas lojas de “faça você mesmo” onde ferramentas de todo tipo são vendidas. Na Europa também. No Japão também.

            E a elite do país dá o exemplo para a elite política, pelo menos com relação à mordomias.

            O salaŕio minimo nestes países é de cerca de 3000 dolares por mes. Um dia o Brasil ainda chega nesta mentalidade, e segue os exemplos do primeiro mundo.

             

             

        3. Zé guimarães

          10 de agosto de 2014 10:44 pm

          Porque existem pobres

          Quer dizer que na visão do Sr. Motta o pobre brasileiro é pobre porque é “preguiçoso” e não gosta de estudar?

          E que por isto os ricos precisam “ajudar” estes preguiçosos seres dando-lhes empregos sem registro em carteira, lhes impondo uma velhice sem aposentadoria  apenas para “ajudar”.

          Que ajuda estranha.

           

          Mas fique tranquilo, com um desmprego tão baixo (o menor de todos os tempos) mesmo pessoas de pouca instrução seriam “disputadas” no mercado de trabalho.

        4. Sta. Catarina

          10 de agosto de 2014 11:24 pm

          bonito

          E se acabar a profissão de doméstica, fazer o que? pega o esfregão e vá limpar a casa. Quanto a elas, espero que consigam um emprego melhor, pois merecem.

    2. DeBarros

      10 de agosto de 2014 5:03 pm

      Essa foi boa!Pela sua logica

      Essa foi boa!

      Pela sua logica então, se vivos ainda fossem, os ex-escravos libertados pela Lei Áurea estariam por demais arrependidos. Preferiam muito mais ainda serem escravos, digo empregados, nas casas grandes, do que verem seus postos de trabalho, forcado, desaparecerem com a liberdade adquirida.

      Depoiis os reaças não entendem o porque do povo os desprezarem. Devem ter o cérebro desprovido de neurônios nas regiões que geram empatia por outros seres humanos.

    3. Arthemísia

      10 de agosto de 2014 6:12 pm

      Ahã, entregou-se AA! Como se

      Ahã, entregou-se AA! Como se acaba com uma profissão, regulamentando-a? Dá pra explicar, ó sapiência. Logo você, tão bajulador do hemisfério Norte – onde, diga-se de passagem, a coisa é muito diferente nesse quesito – reagindo a um mínimo de civilização que conquistamos. Sem o registro, aquilo não era emprego; mas você sabe disso porque nunca deve ter trabalho sem registro não é? A não ser que seja empresário.

      É, meu filho, terás que lavar tuas cuecas e teu vaso sanitário. Do suor do teu rosto varrerás o teu chão. E se não aguentares, fuja para a gloriosa Inglaterra.

    4. lenita

      10 de agosto de 2014 9:53 pm

      O que ??????

      Este é o motivo pq não aceito  este doutor sabe tudo. Somos muito diferentes em nosso modo de pensar e sentir. Qdo era criança e alguem me dizia que nos EUA, as empregadas iam trabalhar de carro, jamais conseguia entender como, se no Brasil quase nenhuma mulher dirigia !. Aqui, iam trabalhar sem calçado, já que ainda não existiam as famosas “havaianas”. Será que tenho 300 anos ? Será que eu era nordestina (pela pobreza que era lá) ? Não, eu nasci na parte rica de MG. Tenho 2 faculdades e já viajei bastante, mas imagine chegar aos pés do Sr. AA, que se vivesse na época, seria o maior defensor da escravidão. Eu admiro o descaramento deste sr, que candidamente, fala o que disse. Está passando pela vida e não aprendendo nada!!!! Só como ganhar dinheiro, provavelmente.. Desculpe o desabafo, mas não consegui me conter.

  4. altamiro souza

    10 de agosto de 2014 4:35 pm

    gostei do título porque ele

    gostei do título porque ele deixa implícito que ainda há muitos avanços a serem conquistados nessa área.

    e que ideia  de que só a lei já seria uma nova libertação da escravidão ainda precisa passar por outros passos, aos quais devemos nos unir com muitaluta para conseguirmos alcançar uam sociedade sempre mais justa.

  5. robertog

    10 de agosto de 2014 4:44 pm

    Boa notícia!!! Mostra que

    Boa notícia!!! Mostra que apesar de tudo estamos avançando em um ponto decisivo. Com PiG ou sem PiG o fato é que essa chaga nacional está regredindo, as cotas avançando e as uniões homoafetivas se legalizando. E tudo isso por uma ação decidida do governo federal, que assim mostra para que serve efetivamente um governo comprometido com as necessidades do povo brasileiro e com o progresso civilizatório. Há razões para esperarmos um futuro melhor para nosso país!

  6. Conde de Rochester

    10 de agosto de 2014 5:19 pm

    Demagogia

    paternalismo casa grande e sensala são estas leis demagógicas que em nome de proteger empregados fragilizados, vão de encontro aqueles que procuram produzir e gerar condições de prosperidade para toda uma nação e não apenas para grupelhos que se encostam no poder.

    É jogar a sujeira para debaixo do tapete e desavergonhadamente apresentar para as visitas uma limpeza inexistente.

    Ou então é aquela velha frase de que os pretensos avanços em prol do povo é apenas para ingles ver…

    Reformas estruturais que relamente beneficiem a Nação esta relegada sempre para o proximo governanate que legisla em causa prorpia até a proxima eleição bi-anual…

    1. Francy Lisboa

      10 de agosto de 2014 8:03 pm

      Tá bm, reclamou?
       
      Agora vai

      Tá bm, reclamou?

       

      Agora vai arrumar seu quarto, lavar sua roupa, e levar o lixo.

  7. Gilson AS

    10 de agosto de 2014 5:38 pm

    A cada ano que passa mais a

    A cada ano que passa mais a elite fica com raiva do PT.

    Ela não vai suportar mais 12 anos de PT pela frante.

    Reeleição da Dilma, mais um “mandato de 8 anos”.

    Das duas uma, ou o PT acaba com a elite reacionária, ou a elite reacionária acaba com o PT.

    Ambos não poderão caminharem  juntos.

  8. josé adailton

    10 de agosto de 2014 5:44 pm

    Um luxo

    Desconfio de que há um engano sobre a profissão de doméstica. A mulher hoje está tentando voo mais altos.Do outro lado ,  a médio prazo,  este tipo de auxiliar ficará fora do alcance  de muitas famílias . Se tornará um luxo para poucos.Sinal dos tempos.Talvez irá proliferar a figura da babysitter, esta sim, indispensável, porém de permanência por curto razo.

  9. Rogerio Maestri

    11 de agosto de 2014 2:50 am

    Quando o casal tiver que fazer o serviço!

    O problema do desemprego causado pelas obrigações trabalhistas é uma verdadeira falácia. Há duas soluções para quem tem empregada e não consegue paga-la de forma correta (não tem recursos para tanto), um dos membros do casal pede demissão e fica em casa fazendo o serviço, coisa que em países desenvolvidos ocorre normalmente. A outra solução é a dupla pegar parelho e fazer os serviços domésticos.

    Tanto em uma como na outra isto não cria desemprego, pois na primeira solução o membro do casal que pedir demissão vai abrir uma vaga automaticamente. A segunda solução parece criar desemprego, porém a estrutura de funcionamento das casas vai ter que mudar, as refeições serão feitas na rua, haverá maior venda de produtos mais industrializados do tipo de feijão pronto (já provei alguns no supermercado, até que não é ruim), eletrodomésticos mais eficientes serão comercializados, lavanderias expressas terão maior clientela e daí por diante. Todos estes empregos criados são de maior valor agregado, e aumentando o lucro dos seus donos se injetará recursos por este lado.

    O que ocorrerá foi o mesmo que ocorreu no dia 13 de maio de 1988, o país não acabou e ao contrário, se a abolição estivesse ocorrida há 40 anos antes estaríamos com a nossa indústria num patamar muito superior ao atual.

  10. Mogisenio

    11 de agosto de 2014 1:03 pm

    Bom, só que não…

    Que o assunto é deveras importante para nós brasileiros  não duvido.

    Que o texto provoca um bom debate idem.

    Mas, que o título  foi bem escolhido duvido.

    Certamente, quem  escolheu o título ou não leu o livro, ou se o leu, não o compreendeu, ou ainda,  tentou passar um ideia equivocada para leitores desorientados. Neste último caso, evidentemente, se equivocou aqui no Nassif.

    Isto porque , o octogenário está muito, mas muito mais enraizado em nossas mentes do que imaginamos , meio que  rapidamente, superficialmente, como feito no texto acima. Uma simples análise superficial de um ambiente domético neste século  não nos dá a dimensão do trabuco caudilhista absolutamente constante em nossa formação contemporanea do povo brasileiro! ( pra misturar mais lenha na fogueira!)

    Fugas, Minas, Baitos do eito, estão contidos em nosso islamismo de preto véio contra a companhia de jesus e contra nossa principal ADUANA durante mais de 400 anos! Não nos enganemos!

     

    Assinar uma CTPS “pode ser” bom para uma  “bá”. Todavia, representa quase nada , ou nada, perante os direitos dos  caboclos bandeirantes, ou “entrantes donatários rentistas”  da  falaciosa formação econômica nesta terra invadida pelo avareza de ontem , de hoje, quiça eterna daquele “modelo de  ser humano egoísta, cuja solidariedade, a despeito da revolução francesa, só ocorre “por consequência” da mão boba e flagrantemente visível!

    O trabuco do Joaquim Nabuco, pródigo,  nos Sertões do Cunha,  que ainda não era Vereda, do Diogo e do Duarte, da Casa gigante do Engº NORUEGA, bem como da queima de arquivos do Ruy , de palmares a lampião, de chinês pequenino nas minas gerais , não pode(m) ser , simplesmente, resumido num artigo raso como o presente.

    Não dá nem para o Viana e muito menos para o Nina Rodrigues!

    Mas, que a CTPS assinada já é alguma coisa sim. Não duvido.

     

    Saudações 

Recomendados para você

Recomendados