4 de junho de 2026

O mercado imobiliário e a situação dos homens-placa

Sugerido por Thiago Venco

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Da Carta Capital

 
Clique realizado na tarde de sábado, mostra jovem escondido atrás de uma propaganda de um empreendimento imobiliário

Na tarde de sábado 17, na região do Brooklin, em São Paulo, o jornalista César Hernandes registrou uma cena que circulou bastante nas redes sociais durante o final da semana. Na imagem, um jovem segura a propaganda de um empreendimento imobiliário. A cena chamou a atenção pela aparência jovem do garoto: um menino negro de expressão acuada segura o cartaz de um jovem branco e de olhos claros.

“Me chamou atenção a situação degradante dessas pessoas, excluídas de cidadania. Ali ele estava exposto ao sol, a chuva e até mesmo ao trânsito”, afirma o autor da foto. O clique foi feito na esquina das avenidas Engenheiro Luiz Carlos Berrini e Padre Antonio José dos Santos. O imóvel divulgado na propaganda fica na Rua Pensilvânia, também no Brooklin. Na descrição divulgada pela construtora “o apartamento que reúne serviços, lazer e praticidade em alto padrão”.

Segundo o jornalista, que trabalha na Câmara Municipal de São Paulo junto ao vereador Ricardo Yung (PPS-SP), chamava a atenção a idade e a condição do garoto. “Diferentemente das outras placas, essa o escondia atrás da propaganda. Além disso, eu acredito que ele não tenha nem 18 anos”, afirma.

Procurada pela reportagem, a construtora Plano & Plano enviou a seguinte nota (na íntegra abaixo):
 
Ref. Solicitação de esclarecimentos
 
Em resposta às questões encaminhadas por este órgão de imprensa, a Plano&Plano esclarece que contratou a empresa SSP Mídia Exterior, responsável pela contratação e gestão dos profissionais para realizar o trabalho.
 
Vale considerar que a veiculação, objeto deste questionamento, aconteceu em período pré-determinado e não está mais no ar.
 
Colocamo-nos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos.
 
Atenciosamente,
 
Plano&Plano

Redação

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9 Comentários
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  1. NNN

    20 de maio de 2014 12:46 pm

    Hipocrisia pouca é bobagem

    Discute-se a idade e a etnia do menino, a “marvadez” da incorporadora, etc.

    Já a existência da função “homem-placa” (o próprio termo é deprimente)…

  2. Fabio !

    20 de maio de 2014 2:34 pm

    Literal e metaforicamente ,

    Literal e metaforicamente ,  a foto arregaça com o apartheid social brasileiro.

    O garoto negro pobre se sustenta servindo de  sustentação para uma placa  , e a placa , ao lhe dar sustento , lhe esconde ao mesmo tempo , enquanto tenta atrair compradores para um imóvel de classe média alta , esta mesma que gostaria muito que essa miséria toda fosse escondida de suas vistas , que é exatamente o que faz a placa cujo objetivo é lhes vender o imóvel .

    Tá aí , genial . Merece ir para a Bienal de SP . Coisa do Gerald Thomas .

  3. Renato F. Lima

    20 de maio de 2014 3:23 pm

    Depois reclamam da Chaui…

    Pois é , e quando a Marilena Chaui fala cobras e lagartos da classe média, os conservadores de plantão reclamam….

  4. DeBarros

    20 de maio de 2014 3:35 pm

    Apartheid Paulistano.

    Apartheid Paulistano.

  5. Thiago Venco

    20 de maio de 2014 4:05 pm

    Não, Não, Não…

    NNN a imagem é o colapso da existência dos “homem-placa”… vá ter má vontade assim lá Noninonândia… Discuta em vez de querer que os outros discutam por você.

  6. Athos

    20 de maio de 2014 4:13 pm

    Essa preocupação é puro
    Essa preocupação é puro preconceito.
    O trabalho é fácil e para adolescentes mesmo.
    Não se lembram que a lei que obriga as lojas a anunciarem com pessoas segurando os cartazes foi criada para isso mesmo, dar empregos.

    E aquele pretinho ali está trabalhando. Alguém aqui tem vergonha de trabalho?
    Deixa o moleque trabalhar.

    1. Thiago Venco

      20 de maio de 2014 7:46 pm

      Trabalho degradante e ilegal

      DEPOIMENTO DE UM AMIGO: aqui na favela sempre aparece um oferecendo esse tipo de “trabalho”, com o discurso “vamos lá, vou te ensinar a pescar”, mesmo com as característica dos trabalho escravo e racista eles se sente orgulhoso por ajudar… e nada que eu diga é capaz de alertar os visinhos, eles chegam com enormes cartazer, milhares de ipressão e de terno e gravata. esse tipo de trabalho análogo a escravidão é bem recorrente na periferia… quando vejo esse tipo de ofensa me sinto impotente, mas lendo a sua idgnação me sinto encorajado a lutar.

      R$15 por dia para ficar em pé? Jovens? VA NA RUA VER OS VELHOS TRABALHANDO!!! Isso não dá um salário mínimo, e é sem CLT! Nem R$2 a hora!!!

      1. Athos

        20 de maio de 2014 10:13 pm

        Cara, manda o ministério do
        Cara, manda o ministério do trabalho .
        Existe salário mínimo no Brasil.

        Do que estávamos falando mesmo?

        1. Thiago Venco

          20 de maio de 2014 11:10 pm

          Está a caminho…

          …mindinho.

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