Sobre judeus e banqueiros, por Luis Nassif

Estamos todos em um aprendizado permanente, sabendo que há uma objetivo único, de defesa da democracia e da tolerância

Publicado originalmente em 24/12/22

Explodiu uma baita discussão no Twitter, devido a um trecho da entrevista que eu e Pedro Costa Jr. fizemos com o economista Paulo Nogueira Jr. Em determinado trecho, Paulo critica a indicação de Ilan Goldfajn para o BID, menciona a influência da comunidade financeira judaica nos organismos financeiros internacionais e diz que Ilan nem nascido no Brasil é.

A frase suscitou protestos de entidades judaicas. O Instituto Brasil-Israel soltou um comunicado ainda mais feroz do que os protestos quando Michele Bolsonaro quis confundir o judaísmo com o bolsonarismo. O movimento Judeus Pela Democracia – que reúne bravos combatentes da democracia contra o bolsonarismo da Hebraica – também se manifestou.

No rastro, veio a previsível movimento de onda de linchamento, do qual se aproveitaram até judeus bolsonaristas, sem nenhuma ligação com o JPD.

Vamos por partes.

Peça 1 – Existe uma comunidade financeira judia

É fato inegável que existe uma forte comunidade financeira judia. Da mesma maneira que existe uma forte comunidade de doleiros libaneses no Brasil.

É uma comunidade que atua solidariamente. Na biografia que escrevi de Walther Moreira Salles, um dos capítulos é sobre a compra do Banco Safra, nas vésperas de 1964, e sua posterior revenda para os Safra. O movimento da revenda foram informações obtidas por Moreira Salles, de que Joseph Safra era muito influente junto à comunidade financeira judia, e poderia criar intrigas que atrapalham outros negócios do grupo.

A tradição judia nas finanças é antiga. Passa pelos Rothschild. Depois, pelos judeus húngaros que, após o Acordo de Bretton Woods, passam a dominar o mercado internacional de títulos e moedas. Conto isso em um capítulo da biografia de Moreira Salles.

Paulo Nogueira Batista Jr. não é anti-semita. Pelo contrário, seu Nogueira é de um portugues que fugiu da inquisição portuguesa e foi parar em Belém do Pará, onde participou das cabanadas. Na conversa, ele se referia ao grupo de influência de banqueiros, não aos judeus como um todo.

Seria o mesmo que mencionar os doleiros libaneses. 

Em uma conversa fechada, entre economistas e jornalistas, a referência à comunidade financeira judia seria normal, e não seria interpretada como anti-semitismo.

Peça 2 – Existe um estereótipo

Onde erramos? No fato de ser um programa público e haver um enorme estereótipo sobre o judeu, presente desde “Os Protocolos dos Sábios de Sião” – sobre a suposta conspiração financeira judaica  internacional – até na própria música popular brasileira.

Houve meu erro de não ter alertado o público de que a menção a banqueiro judeu não se referia a uma raça que produziu alguns dos maiores cientistas e artistas da história da humanidade.

A partir daí, abre-se espaço para uma boa discussão. Como se referir à comunidade financeira judaica, sem levantar os estereótipos que cercam os judeus como um todo? Ao mesmo tempo, como entender o humanismo dos grupos progressistas judeus, quando confrontados com a questão palestina e da Faixa de Gaza?

É evidente que o selvagem Netanyahu está para Israel como Bolsonaro está para o Brasil. Mas tem sido conduzido seguidamente ao poder, em Israel, por uma população eminentemente de direita.

Deve-se criticar esse modelo, sem incorrer em generalizações, nem esquecer os bravos judeus progressistas, que levam através da história a bandeira humanista de seus antepassados.

É uma discussão rica, e que precisa ser discutida.

Peça 3 – O linchamento

Em vez disso, fui alvo de uma violenta lacração pelo Twitter. Adversários meus e do Paulo aproveitaram para tirar sua lasquinha. Ao levar o tema para o campo do linchamento, as bravas entidades representativas de judeus democratas abriram espaço para isso:

Quando reclamei do linchamento, uma das respostas é que os judeus progressistas também são alvo de linchadores bolsonaristas, logo… logo…

Peça 4 – A discussão

Por outro lado, recebi uma nota da StandWithUs, uma resposta civilizada, que ajuda a enriquecer o debate:

“StandWithUs Brasil repudia falas antissemitas do economista Paulo Nogueira. || Ao ser entrevistado pelo jornalista Luis Nassif e Pedro Costa Jr, cientista político, em 16 de dezembro,  no canal do YouTube TV GGN, o economista Paulo Nogueira  desferiu diversos comentários antissemitas contra o também economista  Ilan Goldfajn. 

Nogueira fez conexão entre as relações de Ilan com o  mercado financeiro e com a comunidade judaica, como se houvesse uma simbiose entre essas duas esferas. Por um lado, o comentário ignora a diversidade – e humanidade – da colônia judaica dos EUA, a maior fora de Israel e composta por todos os tipos de sujeitos sociais. Por outro, ainda pior, lança mão de dois estereótipos usados pelo regime nazista, mas não restritos a ele: a ideia do “judeu rico” e a falácia de uma “conspiração judaica mundial”.

Originado na Idade Média, o estereótipo do judeu rico é um mito persistente e alimenta o discurso de ódio em diversas camadas. Segundo a Anti Defamation League, organização norte-americana que monitora a expressão de antissemitismo no mundo, “um dos estereótipos mais proeminentes e persistentes sobre os judeus é que eles são gananciosos e avarentos (…). Acredita-se que eles exerçam controle sobre os sistemas financeiros mundiais, mas também são acusados ​​de enganar regularmente amigos e vizinhos em troca de um dinheirinho”. 

 O discurso de ódio embasado nessas generalizações e mentiras foi responsável por séculos de perseguições e violências contra a minoria judaica. Importante frisar que a agressividade que culmina em mortes é iniciada e alimentada por palavras. 

Como organização educacional, além de identificar e expor o antissemitismo, a StandWithUs Brasil também se propõe a explicar raízes históricas desse preconceito, mas também sua ameaça na atualidade. Pedimos a retratação de  Paulo Nogueira, assim como esperamos que se pronunciem Pedro Costa Jr e Luis Nassif, que escutaram em silêncio palavras ultrajantes para todos aqueles que lutam contra o discurso de ódio. Confiamos no compromisso da TV GGN com a proteção dos direitos das minorias, entre as quais encontram-se todos membros da comunidade judaica brasileira“.

Por tudo o que conheço de Paulo Nogueira e Pedro Costa Jr, por tudo o que conhecem de mim, não houve nenhuma intenção anti-semita na fala. Mas erramos ao não atentar para o reforço que poderia representar para os que têm visão estereotipada do judeu.

Não vamos exigir que o movimento Judeus Pela Democracia e o Instituto Cultural Brasil-Israel reconheçam o risco do movimento que criaram no Twitter, estimulando linchamentos virtuais. Mas seria relevante pensarem sobre isso e sobre o impacto na imagem dos judeus, um povo que já experimentou toda sorte de linchamentos.

Estamos todos em um aprendizado permanente, sabendo que há uma objetivo único, de defesa da democracia e da tolerância.

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Luis Nassif

60 Comentários

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  1. Cachorro que é mordido por cobra tem medo de linguiça. Já vi militante dizer que o termo “buraco negro” é racista. Agora, chamar um banqueiro judeu de banqueiro judeu é rotulado de antissemitismo. Tá “serto”, os lacradores conseguiram os cliques que queriam com mais essa polêmica cretina. Quanta mediocridade intelectual.

    (Ah, dizer que um negro é pesado em arrobas estava OK para essa gente, cabiam até algumas gargalhadas. Pimenta no cool dos outros é refresco)

  2. Gostaria que a comunidade judaica explicasse melhor o episódio, qdo o bozonaro disse em comicio na hebraica, que negro deveria ter o peso medido em arroba, todos lá riram. Qdo secretário do bozo Roberto Alvim repete fala nazista, ai comunidade se une e criticam pesadamente.

  3. A SE ACREDITAR NOS ESCRITOS BÍBLICOS, DO PONTO DE VISTA ÉTNICO NUNCA EXISTIU UM POVO JUDEU, VEJAMOS: CONFORME O LIVRO DE GÉNESIS, O POVO JUDEU FOI FORMADO PELOS 12 FILHOS DE JACÓ, COMO A ÚNICA FILHA DE JACÓ, DINAH, NÃO DEIXOU DESCENDÊNCIA, COM EXCEÇÃO DE JOSÉ QUE CASOU-SE COM UMA EGÍPICIA, OS DEMAIS FILHOS DE JACÓ GERARAM FILHOS COM MULHERES PALESTINAS.SENDO ASSIM. A CONSTITUIÇÃO DOS JUDEUS É DE UM POVO MESCLADO NA SUA ORIGEM. COMO OS DESCENDENTES DE JACÓ NA SUA QUASE TOTALIDADE FOI GERADA NO EGITO, NÃO FAZ SENTIDO ESSA HISTÓRIA DE RETORNO DOS JUDEUS PARA UMA TERRA PROMETIDA .O QUE HOUVE DE FATO, FOI UMA USURPAÇÃO CONFORME RELATADO NO LIVRO DE JOSUÉ NO CAPÍTULO 24. CURIOSAMENTE , A USURPAÇÃO SE REPETIU NO SÉCULO PASSADO COM O MOVIMENTO SIONISTA USURPANDO OS PALESTINO, CUJA COMPOSIÇÃO ÉTNICA TEM MAIS A VER COM OS JUDEUS QUE PERMANECERAM NA PALESTINA E FORAM CONVERTIDOS PAR5A OUTRAS RELIGIÕES, DO QUE COM OS JUDEUS EUROPEUS QUE TOMARAM PARTE DA PALESTINA. O PIOR É QUE A CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL CONTOU COM A CUMPLICIDADE DA ONU. CURIOSAMENTE, OS NAZISTAS ELIMINARAM MILHÕES DE JUDEUS, MAS SÃO OS PALESTINOS QUE ESTÃO RECEBENDO O CASTIGO.
    OBS.: COMO HOJE EXISTE O ESTADO DE ISRAEL, PODEMOS FALAR DE UM POVO JUDEU, MAS DURANTE SÉCULOS O QUE EXISTIU FOI UMA COMUNIDADE RELIGIOSA JUDAICA ESPALHADA PELO MUNDO.

  4. “É preciso combater a intolerância, o preconceito e a ignorância de todos os lados.”
    Sem dúvida. No entanto, essa mesma frase, absolutamente correta, nos dá a senha para lidarmos com esse assunto: “os lados”.
    É preciso olhar para esses “lados”, identificá-los, dimensioná-los corretamente, avaliar sua força e influência. É preciso identificar seus reais objetivos, e desmistificar aqueles que são apontados como seus adversários. Não agem hoje – ou agiram, com maior ou menor intensidade – os terroristas árabes da mesma forma como os terroristas judeus (Menachem Begin entre eles) agiram, quando viram suas possibilidades e campo de luta se estreitarem, logo após a Segunda Guerra Mundial? Não agem hoje, nos territórios palestinos, praticamente da mesma forma que os nazistas agiram em relação a eles mesmos, os judeus?
    Eu, pessoalmente, abomino e condeno a política externa israelense, sua condição de peão dos EUA na região, etc., etc., etc. E não sou antisemita.
    Não há santos nessa história. E nem em lugar algum. Há “lados”. E esses lados tem força, formação, e poder distintos. Esse é o X da questão. Ou as pessoas de bem – como são, sem dúvida, o Nassif e os demais envolvidos na entrevista – se posicionam claramente ao lado do mais fraco – e, portanto, mais ameaçado de extinção ou subjugação nesse conflito – ou então ficaremos eternamente nessa “torcida” pela Paz Mundial, combatendo a intolerância, o preconceito e a ignorância com sonhos e palavras, e eles se apossando do mundo e de seus recursos com bombas e fuzis, já que o que importa, na verdade, são esses recursos: minérios, água, petróleo, o diabo.
    Estão fazendo isso agora, nos territórios ocupados, no Iêmen, na Ucrânia.

  5. Não se pode criticar os judeus. Por mais que se faça por direito,sempre alegarão anti-semitismo e aproveitarão para jogar mais umas bombas nos palestinos e ocuparem um território que não lhes pertence e que só foi dado,que ironia,devido a perseguição anti-semita de um lunático nazista.

  6. “É uma discussão rica, e que precisa ser discutida.” E BOTA RIQUEZA NISSO.
    E o que houve de espinhamento geral é perfeitamente normal: o pobre sempre toma as dores do rico em qualquer cultura. Especialmente quando esses ricos são efetivamente os donos do mundo ou pelo menos do seu mundo.

  7. E o que os Judeus fazem com os palestinos? Falar sobre isso e criticar o genocídio que praticam é ser anti semita?
    Pior ainda, um genocídio partindo exatamente deles que adoram se vitimizar exatamente por isso.
    Na segunda guerra morreram mais de 25 milhões de Russos. Foram os Russos que derrotaram o nazismo.
    Mas falam muito mais da morte de 6 milhões(sic) de judeus bonzinhos que da morte de 25 milhões de russos malvados e comunistas.
    Sou anti semita?

  8. Qual a intenção de se categorizar o banqueiro como judeu, se não a de causar polêmica? Provas são as reações, esse texto e os seus comentários. Antissemitismo não é novidade e está, sim, presente de forma mais escondida ou escancarada em qualquer sociedade em que há ou não judeus inseridos. Desaponta, mas não surpreende.

  9. Olá, Nassif.
    Notei que em seu texto, ao citar a extensa lista de financistas judeus, você cita duas ou três famílias, não mais – o que, por si só, é indicativo de que tal predicado seja tão corrente assim entre os judeus. Dentre todas as famílias judaicas de origem síria, somente os Safra são banqueiros, por exemplo. Rothschild é uma única família judaica, dentre dezenas de milhares outras.
    Em Guarulhos há uma família libanesa muçulmana no ramo de móveis, um outra no ramo de tecidos. Nunca eu chegaria do alto dos meus 42 anos afirmando que “são inegáveis os laços da comunidade libanesa com móveis e tecidos” e citaria somente duas famílias.
    Basta verificar com o que trabalharam a maior parte absoluta dos judeus que chegaram no Brasil, na grande imigração do século XX: muitos trabalharam como mascates, dezenas e dezenas trabalharam com confecção, entre outros que eram profissionais liberais e professores universitários. Uma dessas famílias (Safra) era do ramo financeiro.
    Note que Aguiar, Setúbal, Moreira Salles, Almeida, Conde, entre outras tantas, não são famílias judias, e são todas financistas. Aliás, cita-se com mais facilidade banqueiros não-judeus do que judeus, justamente porque existem mais banqueiros comemorando o Natal, do que comemorando Ḥanucá.
    Que haja luz.

  10. Ao fazer uso da expressão “comunidade financeira judia”… Paulo Nogueira Jr – um dos poucos economistas competente, lúcido e intelectualmente honesto que há no país – creio que quis aludir ao “ethos” dos financistas de origem judáica, e não aos “judeus”. Quem está familiarizado com a história das finanças internacionais, sabe muito bem, que há sim uma distinção na concepção e modo de gerir bancos… os “banqueiros judeus” se concentram “nas altas finanças”, aversos aos “bancos de varejo”, daí a necessidade de proteção do poder político… é sabido que tais banqueiros se articularam muito bem nas “sombras” com o poder político. No Brasil da ditadura militar… os Safras que o digam. Quanto à “REAÇÃO polêmica” das entidades de grupos judáicos fica por demais evidente seu poder de lobby. Daí concluir que tais grupos quando se “posicionam” pela democracia, o fazem tão somente “movimento tático”. Na minha ignorância, desconheço algum posicionamento/movimento de tais grupos contra o Estado terrorista que é Israel, longamente governando pela extrema direita. Os palestinos – cristãos e islâmicos – sentem na pele a “mão opressiva” da ideologia sionista que dá forma à política de “segurança israelense”.

  11. Pelo nível das respostas…fica latente a abertura para que todo tipo de antissemita dê seu palpite enviesado e doentio….está de parabéns nassif alcançou vosso objetivo

  12. Conheço Paulo Nogueira e o Nassif e reconheço que os esclarecimentos dados por eles é sincero. Existe um grupo de judeus que são bastante inteligente e capazes na arte econômica de administrar recursos, embora não sejam os únicos. Por serem uma minoria social, formam sim um grupo, mas sem nenhum demérito aos demais grupos que a sociedade distingue.
    Infelizmente, a língua tem essas armadilhas.

  13. A questão é: porque nomear “existe uma comunidade financeira judia” sim, ela existe assim como existe católicos ou cristãos para falar de religião, ou tanto quanto árabes, mas estes não são nomeados assim. Ninguém diz o cristão Elon musk para falar de um bilhonario cristão, ao falar judeus ricos é necessariamente a lógica antissemita que está sendo regida.

  14. o autor supostamente pretende se retratar e ai, do nada, no meio do texto, refere-se aos judeus (um povo unido exclusivamente por lacos culturais, assim como qualquer outro) como “raca judia”. Quase impossível conceber alguma coisa mais escancarada e abertamente neonazista do que uma afirmação desse quilate. Piorou o que ja soava pessimo.

  15. Ja está errado em chamar os judeus de raça.
    Este conceito é o que leva a discriminação.
    Na verdade todos os odernos estudos etiológico e dizem somente existirem etnias de caráter cultural, e os mais modernos estudos de DNA confirmam que atualmente no globo terrestre, só existe uma raça humana.

  16. Sobre a fala de Batista, indo além do já elencado:
    1- Ilan, “de nome impronunciável”. Em seguida, pronuncia facilmente. Estranho, não?
    2- Nasceu em Israel, “de brasileiro só tem o passaporte”. Não obstante Goldfajn viver aqui desde pequeno e ter construído carreira aqui, Batista o exclui na prática de ser brasileiro de verdade, seja lá o que se entende por isso.
    Estes detalhes somam-se à falsa comunhão judeus-capital internacional, um clássico do antissemitismo à direita e à esquerda. O fato de haver banqueiros judeus não faz com que eu, amigos e parentes judeus tenham qualquer relação com o grande capital financeiro. Assim como a grande maioria dos judeus, nenhum de nós tem.
    Nassif, temos que ser bastante cuidadosos nestes tempos de aumento do racismo, antissemitismo, homofobia e outras formas de ódio, muitas vezes destilado de forma sutil. E tenho certeza de que meu sobrenome é tão pronunciável quanto o seu e o de Batista. Abraço

  17. que a menção a banqueiro judeu não se referia a uma raça que produziu alguns dos maiores cientistas e artistas da história da humanidade……Senhor Nassif judeu não é uma raça.. isso é um discurso criado pelos nazismo . Raça judaica X raça ariana…judeus são um povo !!! Portanto temos judeus de esquerda e de direita. Preto, branco e orientais.. Portanto o seu discursos de explicação sobre esse infeliz episódio se trata de uma manifestação de caracter anti semita, clássica do século XX. Sem participação nehuna do senhor como moderador, incentivando o entrevistado a ampliar o discurso racista de cunho anti judaico .

  18. Nassif, você tem sido essencial nos últimos anos de luta pela democracia. Por isso mesmo entende-se a comoção e a decepção diante da sua falta de reação ao absurdo proferido pelo Paulo Nogueira Batista. Como disse o StandwithUs, há o mercado financeiro e há a comunidade judaica. Mas o que é a “comunidade” judaica? Muito longe de ser um todo coeso, e ignorar isso não é mero detalhe, é tomar o todo pela parte. Não odiamos banqueiros a priori, assim como você. A comparação feita com os doleiros libaneses não se sustenta, pois jamais houve, no caso deles, ou de sírios, falas difamatórias generalizantes. Basta lembrar Paulo Maluf, sempre tratado como brasileiro, obviamente! Ou Haddad. Ou Adib Jatene. Enfim, não preciso citar mil exemplos. Orgulhar-se da origem não tem a ver com ser ou não brasileiro!! O antissemitismo é uma forma de racismo, assim como é racismo o discurso anti-negro, ou anti-cigano, ou anti-índio. Estereótipos, repetidos à exaustão, abrem espaço para a violência, os crimes, a exclusão social. Espero que você entenda o perigo de abrir caixas de Pandora desse tipo. Deixemos isso para a direita nazi-fascista.

  19. Se os afrodescendentes tivessem dinheiro e uma “Liga Anti-difamatória” . Ninguém os chamaria de “negros”. Se eles tivessem a titularidade de todos os bancos, todos os empreendimentos e postos de comando de empresas, meios de comunicação, pesquisa cientĩfica, laboratórios, alimentação, e principalmente, se eles estivessem na elite de todos os cargos públicos e políticos do mundo, todo aquele que ousasse falar alguma verdade sobre os seus malfeitos seria punido. Se um afrodescendente com essas regalias saísse de uma loja com os bolsos cheios de mercadoria sem pagar, seria apenas uma fraqueza. Mas os afrodescendentes não têm uma liga anti difamação. Da difamação eles só conhecem as consequências. É uma injustiça o que dizem sobre os judeus, os sionistas, os nazisionistas, e principalmente sobre os tais Protocolos dos Sábios de Sião. O problema é que esses protocolos trazem tanta coincidência que fica difícil não acreditar neles.

  20. Ninguém está livre de cometer erros. Ninguém, por mais idade e experiência profissional que se tenha. Em vez de um longo texto como esse é mais fácil e honesto simplesmente reconhecer o erro, pedir desculpas. Até porque esse é o tipo do caso em que quanto mais se “explica”, mais se complica. Reconhecer um erro, pedir desculpas publicamente é difícil, quem não sabe? Mas é também um gesto bonito. Desse blog, que sempre admirei, não espero outra coisa. Abraços.

  21. Nassif, não é a primeira vez que vejo entrevistas ou mesmo comentários seus ou de convidados de caráter antissemita. Até a sua própria resposta já tem inúmeros equívocos que não cabem nesse espaço para explicar, mas eu começo apenas por dizer que judeu não é raça. Ser judeu é um monte de coisa que começa pela religião, mas não se encerra nela, pois há inúmeros judeus ateus e até convertidos a outras religiões. Eu queria que você soubesse que há judeus brancos, judeus negros, judeus com cara de árabe, judeus com cara de chinês, judeus ruivos, judeus altos, judeus baixos, judeus gordos, judeus magros, judeus que dizem coisas nojentas, judeu solidários, judeus de direita, judeus de esquerda, judeus que são banqueiros e judeus que moram em favelas (embora você provavelmente não acredite). Ou seja, o povo judeu é um povo como outro qualquer.

    Outra coisa: o seu entrevistado não tem nada de judeu pelo fato de se chamar Nogueira. Isso até me lembra aqueles episódios de racismo em que as pessoas dizem que não são racistas porque até tem um amigo negro. Nogueira é um nome como outro qualquer. Pode ser cristão novo? Pode ser, mas não é judeu por causa disso. Essa é apenas uma justificativa que está sendo usada para dizer que ele não é racista ou antissemita como queiram. Isso é uma bobagem.

    Por fim eu fico com um dos comentários postados: não fala mais nada. Você não tem que se justificar porque quanto mais você fala pior fica o que vocês falaram lá no programa. O ideal é simplesmente você pedir desculpas, pois não há justificativa possível.

  22. Por que não se vê esse mesmo nível de indignação organizada quando a bandeira de Israel é usada como uma espécie de tapa-sexo em micareta neofascista? Quando é instrumentalizada por pastores picaretas no Brasil, associada ainda a discursos homofóbicos e racistas? Alguém pode me explicar racionalmente o que torna este caso mais grave, por favor?

  23. Nassif vc conseguiu piorar o que já estava ruim…..a idade nos traz sabedoria mas não para todos….conseguiu deixar descontentes e revoltados judeus de direita e judeus de esquerda….judeus liberais e de vanguarda e judeus tradicionais e religiosos…..daí aprendemos que se não tem o que falar muitas vezes por falta de capacidade melhor se calar…..

  24. bom, quando começam com esse papo logo penso na Palestina. lá aplicam todas as táticas que aprenderam com os nazistas. não consigo ver muita diferença entre ambos.
    é igual aos bolzonazi, chamam Lula de ladrão, mas não querem discutir sobre os imóveis comprados com dinheiro

  25. Werner Sombart, Neil Ferguson, Warburg… Vale a pena conhecer esses autores e o papel do capital financeiro. Os livros sagrados proibiram os juros por motivos que a modernidade já não achou importante. A decisão humana de utilizar juros se estabeleceu no mundo. É pecado? O mal é aquilo que sai da boca do homem…

  26. Não gosto é do H….sto e do G….cida. Do L… tivemos faculdade para os pobres que no maximo conseguiam ser porteiros dos endinheirados brasileiros, tivemos o fim da FOME, tivemos CASA, tivemos dignidade. Esperamos nos proximos 4 anos que retornem essas conquistas civilizatorias e nunca mais retrocedamos a barbárie: negacionismo da CIÊNCIA de um Albert Einstein, o gênio da humanidade.

  27. Enquanto se discute algo que é absolutamente verdadeiro – uma comunidade financeira judaica – a boiada de fascistas cresce e ninguém reclama. Tem judeu financistas, tem judeu de direita, tem judeu fascista e tem comunista que também nasceu judeu e não se orgulha nem se envergonha de ser judeu. Nassif é jornalista e muito bom no que faz, ademais não é antissemita. Estou do lado do Nassif.

  28. Lamentável. Paulo Nogueira Batista Jr. e Nassif, ambos atravessaram a rua para escorregarem em uma casca de banana. Quando essas coisas proveem da direita a gente até espera. Mas quando vem da esquerda nos pega de calças curtas. Precisava disso? Triste é observar alguns comentários de leitores abaixo.

  29. Ha muito tempo não acesso blogs e me limito ao twitter em raros casos. Mas se há algum ranço antissemita nas falas de Nassif e Paulo Nogueira Jr acho que muito se deve ao que ocorre, hoje, na Palestina… Acaba-se generalizando, quando há enormes diferenças entre aqueles que afzem parte do povo judeu.No final, se usa os mesmos métodos do facínora Joseph goebbels para estigmatizar povos e pessoas, que comungam de ideologias diferentes, como ocorreu com os petistas, que receberam a alcunha de petralhas. Assim se alimenta o odio. Infelizmente, vivemos no Brasil situação parecida. Não na proporção que o povo judeu sofreu ou o povo origniario, indigenas, ou o povo africano escravizados, mas sentimos na pele o que é ser estigmatizado, mesmoq ue em pequeníssima proporção.

  30. PNBJ mencionou banqueiros Judeus. Precisa ser muito mal intencionado para ver na declaração uma ofensa a todo o povo judeu. Mas os que saíram apressados fazendo acusações contra PNBJ e Nassif fizeram exatamente isto: trataram de ofender todo seu povo. Foram eles que viram ofensa geral onde não existiu.
    Temos que respeitar os judeus da mesma forma que todos os demais. Não é porque os judeus parecem se considerar superiores aos não judeus que devemos tratá-los como se fossem mesmo.
    Não aceitar uma ideia racista de que existe um povo melhor que os outros, de forma nenhuma pode ser recebido como ofensa por quem se acredita melhor.

  31. Paulo Nogueira permanece inconformado pela perda de uma Diretoria no banco do BRICS e debita toda sua ira ao Ilan ,apontado como responsável pela sua demissão do privilegiado cargo internacional que ocupou durante aproximadamente uma década.Aí , está valendo tudo contra o Ilan. Se por ventura,o Paulo for chamado para uma diretoria do BID, atualmente presidido pelo Ilan, o Paulo vai recusar e trabalhar com os denominados representantes da comunidade judaica financeira internacional. Estou pagando para ver.E Nassif, precisa ser atualizar um pouco mais e lembrar que o antissemitismo já constava nos escritos do apóstolo Marcos,onde os judeus recebem o rótulo de traidores e também nas recomendações de Lutero, sugerindo a queima de judeus em praça pública.Acredito, que a turma mais velha,como eu, deve ter sido muito influenciada pela malhação dos judeus no sábado de Aleluia, seguramente Freud explicaria semelhante comportamento.

  32. Os sionistas não devem ser confundidos com o povo hebreu. Não se pode culpar um povo pelos crimes perpretados durante séculos por uma classe dominante. Os sionistas foram e são os perseguidores e martirizadores do povo hebreu. Isso é historia. Fazendo o serviço sujo para a oligarquia, os sionistas compreenderam rapidinho que podiam alargar influências submetendo os hebreus a ondas intermitentes de perseguição para aterrorizá-los e posteriormente recrutá-los nas organizações sionistas que tinham como propósito aparente a “sobrevivência” dos… hebreus! Esses sionistas comandam ha séculos, contra o povo hebreu, aquilo que na linguagem do submundo do crime chama-se racket de proteção-extorsão, racket que serviu para construir a complexa estrutura “sionista” do serviço secreto britanico. A pressão da classe dominante sionista sobre os hebreus atingiu sua consequência lógica no século XX quando os Rothschild, os Warburg, os Oppenheimer, os Schroeder, os Rockefeller, os Norman e muitos outros aristocratas sionistas e simpatizantes como Weitz, Schacht, Voegler, Dulles, Dillon, Read, Harris, Forbes, Morgan, Ford, Bush, Deterding e até Wally Simpson e o Duque de Windsor, tornaram-se os princiapais patrocinadores financeiros de Adolf Hitler. Fonte: Dope Inc. (Britain’s Opium War against the U.S.) — Konstandinos Kalimtgtis, David Goldman e Jeffrey Steinberg, 1978. — NOTA – Se um caça bombardeiro serve para ação militar, um número superior ao milhão bloggers coordenados, servem na guerra de percepção e manipulação da opinião pública. O jornal Haaretz revelou que militares israelianos atuam na internet com a finalidade de construir falsas opiniões que justifiquem atos do governo. Segundo o jornal, o ministério da imigração contratou uma trollagem digna da torre de Babel: mais de milhão de bloggers em vários países que representem Israel nos comentários anti-sionistas, principalmente em inglês, francês, espanhol e alemão. Todos experts em “chat assassination”; (no Brasil temos o gabinete do ódio – criação e gestão militar). Ultima coisa: o Nassif e o Nogueira Jr. não devem desculpas a ninguém.

  33. O comentário de Paulo Nogueira foi antissemita, assim como sua pretensa defesa feita neste blog. A incapacidade de reconhecer e assumir isso é assustadora. Pior que o comportamento e falas de Paulo Nogueira, Luis Nassif e Pedro Costa, só os pavorosos comentários feitos neste post. São a prova de que as preocupações e alertas da comunidade judaica não são infundadas.

  34. Embora se observe o número elevado de paranóicos ignirantes antissemitas nos comentários, creio que vale a pena comentar para tentar apelar para,que use da lógica e da atenção aos fatos (inclusive o nosso bom jornalista e articulista Luis Nassif). Pensei que Paulo Nogueira Batista Jr tivesse prioritariamente formação keynesiana. Mas parece que a formação dele é baseada nos Protocolos do Sábio do Sião e em literatura integralista e libelos de caráter racista e neonazista. Em primeiro lugar, no mundo de hoje, quer queiramos ou não, fazer análise com viés de raça é considerado…..racista! E isto tem um caráter criminoso quando o viés da análise remete a uma visão pejorativa ou historicamente falsificada com finalidades de perseguição ou extermínio. É o caso da alusão aos judeus e sua presença no Tesouro americano.
    Esta observação foi nauseante e repulsiva.
    Em segundo lugar, as observações que remetem a domínio setorial por raça são desprovidas de qualquer evidência estatística relevante. No mundo de hoje,, com os fluxos migratórios e a diversidade de etnias e nacionalidades em qualquer atividade (seja esta atividade positiva ou negativa, legal ou criminosa), não há a mínima possibilidade de domínio por parte de um grupo étnico ou nacional. A começar pelas finanças: há domínio de americanos, chineses, europeus, os japoneses, árabes dos países ricos em petróleo? Ou são os cristãos, os muçulmanos, os budistas, os hinduistas, para ficarmos nos grandes contingentes, ou umbandistas, judeus e outras religiões com numero reduzido de praticantes?
    Ou diríamos que os mafiosos italianos dominam o crime organizado no mundo, ao invés de reconhecer o óbvio, que em cada país há grupos mafiosos, independente de raça, cor ou religião?
    E, caro Nassif, não adianta cobrar do grupo vítima de ato racista sua posição política e se eles defendem causas iguais a nossas. Ao se cobrar isto, estamos fazendo manobra diversiinista e, incrivelmente, sendo “racistas”, pois estamos cobrando desse grupo étnico ou racial uma posição especifica que não está sendo cobrada de outro.
    Em suma: o mais recomendável é assumir o erro cometido num espaço público, pedir desculpas e tentar estudar mais as ideias preconcebidas e desprovidas de base estatística.

  35. Realmente não existe raça humana, como sabe qualquer especialista em genética humana. Nossa espécie é única e não existem critérios objetivos para dividi-la em raças. Objetivamente os povos civilizados se dividem em classes!…Dominantes (conquistadoras e opressoras) e dominadas (conquistadas e oprimidas). Modernamente as dominantes também inventaram o racismo. E o racismo acabou por colonizar até a consciência de parte das classes dominadas (não é nossa consciência que determina nossas instituições sociais; pelo contrário, são as instituições sociais que determinam nossa consciência).

  36. Poisé “seo” Nassif, hoje a notícia que o tal exército de ocupação prendeu 600 crianças, essas inconveniências é que não querem explicar enquanto taxam quem os critica de paranóico ignorante e antisemita, que sinceramente, não sei o que quer dizer …há uma clara tentativa de intimidação do jornalista Luis Nassif, enquanto não explicam as verdades atrozes e inconvenientes tanto denunciadas nos livros do Professor Lejeune Mirhan…e qual o interesse em investir tanto em Hollywood?

  37. Respeitada a opinião contrária, não houve antissemitismo algum na expressão. Muito diferente da fala pública de Bolsonaro sobre quilombolas. PNJ referiu-se à influência de proeminentes figuras na indicação de profissionais para postos chaves de órgãos financeiros. As entidades precisam ter a mente aberta, pois há críticas que não constituem preconceito e preconceito que não contem crítica.

  38. *𝗖𝗮𝗿𝘁𝗮 𝗮𝗯𝗲𝗿𝘁𝗮 𝗮 Paulo Nogueira Batista*
    𝑷𝒐𝒓 𝑴𝒂𝒓𝒄𝒐𝒔 𝑳 𝑺𝒖𝒔𝒔𝒌𝒊𝒏𝒅

    Esta não é uma mensagem curta. Mas você deve lê-la até o final. Provavelmente você vaí se sentir agredido. Não se preocupe, eu também fui agredido e você já saberá o porquê.

    Assisti sua entrevista de cunho violentamente racista frente ao Povo Judeu. Racismo geralmente começa contra Judeus mas quase sempre se expande para negros, ciganos, nordestinos, imigrantes e outras minorias.

    Não consta que você jamais tenha se referido aos Árabes ao críticar Temer ou Esperidião Amin. Claro, eles não são Judeus – estes sim alvo de sua vergonhosa discriminação.

    É fácil de entender, afinal os Judeus jamais usaram de violência ou terror para enfrentar quem os agride. Não é preciso temê-los. Em todo o mundo somos apenas 18.000.000. Destes, 7.500.000 estão em Israel, quase 6.000.000 nos USA portanto há somente 4.500.000 em todo o resto do mundo. Os Judeus do Brasil não enchem o Maracanã! Se você ousar criticar Árabes ou Muçulmanos poderá ter o fim dos jornalistas do Charles Hebdo ou de políticos como David Amess ou Daniel Pearl.

    Na sua entrevista, você desdenha a relação com o país e insinua que Ilan Goldfajn tem apenas um passaporte Brasileiro, esquecendo-se das imensas contribuições dele ao Brasil – e de muitos outros Judeus “portadores de passaporte Brasileiro”. Quer alguns exemplos? Marcelo Gleiser na física, Rebeca Fuks, Lazar Segall nas artes, Gregori Warchavchik e Rino Levi na arquitetura, Jaime Lerner na política e até Bussunda no humor

    Mas você seguramente usa um celular, inventado por dois Judeus em Israel, no laboratório da Intel. Você publica fotos no seu perfil, tiradas com a câmara de celular inventada por Phillip Kahn, Judeu. Você tomou vacina Salk contra Paralisia Infantil? Salk era Judeu ou talvez foi a vacina Sabin? Também era Judeu.

    Você já comeu tomate cereja? Desenvolvido por Keidar e Rabinovitz, ambos Judeus de Israel. Tem PenDrive? Invenção de Dan Moran, Judeu.

    Talvez você nunca leu os nomes de Yossi Vardi, Yair Goldfinger, Safi Vigisar e Amnon Amir. Eles desenvolveram o uso do celular para mensagens escritas ou faladas. Isto mesmo, eles inventaram o que virou Skype, WhatsApp, Facebook, Twitter, TikTok e – eram e são jovens Judeus – os quatro! Inventaram o ICQ, pai da comunicação ao gratuita nas redes sociais.

    Você tem impressora em casa? Agradeça a Beny Landa, Judeu de Israel. Aliás, foram Judeus de Israel inventaram o Waze: Ehud Shabat e Uri Lewin.

    Quer mais? A máquina que costura suas roupas foi inventada por Singer, a engenharia genética é obra de Paul Berg, o Google desenvolvido por Sergei Brin e Larry Page, a teoria do capitalismo foi obra de David Ricardo e a do socialismo, de Karl Marx. Também a lanterna e as pilhas são invenção de Conrad Hubert e sua microempresa dentro do seu quarto, a Eveready. Todos Judeus. Ah, antes de mudar o nome para ser aceito no mundo empresarial, Conrad Hubert se chamava Akiva Horovitz. Mas talvez você queira algo mais simples – então a esferográfica também foi inventada por outro Judeu: Joseph Friedman. Até o carrinho de supermercado onde você coloca suas compras foi inventado por Silvan Goldman – Judeu.

    Vou parar por aqui. *𝙉𝙤 𝙚𝙣𝙩𝙖𝙣𝙩𝙤, 𝙣ã𝙤 𝙝á 𝙪𝙢𝙖 ú𝙣𝙞𝙘𝙖 á𝙧𝙚𝙖 𝙙𝙚 𝙨𝙪𝙖 𝙫𝙞𝙙𝙖 𝙨𝙚𝙢 𝙘𝙤𝙣𝙩𝙧𝙞𝙗𝙪𝙞çã𝙤 𝙙𝙚 𝙅𝙪𝙙𝙚𝙪𝙨* – desde a medicina aos alimentos, da física à sociologia, da indústria à ordenha – este povo pequenino, quase insignificante em números, se provou gigante em sua contribuição. Até o monoteismo, os dez mandamentos e o próprio Jesus e todos seus apóstolos vieram de meu povo! Ah, sim, não existe nenhum povo, etnia ou religião que faça mais caridade que os Judeus que mantém creches, hospitais, escolas, sinagogas, igrejas(sim, igrejas), orfanatos etc.

    Paulo, não tenho dúvidas de que você não é ignorante. Como pessoa culta você sabe de tudo acima – mas seu racismo não consegue segurar suas mensagens antissemitas. E nada do que eu escrevi irá mudar seus enraizados conceitos racistas. No mundo atual é “politicamente incorreto” discriminar negros, gays, ciganos, nordestinos etc., menos Judeus. Racismo contra meu povo é “politicamente aceitável” não é mesmo?

    Você pode seguir em seu ódio a nós, Judeus. Mas neste caso, seja coerente, não use NADA que Judeus inventaram, não escute Bárbara Straissand ou Leonard Cohen, Mendelssohn ou Gershwin, Karabtchevsky ou Simon and Gurfinkel, não aceite o stent cardiológico, não use Waze, não use antibióticos, rejeite a energia solar ou a, dessalinização de águas marinhas – e volte a viver em cavernas.

    Seu racismo não é fruto de ignorância e sim de ódio e ciúmes que não deveriam se sustentar no século XXI.

    E para terminar, os seus sobrenomes indicam claramente que seus antepassados foram Judeus convertidos à força ao Cristianismo durante a Inquisição – tanto Nogueira como Batista são nomes notórios de Cristãos Novos, ou seja, Judeus que tiveram de aceitar o Cristianismo para não serem queimados vivos nas fogueiras da Inquisição.

    Fica assim a pergunta: será que você não é também um Judeu que, de Brasileiro, só tem o passaporte?

    Se eu não receber uma resposta, sua, entenderei que, além de racista, você também é um covarde sem argumentos

  39. Conheço judeus de esquerda, judeus de direita, judeus sionistas e antissionistas (os mais ortodoxos), judeus que celebram Natal com amigos, os que comem uma bela calabresa e os que não. Parem de perseguir judeus. Nossos problemas são muito maiores!!!! precisamos de empregos!!!

  40. O fato é que podemos falar o que quisermos de RUSSOS, CHINESES, ÁRABES, AFRICANOS, AMERICANOS DO SUL, DO NORTE E ATÉ DE EUROPEUS. Mas falar de judeus, é proibido! E se falar mal, recebe-se o rótulo de anti-semita e, se for alguém influente na midia ou socialmente, corre-se o risco de ser riscado do mapa. Muito estranho…. pra não dizer “otra cosa”.

  41. Meu avô materno era judeu e praticante do Judaísmo. E ele ara tão judeu que todos os seus filhos possuíam nomes judeus. Minha avó se chamava Jordina e minha tia-avó, Filoteia. Eu não posso me dizer judeu, porque nunca quis saber se me encaixaria no conceito de “judeu”, porque jamais quis fazer parte de grupo, de qualquer tipo e natureza de grupo. Só desejo ser humano e humanista para poder lutar livremente pela implantação daquilo que entendo por “justiça”. Dito isso, ou seja, na tentativa de me mostrar imparcial neste debate, posso dizer que em nenhuma das manifestações de protesto dos meus irmãos judeus (irmãos não por questões raciais, mas de humanidade), não percebi nenhum desmentido ao que afirmou Paulo Nogueira Jr. Assim, percebo que as manifestações de protesto não passaram de ataques de quem é despossuído de bons argumentos de defesa, ou, noutras palavras, de condições para revelar outra verdade.

  42. analisem essa frase escrita por Machado de Assis, em 1904, em plena Semana Santa, no “Jornal do Comércio”: “judeus futuros, ainda de hoje, ao passo que negam a culpa da sua raça, confessam não poder ler sem mágoa essa página sombria”…….

  43. Em meu comentário de ontem, lamentava a “escorregada em casca de banana“, praticada pelo economista Paulo Nogueira Batista Jr e pelo jornalista Luis Nassif, por cederem ao estereótipo antissemita do “judeu banqueiro”. Lamentava, também, diversos comentários que, aproveitando-se da polêmica estabelecida, fugiam alegremente dos motivos da controvérsia para reforçar a associação entre judeus e o conhecido texto apócrifo e antissemita dos “Protocolos dos Sábios do Sião. Muitos outros comentários apareceram. Um deles para afirmar que é possível criticar russos, chineses, europeus, ciclistas, filatelistas etc., mas a crítica aos judeus estaria interditada. O comentarista talvez sem querer, mas talvez propositalmente, não vê, ou não viu, que a “crítica” que é censurável é aquela que não se destina aos atos criticáveis de um indivíduo específico, mas sim a todos os componentes da comunidade à qual o indivíduo pertence: russos, chineses, europeus, ciclistas ou filatelistas. Dito isto, me parece necessário, também, esclarecer que não compartilho dos termos empregados, em uma carta aberta transcrita em um dos comentários abaixo, para se referir a Paulo Nogueira Batista Jr. O erro cometido por Paulo Batista, infelizmente motivado por essa associação já “naturalizada” no inconsciente coletivo, e reforçada por ele, não justifica os termos contra ele empregados.

  44. Credo, dezenas de comentários para uma discussão circular vazia, que não chega a lugar algum, exceto servir de palco para vitimizações equivocadas e auto-infligidas e tentativas de assassinato de reputação dos jornalistas e do economista. Fossem críticas sinceras, não estariam fazendo exatamente o que supostamente criticam nos outros – mormente com base em uma análise rasteira do discurso, em que o suposto antissemitismo está no subjetivismo do leitor apressado, não da mensagem objetivamente considerada.

    Tanto blá blá blá e não se diz o óbvio: existe uma comunidade financeira judia com espírito de corpo? Sim. Todo financista é judeu? Não. Todo judeu é financista? Não. Ponto. Logo, malícias à parte, tudo aqui não passa de um gigante déficit de capacidade de interpretação de texto, como costuma enfatizar o Leonardo Sakamoto, destroçada pela “profundidade” de debates de zap ou twitter, atribuindo-se um sentido completamente estranho e idiossincrático a palavras proferidas em um contexto que escapa aos paraquedistas engajados.

    Nassif, sugira à Letícia Sallorenzo escrever sobre este episódio, que fundamentalmente é uma questão de linguagem e comunicação – e a crença persistente de que o receptor EXTRAI os sentidos subjetivos da mensagem objetiva, quando a realidade é que ele os ATRIBUI, com base não apenas em outras fontes exógenas de informação sobre o caso concreto, mas também em suas experiências pretéritas e mesmo inferências especulativas sobre o emissor.

  45. Nassif, como eu faço todos os dias, na 2a eu assisti teu programa e te escrevo aqui pra dar o meu ponto de vista e elogiar a tua postura de ir a fundo nas questões e aceitar as críticas.
    Trazer o Michel e a Lia foi um gesto de honestidade e respeito.
    Durante o programa eu achei a postura deles muito dura, afinal tu estavas dando a cara pra bater por comentários que nem eram teus.
    Depois eu assisti à fala do Paulo Nogueira e vi que esses comentários foram realmente bem ofensivos.
    Eu sou um brasileiro judeu e não considero que muitos dos discursos tachados de antissemitas realmente o sejam, mas a fala do Paulo Nogueira foi de uma pobreza fenomenal.
    Ele teria certamente várias questões muito objetivas pra criticar na indicação do Ilan.
    O Ilan tem contatos com judeus no Tesouro americano, banqueiros, etc. Só com judeus? Isso significa que existe conluio entre eles, uma conspiração? O Paulo quer dizer que um diretor judeu de organismo multilateral não pode ter contatos com estrangeiros, principalmente se forem judeus?
    O Ilan não nasceu no Brasil, e daí? O meu pai e eu sei que também o teu eram imigrantes. Isso depõe contra eles? Certamente não tem ninguém nascido aqui que seja mais brasileiro que eles. E meu pai também tinha o nome impronunciável.
    O Paulo esqueceu que tinha uma câmera e um microfone gravando e soltou um grande papo de boteco. Perdeu uma maravilhosa chance de ficar quieto. Perdeu também a oportunidade de acabar com esta questão simplesmente vindo a público e pedindo desculpas.
    Ele poderia ser mais leal contigo e estar a teu lado naquele programa, assumir que falou besteira e se desculpar. Simples assim.
    A ausência dele te deixou sozinho encarando a bronca (justa) sobre uma fala que era dele.
    Na minha opinião a fala do Paulo não torna ele necessariamente nem de longe um antissemita, mas ele não é um ignorante e deve saber que o que ele falou só depôs conta ele mesmo e nem arranhou o Ilan.
    Grande abraço e super feliz ano pra ti e toda a família.

  46. Acho que existem os fatos que podem ser mal interpretados e as intenções e interesses que podem ser muito distorcidos…
    Houve judeus que financiaram a violencia e a guerra nazista, há judeus nazistas no interior e no centro do estado de israel que assassinam a palestinos todos os dias…
    Há e sempre houve judeus e gente de todos os povos democratas, progressistas e de esquerda. Sem ignorar a existência de todos os outros tipos de gente… Assim como há erros, equivocos, oportunismos e más vontades de muitos lados, como o seu oposto, em termos de boa vontade e similares…
    Logo, não pode haver compromisso de ninguem com o erro e nem com as equivocadas ou interessadas interpretações…
    Portanto, esqueçamos as discussoes inuteis como essa que amaldiçoa a Nassif e a Paulo Nogueira…

  47. Concordo com este site nos assuntos domésticos mas acho que tende a pisar na bola quando se trata de assuntos externos… Não há sinais de multipolaridade mas de uma talvez bipolaridade e isso somente se Xi não arruinar a China se tornando um novo Brezhnev e causando uma década de estagnação. Índia ainda tem muito arroz com feijão para comer ate lá, o Brasil tem perto de uma década de devastação da qual se recuperar, e Rússia estar nesse momento sento arrastada para o status de dependência chinesa por Putin e os oligarcas que o mantém no poder, pouco melhor que sauditas, emirados árabes, venezuelanos ou outros postos de gasolina disfarçados de países. A tolíssima guerra de Putin já reforçou a OTAN muito além dos estragos que ela tinha sofrido com a incompetência diplomática do Trump e empurrou a União europeia para os braços norte americanos, neste momento exceto pela China a unipolaridade estaria talvez mais forte do que nunca! E numa situação provável de se manter enquanto a Rússia for vista como agressora pelos vizinhos, com a mais completa razão, principalmente no caso de ela “vencer” o conflito atual e assumir o controle de uma já pobre, agora devastada Ucrânia que mesmo se espremida ate a ultima gota não vai render nem tão cedo perante o que custaria para ocupa-la.

    Voltando ao assunto, quando o texto traz “menciona a influência da comunidade financeira judaica nos organismos financeiros internacionais e diz que Ilan nem nascido no Brasil é.” a questão e que realmente ocorre anti-semitismo nesse trecho. Preste atenção; são destacadas três formas de pertencimento ou não a um grupo, com “internacional”, “judaico”, e “nem nascido no Brasil”. Todos são arbitrários como qualquer grupo de pessoas o é, por definição. Mas o grupo “nascido no Brasil” é valorizado em contraposição ao “internacional”, basicamente uma forma de se referir a todos de diferentes nacionalidades. O grupo “judaico” engloba um modo diferente de caracterizar pessoas, por crença e não por laços de sangue e por consequência nação, embora seja possível eles se sobreporem em muitos casos o anti-semitismo surgiu pelo uso do grupo dos judeus (como religião minoritária) justamente para criar uma separação entre eles e “o povo”. Começou com fins pragmáticos de elites usando o poder do estado para realizar confiscos para financiar guerras sem fim, tornando minorias religiosas como os judeus mais vulneráveis – dai a origem do mito do judeu rico, mais tarde com o surgimento do nacionalismo e em seguida do racismo “cientifico” sendo atribuído em vez de a religião, a atributos sociais e em seguida biológicos respectivamente… Basicamente, novas formas de diferenciar o forasteiro, o estrangeiro, quem não “pertence aqui”, sempre vistos de fora, embora por definição quem é judeu tem em comum religião e não qualquer forma de laço sanguíneo, ou grupo social.

    O artigo acerta em seguida ao indicar corretamente que se formos atrás encontraremos libaneses, judeus no mundo das finanças. O ultimo afinal é uma ocupação e nada tem a ver com etnia ou religiao exceto na interseção desses grupos. Por outro lado a fala no vídeo descontextualizada como ela veio, realmente foi agua no moinho neonazista.

  48. Concordo com este site nos assuntos domésticos mas acho que tende a pisar na bola quando se trata de assuntos externos… Não há sinais de multipolaridade mas de uma talvez bipolaridade e isso somente se Xi não arruinar a China se tornando um novo Brezhnev e causando uma década de estagnação. Índia ainda tem muito arroz com feijão para comer ate lá, o Brasil tem perto de uma década de devastação da qual se recuperar, e Rússia estar nesse momento sento arrastada para o status de dependência chinesa por Putin e os oligarcas que o mantém no poder, pouco melhor que sauditas, emirados árabes, venezuelanos ou outros postos de gasolina disfarçados de países. A tolíssima guerra de Putin já reforçou a OTAN muito além dos estragos que ela tinha sofrido com a incompetência diplomática do Trump e empurrou a União europeia para os braços norte americanos, neste momento exceto pela China a unipolaridade estaria talvez mais forte do que nunca! E numa situação provável de se manter enquanto a Rússia for vista como agressora pelos vizinhos, com a mais completa razão, principalmente no caso de ela “vencer” o conflito atual e assumir o controle de uma já pobre, agora devastada Ucrânia que mesmo se espremida ate a ultima gota não vai render nem tão cedo perante o que custaria para ocupa-la.

    Voltando ao assunto, quando o texto traz “menciona a influência da comunidade financeira judaica nos organismos financeiros internacionais e diz que Ilan nem nascido no Brasil é.” a questão e que realmente ocorre anti-semitismo nesse trecho. Preste atenção; são destacadas três formas de pertencimento ou não a um grupo, com “internacional”, “judaico”, e “nem nascido no Brasil”. Todos são arbitrários como qualquer grupo de pessoas o é, por definição. Mas o grupo “nascido no Brasil” é valorizado em contraposição ao “internacional”, basicamente uma forma de se referir a todos de diferentes nacionalidades. O grupo “judaico” engloba um modo diferente de caracterizar pessoas, por crença e não por laços de sangue e por consequência nação, embora seja possível eles se sobreporem em muitos casos o anti-semitismo surgiu pelo uso do grupo dos judeus (como religião minoritária) justamente para criar uma separação entre eles e “o povo”. Começou com fins pragmáticos de elites usando o poder do estado para realizar confiscos para financiar guerras sem fim, tornando minorias religiosas como os judeus mais vulneráveis – dai a origem do mito do judeu rico, mais tarde com o surgimento do nacionalismo e em seguida do racismo “cientifico” sendo atribuído em vez de a religião, a atributos sociais e em seguida biológicos respectivamente… Basicamente, novas formas de diferenciar o forasteiro, o estrangeiro, quem não “pertence aqui”, sempre vistos de fora, embora por definição quem é judeu tem em comum religião e não qualquer forma de laço sanguíneo, ou grupo social.

    O artigo acerta em seguida ao indicar corretamente que se formos atrás encontraremos libaneses, judeus no mundo das finanças. O ultimo afinal é uma ocupação e nada tem a ver com etnia ou religiao exceto na interseção desses grupos. Por outro lado a fala no vídeo descontextualizada como ela veio, realmente foi agua no moinho neonazista.

  49. Batista, explicitamente, faz alusão ao fato de Ilan Goldfajn ser judeu, nascido em Israel. Portanto, independentemente de ser contra ou a favor dos judeus, a fala foi antissemita sim. Até reclamar do sobrenome de Ilan ser “impronunciável”, o que foi ridículo.
    Repito, o problema de Ilan não é sua incompetência ou linha econômica, mas é ser judeu, financista e ligado à comunidade judaica.
    Foi antissemita, com certeza.

  50. Erro mesmo, o Paulo se refere a comunidade judaica e nao a comunidade financeira judaica – mesmo assim um termo discutivel- nao haveria uma comunidade financeira brasileira, americana etc? E antisemita mesmo! Merece reparo de vc e e um prlblema serio na fala do Paulo!

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