4 de junho de 2026

Ataques matam dez pessoas em menos de uma hora na periferia de SP

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Imagem: Reprodução TV

Da Ponte

 
Por Josmar Jozino e André Caramante

Dois atentados a tiros deixaram dez pessoas mortas e três feridas entre o final da noite de ontem (4/04) e início da madrugada desta quarta-feira (5/04), na periferia da cidade de São Paulo.

Os ataques ocorreram em um intervalo de 44 minutos. O primeiro atentado ocorreu às 23h20, em um bar na rua Antônio Sérgio de Matos, 23, bairro do Jaçanã, zona norte.

Testemunhas disseram à polícia que dois homens ocupando uma moto Honda Twister, prata, chegaram ao bar e foram logo atirando.

Foram mortos Sidney Rodrigues Cordeiro, 28 anos, Valdir Pereira de Souza, 46, Adriano dos Anjos Silva, 39, Wellington Claudino de Souza, 35, Gilmar Vieira da Silva, 39, Luís Fernando Ramos, 39, e Júnior Pereira de Souza, 28. 

 
Caramante
 
Seis das sete vítimas mortas em bar do Jaçanã (zona norte de SP) – Imagem: Reprodução de TV

Até as 16h30 desta quarta-feira (05/04), a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo não confirmava  a morte de Júnior Pereira Souza. Já a Polícia Militar informou que ele morreu a caminho do hospital.

Os assassinos fugiram. A Secretaria da Segurança Pública da gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) também não soube informar se os atiradores estavam encapuzados, se usavam capacete ou se estavam com o rosto à mostra.

Ficaram feridos Alexsandro de Oliveira Júnior, 21 anos, e José Francisco dos Santos Farias, 28 anos.

Os policiais militares Luiz Tomadon Júnior, 31 anos, e Sílvio Pereira dos Santos Neto, 25 anos, da 1ª Companhia do 43° Batalhão, foram os primeiros a chegar no local do atentado.

Segundo os PMs, o dono do bar, Aluísio Cláudio Rodrigues, 57 anos, não estava no estabelecimento no momento do ataque porque tinha saído para jantar.

No local do crime foram apreendidos projéteis de pistola calibre 45. A chacina foi registrada no 73º DP (Jaçanã), mas vai ser investigada pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil.

Tiros na zona sul

O segundo atentado a tiros aconteceu à 0h40 nas ruas Carualina e Professora Nina Stocco, 10, Campo Limpo, zona sul da cidade de São Paulo.

A Polícia Civil apurou que o metalúrgico Wesley Francisco de Lima, 29 anos, conduzia sua moto, levando na garupa Wizmael Dias Correia, 19, quando foram seguidos por dois homens em uma moto Honda XRE, preta.

Lima tentou fugir. Porém, Correia ficou assustado e desceu da moto. Os desconhecidos os alcançaram na rua Carualina.

Os ocupantes da moto Honda XRE sacaram as armas e atiraram em Correia. Ele morreu e o metalúrgico conseguiu fugir.

Meia hora depois, o entregador de pizza Johnny Felipe Nascimento, 24 anos, parava na rua Professora Nina Stocco para pedir uma informação.

Foi quando os ocupantes da moto Honda XRE apareceram e, sem dizer nada, efetuaram vários disparos.

Nascimento foi ferido na mão. Vinícius Aparecido Paula Guedes, 19 anos, e Kayke Santos Moreira, 20, morreram.

Quando os PMs Vinicius Viana Marques, 27 anos, e Victor Guimarães Galvão, 34, da 3ª Companhia do 16º Batalhão,  chegaram para atender a ocorrência policial, os atiradores já tinham fugido.

Na cena do crime foram encontradas cápsulas de pistolas calibre .380 e 9 mm.

O delegado Rogério Zuim Uehara, do 89º DP (Portal do Morumbi), registrou a ocorrência. O DHPP também investiga o caso.

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4 Comentários
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  1. WG

    6 de abril de 2017 6:38 pm

    Este é o único produto gerado

    Este é o único produto gerado pela banca financeira, e que custa à sociedade  500 bilhões de reais por ano: a bárbarie. Mas o mercado anuncia  o produto, via máquina de propaganda nazi-fascista, como “criminosos da periferia”. 

  2. jossimar

    6 de abril de 2017 7:52 pm

    E nada contra os integrantes

    E nada contra os integrantes da farsa jato? Contra os golpistas? Contra os togados risíveis do stf?

    Temos mais é qe nos foder mesmo.

  3. Renato Lazzari

    6 de abril de 2017 9:00 pm

    Normal, é só olhar as fotos:

    Normal, é só olhar as fotos: pretos ou quase pretos, todos com cara de pobre…

    Pelamor, hein? Não tem outras fotos para ilustrar, algo como as vítimas trabalhando ou felizes em seus lares, não expõe nada. Reprodução do programa de datenas, marcelos rezendes e que-tais não precisa. Não sei se as vítimas foram reconhecidas por suas famílias no IML mas trazer fotos assim não ajuda em nada, creio, exceto no reforço do estabelecimento de uma sociedade de terror.

    1. ze sergio

      6 de abril de 2017 10:55 pm

      normal….

      Terra de Ninguém é o que virou SP. Alias, Terra de Picolé de Chuchu. Pode haver algo mais sonso que Picolé de Chuchu? Olha onde nos trouxe esta Esquerdopatia Tupiniquim? No inicio do ano, no Parque Edu Chaves, bem perto desta do Jaçanã, teve uma chacina com 5 mortos. Rebeliões em presídios no norte do país, a mídia correu em sumir com o fato do noticiário. Estamos exportando Know-how de bandidagem até para nossos vizinhos da Am. do Sul. A bandidagem paulista já tem ramificações no Paraguai, Bolivia ou Colombia. Exportador de barbaries,  mediocridades e criminalidade. E com selo bicudo. E o Poder Judiciário, MP ou PF fingindo que nada acontece. Fingindo que o comércio de drogas não é pratica de milionários e gente com muito poder politico. Alguns com cargo de Senador, Deputado e até helicopteros.  E fazenda para esconder 550 Kg de pó. E usando a PM para dar segurança e manter a ordem dentro do comércio. Quando alguém foge do combinado é só mandar o pessoal “terminar com o problema”. Se morrerem 1 ou 2 crianças em escolas durante o processo, basta esculachar com o cabo ou sargento irresponsável. E não aceitamos discutir pena de morte. Somos tão civilizados?!!! 30 anos de redemocratização da centro esquerda brasileira e sua Constituição Cidadã. O resultado esta aí. E fede muito.    

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