21 de maio de 2026

O lawfare praticado por Pedro Guimarães na tentativa de ocultar o escândalo da Caixa

Caso foi relatado durante o programa TVGGN 20h desta sexta-feira (24). Assista
O ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ex-consultora jurídica e ouvidora da Caixa Econômica Federal e ativista de direitos humanos, Isabel Gomes, contou ao jornalista Luís Nassif o caso estarrecedor de lawfare praticado pelo ex-presidente da instituição, Pedro Guimarães, a fim de mascarar as denúncias de assédio. O relato foi exibido no programa TVGGN 20h desta sexta-feira (24). 

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A vítima de Pedro Guimarães foi Pedro Eugênio Beneduzzi Leite, ex-presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e fundador do Instituto Datagênio. Antes do escândalo vir à tona, Eugênio, infelizmente, faleceu. 

A minha relação com esse caso especificamente foi muito grande, porque o meu marido era um líder sindical importante na Caixa, ele já estava aposentado e tinha um instituto de pesquisa, o Datagênio. O Pedro Eugênio se relacionava demais com o público da Caixa, tinha 15 mil seguidores nas redes sociais. Nos primeiros meses do governo nefasto [de Jair Bolsonaro], ele começou a receber denúncias dessas pessoas com as quais interagia, os empregados. Então, ele começou a escrever de maneira informal, chamando atenção [para esses casos]”, contou Isabel.

Isso incomodou Pedro Guimarães, que entrou com uma ação contra o Eugênio, pedindo uma indenização milionária. Houve uma pena cominatória de 10 mil reais por cada post que o Eugênio mencionasse o Pedro Guimarães ou a Caixa. Essa ação correu em segredo de Justiça e conseguiu constranger o Eugênio de forma que ele tinha que parar de falar e dá a entender que não havia mais denúncias contra a empresa”, acrescentou.

Foi uma série de golpes, um verdadeiro lawfare que Eugênio sofreu. Ele, infelizmente, veio a falecer e a ação acabou extinta. Mas, depois, o Guimarães caiu exatamente pelas denúncias que o Eugênio já fazia no início de 2019 e não iam para frente, porque o clima de terror do governo Bolsonaro fazia com que todos se calassem”, completa Isabel. 

Assista a íntegra da entrevista a partir dos 27 minutos:

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Vladimir

    25 de novembro de 2023 11:28 am

    Nada disso é novidade. Sabendo que o governo era milico miliciano e fascistóide,essa prática é corriqueira.Tudo que é ligado a autoritarismo é prática constante dessa gente.

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