Em entrevista à TV GGN, a coordenadora da Global Sumud Flotilla, Ariadne Telles, relata como Israel interceptou as embarcações dos ativistas antes mesmo de iniciarem a viagem a Gaza. Os barcos foram abordados em águas internacionais, o que especialistas apontam como uma violação direta do direito internacional e da liberdade de navegação.
“Parece que as leis internacionais não se aplicam a Israel, da mesma forma que não se aplicam aos Estados Unidos, mas a gente não deixa de navegar”
Telles explica que a flotilha reúne ativistas de todas as partes do mundo em solidariedade à Palestina. As embarcações tentam levar ajuda humanitária, medicamentos, alimentos e materiais escolares. O objetivo é furar o bloqueio à chegada de suprimentos que Israel impõe na Faixa de Gaza — uma prática utilizada como arma de guerra e considerada ilegal pela ONU e pela Cruz Vermelha, por configurar punição coletiva, completa Ariadne.
No ano passado, a flotilha contou com cerca de 42 barcos e chegou a 24 milhas náuticas de Gaza. “Quase chegamos”, disse Ariadne. A frota deste ano aumentou por meio de mobilizações e financiamento coletivo em solidariedade à causa. O plano original previa reunir mais de 70 embarcações. Com a quantidade maior, Ariadne diz que Israel teria dificuldade em realizar uma interceptação total:
“Eles sabiam que íamos chegar a Gaza”.
A tática de Israel, no entanto, foi impedir o avanço antes mesmo das duas paradas restantes da flotilha, onde mais barcos se juntariam. Foram interceptadas pouco mais de 20 embarcações em águas internacionais na Europa, nas proximidades da Ilha de Creta, na Grécia. O incidente levou a uma baixa grande no número total de barcos que seguiriam o curso, embora a mobilização inicial fosse superior à do ano anterior.
“Isso é um incidente diplomático e político gravíssimo, já extrapolou as fronteiras. Já não está mais sob Gaza, está também sob a Europa, então a gente precisa agir muito e muito rápido.”
Apoio de judeus
Ariadne informa que existem diversos judeus que também participam da flotilha por serem contrários ao sionismo e às políticas do governo de Benjamin Netanyahu. Ela lembra que o ex-chefe do Mossad, Tamir Pardo, afirmou recentemente que Israel impõe um regime de apartheid na Cisjordânia. Para Telles, essa admissão vinda da cúpula da inteligência israelense expõe a gravidade do regime atual.
“Quando a gente fala nunca de novo na história, como a gente falou, quando aconteceu com os judeus, o Holocausto dos judeus, é nunca, jamais na história para todo mundo.”
Apesar das baixas e da captura de ativistas por parte de Israel, a flotilha afirma que continuará a luta para expor o genocídio palestino e tentar levar ajuda humanitária a Gaza.
“Ainda temos pessoas e estamos construindo um levante global para continuar essa viagem que não acabou e não vai acabar aqui”.
ASSISTA (à partir dos 30 minutos da Live):
Carlos
1 de maio de 2026 10:18 pmIsrael é mais um rato que, escondido atrás dos eua, ruge.
O mundo deveria encarar o regime de lá como é, genocida, e cortar qualquer relação que beneficie este fantoche dos eua, antes que se vejam ante um monstro incontrolável.